A New Life
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Edward PoV
Olho para o meu reflexo no espelho e suspiro pesadamente.
Meu cabelo estava devidamente penteado, — como nunca estivera antes -, para trás. Meu rosto esta sem barba, coisa que eu odiava ficar sem. Estou usando uma camisa azul clara dobrada até os cotovelos, uma calça preta social e sapatos pretos. Nunca em minha vida me vesti assim.
Emmett McCarty, meu melhor amigo desde a quinta série, diria que estou igual aqueles ricos metidos e nojentos. E estou parecendo mesmo.
Terminei de fechar os botões da camisa e saí do quarto, indo para a garagem do prédio.
Estava prestes a ir para um entrevista, num escritório de advocacia de um colega de meu pai. Nunca tinha tido um emprego, isso devido aos meus pais que sempre me deram tudo. Desde de roupas até moradia.
Sou Edward Cullen, tenho vinte e cinco anos e sou formado em Direito pela Universidade de Chicago. E filho mais velho de Carlisle e Esme Cullen, dois cirurgiões de renome no país.
Você deve se perguntar: Se seus pais te dão tudo, por quê você quer trabalhar?
Simples, me cansei de ser sustentado por eles e precisava dar algum rumo na minha vida. Aos vinte e cinco anos, nunca tinha trabalhado em nada.
Precisava construir alguma coisa com o meu esforço. Ter um bom emprego, depois uma boa casa...
A vida da minha irmã mais nova, Alice Cullen — agora Alice Hale -, era completamente diferente da minha. Alice, aos vinte e três anos, é formada em Moda, tem seu próprio ateliê e acabou de se casar. Resumindo: Alice é um exemplo de filha.
E eu? O que eu sou perto dela? Um grande "nada".
Para terminar a faculdade tive que subornar todos os professores para me formar com uma média boa. Quase nunca comparecia ás aulas, minhas notas eram medonhas e sempre me metia em encrenca com os calouros.
Entrei no meu Volvo c30 e bati a porta com força. Sintonizei o som numa rádio de rock clássico e dei partida, indo para a entrevista.
(...)
Trinta minutos depois eu estava em frente ao escritório, do outro lado da avenida. A entrevista estava marcada para ás 9:15, e faltava apenas alguns minutos.
Sai do carro e ativei o alarme em seguida, depois atravessei a avenida correndo. Entrei no local, atraindo a atenção de todos pelo barulho que a porta de vidro fez. Andei até onde uma mulher loira estava, atrás de uma escrivaninha num tom de madeira escura, digitando no computador. Ela deveria ser a secretária ou algo assim.
Pigarrei quando parei na frente da mesa, atraindo sua atenção.
— Posso ajudá-lo? — perguntou.
— Sou Edward Cullen, vim para uma entrevista de emprego. — falei.
— Ah sim. — Ela sorriu e se levantou. — Me acompanhe por favor.
Ela me levou até uma pequena sala, onde tinham várias poltronas espalhadas pelo lugar.
— O Dr.Swan está para chegar. — Anunciou. — Fique à vontade.
Me sentei em uma das poltronas e encarei o quadro que estava à minha frente. Minutos e mais minutos se passavam e nada do tal Dr. Swan. Olhei para o relógio e ele já marcava 9:35.
Eu estava inquieto e nervoso. Por quê ele tinha que atrasar justo hoje?
A secretária com quem falei entrou na sala.
— O Dr. Swan teve um imprevisto. A senhorita Swan é quem irá fazer a entrevista de vocês. — Informou, e eu e o outro rapaz que estava ao meu lado assentimos. — Desculpem o inconveniente.- E saiu.
Exatos dez minutos depois — de puro nervosismo e irritação -, uma mulher passou pela porta da sala em que eu estava, chamando a minha atenção.
Seus cabelos eram de um tom castanho meio avermelhado e estavam enrolados em um coque alto e um pouco desajeitado. Os olhos também eram castanhos, e eram lindos; o nariz era pequeno e os lábios vermelhos, perfeitamente desenhados.
A mulher usava uma blusa branca social, e uma saia preta, marcando os quadris e a cintura. Atravessou a sala em passos firmes. Ela tinha um traseiro redondo e pequeno e se movia elegantemente com seu andar prepotente. Ela era linda.
A mulher abriu a porta que ficava à direita e entrou. Respirei fundo e depois suspirei. Logo as pessoas foram chamadas pela mulher e para a minha infelicidade eu fui o último a ser chamado.
A entrevista fora calma, mas a mulher de cabelos castanhos era autoritária e estava de mau-humor, mas era muito atraente. Ela fez cara feia quando eu demorei para responder uma de suas perguntas; estava ocupado demais observando seu decote.
Tudo nela era hipnotizante. O olhar, o jeito, mas o seu cheiro de morangos era o que mais me extasiava. Enquanto ela falava, eu olhava para os seus lábios vermelhos sendo mordidos pelos dentes. Só de olhar o desejo de agarrá-la ali mesmo ascendeu em meu corpo.
No final da entrevista ela finalmente disse seu nome. Isabella Swan. Combinava com ela. Choraminguei mentalmente quando ela avisara que já tinha acabado. Voltei para a casa sem a resposta do emprego, mas a secretária dissera que eles me ligariam.
Notas finais
Por hoje é só...comentem e beijos. :)
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