A Nightmare Becomes True

2 Capítulo 2 - Yes, I Go With You.


Notas iniciais
Gente, desculpem se o capítulo ficou rápido e/ou pequeno. ç..ç
Espero que gostem, desculpem errinhos e boa leitura! ♥'

Sexta-feira à noite, mais um caos no Acampamento para o Captura a Bandeira. Campistas preparando suas armaduras e estratégias de guerra. Eu realmente estou desanimada para esse Captura a Bandeira. Apolo é aliado de Hermes (isso é bom), mas Ares é aliado de Atena, no time vermelho. Isso quer dizer que Travis vai tentar trapacear todo o time azul para dar a vitória a namorada. É um completo idiota mesmo...

– Boa sorte, pequena Summer. – ouvi a voz de Susana vinda de algum lugar do além.

Virei e dei de cara com seu cabelo vermelho fogo.

– O que você quer, tocha? – perguntei, sem muito animo para discussões.

Ela soltou uma risadinha e saiu andando. Qual o problema dela? Antes que eu voltasse os pensamentos para ela, escolhi uma adaga e vesti a armadura. Connor – que estava ao meu lado — ainda parecia desanimado por ontem. E foi então que uma ideia me ocorreu.

– Conn, vamos nos vingar. – sussurrei para ele.

– Como? – ele perguntou, parecendo confuso. Expliquei a ideia maluca e ele concordou. Ganharíamos esse Captura, deixando Susana irritada.

Depois de alguns minutos avistamos Travis e – por um milagre – ele estava sozinho. Connor saiu de perto de mim e segurou a mão de seu irmão, arrastando-o para um canto reservado do Arsenal. Poucas pessoas estavam ali, e ninguém pareceu notar.

–O que está fazendo? – Travis gritava. – Me solte seu idiota!

Connor prendeu-o contra a parede. Fiquei parada a alguns metros olhando a cena. E notei que os olhos de Travis agora eram sem vida. Não sei muito bem o porquê, mas Connor lhe deu um abraço e falou algo que não pude ouvir. E, por um momento, vi os olhos sem vida de Travis voltarem a ser como eram antigamente: vivos e divertidos.

– TRAVIS! – a voz de Susana soou de algum lugar. Caramba, como ela chegou aqui?!

Travis empurrou Connor e foi até Susana. Eles saíram de perto de nós conversando algo baixinho. Connor olhou para mim com um ar derrotado e foi para a formação do jogo.

Ficamos na linha de frente dessa vez, o que me deixou um pouco insegura em relação a sair ilesa. Will estaria na defesa. O Captura a Bandeira começou e a linha de frente correu. Uma de encontro à outra. Antes que chegássemos muito perto das espadas puxei a mão de Conn e corremos em direção a Travis. Empurrei-o com toda a força que consegui e ele caiu de cara no chão, derrubando alguns da nossa linha de frente.

Continuamos até sair de perto de todos. Travis ficou caído lá atrás. Agora só precisávamos chegar até a bandeira do time vermelho.

Foi fácil, para falar a verdade. Filhos de Ares confiam demais em si mesmos e se esquecem de usar a inteligência às vezes. A bandeira estava no meio de uma clareira, protegida apenas por três guardas. Como era de se esperar Susana era um deles. Os outros dois eu conhecia apenas de vista.

Connor correu e chamou a atenção dos dois campistas, enquanto Susana se aproximava da bandeira, olhando para os lados, desconfiada. Ela ainda não tinha me visto. Segurou a bandeira, a fim de protegê-la. Droga. Connor apanhava dos garotos de Ares. Eu já estava saindo para ajuda-lo quando ele correu para dentro da floresta. Susana olhou para ele atônita e nesse momento corri para a bandeira. Ela voltou o olhar para mim tarde demais. Empurrei-a, peguei a bandeira e corri.

Não olhei para trás, mas ouvi Susana grunhir e gravetos se quebrando. Ela estava correndo atrás de mim. Consegui correr mais rápido que ela, mas já estava ficando cansada.

Dei de cara com as pessoas do time azul que realmente deveriam estar atrás da bandeira. E quando digo dar de cara, é dar de cara mesmo.

– O que está fazendo? – a campista gritou. Acho que é uma filha de Apolo. Ela olhou rapidamente para mim, para a bandeira e então para Susana que corria a mais ou menos quinze metros de nós.

– Leve. Rápido. – entreguei a bandeira à garota, que rapidamente correu de volta à área do time azul.

Corri atrás da garota de Apolo. Não para atrapalhar ou ajudar, apenas para fugir de uma Susana enfurecida.

– Volte aqui, Summer! – ela chamava/berrava/ordenava. E quando achei que estava a salvo, ela pegou meu braço.

Tentei me soltar desesperadamente, mas o primeiro soco veio antes que eu pudesse evitar. Uma dor horrível tomou conta do meu rosto, onde o punho dela acertou. Ela pode ser uma garota aparentemente frágil, mas tem uma força assustadora.

Ouvi ao longe os gritos de vitória do Time Azul. Sorri antes de Susana me acertar outro soco, dessa vez no estomago. Cai no chão sem ar, tentando recuperar o oxigênio. Acho que ela me chutaria até a morte se algo não a tivesse impedido.

– Susana! – ouvi a voz de Travis, parecia irritado. – Você prometeu!

– Cale-se. – ela disse rispidamente. – Nós perdemos, por sua culpa! – e então os dois saíram de lá, deixando-me sem ar e curiosa.

O que ela prometeu? Não perder ou não me chutar? Deitei-me no chão e olhei para as copas das árvores, enquanto recuperava o ar.

Levantei alguns minutos depois. O time azul ainda fazia festa, mas resolvi não participar e voltei para o chalé. Encontrei Connor sentado a sua cama, com uma foto nas mãos. Seus olhos pareciam vagar por lembranças felizes e voltaram à realidade quando ele me notou no quarto.

– O que é isso? – perguntei antes que pudesse conter minha curiosidade.

– Uma foto. – ele respondeu, guardando-a.

Um silêncio constrangedor tomou conta do ambiente, até eu caminhar para fora. Aquela foto fez os olhos dele brilharem, mas por quê? Era algo especial e eu quero saber o que é. Claro que ele não precisa saber que estou curiosa sobre isso.

Não tive muito tempo para pensar sobre isso, era hora da Fogueira. A típica cantoria dos filhos de Apolo, a fogueira estava animada, como de costume. Vagueei os olhos para todos os lados, por todos os campistas. E notei Nico, ah, então ele voltou. Sorri para ele, que sorriu de volta.

Fui sorrateiramente até ele.

– Onde esteve? – perguntei.

– No Submundo. – ele sussurrou. – Voltei assim que soube da profecia. – ele acrescentou ainda baixinho.

– Por quê? – perguntei agora curiosa de verdade.

– Porque eu quero saber quem vai e o que acontecerá. – ele disse como se fosse óbvio.

A cantoria acabou e voltei ao meu lugar. Os campistas estavam animados e sorridentes. Parecem ter esquecido por um momento a profecia.

– Will? – chamei-o assim que o vi. Ele estava com aqueles típicos cortes que todos ficam depois do Captura a Bandeira.

– Sum, tudo bem? – ele procurou por cortes e seus olhos pararam em minha bochecha, provavelmente na marca roxa. Dei de ombros e procurei um novo assunto.

– Ganhamos. – comentei. Acho que ele entendeu, porque começou a falar sobre o jogo de hoje.

Quíron nos interrompeu batendo seus cascos no chão. Todos pararam e olharam para ele. Rachel estava ao seu lado, parecendo aflita.

– Sim, o mais provável é que a profecia tenha a ver com Afrodite. – ele disse. – E temo que uma parte da profecia fale sobre suas filhas. – ele disse.

Exclamações surpresas vieram de todos os lados. O chalé de Afrodite parecia desesperado. Uns se abraçavam e outros colocavam as mãos na boca, com olhos arregalados.

– A mais bela deve participar da missão. – Rachel disse. Sua voz estava sinistra, com uma pontada de pena.

Todos do chalé de Afrodite se consideravam os mais bonitos, estavam medindo a beleza um do outro, mas ninguém falou nada. Nenhum deles se manifestaria. Então, uma mão se levantou no meio do chalé.

– Eu vou. – disse uma voz conhecida. Lívia.

Murmúrios se espalhavam por todos os lados. Os irmãos de Lívia a fitavam assustados. Ela parecia confiante, mesmo sem saber o que aconteceria nessa missão.

– Precisamos de mais quatro campistas... – a voz de Rachel ainda era baixa. – A profecia pede cinco...

– Eu quero ir. – Will levantou-se.

– Não! – minha voz saiu esganiçada e aterrorizada. — Eu vou também. – eu não permitiria que ele fizesse isso. Ele não pode.

– Estou indo também. – Nico falou. Olhou para mim e entendi que ele estava indo por minha causa, mas por quê? Tentei contestar, mas então Susana levantou.

– Parece que estamos os cinco campistas da missão aqui. – ela sorriu. Procurei Travis e ele parecia contido, acho que Susana teria uma longa conversa com ele hoje.

Quíron falou algo sobre a profecia e como apenas nós cinco saberíamos dela. Enquanto ele falava, minha mente tentava entender as coisas que aconteceram hoje. Travis e suas conversas estranhas com Susana. Connor e essa foto. A missão. O motivo de Will ter levantado tão rápido. A volta de Nico também me deixou confusa, e agora ele vai para a missão por minha causa. Por que eles fizeram essa estupidez? E por que Susana estava nessa missão? Tudo estava tão confuso.

Mas de uma coisa eu tenho certeza. Eu vou para essa missão.

Notas finais
Reviews são bem-vindos e não me deixam cair em depressão! qn'
Até o próximo capítulo! ♥'