A New Life... Times To Live!
1 Capítulo 1- I need Get Back to Where I Belong
Capítulo 1
”…I need get back
To where I belong…”
O avião tinha acabado de decolar, tinha sido uma longa viagem... Na verdade não tão longa, mas o bastante pra me entediar. Eu nunca fui assim, digamos MAL HUMORADO, mas de uns tempos pra cá é o que eu tenho sido. Pra ser mais exato, eu estou assim desde o dia em que meus pais tiveram uma conversa comigo e com meus irmãos sobre uma viagem a Ohio.
FLASHBACK ON
- Meninos, precisamos conversar! – Minha mãe entrou no meu quarto (onde estávamos eu e meus três irmãos) à frente do meu pai. Eles nos olharam por um instante e depois puxaram duas cadeiras para poderem se sentar. Os dois tiveram uma breve troca de olhares e minha mãe começou a falar.
— Então... — Minha mãe abriu um grande sorriso – O pai de vocês recebeu uma oferta incrível de trabalho! Ele vai ganhar mais, comprar tudo que vocês pedirem, aumentar o orçamento da casa...
— Que demais gente! – Meu irmão Kevin exclamou. Aquilo era mesmo demais, o aumento veio na hora certa! Nós não pudemos esconder nossa felicidade. Íamos começar a comemorar se meu pai não tivesse cortado a gente, e por mais estranho que pareça, a expressão no rosto dos meus pais já não era mais de felicidade.
— Meninos, ainda não acabamos! — Meu pai disse nos repreendendo. – Agora vem a parte chata da situação, vejam só... Eu não ganho um aumento faz... Na verdade, eu nunca ganhei um aumento. Mas agora, ele veio, e não só ele, veio também uma promoção de trabalho incrível em Ohio...
— Você não aceitou isso né? – Ele não pode ter aceitado, como ficaria minha vida agora? E a escola? Ok, a escola não me importa agora... Mas e os meus amigos? E a Lindsay? Eu não vivo sem ela...
— É aí que você se engana Joe. Eu aceitei sim. – Não pode ser!
— Não pode ser!
FLASHBACK OFF
É... Não pode ser!
Enfim... O que aconteceu já aconteceu e eu não posso fazer nada...
- Meninos! – Meu pai gritou me tirando dos devaneios. – Eu e sua mãe vamos buscar as malas, não sumam de vista.
— gente, vou comprar uns doces com o Frankie, alguém quer alguma coisa? – Perguntou Kevin.
— Não, obrigado. – Respondi indiferente.
— Eu vou com vocês! To com sede e preciso de água. Joe, tem algum problema você ficar aqui esperando o pai e a mãe?
— Não tem não.
— Ok então.
Eles foram e eu fiquei lá parado procurando alguma coisa que me distraísse, o que era praticamente impossível naquele lugar chato. Continuei olhando em volta até que achei uma plaquinha azul presa na parede que tinha escrito “Welcome to Lima- Ohio”.
— Ohio... Grande porcaria!
— Se eu fosse você tomava cuidado com o que dizer na cidade dos outros! – Disse uma menina desconhecida, que provavelmente morava na cidade e se doeu pelo que eu falei.
— Quem é você?
— Consuelo Gonzales. Prazer. – Ela estendeu a mão pra mim e eu apertei a mesma.
— Joseph Jonas!
— Pelo visto você não é daqui, né?
— É, não sou... E pelo seu nome você também não, né?
— Mexicana...
— Então por que se doeu tanto quando eu falei de Ohio?
— De onde você é? – Ela se virou pra mim com uma cara séria. Ela era muito bonita, tinha olhos grandes e azuis, seus cabelos eram escuros e ondulados, ela era até então, a pessoa mais branca daquela cidade, não tinha nenhuma cara de mexicana.
— Nova Jersey.
— Você ia gostar se alguém chegasse em Nova Jersey e chamasse ela de porcaria? – Ela disse pondo os dedos sobre o queixo.
— Não... Mas você nem é daqui.
— Mas eu tenho educação. – Admito, essa doeu.
— Então venha morar em Lima!
— Yo no quiero! – Ela disse algo na língua dela que eu não entendi nada. Ela olhou pra cima para encarar meus olhos (e que zoiuda ela era), chegou mais perto e prosseguiu.
— Por que você não liga pra Jannet Jackson e vê se ela topa? — Ta, essa garota acabou com minha moral. Me aproximei mais ainda dela e falei.
— Você é arrogante.
— E você é um mal educado.
A menina se virou e foi embora. Eu fiquei lá sem entender nem processar.
- Joe, quem era aquela menina? – Perguntou Kevin.
— Consuelo Gonzales.
— Consuelo o que? – Nick perguntou.
— Gente, desculpa pela demora. O pai de vocês decidiu ir ao banheiro, e nem te conto o que aconteceu. – Minha mãe chegou rindo. Ela é louca. As vezes ela faz umas coisas completamente sem noção.
— Querida, fala mais baixo.
— Ele ficou com diarreia!! – Minha mãe começou a rir muito. Algumas pessoas olharam e riram também, meu pai ficou sem graça. Meus irmãos estavam vermelhos de tanto rir. Eu tentei segurar, mas não consegui. Aquela tinha sido a primeira vez que eu tinha rido desde que terminei com Lindsay... Quer saber, acho que eu não devo ficar me doendo pra sempre... Estou em Ohio agora, e isso não vai mudar de uma hora pra outra. Vou aceitar os fatos que a vida mostra.
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