A Nightmare on Elm Street

1 A Nightmare on Elm Street- The Beginning


Notas iniciais
I hope you enjoy... ♥

Um jovem rapaz sentado em uma lanchonete, sozinho, com um temporal caindo do lado de fora, aparenta cansaço, muito cansaço. Ele era loiro, alto, um porte atlético e tinha olhos castanhos, que a esta hora já estavam vermelhos pela mistura de café e remédios em seu organismo. Estava distraído olhando para sua xícara, quando a garçonete passa do seu lado.

—Posso ter um pouco mais? Pergunta ele, se referindo ao café. Provavelmente sua nona xícara.

—Hey, pode me servir um pouco mais de café? Perguntou novamente, sendo ignorado. –Aonde vai? Perguntou frustrado à mulher que se encaminhou até a porta dos fundos sem dizer uma palavra.

Plin plin plin- O barulho do sino na porta de entrada soou, o fazendo virar o rosto fitando a porta.

—Com licença. Falou alto, agora olhando para o lugar onde a mulher saiu. –Vadia! Exclamou se levantando e andando pelo bar, observando tudo atentamente. Viu uma porta que ia para a cozinha, entrou, encontrando somente os fogões ligados e vários pedaços de carne crua pelas mesas.

—Que diabos é isso? Murmurou para si mesmo.

Ouviu um barulho alto atrás de si, se virou rapidamente e não viu nada. Mas tinha certeza do que ouviu, um barulho de garras arranhando o metal das panelas.

Continuou andando até uma porta que dava para um beco sem saída no fundo da lanchonete, colocou os dois pés para fora do estabelecimento.

Quando se virou para entrar novamente, só pôde ver garras vindo em direção ao seu rosto, levou sua mão a fim de se defender, felizmente só uma das garras conseguiu atingir sua mão, o fazendo um corte. No mesmo momento deu um longo suspiro de dor e quando abriu os olhos, estava sentado na mesa da lanchonete, completamente ofegante e atordoado, sendo acordado por uma garçonete, que por sinal estudava na mesma classe que ele.

—Sean, Sean! Chamou preocupada pelo olhar perdido que ele se encontrava. –Se continuar dormindo vão te expulsar daqui.

—Desculpe, não vai mais acontecer. Falou recebendo um sorriso fraco da mulher, enquanto ela recolhia o prato da mesa, deixando a faca cair em seu colo.

—Você esquec... Tentou falar, mas uma dor em sua mão o incomodou, abriu a mão e viu que estava sangrando, enrolou um guardanapo na mesma e ficou o apertando, para estacar o sangue.

Na mesma hora, uma mulher de longos cabelos loiros entra no restaurante.

—Oi! Falou ela assim que se sentou na mesma mesa.

—Oi. Respondeu Sean sem nenhuma animação.

—Por que você parece que... Começou a falar mais foi interrompida pelo rapaz.

—Que não durmo há dias? Pois é Hanna, três longos dias. Falou soltando uma risada sem nenhum humor.

—Amor, o que está acontecendo? Perguntou a loira preocupada segurando a mão não machucada do namorado.

—Eu venho tendo pesadelos, pesadelos com um cara... Seus olhos começaram a lacrimejar. –E esses sonhos são... são reais. Ele falou com a voz falha.

—É por isso que você não está dormindo? Perguntou Hanna, recebendo um aceno de cabeça como resposta. –Sean, meu amor... São só pesadelos. Falou calma

—NÃO SÃO SÓ PESADELOS. Ele gritou soltando a mão da namorada, se arrependendo logo em seguida. –Me desculpe, eu não quis gritar.

—Talvez fosse bom você falar com alguém. Falou a loira percebendo que o namorado estava inquieto, e balançava constantemente sua perna.

—Eu falei, mas todos acham que meus problemas têm haver com o passado, sentimento de culpa, e minha infância. Foi quando começaram os pesadelos. Falou o loiro, olhando para a chuva que caía do lado de fora do vidro.

—O que? Perguntou confusa.

—Começaram quando eu voltei a relembrar a minha infância. A verdade é que eu consigo dormir. Só não quero. Falou voltando a encará-la.

—Ouça-me querido, você precisa dormir tá entendendo? Se continuar assim, começará a ter alucinações, e aí não será com os pesadelos que terá que se preocupar. Falou Hanna paciente, ela realmente tinha tentado compreendê-lo, mas era loucura demais.

—Que droga, não são sonhos! São reais. Falou o rapaz, ainda sem aumentar o tom.

—Não são. Falou de forma carinhosa, tentando pegar na mão machucada de seu namorado, o fazendo recolher suas mãos e sem querer derrubar café na mesa e em sua blusa.

—Vou me limpar, volto já. Falou a loira dando um beijo carinhoso na cabeça do namorado e saindo.

Depois de alguns poucos minutos, todo o ambiente ficou escuro e silencioso.

De repente Sean foi agarrado por alguém que estava atrás de si, não podia olhar, mas sabia quem era, pois as garras estavam ali.

—Você não é real! Falou alto o suficiente para o homem deformado ouvir e soltar uma risada.

—Tem certeza que não. Perguntou debochadamente, puxando-o e fazendo-o levantar.

—Você não é real. Repetiu o rapaz, pegando a pequena faca da mesa, tentando em vão se defender.

—Você não é real. Falou o rapaz enquanto ainda se debatia, tentando se soltar o homem.

Na mesma hora Hanna está voltando para a mesa, e vê o namorado se debatendo, murmurando coisas e com uma faca bem próxima ao próprio pescoço.

—Sean, o que está fazendo? Pergunta assustada, com medo de se aproximar mais.

—Você não é real. Falou novamente o moreno.

—PARA COM ISSO! Gritou com o namorado, mas em vão. Sean Pare! Gritou novamente.

O último movimento dele foi muito rápido, ele aproximou a faca do pescoço e a fincou ali, a arrastando até o outro lado, fazendo muito sangue jorrar, e ele cair morto instantaneamente.

—SEANNNNNNNN !!!! E o grito ecoou pelo quarto de Hanna. Ela abriu os olhos e viu que estava em seu quarto, com sua mãe sentada ao seu lado a abraçando. Retribuiu o abraço, molhando a blusa de sua mãe com suas lágrimas.

—Sonhou de novo com o Sean? Perguntou sua mãe calmamente, fazendo carinho em seus cabelos.

—Sonhei. Respondeu ainda com a voz falha, mas já tendo sua respiração de volta ao normal.

—Você precisa se perdoar, meu amor. Ele se foi há um ano, e você ainda se culpa pela morte dele, e esses pesadelos... Isso não é normal querida... Se continuar assim, serei obrigada a te levar para aquela clínica. Falou a mãe.

—Eu vou melhorar mãe, prometo. Não me leva para a clínica, eles vão me internar, e eu não sou louca. Falou a loira quase implorando.

—Você fala a mesma coisa há um ano minha querida. Se surgir outro pesadelo, você vai para a clínica, ouviu? Perguntou a mais velha.

—Ouvi. Respondeu baixo.

—Quer que eu fique até você dormir? Perguntou mulher ruiva, recebendo um sorriso da filha. Deitou-se na cama e esperou a menina se encaixar em seu corpo e como em quase todas as noites ficou mexendo no cabelo da filha e a ninando até a respiração dela ficar mais lenta, e seus olhos se fecharem.