A New Beginning- Interativa

3 Capítulo 3: Eliza Schreave


Notas iniciais
Espero que vocês gostem deste capítulo, provavelmente A Seleção começará no capítulo cinco, caso vocês estejam se perguntando. Um grande beijo e obrigada a todos que escreveram. -A lice

Eliza Schreave

Era um sentimento novo. Então, era impossível saber se realmente era aquilo. E como eu não poderia deixar que minha mãe soubesse disso de jeito algum, precisaria da ajuda de minha prima.
–Conte-me, Liza, você esta apaixonada? –quis saber toda entusiasmada.
Olhei para a janela. Será que eu realmente estava gostando dele? Mas eu o conhecera tão pouco...
–Eu não sei. Mas eu acho que sim –disse corando. Eu não era do tipo que desabafava com as pessoas, então, expressão de sentimentos não era nem um pouco comigo.
Annabel me olhou entusiasmada. E começou a sacudir as mãos e me abraçar, e logicamente ficou doida pra saber quem era.
–Quem é? Me conta logo! É o principie da Itália? Ou o da Noruega? Ai meu Deus, ambos são lindos!
Abaixei a cabeça e sorri.
–Ele não é um príncipe Anna...
Ela me olhou confusa. Afinal, por quem mais eu poderia me apaixonar sem ser um principie ou rei?
–Não vai me dizer que é o rei da França? Ai não Eliza, ele é horrível!!!
–Ele não é da realeza. Tampouco principie ou rei. Ele é um dos guardas reais de meu pai.
Annabel ficou pálida. Tentei procurar alguma expressão de felicidade em seus olhos, mas aquele entusiasmo todo sumiu. Ela ficou olhando para mim, com um olhar de espanto. Como se eu dissesse que vi um demônio.
–Eliza você sabe o quanto isso é um problema? Se seus pais descobrem...você sabe a pena para isso. Você pegaria um castigo pro resto da vida. Já o rapaz, executado sem excitar.
Me arrepie. Ele era tão lindo e diferente. E sempre que eu estava sem sono e ele patrulhando o jardim, ficávamos conversando. Eu passava metade da noite em claro na sacada puxando assunto com ele. Quando eu achei um pássaro machucado, ele foi tão sensível de ajudar-me.
–Eu sei Anna, eu sei. Mas, ele é diferente entende? Eu não quero e nem vou me casar com alguém que não amo para o orgulho de meus pais. Não vou ser assim. Eles terão de entender. Antes ser uma Seis que ser casada com alguém por títulos.
Annabel ainda me olhava como se tudo não passasse de uma brincadeira.
–Conte-me um pouco de como esse tal guarda... Ele precisa ser bonito pelo menos, porque prima, você não se apaixonou pelo principie da Noruega, todas nos princesas temos uma queda por ele!
De fato o principie era muito bonito. Porem, muito artificial. Nos dias em que ele aparecia na televisão, dava para ver no seu rosto o pó de arroz. E vai por mim, era uma coisa bizarra.
–Ele se chama Henry. Deve estar na faixa dos 25. Ele era um cinco, e morava com a mãe. É totalmente sensível, e muito lindo!
–Podemos procura-lo pelo palácio? Quero saber pelo menos sua aparência real.

Logo o encontramos no jardim, como de esperado. Nos aproximamos para Anna o ver de perto. Porem, eu havia esquecido que minha prima era uma princesinha mimada de faixada, e é claro que ela estava de salto alto. Mas quando nos demos conta, seu salto havia afundado na terra e parecia não querer sair. Com um impulso a fim de tentar tirar o salto do solo, ela se desiquilibrou, e como eu estava longe o suficiente para não conseguir ajuda-la, se espatifou no chão. Imediatamente Henry viu a cena e correu para ajuda-la. Enquanto estava caída e via ele se aproximar, Annabel me olhou e mexeu com os lábios dizendo “é ele?”. Disse que sim, com a cabeça.

Depois de resolvermos o conflito, voltamos ao salão para comermos. Conversamos muito, titia May estava me contando como estava feliz com o casamento e se sentia a mulher mais amada do mundo. E então nos deu uma ótima noticia. Estava gravida de seu segundo filho. Todos comemoramos, e depois, brindamos em prol o novo integrante da família. Titia passaria uns dias no palácio, já que o marido havia viajado para o Brasil a procura de matéria prima. E neste caso, Annabel também iria dormir lá. Perfeito!
Papai havia dado inicio e selecionado as meninas que participariam da Seleção de David, ou seja, em uma semana minha casa estaria cheia de meninas que estariam disputando o coração de meu irmão, ou a coroa.

–Realmente ele é um gato! –dizia Annabel sentada na minha cama. Já era noite, e já havíamos jantado e tomado banho. Agora fofocaríamos nas próximas duas horas, se depender de Anna.
–Eu disse! E o melhor de tudo, ele não é apenas bonito por fora, mas sim por dentro!
Ela revirou os olhos e pediu para que eu não começasse com a minha palestra “Good Vibes e tals”. Adorava quando ela dizia isso.
–Ele é tão atencioso quando esta falando comigo, sabe Anna? Acho que, o que faz com que eu ache estar gostando dele, não é tanto a aparência. Mas sim, sua personalidade e caráter. Claro que aparência ajuda, mas não sei, tem algo amais que isso, bem mais!
–Olha prima, você sabe muito bem que isso não pode passar de uma paixonite né? Imagina se sua mãe descobre isso! Ela iria te matar! Seu pai então, iria lhe colocar em um castigo eterno. E você sabe, iria expor-nos a desonra publica...
Eu sabia de tudo isso. Sabia dos perigos que eu corria por apenas sentir amor por alguém diferente, se é que isso era amor. O único menino que eu já amei mesmo, fora meu irmão. Então, não sei, isso tudo era muito novo para mim.
Depois de conversarmos mais, finalmente fiquei com sono. E então, virei para dormir.

Dormi até o meio da noite. Acordei sem motivos. Olhei para os lados, e Annabel estava dormindo do meu lado. Levantei da cama sem barulhos e caminhei até a sacada. Observei o jardim, e senti a brisa do vento gelado da calada da noite.
–Sem sono? –me assustei com a voz de Henry, vindo do breu que estava lá fora.
–Não seria a primeira vez –sorri passando a mão entre os cabelos. Era diferente estar na companhia dele. Eu podia ser eu mesma, sem medo. Podia contar sobre meus sonhos, também podia de vez em quando falar algo bizarro –Está tudo bem?
Ele olhou para o chão e sorriu.
–Hoje se faz quatro anos desde o falecimento de meu pai. Mas não precisa se sentir obrigada a dizer, eu "sinto muito".
–Eu nunca digo nada obrigada Henry. Eu realmente sinto muito –ouvi a voz de minha mãe no corredor, provavelmente fora ver como Tessa estava –Preciso ir. Até amanha.

Notas finais
E então? O que acharam? Beijos, espero seus comentários!