A New Beginning- Interativa

15 Capítulo 15: David, Eliza, América Schreave e Henry Lockwood


Notas iniciais
Oi oi! Trago novidades: pontos de vistas do Henry o/ Sei que apressei um pouco o capítulo, mas espero que gostem. Beijos -Alice

Eliza Schreave

Rapidamente me afastei de Caleb. E senti lagrimas brotarem nos meus olhos. Henry ainda estava lá parado, na escuridão.

–Eu fiz alguma coisa errada? –perguntou Caleb.

Neguei com a cabeça.

Quando estava pronta para voltar à festa, escutei gritarias. Tudo bem que era uma festa, mas não eram os tipos de gritos típicos de uma comemoração. Eram gritos de espanto, medo, angustia.

Senti o chão tremer. E quando olhei para baixo, vi o piso se mexendo, e não era efeito do champanhe. Eu realmente vi o piso abaixo de mim, se mexendo. Os tuneis. Foi tudo tão rápido. Henry percebeu na hora, e me puxou para o escuro com ele. Caleb sem entender nada, mas muito assustado, também foi. Corremos para o meu closet, e nos escondemos nos casacos de pele. Não havia como chegar à passagem para o esconderijo, pois ficava do outro lado do quarto. Henry tapou minha boca, e Caleb segurou minha mão.

Ouvimos vozes.

–Eu quero a princesa. Viva. Ela e o irmão. O resto, matem. Menos a rainha a traga para mim, digamos que vamos nos divertir um pouco –dizia um sanguinário, rindo como se a vitória estivesse próxima. Ouvimos uma batida de porta. Silencio. Mais silencio.

–Acho que está seguro para sair –disse Henry
–O que fazia dentro do quarto da princesa? –indagou Caleb.
–Não lhe devo satisfações, seja quem for você –respondeu Henry.
–Meninos, por favor, o que está acontecendo? Precisamos estar seguros agora, não bater boca. Por favor, né!
Eles abaixaram a cabeça e me seguiram até a saída do quarto. Preciso achar minha família. Observamos como estava o corredor. Estava tudo limpo, aparentemente. Corremos em disparada ao salão. Perdi minha cor ao me deparar com o salão vazio. Algumas pessoas ainda estavam embaixo de mesas, outras chorando abraçadas nos cantos das paredes. Minha mãe. Onde estava minha mãe?
–Henry preciso achar minha mãe! Minha mãe Henry. Agora! –eu disse gritando.
Ele pegou minha mão, e disse que a acharia. E assim, saiu correndo.
–O que está acontecendo? Este guarda parece bem intimo.
–Caleb minha mãe esta desaparecida! Poupe-me deste seu ciúme desnecessário. Obrigada.
E sem perceber, perdi minhas forças. Joguei-me no chão, e só consegui chorar. Caleb me abraçou e disse que ficaria tudo bem. Minutos depois eu senti um toque diferente.
–Está tudo bem filha, tá tudo bem...
E quando me virei, vi minha mãe.
–Mãe –disse me jogando em seus braços –Tive tanto medo de te perder mamãe.
–Está tudo bem. Seus irmãos e seu pai também estão bem. O ataque foi mais que estranho. Não durou mais que dez minutos. Mataram alguns convidados, e levaram outros. E novamente a mesma mensagem em varias paredes. Estamos chegando.

No dia seguinte, quando tudo aparentemente estava bem, decidi procurar Caleb. Tínhamos muito que conversar ainda. O encontrei brincando com Roger, no jardim.
–Atrapalho?
Roger me olhou animado, e correu ao meu encontro. Já Caleb, se quer se moveu.
–Roger, sua mamãe esta te chamando para brincar um pouquinho com a Tessa. Na Ala Junior, procure algum empregado e peça que te levem lá.
Não precisei dizer duas vezes, que ele saiu correndo.
–Podemos conversar? –perguntei.
Ele concordou com a cabeça.
–Sei que lhe devo uma explicação. Mas o que posso dizer é, gostei do beijo.
Ele continuou calado.
–Diga alguma coisa, por favor.

Silencio.
Desisti. Virei às costas, pronta para sair, quando ele falou:
–Voltei para tentar algo com você. Não menti ontem, quando disse que voltei por você. Coloquei-me em meio o perigo, aos ataques, por você. Para me tratar da forma como tratou ontem? Não sei se tomei a decisão certa Eliza. Realmente não sei.
Não tinha o que falar perante aquilo. Não poderia alimentar expectativas dele, sem saber o que eu realmente querida.
–Queria poder me abrir com você. Contar tudo o que esta acontecendo, mas eu não posso. Só posso lhe pedir uma coisa, não desista assim tão fácil de mim.
E fui embora.

Henry Lockwood

Não consegui entender muito aquele ataque. Só entendi uma coisa: Eliza não me amava. Coloquei tanto em risco, por achar que meu amor era correspondido. Mas me enganei. Eu a amava, sem duvidas. Já ela, só precisava de distração. A encontrei correndo no corredor dos dormitórios das selecionadas. Quando me avistou, parou de correr. Ela devia pensar que eu iria procura-la, e conversar a respeito. Mas eu não erei, então não iria mover se quer um fio de cabelo. Passei ao seu lado, sem nem olhar.

–É assim que ganhamos a vida Henry. É assim que deve ser. É assim que você vai fazer.
–Não sou obrigado a colaborar com este trabalho sujo. Não iria ajudar tampouco participar disto. Você me enoja.
Ele se aproximou, e enfiou um soco no meu rosto.
–Sou seu pai. Eu decido o que é melhor para você.
–Isso é errado! Não vou colaborar com isto nunca. Jamais.
–Veremos então Henry. Veremos.

América Schreave

Lucy bateu a minha porta. Concedi sua entrada, e me joguei em seus braços. Chorando como uma criança.
–Vai ficar tudo bem América.
–Não vai não Lucy, enquanto não descobrirmos o que estes desgraçados querem nada vai ficar bem. Quase levaram minha Tessa ontem, minha criança.
–Nós daremos um jeito. Aspen esta brincando com as crianças agora, na Ala Junior.
–Não quero prende-los aqui, sei o quanto é perigoso, e não vou impedir sua saída Lucy, não quero deixar seus filhos em meio ao perigo, como os meus.
Ela esboçou aquele sorrido no rosto, que sempre me trazia paz.
–Estamos aqui, porque queremos América. Porque somos seus amigos, e vamos enfrentar isso juntos!
Sorri como agradecimento. Não havia pessoas melhores no mundo, para enfrentar junto comigo a guerra que estava por vir.

David Schreave

Pensei em procurar Charlotte, mas tinha certeza que ela não estaria em condições de um encontro. Tampouco Elena, que só me ignorava desde o ocorrido. Pensei em Candrynni, mas cheguei à conclusão de que, nenhuma selecionada deveria estar disposta ou em condições de sair para um encontro romântico. Papai estava apreensivo sobre as noticias que passariam no Jornal Oficial, e também com medo de ter dê por um fim na Seleção. Achei um ótimo jeito de passar o tempo livre, sem pensar em coisas ruins.
–Caleb topa uma partida de vôlei?
–Só se for agora Davi.