A New Beginning- Interativa
14 Capítulo 14: Eliza e David Schreave
Notas iniciais
Eliza Schreave
Assistimos a um filme chamado “O Expresso Polar”. Pra falar a verdade, mal assistimos ao filme. Caleb me contou sobre sua vida em Hollywood. Disse-me que se apaixonou, e chegou até mesmo a namorar sério com uma garota chamada Annie. Mas que logo que perceberam pertencer de mundos diferentes, eles acabaram achando melhor cada um seguir sua vida. E foi então, segundo ele, que ocorreu a ideia de voltar para Illéia. Quando voltei para o meu quarto, beirava às três da manhã, então logo que me deitei, cai no sono.
Acordei com o primeiro raio de Sol da manhã. Papai disse que eu poderia tirar o dia de folga, então aproveitaria o máximo! Na preguiça de sair da cama, peguei meu celular e entrei no Skype. Caleb estava online! Sem pensar duas vezes, e sem ideias de programas para o dia, mandei uma mensagem.
“Oi Caleb! Papai me deu o dia de folga hoje, caso não tenha algum compromisso, está a fim de almoçar comigo e ir à piscina? Beijos espero que esteja livre. –Eliza”
Guardei o celular embaixo do travesseiro, achando que ele demoraria para responder, e foi quando me enganei, pois logo meu celular vibrou, indicando uma nova mensagem.
“Oi Lizinha, pra você estou livre sim! Fico muito feliz com o convite, e espero ansiosamente. Busco-te no seu quarto às dez da manhã. Beijos. — Caleb”.
Quando éramos menores, Caleb achava injusto me chamar como todos os outros chamavam então ele adotou o apelido Lizinha.
Decidi assistir ao meu filme favorito, que por mais triste que seja sempre me dava um animo durante o dia. Se Eu Ficar.
Quando minha criada chegou ao meu quarto levou um grande susto, por me encontrar deitada chorando como uma doida. Não posso negar que eu era uma péssima pessoa para assistir filmes de romance, pois me acabava de chorar. Expliquei tudo isso a ela, e pedi que preparasse um banho com lavanda para mim. Enquanto tomava meu banho, ouvi uma batida na porta. Por uma fração de segundos, desejei que fosse o Caleb e até pensei que fosse. Mas logo minha mãe apareceu na porta do banheiro, e me lançou um dos sorrisos mais gentis que já vi na vida.
–Oi filha, desculpa interromper seu banho. Mas tenho um recado importantíssimo. Em prol a Seleção de seu irmão, e claramente, desejando o melhor para você, eu e seu pai, concordamos em dar uma das melhores festas de aniversário que você já obteve! Amanhã, ok?
Meu Deus. Eu havia esquecido completamente do meu aniversário. Em meio o caos de tanto trabalho, tantas preocupações e ainda o Henry, realmente havia esquecido.
–Obrigada mamãe, vai ser uma honra!
–E mais uma coisa. Você precisa escolher um acompanhante fixo para estar com você durante a festa amanhã. O principie da Noruega se ofereceu, mas convenhamos que sabemos que o escolhido será o Caleb.
Não sei por que, mas senti meu rosto pegar fogo. Logo assenti e ela se retirou.
Quando eram dez horas em ponto, eu estava sentada na minha varanda esperando por ele. Havia colocado uma roupa simples. Vestido na altura dos joelhos rosa chá, sapatilha branca, um biquíni pretinho com bolinhas brancas por baixo e soltado meu cabelo. Apenas com o colar que minha mãe havia me presenteado aos dezesseis anos, ela dizia que ganhou do meu avô, portanto, era especial.
Cinco minutos mais tarde, ele chegou. Estava muito lindo, como sempre.
–Você está linda Eliza! –elogiou-me.
–Obrigada Caleb, você também. Então, vamos!
A piscina estava um gelo! Realmente um gelo. Logo que dei o primeiro mergulho, senti cada nervo do meu corpo gritar de frio. Devo ter feito uma careta e tanto, porque Caleb começou a rir! E quando ele pulou, também disse que estava frio demais. Portanto a nossa ideia de piscina, estava furada! Rapidamente nos secamos e voltamos para o meu quarto.
–Que saco! O dia esta lindo, mas meio frio... –comentei.
–Já sei o que podemos fazer Liz! Vem comigo –ele disse pegando minha mão.
Chegando ao jardim, Caleb pediu que eu fechasse os olhos, e começou a me guiar. Até certo momento, que me pediu para parar de andar.
–Chegamos! A Casa na Arvore. Podemos ver a cidade inteira daqui! E sem contar, que a vista é linda.
Quando já estávamos instalados em cima da casinha, pegamos nossos binóculos e observamos a cidade. Caleb havia levado uma sacola cheia de coisas, inclusive um cobertor.
–Senti muito sua falta Liz.
Aquele devia ser o dia de sentir vergonha, porque eu não parava de sentir isso!
–Eu também. Mas você esta aqui, e é isso que importa.
Ele sorriu. Caramba, como ele era lindo!
–Preciso te fazer um convite.
Caleb aceitou o convite, e disse que ficou lisonjeado. Nosso dia foi maravilhoso, me diverti muito.
No dia seguinte, acordei muito cedo também. O dia seria cheio de preparativos para a noite. Comecei o dia indo para o SPA. E depois de todos os cuidados necessários, fui para o salão de beleza.
Lá, minha cabelereira Katy, me mostrou as opções de penteados e maquiagens que eu tinha. E logo escolhi os adequados.
Terminado tudo, o ultimo toque era o vestido, pois já estava tudo pronto, e só faltava a minha chegada.
Eu estava linda. Não tinha como negar. Meu cabelo estava bem comprido, pois Katy insistiu em colocar apliques. O vestido era deslumbrante, escolha de mamãe. Estava tudo lindo. As joias de família, a tiara, o vestido roxo com pedras preciosas, e o cabelo em um coque caído lindo, e a maquiagem preta, bem noturna. E mesmo que eu tenha tentado fugir dele: o salto. Também estava lindo!
As 19h em ponto, Caleb apareceu na minha porta.
–Meu Deus! Eu retiro o que disse sobre ontem, comparando você ontem, e você hoje, lhe confundiria com Afrodite! –ele disse sorrindo.
–Obrigada querido, você esta lindo.
Ele segurou minha mão, e descemos a grande escada que era ligada ao salão principal. O salão inteiro solenizou minha entrada. Estava tudo lindo, parecia um sonho. Avistei Annabel, titia May, Henry. Henry. Como queria poder correr e abraça-lo. Também avistei David dançando com uma selecionada.
Corri para abraçar Annabel, finamente matei a saudade de minha prima.
–Uau amiga, você realmente só aparece com os boys gatos. Quem é o da vez?
–Anna! É meu amigo, Caleb, lembra-se dele?
–Caleb? Caleb o chato filho da madame Lucy?
–Meninas eu ainda estou aqui – Caleb disse sorrindo.
Logo minha mãe apareceu, e pediu para que fossemos tirar algumas fotos. Varias fotos de nossa família foram tiradas, e minha com Caleb. Alguns até perguntaram se estávamos namorando, o que deixou meus pais e os Leger muito orgulhosos... Era obvio que eles super torciam para acontecer algo entre nós. Mas Henry não saia da minha cabeça. Queria poder tirar fotos com ele, dançar com ele, e apresenta-lo como meu namorado. Será que estávamos namorando?
Caleb me arrancou de meus pensamentos, pedindo para irmos dançar. Estava tocando Thinking Out Loud do Ed Sheeran. Ele tomou minha cintura em suas mãos, e foi me conduzindo pelo salão. Cada parte do meu corpo sentiu seu toque. Posso dizer, até mesmo, que queria que ele chegasse mais perto. Não sei se ele lia meus pensamentos, porque foi exatamente isto que ele fez.
–Você dança muito mal –ele sussurrou no meu ouvido, o que me provocou mais arrepios.
–Cale a boca, a ideia foi sua –retruquei.
Quando a musica acabou, ele se afastou e perguntou se eu queria beber alguma coisa. Odeio negar, mas senti um baixo astral quando ele se afastou. A próxima dança foi com David. Ele me contou que estava realmente gostando do andamento da Seleção, e que já havia nascido seus primeiros sentimentos. Contou-me o nome da sortuda, e eu realmente fiquei surpresa. Esperava todas, menos ela.
Papai também dançou comigo, mas logo voltei para Caleb, afinal, meu acompanhante era ele.
–Não aguento mais meu pé ser pisado alteza! –ele disse me provocando.
Suspirei, e talvez por achar que me magoou com o seu comentário, ele me puxou contra si. Cada parte do meu corpo desejou que ele me beijasse ali mesmo. Mas ele não beijou. Pelo contrário, pediu licença. Não sei por que diabos eu estava sentindo isto! Porque cada vez que ele se afastava eu sentia uma sensação ruim?
Aspen me pediu uma dança também, e claramente concedi afinal ele era muito querido por mim, e minha família.
Não estava mais aguentando dançar, meus pés latejavam. Fui beber alguma coisa, champanhe cairia muito bem agora.
–Sobe para o seu quarto –Caleb cochichou ao meu ouvido.
Não entendi o porquê disto, mas percebi que era importante, e eu poderia descansar um pouco os pés.
Quando entrei no meu quarto, Caleb me esperava na varanda, com um balde cheio de gelo, duas taças e uma garrafa do melhor champanhe da festa.
–Sabia que é errado fugir das festas? –provoquei.
–Errado é você tende ficar presa nelas, caramba nem eu aguento mais cumprimentar tantas pessoas. Juro pra você que não conheço metade delas.
–Bem vindo ao meu mundo –eu disse, sentando ao seu lado.
Dividimos o champanhe e jogamos conversa fora.
–Eliza eu não voltei por causa da Annie. Voltei por você.
Quase engasguei.
–Voltou por mim?
–Não esta na cara? Acha que eu iria largar toda a minha vida em Hollywood apenas por causa de uma desilusão amorosa? Não sei nem se aquilo chegou perto de ser amor.
–Porque demorou tanto para voltar? –as palavras pularam de minha boca.
–Porque eu não queria admitir que sou completamente apaixonado por você.
Silencio. Um silencio muito constrangedor. Olhei para ele, e ele para mim. Bem nos olhos. E então, ele me beijou. Começou um tanto delicado, e só foi ganhando velocidade. Seria capaz de passar horas o beijando. Mas foi quando as coisas iriam passar desta para a melhor, avistei um par de olhos dentro do banheiro. Olhos penetrantes, olhos que eu conhecia. Henry.
David Schreave
A festa estava ótima. Poderia estar perfeita, caso Elena não estivesse me ignorando, ainda. Realmente não sei o que eu disse demais, mas certeza que aquilo a magoou. Dancei com quase todas as selecionadas, mas quando pedi para dançar com ela, levei um lindo fora. “Deseja dançar com a Elena vagabunda ou com a Elena sensível? Quer saber, nenhuma delas quer dançar com você!”.
Será que deu a entender que eu a chamei de vagabunda naquele dia?
Avistei Charlotte conversando com Candrynni, pedi licença e perguntei se poderia dançar com Charlotte. Candrynni era compreensiva, e sorriu ao se retirar.
Levei-a para o centro do salão, e dançamos o final da musica que estava tocando. Como era musica agitada, não deu muito para conversar, mas logo que começou Give me Love, dançamos mais juntos e conversamos. Eliza era apaixonada pelas musicas do Ed Sheeran, portanto eram as mais tocadas. Papai e mamãe pensaram em contrata-lo para a festa, mas acharam que retirariam a atenção da Seleção assim.
–Lotte, não acho que isto conte como um encontro de verdade. Podemos nos encontrar amanha? Podemos dar um passeio pelos jardins do palácio, ou cozinharmos algo... Você quem decide!
Ela sorriu radiante e respondeu:
–Seria uma honra, alteza.
–David.
–Seria uma honra, David.
Logo um rapaz desconhecido subiu ao palco, onde também tocava uma banca ao vivo, e pediu a atenção de todos os convidados. Não o conhecia, mas devia ser alguém muito importante para ir à frente, afinal, na festa estavam reinos vizinhos, com suas respectivas famílias, nossa família, amigos importantes, futuras alianças...
–Queridos convidados, é uma honra estar nesta festa. Parabéns as nossas altezas, rei Maxon e rainha América por estarem dando uma festa agora, enquanto pessoas morrem de fome, e também parabéns pela segurança de lixo que vocês oferecem ao seu palácio, foi muito fácil penetrar –ouve falatório no salão. O que estava acontecendo? E onde Eliza havia se metido? O homem prosseguiu desta vez gritando: — SANGUINARIOS, DEMAREM O SANGUE DESSES DESGRAÇADOS!
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