A New Order

21 Admissão Para a Classe Combatente: Parte 01


Notas iniciais
BOA NOITE SOBRINHADA, TIIA HERE!! FINALMENTE O EXAME CHUUNI- DIGO, CLASSE EAT!!! Aviso importante aqui, devido a um erro de planejamento no roteiro da história, neste mês ou no próximo (dependendo do que eu conseguir escrever) teremos dois capítulos. Se for em outubro, o capítulo 22 sairá normalmente e o 23 como capítulo de Halloween, tendo o 24 saindo normalmente dia primeiro de novembro. Porém se sair ainda em setembro, será em meados do dia 15. Só isso mesmo, aproveitem a rinha de criança~

Desde o grande anúncio do Shinigami, Erin estava eufórica, mais que o normal. E na mesma medida, o desespero de Oliver aumentava. Ele precisava continuar até controlar cem por cento seu lado arma, porém entrar para a classe EAT estava fora de questão! E Erwin compartilhava de quase a mesma situação, onde ambos estavam sendo pressionados por seus parceiros para se tornarem artesãos e armas “oficialmente”. O que deixava sua situação mais perigosa é que os parceiros de ambos passaram a conversar mais desde o anúncio, e mafiosos e uma massa de energia caótica não parecem ser uma boa combinação.

A pressão da parte de Erwin também vinha de sua família, e mesmo não tendo interesse na classe combatente, via que não apenas os irmãos de sua própria sala mas também Masamune estavam muito empolgados. Isso pra não falar de BlackStar, orgulhoso por seus pequenos ansiarem seguir os passos de um homem grande como ele. Ainda pensava em como escapar disso, apenas queria continuar ao lado de Hito. E, infelizmente para ele, perdeu um grande apoio quando Oliver o disse que Erin e Kise se juntaram para pôr seu nome na lista para a admissão da EAT. Estava com pena do amigo, mas rezava para os gêmeos não terem feito o mesmo com ele.

Mais cedo ou mais tarde, o loiro acabou cedendo, desejando continuar ao lado de seus irmãos, e agora também tendo a possibilidade de estar com Masamune mais vezes. E também, na classe EAT, poderia descobrir mais junto a Akira sobre este ultimo “mistério da Shibusen,” a mulher de tapa olho. A ReBirth agindo também o preocupava, mesmo sendo forte para um NOT não sabia se seria o suficiente para proteger aqueles que amava. Faltavam poucos dias para o início do teste, e se passassem, oficialmente seriam combatentes de frente para a morte em nome do deus. Sem trocadilhos.

Até lá, tentaria se focar no que poderia encontrar. Nisso e em tranquilizar Oliver.


******

Enfim, após poucos dias de espera, finalmente chegara o dia do teste, as aulas de sábado sendo suspensas para que o exame durasse todo o fim de semana. Aqueles que se inscreveram e também os que chegaram em cima da hora se acumulavam na parte de trás da Shibusen, o mesmo local onde ocorreram os exames físicos, aguardando por mais informações. Estavam nervosos e ansiosos, uns mais que outros. Afinal, tudo o que os fora notificado é que seria dividido em duas partes, e aqueles que completassem a tarefa de sábado passariam para a última, onde não necessariamente a vitória significava que sua vaga na EAT fosse garantida. E não adiantava muito perguntar a alunos experientes, os testes mudavam todos os anos.

Entre os murmúrios de alunos curiosos, logo foi ouvida uma alta voz vinda da sacada alguns andares acima, provavelmente com o auxílio de um megafone ou magia. Porém, de lá não se via nada além de uma vassoura de pé acima da mureta. Alguns poucos alunos, Erin inclusa, soltavam poucas exclamações de surpresa, a vassoura descendo suavemente até acima da pequena escada que levava ao interior da escola, revelando ser uma jovem bruxa oculta por magia de invisibilidade. Possuía curtos cabelos rosados, um chapéu azul semelhante a um camaleão e roupas largas, sorrindo abertamente ao ver a nova geração de artesãos. Ouviu um ou dois “tia Ann!” vindo dos pequenos, acenando ao ver os conhecidos e recuperando a pose logo depois.

—Sejam bem vindos ao exame de admissão! Sou Angela Leon, e irei supervisionar a primeira parte. – Girando a vassoura que usou para descer até onde agora estava, um estranho vaso apareceu ao seu lado acima de uma mesinha, alguns dos alunos se perguntando se ele sempre esteve aí ou apenas estava invisível como a bruxa camaleão. – Hoje, iremos testar suas capacidades de coletar uma alma. Dentro desse vaso, existe um envelope para cada um de vocês, contendo foto e localização de seus alvos, eles podendo estar em qualquer lugar de Death City. Não são ovos de kishin reais, apenas membros da Shibusen que irão agir como um. Porém! Eles estão em níveis diferentes. Há tanto alunos como também soldados experientes, bruxas e também “o homem de alma forte” conhecido por perder apenas de uma única pessoa em todo o mundo. Obviamente, derrotar alguém mais poderoso o dará uma vantagem no próximo teste, então não é apenas um teste de força, também de estratégia. Chamarei cada dupla pelo nome do artesão para pegarem seus envelopes, dentro encontrarão mais detalhes. Ao pegar, podem sair e procurar seu alvo.

Como dito por Angela, uma a uma as duplas eram chamadas, Erin acenando para Erwin ao ser chamada, desejando-o boa sorte enquanto iam até o estranho vaso. De frente para Angela, a albina diz para Oliver escolher por eles, dizendo que ele poderia lhes trazer sorte. E rezando para que as palavras da garota fossem verdade, Oliver respira fundo e revira os envelopes que ainda estavam lá, retirando um deles e indo com a garota na direção da saída. Descendo os degraus, Erin abre o envelope, encarando o breve texto enquanto Oliver via a foto de seu alvo, ela lendo em voz alta para que sua arma também ouvisse.


Exame de Admissão da classe ‘Especially Advantaged Talent’ – Primeiro Dia
O aluno em questão deve identificar e entrar em combate com o alvo específico dentro deste envelope, recuperar a ‘alma’ em sua posse e retornar à Shibusen até anoitecer. Passado este horário, ou simplesmente não tendo a ‘alma’ em mãos, o aluno será desclassificado. Cada ‘tipo de alma’ possui uma coloração diferente de acordo com o adversário sorteado, podendo ou não dar uma vantagem na próxima fase, como explicado pelo supervisor do exame. Não é permitido o uso de qualquer meio de transporte, havendo fiscais do exame por toda Death City. Do outro lado desta carta, encontrará informações detalhadas de seu alvo.
Boa sorte.
Shinigami-sama.”

Ao finalizar, Erin vira o papel, lendo onde deveriam ir. Cemitério dos Ganchos, quase nos limites da cidade, um lugar terrível visto que possuíam um tempo limite, perguntando-se se Oliver realmente os dera sorte. Ao fim da escada e tomando rumo para o local, visto que seria uma longa caminhada, o moreno a entrega a foto do alvo, vendo a foto de um homem de cabelos bagunçados e, assim como Oliver, com heterocromia. O moreno o reconhece, era o pobre homem que foi interrogado sem piedade por Akira naquela festa de fundação. Perguntava-se se seria um grande desafio, mas ao ver os olhos de Erin brilhando, teve a certeza de que era alguém perigoso.

—Eu sabia que poderia confiar em sua sorte, Oliver! Vamos enfrentar o lobisomem imortal!

—“O” o quê, Erin!?


******

O loiro caminhava na direção da Praça da Estátua da Liberdade, sendo seguido de perto pelos parceiros. Era a primeira vez que passava tanto tempo sozinho com eles, e o silêncio constrangedor já começava a ser incômodo para o trio, Katherine falando coisas aleatórias para tentar animar o grupo um pouco, Keith analisando a “carta” com as informações enquanto Erwin encarava o alvo do grupo: as irmãs Thompson. Péssimos adversários para ele, os gêmeos sendo armas brancas de curto alcance. Perguntava-se se seus irmãos tiveram mais sorte que ele, mal sabendo que Akira agora enfrentava as irmãs Mizune e Ártemis, a artesã de Tsuki, estava frente ao pior adversário possível naquele exame: Mifune. Se seu pai era o deus marcial, aquele homem era considerado o deus das espadas.

Próximos do local, Erwin encara os irmãos Hamilton e acena em sua direção, soltando um breve “mn...” na direção deles. Sabiam o que aquilo significava, tornando-se o par de espadas europeias e indo para as mãos dele. Ainda era difícil ressoar com duas armas simultaneamente, porém conseguia manter em uma batalha. Ou ao menos esperava conseguir. E ao dobrar uma esquina, via as irmãs loiras conversando tranquilamente a beira da estátua, trajando os costumeiros ternos que usavam desde que Kid assumiu o posto de Shinigami. Pareciam ainda não ter notado eles.

Era difícil não ser notado com duas espadas enormes, então o loiro precisava tomar o dobro de cuidado para não ser notado pelas pistolas. Mas não adiantou muito, antes de tentar dar a volta pela praça para pegá-las de surpresa, Liz transforma-se em arma e uma Patty agora armada atira na direção do de Erwin, o pensamento agora compartilhado tornando sua reação mais rápida e defendendo-se do disparo. Falhou com a “primeira regra do assassino”, mas já imaginava isso. Conhece elas desde que era uma criança, as demônios do Brooklyn e parceiras do Shinigami-sama. E, para piorar, Patty quem está armada, aquela com o melhor combate físico de ambas.

Seria uma longa batalha.


******

Akira estava empolgado. Como as aulas de combate exigiam um parceiro, ele não poderia participar delas devido a sua forma arma, à vontade dos Nakatsukasa vivendo em sua alma assim como na de sua mãe. Aquilo impossibilitava de possuir um parceiro comum como qualquer outra arma, porém se Justin Law conseguiu se tornar um deathscythe, Akira sabia que passaria por este teste. Treinou sua vida toda ao lado da dupla mais forte da Shibusen, estava pronto.

Mas não esperava ter de enfrentar cinco adversárias. As irmãs Mizune não entravam bastante em combate, preferindo agir em tarefas de espionagem. Não eram bruxas ofensivas, então aquilo poderia ser uma vantagem para o moreno, embora elas possuíssem a vantagem numérica. Teve sorte, estavam na Shibusen, mais especificamente nas áreas de treino arbóreas da escola. Um lugar perfeito para o confundir, mas também para esconder-se delas.

Oculto entre os troncos, seguindo os ensinamentos do clã Hoshizoku, Akira repetia em sua mente a primeira regra de um assassino: esconda-te nas trevas, aquieta tua respiração e aguarde uma abertura de seu alvo. Embora ainda não o tenha encontrado. Ou ao menos assim pensava. Pouco depois, encontrou uma delas flutuando próxima ao chão, provavelmente em uma espécie de ronda, procurando-o. Apenas uma. Akira sorriu, movendo-se cuidadosamente e repetindo mentalmente a segunda e terceira regras.

“Observe seu alvo e antecipe seus pensamentos e ações.”

“E elimine o alvo antes que ele perceba sua presença.”

Lançou-se na direção daquela Mizune solitária, e tudo o que a pobre bruxa de cabelos rosados viu foi uma sombra negra e azulada a envolvendo.


******

Ártemis e Tsuki esboçavam reações completamente opostas. A pobre artesã estava apavorada, nunca esteve em uma luta séria, mais ainda com um adversário tão forte! Já Tsuki estava ansiosa, Mifune era um antigo conhecido da família e sempre o via desde que nem ao menos sabia que era uma arma, ainda hoje ele e seu pai faziam combates amistosas entre eles, obviamente sem a magnitude das batalhas de quando seu pai tinha sua idade. E sabia, Mifune também esperava que um dos Stars o tivesse como alvo.

Provavelmente o local onde ele estava fora escolhido propositalmente, para não o fazer lutar com força total. Mesmo em idade mais avançada, Mifune ainda poderia causar destruição, e um local como a quadra de basquete de Death City o colocariam um pouco de limitação. E já próximos do local, Tsuki vai para as mãos da bruxa coelho na forma de ninjato, e mesmo com medo, Ártemis continua o trajeto. E logo viam o deus da espada, tranquilamente sentado no banco da quadra ao lado da bainha portando centenas de espadas. Os cabelos loiros quase perdendo totalmente a cor e mesclando-se com o branco refletiam no sol, dando-o um belo brilho naquela manhã tão tranquila.

Tsuki e Ártemis sabiam que qualquer cautela não adiantaria de nada, o homem extremamente habilidoso já as havia sentido, abrindo um leve sorriso despercebido pela coelha no instante em que o viram. A morena na forma de arma então diz para a parceira de fios cor de mel se aproximar, Tsuki cumprimentando o “tio” quando perto o suficiente ainda sem se desfazer da forma de ninjato. Mifune parecia orgulhoso das crianças em sua frente, e ao ver elas entrarem definitivamente na quadra, lançou as espadas para cima, as múltiplas armas fincando no chão ao redor da dupla de arma e artesã.

—Nervosa? – Ártemis se assusta levemente com o comentário repentino do homem em sua frente, vendo as orelhas levantarem-se como reação. – Não se preocupe. Não irei com tudo, se não nenhum aluno que me enfrentasse poderia passar. Se bem que não diria o mesmo de um Star. Espero que me surpreendam, vocês duas.

—Ártemis é incrível, tenho certeza que ela vai, tio Mifune! – Tsuki novamente, ainda sem se desfazer da forma de arma, o loiro soltando breves risos. Com isso, o yojinbo retira uma das espadas no chão, e ambos sabiam, sua luta começaria agora.


******

Os risos empolgados de Patty fuzilando seu esconderijo deixavam a situação irritante para o loiro, esperando que aquele poste durasse tempo o suficiente para pensar em uma estratégia decente. Então, a arma de cabelos curtos aparece repentinamente ao seu lado, almejando acertá-lo com um soco, Erwin mergulhando no chão e rolando para escapar da adversária, vendo Liz atirar em sua direção com os dedos posicionados como uma “arma”. Ao fim da cambalhota, pulou para trás desviando novamente de Patty, aproximando-se de Liz e tentando cortá-la com uma das espadas, a loira tornando-se um brilho claro e indo para as mãos de sua irmã. Enfrentar duas armas era realmente irritante. E ao contrário de Erwin, estavam perfeitamente sincronizadas.

Erwin podia estar segurando-os nesse segundo, porém com muito custo, sua sincronia estava tão desregulada quanto a cabeça de Erin, o par de armas pesando mais a cada minuto que se passava naquela luta. Parecia que cada golpe aplicado pelo loiro não levava a lugar algum, Elizabeth e Patricia trocando de posições regularmente entre as investidas do Star, além da chuva de balas que era enviada em sua direção. Katherine chamava sua atenção frequentemente, parecia que a cabeça de Erwin estava a quilômetros da batalha. E ao se esconderem novamente dos tiros, Kath foi obrigada a tomar a forma humana para chamar sua atenção.

—Erwin, se não estava preparado, por que diabos quis entrar para a EAT?

—..... como?

—Está distraído, pensando demais. – Keith agora. – Nossa ressonância não é perfeita, mas até mesmo elas perceberam isso. Não é filho de um Star? Porque usar tanto a lógica?

—Além disso... elas já nos deram uma resposta para o que procura. – Katherine ri, puxando-o para encarar as irmãs Thompson procurando por eles, ambas na forma humana. Encarou ambas as armas ao seu lado, Katherine sorrindo ainda como humana, Keith indiferente mesmo na forma de espada. Era tão simples...

—Obrigado... eu...

—Nos agradeça com mais biscoitos de seu irmãozinho, agora estamos ocupados. – Kath estava confiante, sendo respondida com um breve aceno de seu artesão acompanhado de um mini sorriso, tomando novamente a forma de espada.

Se sua ressonância não era perfeita...

Deveriam se aproveitar disso.

Erwin toma iniciativa, indo na direção das Thompson. Liz sorri, indo para as mãos de Patty, atirando na direção do mais novo. As espadas pesavam, mas não pensaria mais, confiaria sua vida a seus parceiros pela primeira vez desde o início daquela parceria forçada, cortando e desviando das balas de alma disparadas pelas irmãs. Próximos o suficiente para atacarem, Patty lança a irmã para cima, e para a surpresa da pistola, Erwin faz o mesmo. Ao se transformar, Liz é segurada e imobilizada por Keith, deixando unicamente Patricia à mercê do loiro.

O artesão segura então Kath com ambas as mãos, acompanhando os passos de Patty aquela praça onde anos atrás houve um massacre, algumas pessoas curiosas se juntando nas ruelas e janelas ao redor. Patty enfim atira, sendo bloqueada pela lâmina de Katherine, aproximando-se e mirando um chute no rosto de Erwin, sendo bloqueada pelo antebraço do garoto. Novamente tiros, agora tirando alguns fios de cabelo e pedaços do casaco que usava ao tentar desviar, Patty se aproveitando para afastar-se. Erwin não permite, novamente face a face com a pistola, e antes que ela pensasse em atacar novamente, a palma do loiro já estava sob seu abdome. Em questão de segundos, Patty agora era a que voava, faíscas residuais da projeção de alma do loiro dançando em sua mão. Vendo sua irmã se chocar com uma parede, Liz sorri, chamando por Erwin.

—Hey, pirralho, diz pra ele me soltar. – O loiro ergue uma sobrancelha. – Sério Erwin, ele ta quase quebrando meu braço. Me solta logo, garoto!

—Keith... – Sua arma ri, erguendo as mãos em sinal de paz.

—Obrigada. Bem, acho que você ganhou da gente de forma justa. – Liz ri, retirando uma esfera vermelha dos bolsos. A esfera parecia possuir nuvens em movimento em seu interior, brilhando de uma forma hipnotizante. – Essa é a “alma” que vocês deveriam buscar, levem de volta para a Angela na Shibusen.

Erwin apenas acena, murmurando um breve agradecimento enquanto soltava Kath, o trio retornando para a Shibusen enquanto a pistola corria para ajudar a irmã. Sabia que aquilo não seria o suficiente para acabar com ela, mas para a sorte de Erwin, a arma estava presa entre os escombros. Liz sabia que aquele pequeno ainda poderia crescer bastante, e sabia que BlackStar iria querer ouvir cada segundo do que ocorreu hoje. E assim como o loiro, seguiam novamente para a Shibusen.


******

Quatro das irmãs Mizune agora estavam reunidas no ponto de encontro, estranhando a demora da ultima delas. Antes que pudessem sair em busca dela, a ultima irmã aparece, o grupo de bruxas indo em sua direção. falando em “sua língua”, as pequenas a perguntam o que aconteceu, porém ela parecia não responder aos “chiados” das irmãs. Uma delas, chegando perto o suficiente, nota estranhas marcas na face dela, oculta pelas roupas e chapéu. Antes que pudesse dizer para que se afastassem, ela é presa pela sombras ao redor, agora presa e imobilizada enquanto a irmã perdida retirava o “casaco”, revelando uma belíssima katana de lâmina negra.

As três Mizunes restantes se surpreendem, fundindo-se na “três-em-um” enquanto encaravam sua irmã, ou melhor, seu adversário. Estranharam uma arma vir sozinha, perguntando-se onde poderia estar seu artesão e porque ela, que deveria caçá-los, estava portando a arma. Então, a ficha caiu. Aquela não era mais sua irmã.

—Isso é realmente bem estranho... – A pequena Mizune fala, mas não era sua voz a que saía daquela boca, encarando o próprio corpo e a espada em mãos. – É minha primeira vez controlando um corpo, mas é tão natural... meu tio sentiu o mesmo...?

—O que está fazendo e onde está seu artesão? – A três-em-1 diz, sabendo que aquilo era perigoso. Tanto para elas como a que estava sendo controlada.

—“Artesão”? Poxa, não te contaram sobre mim...? Não imaginei que uma segunda espada amaldiçoada fosse passar batido pela Shibusen. Mas tudo bem. – A “Mizune” controlada por Akira da de ombros, vendo a união das irmãs recuar um passo. – Mas melhor terminarmos isso logo, não sei quanto tempo a alma dela pode aguentar.

A “Mizu-Akira” dispara na direção da Mizune original em uma estocada, sendo desviada por ela por muito pouco. Vendo que não tinha outra opção além de lutar, a rosada cria feixes de luz de três de seus dedos em cada mão, tendo como alvo a espada. Era difícil, não queria ferir a irmã, e pelo que ele disse, também possuía um tempo limite antes de ter a alma dela destruída. Precisava ser rápida, mais pelas irmãs presas que pelo teste.

Em uma investida, a lâmina da espada fica presa entre os feixes de luz de seus dedos, porém Akira move as sombras que prendiam a outra Mizune, acertando as costas da “três-em-um” e a fazendo soltá-lo, a espada amaldiçoada indo de uma mão para outra enquanto sua usuária anterior desmaia. Assumindo uma segunda Mizune, ele tateia o corpo da bruxa rato enquanto controlava-o, procurando algo específico e soltando uma risada convencida ao encontrar a esfera com o interior de nuvens, esta tendo um brilho arroxeado. Felizmente apenas precisou de duas tentativas, separar as três Mizunes restantes seria trabalhoso.

—Ah, finalmente! Bem, acho que ganhei, né?

—Isso não foi trapaça? – A “três-em-um” ainda estava descrente.

—Não, não. – “Akira” retira o envelope dos bolsos da Mizune desmaiada, lendo-o enquanto a esfera roxa estava abaixo de seu braço. – Bem aqui. “Entrar em combate com o alvo específico dentro deste envelope, recuperar a ‘alma’ em sua posse e retornar à Shibusen.” Não dizia nada sobre derrotá-lo, apenas que deveria voltar com a “alma.” Bem, já que isso é tudo, eu vou indo.

Akira acena para a Mizune “três-em-um”, deixando a área de treino cercada de árvores em questão de segundos. Mizune sorri, o garoto era inteligente e tinha grande potencial entre os EAT. Mas ela parecia estar esquecendo de algum detalhe importante naquele exato segundo, detalhe que logo percebeu ao ver apenas uma única bruxa caída próxima a si.

—Volte aqui e devolva a minha irmã!!


******

Desperdiçando a manhã inteira para chegar ao seu objetivo, Erin carregava Oliver em mais da metade do caminho. Ela saltitava animada em busca do lobisomem do olho mágico, adentrando animada o cemitério. Não foi preciso muita busca para encontrá-lo. Ele estava parado, sentado nos pés de uma árvore encarando as nuvens enquanto terminava seu lanche. Seu local seria distante da cidade, precisava se prevenir. Enfiando o restante na boca, notou a pequena portando uma foice quase o dobro do seu tamanho.

Ao ver a pequena bola de caos, levantou de seu local de descanso, alongando-se enquanto ela se aproximava. Oliver estranhava tamanha indiferença do lobo. Afinal, imortal era apenas um título, certo? Certo?

Mas enquanto pensava nisso, não havia sequer reparado sua lâmina cruzando o peito do homem onde agora estava fincado.

—Eri...! – Ia começar a bronca de sempre, porque óbvio, matar o alvo não era nem sequer permitido, mas surpreendeu-se com o riso despreocupado de Free, parecendo que aquilo era apenas um alívio para uma coceira nas costas.

—Você é bem rápida, criança! Mal vi você chegando! Mas devia ser mais paciente, eu ainda estava terminando. – Como se tirando uma peça de roupa, Free remove Oliver de seu peito, fazendo Erin recuar um pouco rindo despreocupada.

—Desculpe, mas fui obrigada a ficar afastada de combates por bastante tempo.

—Hey, você não é a aluna que voou escada abaixo?

—Sim.

—E a que roubou uma missão da classe EAT também?

—Exato.

—Você realmente se orgulha de tudo isso?

—Infelizmente. – Oliver responde por sua parceira.

—Gostei de você, baixinha! – Free ri, e novamente a arma estava descrente, agora reparando que o antes buraco no peito do lobo agora estava cicatrizado, com cortes unicamente nas roupas que usava. – Me faz lembrar de mim duzentos anos atrás, quando roubei o olho de Mabaa.

—Ahaha... estou cercado de loucos... – Oliver não sabia mais no que acreditar naquela cidade.

—Ok, ok. Chega de conversa. Quer acabar com isso logo não? É um caminho longo daqui até a Shibusen.

—Eu garanto que conseguiria chegar sem problemas. – Os olhos da garota assumem um brilho perigoso, fazendo o lobisomem suar frio. Já os vira antes. Ou achava.

Free por fim sorri plenamente, expandindo sua alma e desfazendo o soul protect. Graças à ressonância com Erin, Oliver podia ver aquilo, aquela alma antes já colossal ficando maior ainda à medida que ele se transformava, assumindo por inteiro sua forma original de lobisomem. A albina gira a foice, se pondo em posição de combate, disparando na direção de Free segundos depois. Oliver tentava disfarçar o medo para não atrapalhar sua parceira, porém foi facilmente defendido pela mão do lobo. Segurando-o pela lâmina, Free o gira algumas vezes, lançando ele e Erin bons metros enquanto ria divertindo-se com ambos.

A garota volta a atacá-lo de frente com o espirito de “sou brasileiro e não desisto nunca” que sempre teve (embora fosse europeia), porém antes que Oliver novamente fosse segurado, abaixou-se, mirando suas pernas. Porém antes que pudesse sequer chegar a encostar nele, um pilar de gelo acerta seu estômago, a fazendo apoiar-se em Oliver para recuperar o ar. Se afastou em um pulo a tempo de desviar da bola de ferro pendurada em sua perna esquerda, que usava por puro costume mesmo agora estando verdadeiramente “livre”.

Erin, que escorregou durante a queda, levanta-se apoiada no parceiro, encarando o lobisomem do olho mágico. Free via que seus olhos haviam mudado. Estavam mais focados, mais... sérios. Ele via claramente estampado na face da garota que de alguma forma ela precisava estar na classe EAT, e se para isso fosse necessário até mesmo matar um imortal, ela o faria. Se é que isso seja possível, mas não testaria ver se é. Seja lá o que aconteça agora, ele não poderia se descuidar.

Assumindo a postura de “lobo-a-deus”, Free aguardava o próximo movimento da garota, ela respirando fundo ainda no mesmo local. Então, o par de mechas no topo de sua cabeça se ergue, um complemento arroxeado realmente os deixando como orelhas de gato. Não fazia ideia do que estava acontecendo, mas não baixaria a guarda. Quando ela o encarou novamente, aqueles olhos tão frios e concentrados...

Se converteram em um brilho empolgado em questão de segundos.

—Isso foi incrível, senhor Free! Por favor me ensine depois que eu for para a EAT!

—Uh... claro... mas primeiro você precisa passar no teste, não...? – Não sabendo se era ou não uma estratégia da pequena, Free de fato perde toda a concentração e nervosismo de segundos atrás.

As “orelhas” mexiam-se empolgadas pra cima e pra baixo enquanto encaravam o lobo, deixando-o claramente desconfortável e fazendo Oliver quase sair da forma de arma para dar um tapa em sua parceira, na esperança que isso a acordasse. Por sorte, a empolgação de Erin foi usada para o combate. A garota lança a foice dupla na direção do lobo como uma grande shuriken, surpreendendo ambos Oliver e Free. O lobo, desprevenido, tenta segurar a arma assim como alguém que teve uma bola lançada em sua direção, não reparando na pequena artesã logo abaixo de seu corpo.

Atingindo-o com a projeção de alma usando ambas as mãos, aquilo o perfurou como uma “lança dupla”, fazendo o lobo recuar alguns passos. Olhando para baixo para acertá-la com as garras, não a encontrou, sentindo a lâmina da foice cravar em seu ombro. “Como ela fez isso?” pensou, mas não havia tempo para isso no momento, o corpo pequeno somado à velocidade dela eram uma mistura perigosa ainda que portasse uma arma longa. E mesmo imortal, o fato de ter mais de dois metros não ajudava naquilo.

Assim como as mãos da albina, Oliver começou a faiscar, como se estivesse absorvendo as projeções da garota e convertendo-as em eletricidade. O rosto do moreno reflete na lâmina, ambos encarando-se e sorrindo, e mesmo não ressoando, sabiam que pensaram o mesmo. E com isso, Erin toma impulso, disparando na direção de Free. O homem do olho mágico, como resposta, cria diversos pilares de gelo entre eles, a garota desviando-se deles e até mesmo usando-os de apoio para evitar ser acertada pelos que estavam “nascendo”, os pilares sendo convertidos a estavas à medida que se aproximava. Embora mira não fosse o ponto forte de Free, ela se aproximava com maestria do lobisomem, como se fosse treinada desde o nascimento para aquela tarefa específica.

Então, próximos o suficiente, a garota gira a enorme arma em mãos, os raios emanados por Oliver sendo direcionados às lâminas, ambas brilhando em azul-claro como uma alma humana. Free sentia que aquilo era perigoso, mesmo não sendo um “majogari”, mas era tarde demais para desviar, a lâmina cravando em sua cintura e fazendo o lobo receber centenas de volts em seu corpo. Após ter a lâmina retirada de seu corpo, Free cai no chão, imóvel. Por poucos minutos, a dupla se preocupa, pensando ter “matado um imortal”, mas o riso alto de Free logo em seguida os tranquilizou.

—Incrível, baixinha! Mal consigo me mover! Como fez isso?

—Sinceramente, eu não faço ideia. Apenas olhei pra Oliver e senti que daria certo.

—Não sou um expert do assunto, já que passei a maior parte da minha vida destruindo artesãos e não ao lado deles, mas isso deve ser um sinal de que a ressonância de vocês é perfeita. – Free sorri, vendo a garota ficar sem jeito com a resposta, as “orelhas” de cabelo ainda movendo-se levemente, Oliver voltando a forma humana e agradando a cabeça de sua parceira. – Peguem a bola roxa em meu bolso esquerdo, é a “alma” que procuram. E vou cumprir a promessa, então tratem de passar da próxima fase.

—Sim, senhor! – Erin bate continência, causando mais alguns risos de Free. Como indicado pelo lobisomem, Oliver procura no bolso esquerdo dele, encontrando um pequeno saco de tecido, e dentro dele, a esfera de nuvens roxas brilhando fortemente. Ao parar nas mãos de Oliver, ela brilhava um pouco mais fraco, porém não parecia que iria parar. Encarou Free, como se esperasse por resposta àquela estranha reação.

—São instrumentos criados pelas bruxas. Eles reagem a magia, por isso estavam dentro disso. Se brilhasse assim tão forte em minhas roupas, vocês logo a encontrariam. Mas não faço ideia porque está assim com você, garoto. Talvez algum parente bruxo?

—Parente bruxo? Não, não. Meus pais são humanos. – Oliver ri. – Se algum deles usasse magia, eu com certeza saberia de algo da Shibusen.

—Pode ser algum parentesco mais distante. Não sei bem como funciona, pergunte a alguém da escola.

—Vamos logo Oliver, se não acabaremos atrasados! Daqui pra Shibusen é bem longe, temos que correr!

Erin segura o levanta, enfiando a esfera no saco de tecido onde ela antes estava, correndo com o moreno na direção da escola. Free sorri, pouco depois cabelos lisos e brancos aparecendo no seu campo de visão, alargando-o mais ao ver a bruxa sapo. Eruka o ajuda a subir em Otama Jackson, também rumando para a Shibusen, porém a passos mais lentos. Free estava com os músculos completamente paralisados devido ao ataque inesperado de Erin, então agradecia a Eruka estar por perto observando-os desde o início. Ela então quebra o silêncio que já estava entre eles a alguns minutos, agradando as costas do lobo.

—Eu disse para não subestimar os alunos. Você sempre faz isso e eu tenho que te levar de volta.

—Ahaha, vamos Eruka! Nem sempre posso me divertir assim! Mais ainda com duas crianças interessantes como eles!

—Apenas por que o garoto tem sangue bruxo?

—Não apenas ele. E também... – Free, com muito esforço, vira a cabeça para o lado da companheira, recebendo dos olhos escuros total atenção. – A esfera também brilhou quando entrou em contato com a garota. Além disso, você também a achou familiar?

—Sei lá, não olhei muito pra ela e também mal me aproximo dos alunos. Talvez seja só impressão. – Free ri, vendo a albina ao seu lado suspirar em resposta.

—Talvez.


******

A pressão que emanava de cada uma daquelas espadas a esmagaria se não estivesse acostumada com os treinos exaustivos da família Star. Mifune estava perfeitamente focado na bruxa em sua frente, atento a qualquer mínimo movimento causado por Ártemis. Qualquer movimento errado poderia levar a sua derrota e o adeus à classe EAT até sabe-se lá quando, então precisava calcular perfeitamente seus passos.

Vendo que a garota não se moveria, Mifune tomou a iniciativa indo em sua direção, a espada sendo bloqueada pela ninjato nas mãos da coelha. Ártemis pula, afastando-se do loiro e desviando de mais um ataque, tendo uma das espadas jogada em sua direção no segundo em que já pegava mais uma. Como era um local público, aos poucos pessoas se aproximavam para assistir ao combate, o silêncio de antes sendo convertido em torcidas animadas para ambos os lados. Já que a quadra não era coberta, seria difícil lutar sem atingir acidentalmente os civis, mas isso parecia comum nos exames, vista a tranquilidade do povo de Death City.

Distraída, quase se deixa acertar por uma das espadas de Mifune, cortando algumas poucas mechas dos cabelos cor de mel. Precisavam virar sua situação urgentemente, então Ártemis grita para sua parceira, e mesmo não podendo ver seu rosto, sentia que ela sorria.

—Modo bomba de fumaça!

Assim como foi dito, a arma explode em uma fumaça espessa, cobrindo artesã e samurai. A presença de Tsuki espalhada junto à fumaça pareciam confundir o mais experiente, atento a qualquer movimento ou som, a plateia criada igualmente em silêncio por não conseguir ver nada. Ouvindo passos atrás de si, virou-se em ataque, sendo desviado pela Ártemis e resultando em um soco no loiro. Um soco forte demais para o físico da bruxa.

—Vinde a mim meus antigos conhecimentos, guie esta nova deusa da caça à vitória em meus novos combates. – Uma outra Ártemis, mais distante, parecia orar por ajuda, seu corpo brilhando e gerando uma leve brisa que balançava suas roupas e cabelos. Estendendo as mãos na direção de Tsuki, ela proferiu. – Fysikí Ypostírixi!

O vento saído da artesã envolve a Tsuki disfarçada, aumentando fisicamente a força da dupla. Preparando mais um soco, Mifune dessa vez desvia da garota, temendo que aquilo poderia quebrar mais que apenas algumas espadas. Ambas as Ártemis agora o atacam, não sabendo mais quem seria qual, e ao se afastar mais uma vez, lança espadas em ambas. Com isso, Tsuki volta a ser arma e vai para as mãos de sua artesã, bloqueando ambas as lâminas. Mifune estava curioso, as “palavras mágicas” ditas pela garota era muito diferentes das de qualquer outra bruxa. Lembraria de perguntar a ela após o fim daquele combate.

Ártemis e Tsuki pareciam sussurrar algo, provavelmente planejando arriscar tudo no golpe final. Elas estavam mais sérias, Mifune percebe isso, segurando mais firmemente o cabo da arma em suas mãos. E com isso, Tsuki novamente assume a forma de bomba de fumaça, sendo lançada dessa vez na direção de Mifune. Mas dessa vez, ela apenas os cerca, como se bloqueasse a vista da plateia formada. Se era obra da magia de Ártemis ou unicamente da arma não sabia. Porém não sentia nenhuma das duas ao seu redor.

Via claramente a bruxa em sua frente portando a ninjato, circulando-o cuidadosamente assim como ele fazia o mesmo. Aquela cena lhe era nostálgica, sentia-se como a anos atrás quando enfrentara pela primeira vez o...

Recordando-se daquele dia, sua audição se aguçou e ouviu passos vindo de trás de si. Virou-se rapidamente, cortando a Ártemis atrás de si. Realmente usaram a mesma estratégia do pai da arma, eram realmente como ele. Porém a bruxa que cortou sorria, dissolvendo-se em fumaça. Ela era a isca, não a em sua frente!

Porém já era tarde demais para desviar ou fazer qualquer coisa. A Ártemis real acerta a base de sua coluna com a força multiplicada devido à magia de mais cedo, desfazendo a névoa e lançando-o poucos metros à frente, caindo deitado próximo ao banco ao lado da quadra. Tsuki corre até sua parceira, esperando a reação de Mifune após o golpe, vendo-o se apoiar na espada fincada ao seu lado e sentar-se lá mesmo, rindo a plenos pulmões, embora dolorido.

—Genial, garotas. Tive sorte ao lutar novamente com mais um Hoshizoku. E ser derrotado da mesma maneira, que vergonha... Tsuki, você tem uma boa parceira.

—Claro! Um Star precisa do parceiro mais incrível do mundo, e a Tem é esse parceiro! – A bruxa, encabulada, cobre o rosto com as mãos, as orelhas claras mexendo-se nervosas. – Viu? Eu disse que a gente conseguiria, Tem!

—S-Sim, mas...

—Isso me lembra... sua magia é bastante curiosa, senhorita. Do que se trata?

—Bem... eu... – Tsuki põe a mão no ombro da parceira, Ártemis acenando como se a permitisse respondê-lo. A arma se aproxima do loiro junto a sua artesã, abaixando-se ao lado de Mifune e o dizendo em um tom mais baixo.

—Tem, ela... foi um experimento da época da guerra. Bruxas tentaram recriar o poder dos deuses e a Tem é o primeiro e único resultado. A Shibusen acabou com tudo a tempo e a adotou. Resumindo muito, a Tem é literalmente "Ártemis". A tia Kim pode entrar em mais detalhes.

—Oh, então é parecido com seu pai. – Mifune olha para a garota, revirando os bolsos e estendendo-a uma esfera azul marinho, tão escura que mal podia-se considerar azul se não fosse o leve brilho emanado por ela, voltando a falar no tom de antes. – Vocês mereceram isso. E que a Ann me desculpe por estragar a surpresa, mas... devido à dificuldade, minha derrota significa sua aprovação imediata. Parabéns, vocês agora são EAT.