Notas iniciais
Sakura caminhou por entre a floresta(...) sua mente estava confusa aquele sonho sempre aparecia em sua mente, e ela tinha medo de que ele fosse real(...)

Capitulo 16



Sakura caminhou por entre a floresta, até se cansar e sentar para descansar, sua mente estava confusa aquele sonho sempre aparecia em sua mente, e ela tinha medo de que ele fosse real, mas como poderia ser real, Kai havia protegido Sakura tantas vezes, se ele quisesse matá-la porque já não o tinha feito?


Sakura observou a luz do sol que passava por entre as árvores, ela sentia saudade de Kai, estava longe dele a poucas horas, mas parecia uma eternidade.


_Kai.


Sakura sentia falta dele e de todos, ela tinha fugido sem falar com ninguém e se ela não os visse mais, eles estavam sendo tão bons para ela.


Sakura se lembrara que Kai a salvou do rio.


_Talvez, eu esteja errada, foi apenas um pesadelo, Kai jamais iria querer me machucar, eu sinto que ele não é mal, preciso voltar, pedir desculpas, eu estou agindo como uma garota mimada, e eu não posso ser assim, se eu quero salvar o mundo eu tenho que ser forte.


Sakura se levantou, mas ela não tinha a menor idéia de qual caminho seguir para voltar, ela pode perceber que uma pequena fumaça vinha por entre as árvores parecia uma fogueira.


_Deve ter alguém ali posso pedir ajuda.



Kai sentou ao lado de Kagome encostou a cabeça no tronco da árvore, observou o pano que ele amarrara na mão, estava vermelho de sangue, mas o que importava naquele momento não era ele e sim Kagome, Kai tentou manter os olhos abertos para cuidar de Kagome, mas um estranho cansaço tomava conta de Kai, seus olhos foram ficando pesados e ele não agüentava mais se segurar, ele fechou os olhos e abriu de novo, ao abrir levou um grande susto, aquele demônio-lobo estava em pé bem diante dele, ao lado de Kagome, o demônio estava sangrando mas mesmo assim tinha um olhar de ódio, ele partiu para cima de Kai que tentou se afastar o máximo que pode de Kagome para que ele não a ferisse mais, o demônio correu atrás de Kai, que correu em direção ao rio, o lobo parecia querer atacar apenas Kaie isso era bom pois assim Kagome estaria em segurança, ms como ele poderia se defender. Kai pegou pedras e começou a atirar no demônio,que se desviava com dificuldade, e se aproximava mais e mais de Kai.


Kai caiu sentado no rio, o demônio pulou por cima de Kai, ele apontou sua garras para Kai, Kai deu um chute na barriga do demônio que caiu no rio, Kai tentou sair do rio mas não conseguiu, suas pernas estavam presas, ao olhar para trás pode ver que o demônio segurava suas pernas.Kai sentiu que seria o fim, ele olhou para Kagome ele não poderia ser derrotado, se ele morresse provavelmente o demônio iria atacar Kagome em seguida. Ele conseguiu soltar uma das pernas e chutou a cara do demônio, Kai pegou um pedaço de pau que estava no chão e ficou esperando a volta do demônio, ao sair da água Kai já estava preparado para atacá-lo.


O demônio saiu da água quase sem força, olhou feio para Kai que também estava cansado, Kai não sabia mais o que fazer, tentara de tudo para derrotá-lo, mas parecia impossível, o demônio correu em direção a Kai com suas garras afiadas, seu ataque foi interrompido por uma energia estranha que o acertou, derrubando-o no rio e desaparecendo no meio dele.


Kai olhou para trás e viu uma imagem que o fez se sentir tão bem, era Sakura.


_Sakura!


Kai correu em direção a Sakura e a abraçou, um abraço forte.


_Onde você estava?


_Refletindo.


_Nós precisamos tanto de você, a Kagome...


Sakura olhou Kagome deitada no chão e se aproximou dela.


_Kagome! O que aconteceu com ela?


_Foi atacada por aquele demônio.


_O que vocês estão fazendo na floresta?


_Eu vim atrás de você, e ela me seguiu.


Sakura sentiu um aperto no peito, ela se sentiu culpada, se ela tivesse ficado quieta no hotel nada disso teria acontecido, Kai percebeu e se aproximou de Sakura, colocou a mão em seu queixo levantou o rosto dela para cima.


_Você não teve culpa, eu é que deveria ter protegido ela.


Sakura abraçou Kai.


_Temos que tirar ela daqui. Onde está o Inuyasha?


_Foi procurar ervas medicinais para os curativos.


Sakura sentou a o lado de Kagome, observou os ferimentos.


_Coitadinha da Kagome! Não se preocupe Kagome vamos cuidar de você.




Inuyasha correu até encontrar umas plantas que seriam úteis para os curativos, ele arrancou com cuidado as plantas, algo muito estranho vinha pelo céu, uma fumaça e um cheiro de comida, tão saboroso, caminhou por entre os arbustos, olhou e o que viu lhe deixou espantado, era uma casinha pequena, a fumaça saía da chaminé, era a chance de obter ajuda para Kagome. Ele correu de volta para onde havia deixado Kagome, uma nova esperança tomou conta do coração de Inuyasha.



Sakura limpou mais uma vez os ferimentos de Kagome e tampou com folhasde uma árvore, para que não sentasse nenhum bicho e nenhuma sujeira caísse.


Kai sentou encostando a cabeça na árvore, Sakura percebeu que sua mão estava ferida.


_Precisa lavar isso.


_Eu estou bem, não preciso de ajuda.


Sakura pegou na mão de Kai, e começou a tirar o pano que ele colocou. Kai puxou a mão.


_Já disse que não preciso de ajuda.


_Você precisa lavar esse ferimento.


_Não preciso não, me deixa. — Kai puxou a mão e se afastou de Sakura.


Ele sabia que ela estava certa, mas ele havia até se esquecido que estava ferido, a dor parecia ter sumido, no momento ele queria poder ajudar Kagome.


_Kai. — Sakura pegou nas mãos de Kai outra vez — Vai ser pior se você ficar ferido.


Kai e Sakura se olharam fixamente, Sakura tirou o pano da mão de Kai. O levou até o rio, colocou sua mão na água para lavar, Kai observava tudo calado, a mão doeu em contato com água mas ele tentou não demonstrar, ao invés disso colocou a mão que não estava ferida nos cabelos de Sakura, ela olhou para ele sorrindo.


_Obrigado Sakura.


Kai puxou o rosto de Sakura para perto dele, Sakura sentiu seu coração acelerar, ela não estava entendendo o que estava acontecendo. Kai viu seus lábios se aproximarem dos de Sakura, mas foi interrompido pelo barulho de Inuyasha chegando depressa.


_Sakura! –Disse Inuyasha espantado.


_Olá Inuyasha! – Sakura estava bem vermelha.


Inuyasha não deu muita importância para Sakura ele pegou Kagome no colo.


_Para onde você pretende levá-la?


_Eu encontrei uma casa, talvez encontremos ajuda lá.


Inuyasha olhou para Sakura e Kai que olhavam para ele.


_Vamos, a casa não fica muito longe daqui, sigam-me.


Inuyasha corria tão depressa que quase não dava para Sakura e Kai seguirem seu ritmo, ele corria para salvar a vida de Kagome, tinha medo de perdê-la e ele não poderia deixar que isso acontecesse.


Ao avistar a casa Inuyasha teve um pouco de receio de se aproximar, e se houvesse algum caçador na casa? E se quem estivesse na casa, odiasse demônios como era o normal para a maioria dos humanos? Inuyasha olhou para Kagome que continuava desacordada, ele se aproximou de Kai.


_Leve a Kagome, e peça ajuda, se eu for até lá não vão querer nos ajudar.


_Mas...


_Anda, antes que seja tarde demais.


Kai pegou Kagome nos braços e caminhou em direção à casa seguido por Sakura. Inuyasha ficou olhando de longe rezando para que ela ficasse bem. Ao se aproximarem puderam ver que a janela estava aberta, e eles puderam ver que havia uma mulher lavando louças na pia, ela olhou para os dois que vinham em direção em sua casa, dava para perceber de longe que Kagome estava ferida, ela correu ao encontro deles.


Ela tinha os cabelos compridos e castanhos, tinha os olhos castanhos, aparentava ter uns 30 anos.


_O que aconteceu?


_Precisamos de ajuda. Nossa amiga está ferida.


_Entrem.- Ela ajudou Kai a levar Kagome para dentro. Kagome foi colocada em uma cama.


_Como ela se feriu?


_Foi um demônio.


_Eu vou pegar alguns curativos, vamos cuidar dessas feridas.


Sakura sentou ao lado de Kagome.


_Ela vai ficar bem?


_Espero que sim.


A mulher trouxe curativos, ela lavou os ferimentos e curou amarrando uma faixa.


_Ela vai ficar bem, vou preparar algo para comerem, me desculpem eu nem me apresentei, meu nome é Tomoyo, e vocês.


_Meu nome é Sakura, esse é o Kai.


_Venham para a cozinha.


_Posso ficar um pouco mais com ela?


_Claro


Kai seguiu Tomoyo, Sakura ficou sentada ao lado de Kagome, a cozinha da casa era tão pequena, mas era bastante confortável, as coisas estavam todas em um lugarzinho arrumado, nada estava fora do lugar, Kai sentou na cadeira e observou Tomoyo fazer a comida.


_O que vocês estavam fazendo na floresta sozinhos?


_Somos caçadores de demônios, estávamos caçando demônios. E você, porque mora sozinha nessa casano meio do nada?


_Eu...adoro morar aqui.


Kai percebeu que ela tentava mudar de assunto.


_Vocês devem estar famintos, eu vou apressar minha comida.


_Você mora sozinha?


_Sim.


_Por que?


_Eu prefiro. Você é irmão da garota que está ferida?


_Não, apenas amigo.


_Você parece tão preocupado com ela, me fez lembrar de quando eu e meu irmão... — ela parou de falar era como se ela estivesse se lembrando do passado e isso não lhe fazia muito bem, Kai pôde perceber que ela tinha lágrimas nos olhos.


_O que houve com seu irmão?


_Nada.


A conversa estava deixando Tomoyo nervosa e transtornada. A panela caiu no chão duas vezes seguidas, ela não conseguia esconder que tinha problemas, Kai não a forçou a contar, ele também tinha tantos problemas e odiava falar sobre eles.


Sakura entrou na cozinha sentou ao lado de Kai, encostou a cabeça em seus ombros, como se procurasse um amparo, Kai ficou vermelho quando Sakura encostou a cabeça em seu ombro.


_Ela continua dormindo, espero que ela melhore logo, estou preocupada.


_Sua amiga vai ficar bem.


Tomoyo se virou e viu Sakura encostada em Kai, ela achou a imagem tão linda.


_Vocês estão tão bonitinhos!


Kai ficou com vergonha, e empurrou a cabeça de Sakura para longe, dele.


_Não precisa ficar com vergonha, vocês me fizeram lembrar....


_O quê? –Disse Sakura toda curiosa.


_Nada, meu anjo.


Sakura sentiu pena dela. Ela parecia tão triste ao se lembrar do passado.


_Vamos comer?



Inuyasha não agüentava mais, ele precisava saber o que estava acontecendo com Kagome, se ela estava bem, ou se o pior tinha acontecido, e essa dúvida o machucava demais, ele precisa ver Kagome,mesmo que isso lhe custasse sua liberdade.


Ele caminhou em direção a casa, seu coração estava a mil, havia uma janela aberta, e ao olhar por ela ele pode ver Kagome deitada na cama , Inuyasha entrou devagar pela janela, se aproximou da cama, ajoelhou diante dela, e ficou ao lado de Kagome segurando em suas mãos.


_Kagome — Inuyasha acariciou os cabelos de Kagome. — Eu deveria estar lá para protegê-la, mas eu não estava, me perdoe.


_Inuyasha... — aquela voz fraca fez Inuyasha sorrir, era Kagome que sorria para ele, um sorriso forçado, quase sem força.


_Kagome!


Os olhos de Inuyasha se encheram de lágrimas, ela estava viva e falando com ele, Inuyasha abraçou Kagome que demonstrou sentir dor, os ferimentos ainda doíam muito.


_Aiaiai! Não me aperte tanto!


Inuyasha afrouxou um pouco o abraço e procurou olhar para Kagome, em sua mente passavam muitas coisas, ele estava achando que ela queria se afastar dele porque ele não tinha a protegido quando devia, já que tinha prometido isso a ela.


_Eu entendo que não queira que eu chegue perto de você, eu deveria ter te protegido, eu prometi isso a você, eu sinto muito.


Ela sorriu para ele e tocou em seu rosto.


_Seu bobo, eu não culpo você pelo que aconteceu. Foi um acidente. E depois, fui eu quem disse para você ficar no hotel, fui eu quem entrou numa mata daquelas sem nenhuma arma para me defender, teria sido pior se eu estivesse sozinha. Minha sorte foi ter o Kai por perto. E não quero que você fique longe de mim.


_Então, por que me disse para não te apertar tanto?


_Porque estava me apertando e estou muito machucada, ainda está doendo muito...


_Me desculpe. É que eu fiquei tão feliz em ver que você estava viva. Passamos por maus bocados. Eu pensei que fosse perder você. Eu tive tanto medo, como nunca tive em toda minha vida. Eu não ia agüentar perder você desse jeito, eu...


As palavras de Inuyasha foram interrompidas por um beijo de Kagome. Inuyasha ficou sem reação por alguns segundos, até que, aliviado por sentir aqueles lábios novamente, ele correspondeu ao beijo dela, a abraçou de leve para não machucá-la mais. Não importava mais nada no mundo inteiro, ela estava viva! Isso era o que importava. Um caçador podia entrar pela porta daquele quarto naquele momento e matá-lo que mesmo assim Inuyasha morreria feliz, feliz como nunca esteve em toda sua vida. Ele a amava, tinha certeza disso, agora ele não mais se sentia confuso, no momento em que imaginou que a perderia ele se deu conta do que sentia por ela, mas sabia que o resto do mundo nunca aceitaria um amor como o deles. Kagome separou-se dele em busca de ar, o beijo durara menos de um minuto, mas ela estava sentindo-se muito cansada. Falou com ele numa voz bem fraca e com a respiração entrecortada.


_Eu...estou...feliz...por saber que...sentiria minha ...falta. Pelo...que tinha...me...dito...


_Não fale mais nada, precisa descansar.


_Não...Me deixe...terminar...Eu pensei...que não...gostasse...de mim...


_Eu amo você! – As palavras saíram sem que ele percebesse, era o que ele sentia, mas ele não deveria ter dito, estava dando esperanças a ela, depois, quando tivessem que se separar ele a faria sofrer, isto é, se ela o amasse também. Mas não podia deixar de se sentir feliz por ter dito a ela, o sorriso no rosto dela era, para ele, naquele momento, a coisa mais cara do mundo.


_Que bom que você gosta de mim!


Kagome deitou-se na cama novamente, os olhos fechados e uma expressão de alívio no rosto, Inuyasha a cobriu como cobertor e lhe deu um beijo no rosto.


_Descanse agora.


Kagome segurou sua mão, abriu os olhos e sorriu para ele.


_Eu também te amo, Inuyasha.


Depois de dizer isso ela adormeceu finalmente e Inuyasha resolveu ficar ali para velar o sono dela, sentou-se num canto do quarto e ficou olhando para ela, estava atento para pular pela janela caso alguém, que não fosse Sakura ou Kai, entrasse no quarto. Na mente ele tinha um turbilhão de coisas. Estava feliz por saber que ela estava viva, mais feliz ainda por saber que ela o amava, mas preocupado também. O cansaço acabou o vencendo e ele adormeceu para sonhar com o seu anjo.


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Tomoyo comeu ao lado de Sakura e Kai, Sakura parecia estar tão a vontade ao lado de Tomoyo elas conversavam, como duas amigas, Sakura falava de seu passado ao lado de seu pai, em nenhum momento ela falou sobre demônios, apenas falava sobre momentos felizes. Kai apenas observava as duas, ele podia perceber que Tomoyo falava sobre o passado, como uma coisa tão distante, ele tentava manter um sorriso no rosto até que uma pergunta que Sakura fez mudou sua expressão.


_Você tem filhos?


Ela se levantou colocouo prato sobre a pia, abaixou a cabeça e se calou, como se aquela pergunta tivesse feito suas palavras sumirem.


_Eu disse algo que lhe magoou?


_Não. –disse ela enxugando uma lágrima,Sakura se aproximou pegou em suas mãos.


_Me desculpe.


_Tudo bem meu anjo.


Ela caminhou para fora da casa, e ficou observando os pássaros voando. Kai parou ao lado dela.


_Eu adorava olhar os pássaros, junto com o meu irmão.


_Eu também fazia muitas coisas com meu irmão, mas ele se foi.Onde está seu irmão?


_Eu não o vejo já faz quase 12 anos, desde que eu saí de casa.


Kai não disse uma palavra apenas ouviu, ela queria tanto alguém para desabafar que viu essa ajuda em Kai.


_Eu sempre fui uma garota mimada, eu tinha tudo que eu queria, mas tudo que eu tinha parecia não bastar para mim, eu sentia vontade de fazer coisas proibidas, foi ai que meus pais me proibiram de sair de casa, eles tinham medo, eu saía à noite e voltava tarde, eles tinham medo dos demônios, eu não tinha nenhum pingo de medo, aos 16 anos eu quebrei as regras dos meus pais, exagerei na dose, sai de casa, bebi muito, e encontrei um homem lindo que ficou do meu lado, me dizia coisas lindas, me apoiou, eu me senti tão atraída por ele, eu fiz besteira, pela manhã eu acordei, e ele não estava mais do meu lado, voltei para casa, fui repreendida pelos meus pais, de nada adiantou o pior aconteceu, eu estava grávida, eu não queria um filho, eu nunca quis, foram os piores nove meses da minha vida, até o momento que vi aquele rostinho, aquela criaturinha que tinha saído de mim, ela era linda, mas sua beleza foi quebrada quando olhamos para suas mãozinhas e vimos aquelas marcas, meu pai repetiu a profecia bem diante dos meus olhos:


“O mal ressurgirá, os humanos perderão suas vidas, os demônios serão os domos do mundo, quando a criança contendo nas mãos as marcas iguais as dele nascer, o novo tempo surgirá, seus poderes se unirão e os demônios tomarão a terra por toda eternidade.”


Meu pai não deixou que eu a pegasse nos braços, ele saiu do quarto levando a minha filha, e eu nunca mais a vi, eu nem tentei protegê-la, eu estava com medo, tive tanta vergonha que saí de casa e vim morar nessa floresta escura, nunca mais vi minha família,.


Kai estava espantado, ela era a mãe de Sakura, ele tinha percebido algo em comum entre elas, o sorriso das duas, o olhar.


_Isso quer dizer que você....


_Eu nem sei porque estou lhe contando isso, fiquei tanto tempo guardando essa dor, me desculpe criança.


_Você acha que seu pai?


_Sim ele provavelmente se livrou da criança para que o mundo não sofresse.


_Eu não acredito. O que eu faço?


_O que você disse?


_Nada.


Kai não sabia se deveria contar a verdade para ela, a filha dela estava tão próxima, mas e se Sakura não ficasse feliz com a notícia.