Notas iniciais
Kagome se depara com Kouga, que lhe mostra um demônio preso. Ela se espanta ao ver que era Inuyasha...Como ela poderia ajudar?
— “Tomei a decisão de ajudá-la e espero estar fazendo a coisa certa. Quando meus pais ficarem sabendo que eu estou ajudando aquela que deveria ser o pior dos demônios eles não vão aceitar, não vão me perdoar. Vou trazer a desonra para nossa família. Logo para eles que sempre foram tão bons comigo. Quantas amigas minhas foram obrigadas a se casarem com pessoas totalmente estranhas apenas por capricho dos pais? Mas os meus pais nunca me fariam isso. Sempre disseram que eu decidiria sobre minha vida. Não se opuseram quando eu disse que queria ser uma caçadora. Não ficaram procurando noivos pra mim. Papai pode pensar que não sei, mas eu sei que ele recusou um pedido de casamento feito pelo Kouga, porque ele sabia que eu não sentia nada por ele. Aliás, que tipo de demônio ele estava caçando hoje?” Um som de uma voz masculina pareceu se destacar entre as vozes que vinham lá de baixo e Kagome reconheceu de quem era a voz._ “Quando ele está caçando não para nem para dormir, se está aqui é porque ele já conseguiu o que queria. O que será que ele fez com o demônio dessa vez?” Kagome sentiu um aperto no peito e não sabia o porquê. Resolveu ir investigar a situação, levantou da cama, trocou de roupa e desceu as escadas em direção ao restaurante. Na maioria das vezes ela evitava encontrar-se ou mesmo conversar com aquele caçador, mas alguma coisa lhe dizia que ela deveria ir falar com ele. Ao descer as escadas ela pode ver que haviam vários caçadores reunidos naquele lugar, todos estavam ouvindo um jovem forte, que estava no centro, falar. Como Kagome já desconfiava, se tratava do seu admirador nada secreto. Ele a viu chegar e a olhou de alto a baixo com aquele olhar que Kagome odiava e a chamou para se reunir a eles. _Kagome! Que coincidência nos encontrarmos novamente! Eu não fazia a menor idéia de que você estava hospedada aqui também. Eu estava aqui contando a essa gente boa a minha mais nova façanha, não gostaria de também ouvir? _Bom, já que a animação de vocês acabou me retirando do meu sono... _Me desculpe, minha querida, é que eu sempre fico muito empolgado quando consigo realizar uma caça com sucesso. Kagome sentia nojo em ouvi-lo falar daquele jeito com ela. Quem ele pensava que era para chamá-la de “minha querida”? Ela sentiu vontade de xingá-lo mas ela não podia fazer isso, precisava saber o que ele realmente tinha feito e se ia ficar por ali muito tempo ainda, afinal se ele descobrisse sobre Sakura estariam perdidos. Quando ela abriu a boca para perguntar foi interrompida por um caçador baixinho que estava lá e que também olhava para ela com um olhar de cobiça. _Kouga, não vai nos apresentar sua amiga? _Ah. Sim, claro. Esta aqui é Kagome Higurashi, uma das melhores e mais belas caçadoras da minha vila. Há um bom tempo venho dizendo a ela que devemos unir nossas forças, mas esta parece ser, senhores, uma das poucas empreitadas em que não encontro sucesso. _Eu já lhe disse que, por enquanto, prefiro ficar sozinha. Talvez você devesse investir em outra garota, alguém que possa ser mais parecida com você. _Ninguém é mais parecida comigo do que você. _Então acho que vai ficar sozinho a vida toda, pois não acho isso. _Se seu pai entendesse minhas razões... _Meu pai entende muito bem suas razões e é exatamente por isso que ele não aceitou seu pedido, além do mais ele considera minha opinião e sabe que eu não concordaria. Um monte de “ohs” e ”uhs” tomou conta de todos os outros que estavam ali e Kouga sentiu suas bochechas ficarem vermelhas. _Kagome, acho que não é hora de discutirmos nossa relação. _Que relação? Nós não temos nenhuma relação. Nunca tivemos e nunca teremos, a não ser na sua cabeça. _Vai deixar que uma mulher fale assim com você Kouga? _Eu...eu... Olhe o que está fazendo Kagome, está me fazendo fazer um papelão na frente de todos eles, logo agora que eu... _Logo agora que você estava se vangloriando bem na frente deles por achar que é o melhor caçador. _Eu não acho que sou, eu sou. _Pensei que o pai do Kai fosse o melhor caçador. _Ele é o maior caçador de todos os tempos. Mas ele já está velho, não consegue mais caçar como antes. Logo ele vai estar aposentado e aquele filhinho dele não vai conseguir chegar nem perto do que ele foi, afinal precisa caçar acompanhado de uma garotinha e de uma babá, ou vai me dizer que está acompanhado ele porque vai aprender alguma coisa com ele. Kagome, caia em si. Eu vou me tornar o melhor caçador em pouco tempo e acho que você não vai querer estar longe de mim. Vamos formar uma dupla imbatível.
_Por que acha que vai se tornar o melhor caçador? _Todos na Feira de Caçadores vão se admirar com o que eu consegui pegar dessa vez. Vão ficar de queixo caído quando virem o que eu vou levar pra lá. Kagome sentiu o coração disparar, será que ele pensava em pegar Sakura. O caçador que a pegasse seria realmente considerado o melhor caçador de demônios. Mesmo pensando isso Kagome não queria demonstrar preocupação diante dele. _O que é que você vai levar para a Feira? Mais um monte de peles de demônios? Você sempre faz isso. _Dessa vez vou levar um espécime vivo. Eu capturei um demônio muito intrigante hoje à tarde. Ele poderia até se passar por um humano se não fossem algumas características especiais. Eu acho que ele pode ser considerado um meio-demônio. Tem características de um cachorro e também de um homem. Sabe que ele até fala como um de nós. Me deu muito trabalho capturá-lo mas, você sabe que nenhum demônio pode fugir de mim. Kagome sentiu as pernas amolecerem. Ele falava em um demônio que tinha características de um cachorro. Seria Inuyasha? Ele tinha orelhas de cachorro. Sem entender porque Kagome sentiu uma enorme tristeza no coração e se pegou desejando que não fosse ele. Kouga a acordou de seus pensamentos. _Vou deixar que você o veja. Venha. Kagome o seguiu, rezando para que o demônio capturado não fosse Inuyasha. Qual não foi sua decepção ao ver que realmente se tratava de Inuyasha e o pior é que ele estava muito ferido. _Kouga ele vai acabar morrendo se deixar ele assim. _Está preocupada com um demônio Kagome? _Não, é que você disse que queria levá-lo vivo para a feira. Ele não vai viver até chegar lá. _Vai sim. Isso é um demônio. Infelizmente a resistência deles é maior do que a nossa. Ele não vai morrer, pelo menos até chegar à feira. Agora, vamos voltar para o restaurante, está na hora de tomarmos um café. Venha Kagome. Kagome saiu acompanhando Kouga, mas antes olhou novamente para Inuyasha preso naquela jaula. Ele abriu os olhos e olhou para ela. Ela não tinha percebido antes, mas agora aqueles olhos pareciam familiares, como se ela já tivesse visto aquele olhar várias vezes. Ela saiu de lá pensando em uma maneira de tirá-lo de lá. Continua...
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