A Nightmare Becomes True
10 Capítulo 10 - Idiot Trap! Idiot Boy!
Notas iniciais
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OMG, UMA RECOMENDAÇÃO! OBRIGADA LOLJESH QUE RECOMENDOU, MUITO FELIZ AQUI! *-----*'
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Hmmm, um POV especial pra vocês. Começo é do Nico e o fim é do Will. Espero que gostem porque deu um trabalhão...
Erros me comuniquem, não tive muito tempo pra revisar e se eu não postasse hoje, só Zeus sabe quando eu poderia postar!
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Boa leitura, pequeninos. ♥'
POV Nico:
Quando Lívia começou a avançar para mim, eu não entendi exatamente o motivo. Depois de algum tempo comecei a me dar conta de que ela se referia ao que aconteceu na manhã em que partiríamos para a missão.
Acordei mais cedo do que geralmente e saí do meu chalé, já que ninguém o dividia comigo, não precisei ser discreto. Procurei uma mangueira na loja do acampamento e caminhei até o lavabo. Liguei a mangueira perto de uma janela com alguns raios de sol se infiltrando. Tirei um dracma do bolso e joguei-o na fonte.
Antes que eu pudesse terminar de mandar a mensagem de Íris, ouvi um barulho lá fora, apurei os ouvidos e consegui ouvir uma rápida conversa. Reconheci a voz de Will, e um outro garoto de Apolo, algo sobre como ele desejando boa sorte para Will. E o Senhor Raio de Sol respondendo algo como “Vou me cuidar, cara, e vou cuidar da Sum também.”, aquilo me deixou com raiva. Não suporto o fato de ver Summer e Will juntos, aquele imbecil não a merece.
Voltei para o lavabo e fiz a mensagem de Íris.
- O que você fez, NICO?! – Lívia me chamou do flashback. Ela segurava o colarinho de minha camiseta. Estava selvagem e corajosa demais, nunca a vi assim. Isso quase me fez rir debochadamente.
- Sobre o que se refere. – sussurrei, de modo que só ela conseguisse ouvir.
- Sobre pedir desculpas a Summer quando a viu pela porta do seu chalé. Eu vi em meu sonho. – sussurrou de volta. — O que você fez? – ela insistiu.
Oh, então ela sabe. Pensei em muitas coisas para dizer – justificando o erro — mas nada me ocorreu. Apenas suspirei e falei:
- É só evitarmos Lake Street.
- O que?! – ela perguntou confusa. Então ela não sabia?
- Nada. Eu não fiz nada de ruim, mais bela de todos, pare de ser louca. – falei alto o suficiente para os outros ouvirem.
- O que está acontecendo? – Susana elevou a voz e olhou para nós dois com tom autoritário que filhos de Ares têm.
- Já foi resolvido entre nós. – falei, antes que Lívia respondesse, lancei um olhar a ela mandando-a calar a boca.
Depois disso, nos juntamos e resolvemos traçar um plano, como eu não estava a fim de ficar ali, me afastei do grupo e sentei-me em um lugar qualquer e olhei para o Céu. Fechei os olhos e tentei afastar flashbacks de minha mente, mas não consegui.
Depois da mensagem de Íris, voltei ao meu chalé, pensando no que acabei de fazer. Foi preciso, Summer é minha... Minha. E já era minha antes daquele Raiozinho de Sol aparecer, depois disso ela escapou por entre meus dedos e isso dói. Tudo o que tento amar vai embora, qual a minha maldição?
Abri a porta do meu chalé e vi Summer ao longe. E então percebi que ela o ama, e tudo o que acontecer com ele, a magoará muito.
- Desculpe... Desculpe... – foi tudo o que consegui dizer. Várias e várias vezes.
Acordei novamente do flashback com o barulho de alguém se aproximando. Abri os olhos e focalizei Lívia. Argh, ela não cansa de vir aqui pedir informações?
- O que você fez? – ela sentou-se ao meu lado.
- O que acha que eu fiz? – perguntei secamente.
- Você é o culpado? – ela não cansa de perguntas desse tipo? Tsc.
- Olha, eu fiz algo menos grave do que você imagina. – respondi.
- Então não é? – ela perguntou, semicerrando os olhos verdes.
- Você é? – perguntei. Levantei-me antes que aquilo ficasse irritante e revelador demais.
Juntei-me ao grupo e eles já decidiram para onde iríamos. Aquele velho esquema de roubar uma van, e depois sabe-se lá pra onde iríamos. Parei de ouvir, e nem estou interessado.
Entrei no carro e fechei meus olhos. Um leve e quase bem vindo sono veio. Nunca fui de sonhar, e dessa vez não foi diferente.
Quando acordei estávamos em alguma estrada de terra. Lívia e Susana como de costume cantavam alguma musica pop adolescente idiota. O Senhor Raio de Sol e Summer estavam abraçados e conversavam sobre algo baixinho. Tive vontade de chuta-lo para longe desse carro. Travis e Connor estavam no fundo da van, conversando.
- Onde estamos? – perguntei pra qualquer um que me respondesse.
- Perto da Lake Street, segundo as placas. – Susana respondeu, enquanto cantava aquela musica.
Levei algum tempo para assimilar as coisas. Então o desespero tomou conta de mim, estava tudo saindo do controle. Não era para a Summer e as outras garotas virem junto. Maldita mensagem de Íris!
- Parem! – pedi desesperado.
- O que? – Susana perguntou como se eu fosse louco.
- Parem a droga do carro! – gritei. Ela parou e todos estavam olhando para mim como se eu fosse louco.
Abri a porta do carro e sai o mais rápido que consegui. Olhei ao redor e vi que estávamos próximos demais da Lake Street. Aconteceria a qualquer momento. Como todos saíram também, tomei o volante.
- Entrem nesse carro se quiserem viver! – gritei e buzinei. Todos obedeceram assustados.
Susana sentou-se ao lado do banco do motorista. Resmungava sobre eu estar louco. Pisei com tudo no acelerador e dei meia volta, ignorei todos os protestos e tentativas de me tirar do volante de todos os outros.
- Isso é uma van. – Susana falou. Ignorei-a.
- O que está acontecendo? Por que não podemos passar por aqui?! – Lívia perguntava.
- Tem uma... Uma armadilha ali. – respondi e depois ignorei o restante das perguntas.
Cara, por que raios eu fiz tamanha idiotice? Até pareço o Will, agindo como um idiota.
- O que é aquilo?! – Summer berrou, apontando para o que eu sabia que viria. A droga da armadilha. A droga de um morto vindo até nós.
- É a armadilha. – respondi, tentando parecer calmo.
Todos eles berravam, até Susana tomar as rédeas da situação e fazer uma formação dentro do carro. Will dependurou-se pela janela e lançava flechas na coisa. Talvez desse certo, se outros dele não estivessem levantando do chão.
- Então foi isso o que você fez? – Lívia perguntou em meio ao barulho. Sua voz carregava nojo. Não a culpo por isso, eu também teria nojo de mim se não fosse eu. Oh, esqueça.
Parei o carro bruscamente. Desci rapidamente e notei que Will voou pela janela, mas estava vivo com alguns arranhões. Os arranhões bastaram para mim.
Virei para os mortos e mandei pararem, não me obedeceram.
- Parem agora, seus imbecis! – exigi.
- Oh, não vamos parar, mestre. – um deles, Roger, falou. Sua risada soou muito alta. – Vamos machucar o garoto de Apolo, assim como nos foi pedido.
Ouvi a voz de Summer vinda de trás de mim, ela parecia não acreditar. Voltei minha atenção para os mortos.
- O plano foi cancelado. – eu disse com a melhor voz autoritária que consegui. – Vão embora!
Eles fizeram barulhos de negação com a boca e continuaram a avançar. Eu não deixaria isso acontecer, fiz essa merda e preciso concerta-la.
- Vocês, se afastem daqui. – falei para meus companheiros de missão. Não esperei pra ver se eles se afastaram. E continuei tentando fazer os mortos voltarem.
- Vão embora! – Summer estava ao meu lado agora. Ela investiu, e antes que qualquer um pudesse impedir um morto pegou-a e jogou-a longe.
Maldição! O que merda eu fiz? A raiva tomou conta de mim e focalizei os mortos de volta ao mundo inferior. E um buraco se abriu no meio da estrada. Lembro-me que isso aconteceu outra vez, pouco depois de eu chegar ao Acampamento.
Eu não queria encarar nenhum dos meus companheiros de missão. Principalmente a Summer. Eu nunca me perdoaria por isso, mas eu precisava voltar, não é? Olhei e vi Will abraçando Summer, ele estava de costas para mim. Vi o rosto de Summer, seus olhos encontraram-se com os meus e eu vi o quão idiota fui.
Desviei o olhar e voltei para a van. Todos os outros estavam lá dentro. Ninguém falou nada. Senti todos os olhares em mim. Peguei o volante e esperei que todos estivessem lá para dar partida. O que eu virei? Um traidor? Sim, sou um traidor idiota. E pensar que um dia eu poderia tê-los como amigos... Seria bom, mas eu estraguei. Armadilha idiota. Garoto idiota, idiota, idiota. Argh.
POV Will:
Eu sei que Sum ficou abalada com aquelas palavras. Quando ela soube que Nico havia mandando me machucarem senti seu olhar entristecer. Ela gostava dele, afinal. Mas eu não posso desistir dela, eu preciso cuidar do meu pequeno Raio de Sol, para coisas assim não acontecerem.
Sinceramente, não fiquei impressionado quando isso aconteceu. Eu até já esperava, mas quando uma daquelas coisas encostou na Sum, entrei em desespero.
Abracei-a ao notar que nada de grave aconteceu, apenas alguns leves arranhões. Levei-a até a van e ficamos no fundo. Ela olhava para o chão.
Nico estava no banco do motorista. Não falava, mas vi seus olhos tristes. Ele também gostava dela, mas não a amava. Ele não aceita o fato de eu estar com ela, e isso o faz fazer esse tipo de coisa.
Susana, Travis e Connor estavam na parte do meio da van. Nenhum deles falava. A traição de alguém que eles consideravam amigo é algo horrível.
Lívia estava tentando puxar assunto com Nico, ela falava bem baixinho e ele apenas concordava com a cabeça. Vi a mão dela ir até seu ombro e um pequeno sorriso surgir nos lábios dele.
Sum soltou um soluço baixinho que me tirou do devaneio. Olhei para ela e as lágrimas pareciam estar lutando bravamente contra seus olhos.
- Pode chorar. Deite no meu colo e chore, assim nenhum deles verá suas lágrimas. – sussurrei, passando a mão pela bochecha dela.
Ela concordou com a cabeça. Deitou em meu colo, cobriu o rosto e pelo movimento dos ombros, ela chorava.
- Ei, Raio de Sol, — sussurrei, me abaixando perto de seu rosto. Ela tirou as mãos do rosto. – Eu te amo. E não fique brava com ele, as vezes todos cometem erros. – beijei a testa dela.
Eu não gostava de vê-la daquele jeito, mas tudo o que eu poderia fazer era abraça-la forte e dar o máximo de apoio que conseguir.
Não foi fácil ver a garota que amo chorar durante vinte minutos da viagem.
Notas finais
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Bom, sobre o Lake Street, é mesmo uma "ruazona" lá de Columbus, Kansas.
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Até a próxima. Vou tentar ser mais rápida. ç.ç'
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