Notas iniciais
Olá tudo bem com vocês? Espero que sim, antes eu gostaria de agradecer a cada um de vocês pelos maravilhosos comentários de verdade, prometo responder os que não respondi, mais ando sem tempo agora com o fim das férias, espero que gostem do capítulo eu adorei escrever rsrsrs , boa leitura.

Jack desligou o carro e se virou para trás vendo a babá colocar o boné na cabeça do filho, Dereck estava animado e quase não parava quieto o que dificultava o trabalho de Elsa, sorriu para o filho que tinha um enorme sorriso nos lábios, abriu a porta do carro e logo em seguida abriu a do filho o pegando no colo e o colocando no chão, a criança pulava alegre no mesmo local, se ajoelhou arrumando o boné da criança.

– Animado? — perguntou e o viu sorrir afirmando com a cabeça, segurou a mão do filho e olhou para o lado vendo a babá descer do carro, levantou a cabeça procurando Sophie, franziu a testa não a encontrando, olhou para dentro do carro e a viu ainda sentada, bateu no vidro a chamando, a viu resmungar algo , a esperou descer do carro para acionar o alarme, Dereck começou a puxá-lo para frente e ele o seguiu, quando estavam um pouco mais adiante virou o rosto vendo que as duas mulheres o seguiam, Sophie um pouco mais a frente que Elsa, Dereck soltou sua mão correndo em direção a um dos balanços, ele sorriu correndo atrás do filho.

– Me empurra papai — Dereck falou e ele começou a empurrar a criança, ele apenas gargalhava cada vez que o balanço ia mais alto, Sophie cruzou os braços um pouco mais ao longe deles, nunca gostou de lugares como esse, vivia sempre cheio de insetos, virou o rosto vendo Elsa se sentar no chão debaixo de uma árvore e tirando um livro de dentro da mochila de Dereck.

A loira estava terminando o primeiro paragrafo da página quando escutou um grito, levantou o olhar e viu que Sophie estava ajoelhada no chão, fechou o livro se levantando e andando rapidamente até a mulher, viu Jack parar de balançar Dereck e correr até ela se ajoelhando ao seu lado.

– O que houve? — ele perguntou e ela se levantou o encarando.

– Tinha uma abelha — ela falou olhando apavorada ao redor, Elsa revirou os olhos, como ela conseguia ser tão fresca, viu Jack sorrir.

– Era apenas uma abelha — ele falou e a viu lhe lançar um olhar indignado.

– Sabe que odeio lugares assim e ainda me trouxe — ela falou histérica, o fazendo arregalar um pouco os olhos.

– Tudo bem, vamos nos sentar um pouco — ele falou passando o braço ao redor do ombro dela, Elsa sorriu de lado se segurando para não rir, como aquela mulher conseguia ser tão histérica.

– Papai me balança — Dereck gritou correndo em direção a eles.

– Elsa pode brincar com o Dereck ? — Jack perguntou se virando para a loira que afirmou com a cabeça, ela voltou seu olhar para o pequeno que olhava o chão triste, andou até ele pousando a mão em seu ombro o viu levantar a cabeça.

– Vamos brincar? — ela perguntou e ele concordou com a cabeça um tanto desanimado, ela assoprou a franja que caia rente ao seu olho e se abaixou a sua frente — Ei vamos tirar essa carinha triste, estamos no parque, vamos nos divertir, o que acha de brincarmos de pique pega ? — ela perguntou se levantando e sorrindo, encostou as pontas dos dedos no ombro do garoto — Está com você — ela gritou sorrindo o viu sorrir e correr atrás dela, ela se virou correndo sobre a grama, a sapatilha a atrapalhava um pouco, retirou os sapatos voltando a correr com os pés descalços, virou o rosto vendo a criança um pouco mais atrás. o que não fazia para o ver sorrir, assim como todas crianças que fizeram parte de sua vida, se escondeu atrás de uma árvore respirando fundo.

Jack estava sentado abaixo da árvore onde outrora Elsa lia um livro, Sophie estava deitada entre suas pernas de braços cruzados, ele levantou a cabeça observando o filho correr atrás da loira, a risada alta de ambos eram escutadas de onde ele estava, se permitiu sorrir ao escutar a alta gargalhada do filho quando a babá saiu de trás da árvore o pegando no colo, sabia que era errado não estar brincando com ele, havia prometido esse dia ao pequeno, mais também havia prometido para si mesmo que Dereck precisava de uma mãe, e era o que estava tentando fazer, gostava de Sophie mais algumas manias sua o fazia tirar alguns pontos do relacionamento deles.

– Você não acha que ela é um tanto ousada ? — escutou a voz da namorada e saiu de seus pensamentos.

– O que ? — ele perguntou confuso e a viu se distanciar um pouco para o encarar.

– Essa babá do Dereck, ela não obedece nenhuma ordem sua, esses dias mesmo a vi saindo do quarto de Dereck tarde da noite, tenho certeza que ela havia o acordado — ela falou cruzando os braços,

– Verdade? — ele perguntou levantando o olhar e vendo os dois sentados no gramado — Vou conversar com ela então — ele falou e a viu voltar a se encostar em seu peito, suspirou acariciando os cabelos loiro dela.

Elsa estava deitada na grama olhando o céu limpo e completo de nuvens, respirou fundo tentando recuperar o ar, talvez não estivesse mais com idade para ficar correndo como uma criança, mais ainda assim gostava, se apoiou no cotovelo virando de lado apoiando a bochecha na palma da mão, viu Dereck observando o céu enquanto respirava rapidamente.

– O que está vendo? — ela perguntou e ele a encarou.

– O que? — ele perguntou levantando uma das sobrancelhas , o boné fazia uma sombra em seu rosto escurecendo um pouco as iris.

– Qual nuvem você está observando? Me diz é uma girafa? — ela perguntou voltando a observar o céu.

– Uma girafa? — ele perguntou e ela afirmou sorrindo — Como assim? — ele perguntou se sentando e colocando a cabeça frente o rosto da loira tapando o céu que ela observava.

– Será que terei de te ensinar tudo? — ela perguntou sorrindo de lado, levantou um pouco a cabeça o fazendo se sentar a sua frente , se sentou o trazendo para mais perto, olhou para o céu o observando — Sabia que as nuvens podem parecer bichos ou imagens? — ela perguntou e ele negou com a cabeça — feche os olhos e imagine , vamos lá , agora olhe para as nuvens e imagine qual animal ela se forma — ela sussurrou em seu ouvido e ele abriu os olhos.

Ela sorriu ao ver os olhos dele brilhar e ele abrir um sorriso — Estou vendo um cachorro ali — ele falou apontando para o céu, ela olhou para o céu colocando a mão sobre a testa tentando conter um pouco os raios de sol.

– Está certo é um cachorro — ela falou sorrindo.

– Papai nunca me mostrou — ele falou ainda sorrindo.

– Vamos lá, o que mais você enxerga ? — ela sussurrou e ele continuou a observar o céu, ela o imitou, ficaram em silencio por um bom tempo — Olhe ali — ela falou apontando para o céu — Um navio — ela falou animada, as vezes até ela mesma se repreendia pelo fato de conseguir ser mais infantil que as próprias crianças, mais gostava de ser assim.

– Onde ? — ele perguntou animado.

– Olhe para frente, para onde estou apontando.

– Não estou vendo — ele falou juntando as sobrancelhas.

– Imagine — ela sussurrou baixo apenas para que ele escutasse, não demorou muito e ela o sentiu se movimentar e se sentar entre suas pernas encostando a cabeça em seu abdomen animado.

– Estou vendo — ele falou alto.

– Viu, talvez seja o navio do capitão gancho — ela falou passando os braços ao redor da criança.

– Capitão Gancho? — ele perguntou virando a cabeça e a encarando.

– Ah sim, o capitão gancho — ela sussurrou como se fosse um segredo — O capitão mais malvado da terra do nunca, ele odeia Peter Pan e os meninos perdidos — ela falou e o viu franzir a testa — Peter Pan é um menino que nunca cresceu, ele mora na terra do nunca, um lugar onde as crianças não crescem.

– Eba — ele gritou alto, a loira olhou ao redor percebendo que algumas pessoas os encarava e dentre essas pessoas era Jack que os observavam de longe — Quero ouvir a história — ele falou se sentando de frente para ela novamente, ela sorriu se ajeitando na grama se sentando de pernas cruzadas.

– Deixa eu pensar — ela falou mordendo o lábio — Que tal quando Peter Pan e os meninos tomaram o navio do Capitão Gancho, bem debaixo do nariz dele — ela falou batendo com a ponta do dedo no nariz da criança que riu — Já estava anoitecendo, Gancho tinha certeza que dessa vez havia achado o esconderijo de Peter, ele sempre tentava o encontrar mais nunca conseguia , e então eles foram para a terra deixando o navio totalmente vazio, e então foi quando Peter Pan chegou, ele e os meninos perdidos esperaram Gancho sair e subiram no navio, lá encontraram o tesouro do capitão Gancho, e então eles o esconderam, tudo fazia parte de uma brincadeira para Peter, Gancho teria de encontra-lo de volta, quando eles estavam se preparando para sair, das sombras do navio apareceu, o malvado capitão Gancho e sua tripulação, logo uma luta de espadas começou entre Gancho e Peter, ele avançou com a espada em direção a Peter — ela falou e o viu arregalar os olhos — Peter conseguiu desviar mais acabou caindo, Gancho riu vitorioso.

– Te peguei Peter Pan — Elsa falou engrossando a voz imitando Gancho — Agora desista — ela o imitou novamente logo voltando com sua voz ao normal — Mais Peter sorriu vitorioso, nunca desistirei, ele falou e logo uma luz brilhou no céu, e sabe quem era? — ela perguntou e o viu negar — Era a sininho, a fada que vivia ao lado de Peter, ela começou a espalhar sua luz e seu pó mágico no navio e logo ele começou a levantar voo enquanto Peter e os meninos fugiam com o tesouro.

– Ele conseguiu — ele falou sorrindo.

– Sim, e o Capitão Gancho nunca vencerá enquanto tiver fé, confiança e pó mágico — ela sussurrou.

– Fé , confiança, pó mágico? — ele repetiu confuso e ela concordou com a cabeça.

– Sim, você tem que acreditar de verdade, ter confiança de que aquilo realmente irá acontecer, me diz você acredita no Peter Pan? — ela perguntou.

– Sim — ele gritou.

– Nossa o que foi esse grito? — uma voz risonha perguntou e eles levantaram a cabeça vendo Jack se sentar ao lado deles.

– Papai a Elsa me contou a história do Peter Pan — ele falou se levantando e pulando no colo do pai que caiu na grama.

– É mesmo? — ele perguntou levantando o filho e se sentando com a criança em seu colo, levantou o olhar para a loira que sorria, sentiu alguém apertar seu ombro e olhou para o lado vendo Sophie sentar ao seu lado.

– Querido vamos embora ? — ela perguntou se aproximando e lhe dando um selinho demorado, o que fez Elsa olhar para o céu novamente.

– Tudo bem — Jack sussurrou quando os lábios se separaram.

– Mais papai, eu não quero ir embora — Dereck falou se levantando, Elsa olhou para o relógio de pulso discretamente, havia apenas algumas horas que estavam ali, já havia passado um pouco da hora do almoço mais ainda não estava com fome.

– Querido, vamos embora, almoçamos e o papai brinca com você — Jack falou calmo.

– Não eu não quero ir — Dereck gritou, seus olhos já começavam a ficar marejados.

– Dereck, vamos embora eu prometo que brinco com você — Jack falou ainda calmo.

– Mentiroso — Dereck gritou assustando a todos.

– Dereck — Jack falou mais sério, Elsa observava a cena sem saber ao certo o que fazer.

– Está mentindo, você vai querer ficar com ela — ele gritou apontando para Sophie — Não brincou comigo no parque e não vai brincar em casa, só quer ficar com a madrasta má — ele gritou jpa começando a chorar.

– Madrasta má? — Sophie perguntou indignada.

– Dereck peça desculpas — Jack falou sério se levantando.

– Não, não e não — Dereck gritou dando as costas para todos e saindo correndo, Jack o gritou correndo atrás dele, Elsa o acompanhou não se importando em deixar Sophie para trás, mais adiante encontrou Jack tentando entrar dentro de uma casinha de madeira que fazia parte com o escorregador.

– Dereck filho abre a porta — Jack falou batendo na porta.

– Não — um grito soou de dentro do local, Elsa suspirou cansada, se aproximou um pouco mais, estendeu a mão para tocar no ombro de Jack mais a recolheu, talvez não fosse uma boa ideia.

– Deixa eu tentar falar com ele — ela falou baixo e viu o loiro se virar para a encarar, o viu a medir de cima a baixo e lhe dar as costas sem falar nem uma palavra, revirou os olhos nervosa, o viu se distanciar e parar mais a frente com os braços cruzados, se adiantou subindo os três degraus de escadas, se segurou no corrimão sujo batendo na porta — Dereck sou eu abre pra mim — ela falou e em questão de segundos a porta foi aberta, ela olhou o local mal iluminado, como crianças podiam brincar naquele local, a única saida era o escorregador, abaixou a cabeça entrando no local apertado, se sentou ao lado de Dereck ficando com a coluna curvada — Seu pai esta lhe esperando — ela falou e o escutou fungar.

– Não quero ir embora — ele falou com a voz abafada.

– Sei que não querido- ela sussurrou e o viu levantar a cabeça — Mais o que acha de ir embora e nós dois brincar, sem seu pai ou a Sophie, podemos montar uma cabana dentro de seu quarto e fingirmos que Capitão Gancho está nos procurando — ela falou e o viu sorrir pelo menos um pouco — Mais você tem que pedir desculpas a Sophie.

– Mais você disse que ela é a madrasta má — ele falou emburrado.

– Sei que disse isso, mais era apenas uma história querido, aliás seu pai ficou chateado.

– Não ligo — ele falou e ela suspirou derrotada.

– Por favor querido apenas peça desculpas — ela falou e logo diminuiu a voz — eles não precisam saber que a achamos a madrasta má — ela sussurrou em um fio de voz e o escutou rir — Agora eu vou sair, ou tentar sair desse lugar e vamos para casa — ela falou lhe dando as costas e engatinhando até o escorregador, por céus nem ela acreditava que estava fazendo aquilo, fechou os olhos e logo sentiu seu bumbum bater no chão com força, se levantou o massageando e não reparou que Jack rira da cena, logo Dereck desceu pelo escorregador parando aos seus pés.

– Podemos ir? — Jack perguntou alto se aproximando, viu o filho afirmar com a cabeça e segurar a mão da babá a puxando.

O caminho foi em completo silêncio, e Elsa se sentia cada vez mais desconfortável, Jack estacionou o carro e o desligou, olhou pelo retrovisor vendo Elsa abrir a porta do carro e descer com Dereck logo atrás, a porta bateu e ele olhou para o lado vendo Sophie remexer na bolsa.

– Está tudo bem? — ele perguntou e ela continuou a remexer na bolsa.

– Claro, está tudo ótimo, já estou acostumada a ser chamada de madrasta má — ela falou nervosa abrindo a porta do carro e descendo, Jack passou as mãos pelo cabelo nervoso, desceu do carro entrando na casa, foi em direção a sala encontrando Sophie sentada.

– Vou conversar com Dereck, ele nunca foi assim — ele falou sério jogando as chaves sobre a mesinha de centro e subindo as escadas, abriu a porta do quarto do filho o encontrando sobre a cama jogando os travesseiros no chão enquanto Elsa estendia um cobertor — Dereck — ele falou chamando a atenção dos dois, no mesmo instante a loira se adiantou recolhendo os travesseiros do chão.

– Vamos brincar — Dereck falou pulando da cama.

– Filho quero que peça desculpas a Sophie — ele falou e viu a criança se sentar cruzando os braços.

– Não vou — ele falou emburrado.

– Não foi essa educação que lhe dei — ele disse se adiantando , levantou o olhar para Elsa lhe fazendo um sinal com a mão para que ela saisse, ela o obedeceu.

– Mais é a verdade papai, eu não quero ela como minha nova mãe, ela é má — ele falou encarando Jack.

– Onde aprendeu essas coisas? — Jack perguntou curioso.

– A Elsa me contou a história da cinderela, ela tinha a madrasta má e a Sophie é má eu não gostei dela — ele falou pulando se deitando e abraçando um travesseiro.

– Dereck por favor peça desculpas a Sophie sim — ele falou se levantando e saindo do quarto, abriu a porta dando de cara com Elsa que esperava no corredor, a encarou , talvez Sophie estivesse certa, Dereck estava acreditando demais nas histórias que ela contava — Quero que pegue suas coisas — ele falou fechando a porta do quarto do filho com calma , viu a loira arregalar os olhos.

– O que? — ela perguntou assustada.

– Você andou contando histórias que fez meu filho acreditar em coisas que não existem,não foi essa educação que dei a ele e não quero que alguém a mude, quero que vá embora, acertarei os dias que trabalhou comigo — ele falou sério.

– Estava ensinando ao seu filho coisas que todas crianças tem que saber, coisas que o senhor não ensinou — ela falou séria.

– Ele é meu filho o ensino do jeito que quero — ele falou aumentando a voz.

– Por Deus ele é uma criança — ela falou um pouco mais alto — Tem de acreditar nas coisas, ter esperança — ela falou ainda o encarando.

– Quero que pegue suas coisas e vá embora — ele falou pausadamente.

A loira ficou em silêncio por alguns segundos — Ah é — ela falou levantando o rosto em um porte autoritário — Não queria mais trabalhar aqui mesmo, ninguém merece um patrão tão rabugento que nem você — ela falou lhe dando as costas pronta para arrumar suas coisas.

Notas finais
E então gostaram? Espero que sim, tem muito mais coisas para acontecer rsrsrs, não esqueçam de deixar reviews isso me motiva, bjs até o próximo capitulo