Notas iniciais
Olá tudo bem meus amores? Espero que sim, de verdade... Postei rápido né? Hahhaha, espero que vocês gostem do capítulo de verdade... Bjs e boa leitura.

O loiro suspirou cansado, jogou o papel que estava lendo sobre a mesa de carvalho escura, não havia tido uma boa noite de sono por conta de Dereck que lhe pedia para contar histórias coisa que ele não sabia, agora mal havia chegava à empresa e já tinha pilhas de papéis para assinar, reclamações de funcionários e ainda tinha de aguentar sua sogra falando ao seu ouvido toda vez que o via que ele precisava pedir a mão de Sophie, se sentia sufocado, preso em um mundo totalmente insano, escutou três batidas na porta e antes que pudesse dizer algo ela foi totalmente escancarada por uma mulher de cabelos castanhos repicados, rosto redondo, nariz e boca pequenos como uma boneca, ela se aproximou parando em frente a mesa do loiro batendo com uma bolsa verde oliva sobre a mesa fazendo um barulho alto, atrás dela uma garota morena com os cabelos presos em um coque parecia assustada.

– Me desculpe senhor eu falei que ela não podia entrar – a morena começou a falar, Jack levantou a mão para silencia-la, Tianna era sua secretaria a dois anos, uma jovem bonita de pele morena cabelos e olhos castanhos escuros, viu a mulher concordar com a cabeça e continuar a encará-lo , voltou seu olhar para a mulher a sua frente que o encarava com raiva naqueles olhos tão incomuns que um dia o fascinou.

– Pode deixar Tianna – ele falou e viu a mulher concordar lhe dando as costas e saindo da sala.

– Como você me proíbe de ver meu filho? – ela falou pausadamente, a voz carregada de ódio.

– Não sabia que estava aqui, pensei que ainda estava em Paris com seu amante – ele falou sério se levantando e dando a volta na mesa parando a sua frente.

– Vim passar uns dias nos EUA para resolver algumas coisas, sabe quanto sinto falta de Dereck , não acredito que me proibiu de ver meu próprio filho – ela falou aumentando a voz a cada palavra.

– Não a proibi de ver Dereck – ele falou firme.

– Pois não foi o que me pareceu, cheguei a sua casa e Rose me disse que você não havia lhe informado de minha presença e que Dereck não estava em casa – ela falou cruzando os braços desconfiada.

– Não sabia que estava aqui, há quanto tempo não liga para Dereck, nunca se importou com ele, nem ao menos lhe explicou do porque ter ido embora, sabe o quanto eu e ele sofremos? – ele perguntou bagunçando os cabelos, aquilo era ridículo, rever sua ex-mulher depois de tanto tempo.

– Não lhe disse por que não sabia o que dizer para ele na época, pensa que não foi difícil para mim? Pensa que eu fiquei feliz de estar todo esse tempo longe do meu filho? – ela cuspia as palavras na frente do loiro que a encarou com raiva, por mais que fosse pouca a magoa ainda era presente.

– Então porque não ligou? Era apenas pegar o telefone e falar com seu filho, o que achava que eu tinha de falar para ele? Sua mãe nos deixou? Não ligou para nenhum de nós? – ele perguntou e viu os olhos violetas começarem a marejar.

– Nos divorciamos Jack, não tínhamos nada um com o outro quando fui embora com Bunni, não fale de mim como se fosse uma vagabunda – ela falou com a voz embargada pelo choro.

– Mais você agiu como uma, começou a sair com ele enquanto ainda éramos casados, não se importou com seu filho- ele falou mais calmo.

– Eu queria ter levado Dereck comigo, mais infelizmente você ficou com a guarda dele, era para ele estar comigo e não com você – ela gritou desesperada, já estava perdendo o controle.

– Pois eu consegui a guarda de Dereck e isso não vem ao caso agora Thooth – ele falou andando em direção a um sofá de couro que havia a um canto de sua sala e se jogando, encarou a mulher a sua frente que secava os olhos e soluçava baixo – Ainda tenho um pouco de raiva de você, e essa raiva explodiu agora quando lhe vi – ele falava calmo – Mais acho que na época eu também fui o culpado, não dava o valor que você e Dereck mereciam, e infelizmente só percebi isso depois que você foi embora, não sei se ainda sinto algo por você ou é apenas raiva mesmo, nunca a proibi de ver Dereck, afinal ele precisa da mãe, mais nunca quis que ele soubesse que a mãe trocou seu próprio pai por outro, por isso que quando ele me perguntava eu apenas dizia que tivemos de nos separar por que você iria fazer um trabalho em Paris, no começo ele perguntava mais sobre você mais agora acho que se acostumou, sei que sente saudades dele Thooth, mais você precisa entender que já ficou tempo demais fora da vida de Dereck para aparecer agora do nada – ele falou baixo.

A mulher colocou a mão sobre os lábios contendo um soluço baixo, Jack tinha razão, como ela havia deixado as coisas saírem do controle desse modo, várias vezes ligara para o filho e quando ouvia sua voz desligava, sempre tivera medo das coisas que Jack teria dito a ele mais agora vira que estava enganada, conhecia Jack, ele sempre demonstrara ser frio e grosso por fora, mais por dentro sempre vivera em um conflito interno, foram anos de convivência para entende-lo e quando de fato o entendeu já era tarde, havia se distanciado completamente dele e do filho, andou a passos lentos em direção ao sofá se sentando ao lado do loiro.

– Sei que errei Jack, mais tinha medo do que meu filho poderia pensar, por mais que ele ainda fosse uma criança, tinha medo também do que você poderia ter dito a ele – ela falou baixo encarando os próprios pés.

– Nunca falaria mal de você na frente de Dereck – ele falou e a viu concordar com a cabeça – Sei que quer rever Dereck mais preciso que você me de um tempo, para eu e ele nos acostumar com a ideia de que você voltou de repente e que deseja vê-lo – ele falou voltando ao seu porte sério e se levantando – Irei lhe ligar dentro de uns dias para você falar com ele – ele falou se sentando na cadeira de couro atrás da mesa, viu a mulher se levantar do sofá.

– Só por favor não demore – ela falou e ele concordou com a cabeça , a viu pegar a bolsa e lhe dar as costas, ela parou de frente a porta com a mão sobre a maçaneta , virou o rosto para encarar o loiro – Jack, me desculpa de verdade, por tudo e também por ter chegado lhe acusando – ela falou e o esperou , pelo menos um maneio de cabeça, mais ele não disse nem uma palavra, apenas abaixou o olhar para os papéis sobre a mesa, ela suspirou saindo da sala.

A loira suspirou arrumando o coque que havia feito, trajava uma calça jeans de lavagem clara junto com uma camiseta de manga preta, havia recebido uma ligação no período da manhã para que trabalhasse de babá por um dia, e aceitara na hora, tocou a campainha e esperou alguns segundos, logo a porta foi aberta por um homem bonito com um sorriso de lado encantador, os cabelos castanhos claros , os olhos verdes e a pele clara.

– Você deve ser a Elsa ? – ele perguntou sorrindo, ela apenas concordou com a cabeça um tanto avoada, por céus ela só trabalhava para homens bonitos – Ótimo, pode entrar, meu nome é Nate lhe liguei hoje cedo – ele falou enquanto fechava a porta, ela sorriu olhando ao redor, era um apartamento espaçoso e confortável, com diversos brinquedos espalhados pelo local, o que a fez suspirar – Minha babá me deu o cano hoje e eu ainda preciso ir trabalhar – ele falou sério e ela sorriu.

– Sem problema senhor – ela falou e ele a encarou sorrindo de lado.

– Ah propósito pode me chamar de Nate, vou lhe apresentar as crianças – ele falou e a viu arregalar os olhos – Não lhe contei que eram gêmeos? – ele perguntou e a viu negar com a cabeça, riu alto passando o braço envolto da loira a arrastando, havia feito uma bela escolha para babá de seus filhos, arrastou a loira em direção a um quarto onde duas crianças pulavam de um lado para o outro enquanto jogavam diversas bolinhas coloridas, a loira arregalou os olhos assustada, nunca havia trabalhado com gêmeos e pelo jeito esses não eram fáceis de lidar – Crianças — o homem gritou e as duas crianças viraram para encará-lo – Essa é a babá de vocês por um dia , deem oi para ela – ele falou e em questão de segundos as duas crianças de cabeleira escura correu em sua direção se agarrando a perna da loira com força – Bom tenho de ir, nos vemos no final da tarde Elsa – ele falou e ela concordou com a cabeça sorrindo.

A loira continuou olhando para o corredor que ele havia desaparecido, escurou a porta bater e suspirou, o que faria agora, olhou para as duas crianças que estavam agarradas a sua perna.

– E então? Qual o nome de vocês? – ela perguntou e viu a garotinha com o rosto redondo com algumas sardas e duas maria-chiquinha sorrir para ela.

– Meu nome é Lili – ela falou com a voz baixa – e esse é o Ron – ela falou apontando para o menininho que já soltara a perna da loira e corria em direção à piscina de bolinhas.

– Muito prazer, meu nome é Elsa, e o que vocês costumam fazer com a babá de vocês? – ela perguntou e viu as crianças sorrirem.

– Ela fica assistindo televisão e deixa a gente fazer o que quer – Ron falou jogando uma bolinha em direção a loira que desviou , ela suspirou, pelo jeito não seria fácil.

– Bom já que eu sou a babá de vocês por um dia o que acham de brincarmos? – ela perguntou e viu os olhos das crianças brilharem.

– Do que? – Lili perguntou se agarrando a mão da loira, ela suspirou se sentando no chão com a garotinha em seu colo.

– Bom do que vocês querem? – ela perguntou e viu o pequeno Ron correr em sua direção parando ao seu lado.

– De cowboy – ele falou e ela concordou com a cabeça se levantando, andou em direção a caixas de brinquedos que havia a um canto retirou algumas coisas que pudessem servir para a brincadeira, escutou um choro alto e se viro vendo Lili chorando.

– Ele me bateu – a garotinha falou mostrando uma marca vermelha que agora brilhava em seu braço, ela olhou para a criança apertando os olhos.

– Ron, peça desculpas a sua irmã – ela falou e o menino negou com a cabeça lhe mostrando a língua, ela suspirou tentando se acalmar, aquele seria um longo dia.

Jack abriu a porta de casa cansada, a conversa com Thooth ainda pairava em sua mente, abriu a porta dando passagem para Sophie, à loira havia lhe ligado lhe chamando para almoçar e ele negara como pedidos de desculpas ele a chamara para almoçar em sua casa como ele sempre preferira fazer, jogou a chave sobre a mesinha e foi em direção a sala de jantar encontrando Dereck sentado a mesa comendo sozinho, o pequeno assim que escutou os passos do pai levantou o olhar sorrindo.

– Papai – ele falou saltando da cadeira e correndo em direção ao pai que o pegou no colo.

– Oi campeão, já está almoçando? – ele perguntou e viu o filho concordar com a cabeça, o colocou novamente na cadeira onde ele estava, a mesa já estava completamente servida, puxou a cadeira para que Sophie se sentasse ao seu lado e logo se sentou — Cadê a tia Rapunzel?- ele perguntou enquanto via o filho colocar uma colher de purê de batatas na boca.

– Ela não veio a Rose que me deu banho – ele falou com a boca cheia, Jack o olhou.

– Não pode falar com a boca cheia – ele falou repreendendo a criança que concordou com a cabeça.

– Desculpa – ele falou cabisbaixo.

– Suas coisas já estão arrumadas? Não pode se atrasar para a escola – ele falou e viu a criança concordar com a cabeça.

Terminaram o almoço em uma conversa animada entre Dereck e Jack, o loiro a todo o momento tentava puxar algum assunto com a loira que apenas o respondia com palavras simples e rápidas, o loiro se levantou subindo com Dereck em direção ao quarto do pequeno para lhe trocar , o despiu colocando a camiseta polo branca e o shorts preto que faziam o uniforme da escola, Dereck se sentou na cama sorrindo, o loiro o encarou, suspirando e tomando coragem.

– Dereck você tem saudades da sua mãe? – ele perguntou e viu a criança parar de balançar os pés para o encarar.

– Às vezes – ele sussurrou, Jack segurou o pé do pequeno calçando um dos sapatos – Mais eu sinto mais saudades da Elsa – ele falou e o loiro levantou o olhar – Ela brincava comigo, contou histórias e me ensinou a escovar os dentes olha – ele falou sorrindo mostrando os dentes brancos – A mamãe nunca fez isso comigo.

Jack terminou de calçar o filho em silêncio, se levantou fazendo um gesto para a criança pegar a mochila, começaram a descer as escadas lado a lado.

– Dereck me espere na sala com Sophie ok? Vou pegar um negócio no meu quarto – ele falou e a criança concordou, subiu as escadas abrindo as gavetas, as revirou encontrando um pequeno papel dobrado, escutou um grito e se apressou colocando o papel no bolso.

Sophie estava sentada no sofá com os braços e pernas cruzadas, olhou para cima vendo Dereck descer a escadas, a criança parou a encarando, ela o encarou de volta.

– Hoje é meu segundo dia de aula – ele falou animado.

– Legal – ela o respondeu mal-humorada, ele abriu a mochila retirando um chiclete e o abrindo, começou a mascar observando a loira, ele se levantou no sofá começando a pular ao lado da loira que o ignorava completamente, um último pulo pisou sobre a mão da loira que gritou.

– Desculpa – ele falou assustado se sentando no sofá, a loira o encarou com raiva, aquela criança já estava passando dos limites, o segurou pelo braço o encarando.

– Você é uma peste sabia? – ela perguntou o encarando e o segurando com força.

– O que significa isso? – a voz firme e grossa de Jack a despertou a fazendo soltar o pequeno que a encarou ainda assustado, Jack se aproximou pegando a criança no colo que o abraçou forte.

– Jack , me desculpe eu não pensei direito, o Dereck entende né? Me desculpa querido – ela falou se levantando e andando em direção ao loiro.

– Sophie vai embora – ele falou sério, por mais que gostasse da loira amava seu filho em primeiro lugar e não suportava que alguém encostasse nele.

– O que? – ela perguntou e o viu colocar Dereck no chão.

– Pegue um taxi, qualquer coisa mais vá embora, quando eu estiver melhor conversamos – ele falou sério, ela concordou com a cabeça lhe dando as costas, talvez fosse a melhor escolha a se tomar.

A loira abriu a porta de casa escutando o latido de Bob , acariciou a cabeça do animal retirou os sapatos e se jogou no sofá, céus como estava cansada, nunca cuidara de crianças tão bagunceiras, escutou o telefone de casa tocar e se esticou para atende-lo.

– Alô – ela falou desanimada.

– Elsa , como foi hoje? – a voz animada de Anna soou a fazendo fechar os olhos, sua cabeça doía.

– Um horror, Anna você acredita que eu cuidei de gêmeos e aquelas pestinhas me amarraram em uma cadeira – ela falou com a voz chorosa e cansada – foi horrível Anna de verdade, eles eram como dois animaizinhos loucos, só consegui descansar quando eles apagaram no quarto de brinquedos, dei graças a Deus quando o pai deles chegou, nunca mais trabalho para gêmeos – ela falou se levantando e andando em direção ao quarto.

– Nossa – Anna falou rindo do outro lado da linha.

– Não tem graça Anna, nunca em toda minha vida pensei que haveria crianças como aquelas – ela falou enquanto colocava no viva-voz, retirou a roupa colocando um shorts preto de lycra curto e um top cinza, pegou o telefone andando com ele pela casa, enquanto escutava Anna falar de seu dia, soltou o coque amassando o cabelo com as mãos.

– Ah meu dia não é tão agitado como o seu – Anna falou por fim.

Jack pegou o papelzinho de dentro do bolso o abrindo, passara a tarde toda pensando em qual seria a melhor atitude a se tomar, havia discutido com Sophie e acabaram o namoro, assim como tantos outros, poderia se arrepender com o tempo mais infelizmente ou não sempre colocara Dereck em primeiro lugar, suspirou estacionando o carro de frente para o pequeno prédio.

Elsa estava deitada no sofá assistindo televisão, Bob estava ao seu lado esparramado com a barriga para cima, ela acariciou a barriga do enorme Husky Siberiano que mexeu a perna contente, escutou a campainha tocar e se levantou, finalmente a comida chinesa que havia pedido chegara, pegou o dinheiro sobre a mesa e andou até a porta a abrindo, arregalou os olhos azuis surpresa.

– Senhor Frost? – ela perguntou assustada, viu o homem a encarar de cima a baixo.

– Podemos conversar? – ele perguntou e a viu concordar com a cabeça, a loira deu espaço para que ele passasse e fechou a porta, olhou para baixo, o short era curto demais e ela estava apenas com um top, sentiu o rosto queimar e preferiu ignorar, o viu a encarar e pigarrear – Antes de tudo gostaria de lhe pedir desculpas, Dereck realmente gosta de você e não pensei sobre isso na hora que a demiti, sei que fui um grosso e sem coração como você mesmo disse – ele falou a viu entreabrir os lábios e logo os fechou – Gostaria que voltasse – ele falou e a viu sorrir – Sei que é loucura e de fato estou desesperado, mais a senhorita aceitaria se tornar a senhora Frost e virar mãe de Dereck? – ele perguntou direito, a viu arregalar os olhos surpresa.

– O que ? — ela perguntou assustada.

– Sei que parece loucura — ele falou e ela o interrompeu.

– Isso é loucura nem nos conhecemos — ela falou desesperada.

– Eu sei mais entenda, Dereck a adora como uma mãe e eu penso no melhor para meu filho, apenas diga se aceita — ele falou ainda a encarando.

Notas finais
E então gostaram? Jack de fato está desesperado hahaha... Tudo pelo pequeno Dereck. Ah Thooth eu imagino a Ashley greene