A New Beginning- Interativa
13 Capítulo 13: David e Eliza Schreave
Notas iniciais
Dias depois
David Schreave
Combinei de me encontrar com três garotas, de uma vez só. Woori, Valentina e Elena. Iriamos fazer algo bem diferente, e que seja do gosto delas. Jogaríamos Banco Imobiliário, e logo depois tomaríamos um chá. Foi uma sugestão de minha mãe, então segui.
Ambas me esperavam no Salão das Mulheres. Na companhia de minha mãe. Pedi permissão para entrar, e logo que concedida, sentei-me ao lado delas.
–Alteza, a rainha estava nos contando como você era quando pequeno! –disse Valentina, entre os risos.
Senti meu rosto pegar fogo de vergonha, e logo todas começaram a rir, até mesmo a senhora América traidora.
–Quer dizer que temos uma traidora, senhora rainha? –provoquei brincando.
Rapidamente nos despedimos de minha mãe, e subimos para um dos salões do palácio. Uma mesa estava no centro, com o tabuleiro já pronto, cadeiras e musica baixinha. Ao lado, porções de folheados, dentre outras gostosuras. As meninas correram e se posicionaram prontas para o jogo. Sentei-me entre Valentina e Elena, e a frente de Woori.
–Jogo sem premio não vale a pena! –protestou Elena –Eu acho, que nosso premio deveria ser um encontro privado, com vossa alteza.
–Só David, por favor. E tudo bem, eu super concordo.
Começamos o jogo, sendo Woori a iniciar.
Depois de uns quinze minutos de partida, Woori e Elena estavam a minha frente e de Valentina. Para falar a verdade, Valentina não parecia estar nem um pouco satisfeita com o encontro.
De repente, Elena se levantou com tudo e gritou:
–VITÓRIA DE ELENA CHASE!
Não contive o riso, e nem Woori.
–Merda! Eu estava tão próxima de ganhar –reclamou Woori.
–Acho este jogo muito sem graça –acrescentou Valentina.
–A única coisa sem graça aqui, é você, minha flor! –retrucou Elena.
–Se acalmem meninas! –pedi.
Direcionamos-nos a mesa de café e beliscamos alguns biscoitos. Woori e Elena conversavam empolgadas sobre jogos de tabuleiros, algo que Elena não havia dito em suas apresentações: amava jogos. Valentina pediu para se retirar, pois não estava satisfeita com o andamento do encontro. Não a prendi, disse que estaria livre para poder ir, até mesmo caso quisesse abandonar a Seleção.
Um pouco mais tarde, Woori disse que para ela já estava de ótimo tamanho, e que precisava descansar um pouco. Então, se retirou.
Eu e Elena estávamos a sós.
–Nem pense que esse momento sozinho vai valer como o encontro que você me deve, senhor David! –ela brincou.
–Como quiser senhorita Chase.
–Puff, não sou mais uma senhorita.
Empalideci.
–Mentira bobo! É claro que sou, tenho apenas dezoito anos! –ela disse sorrindo. Apesar de tudo, era uma pessoa maravilhosa.
–Posso te fazer uma pergunta? –perguntei.
–Teoricamente, você já fez!
Bufei, e prossegui.
–Porque você se inscreveu na Seleção?
Ela se ajeitou na cadeira, e olhou bem nos meus olhos.
–Por trás desse rostinho lindo, desse corpo maravilhoso, desta simpatia que cruza orientes, e de todas as mil e umas qualidades que tenho –ela fez um sinal com a mão, brincando. Mas logo assumiu um tom sério – Existe uma menina, que tem o sonho de ser amada como a irmã foi.
–Não entendi como a irmã foi?
Ela olhou para o chão, envergonhada.
–Eu fui perdidamente apaixonada por um rapaz, seu nome era Jack. Contei para a minha irmã, que era como meu braço esquerdo, afinal, somos gêmeas. Mas não gêmeas idênticas, por favor, né, um rosto tão lindo como o meu, não tem copia! –brincou ela, outra vez – Um dia, Jack me pediu em namoro. Ele foi jantar com a minha família e disse que suas intenções eram as melhores possíveis. Meses depois, minha irmã se apaixonou por ele. Ele enfrentou meu pai, minha família toda, e ate mesmo a mim, por ela. Semanas depois, eles fugiram juntos. Jack foi o único homem que amei realmente.
–Nossa... Posso fazer outra pergunta?
–Você esta me entrevistando ou coisa do tipo mocinho?
Ignorei e continuei.
–Esse seu jeito, a primeira impressão que você passou para mim, é tudo um papel para proteger o seu verdadeiro eu?
Ela se colocou de pé, e sem mais nem menos, saiu andando. Não sei se fui grosseiro, mas a intenção não era essa! Eu ia dizer que às vezes faço isso. Porem acho que ela se magoou. Não tive nem tempo de sair atrás dela, pois fiquei sem ação.
Eliza Schreave
Realmente, meus dias estavam sem espaço para respirar. Pilhadas e mais pilhadas de formulários, cartas das nossas alianças, trabalho e mais trabalho. Meus pais diziam que eu poderia ser a rainha perfeita, pois todo o reino me amava. Então, doo-me por inteira para o trabalho, não havia mais tempo nem mesmo de ver o Henry. Henry. Meu Henry.
Ouvi uma batida na minha porta, e liberei a entrada. Madame Lucy entrou pela porta, acompanhada de Roger, seu filho mais novo.
–Liz minha flor, que saudades –disse me abraçando. Madame Lucy sempre foi muito amiga de nossa família, juntamente com Aspen; Marlee; Woodwork.
Logo ouvi outra batida, e desta vez, entrou alguém que eu nem mesmo cogitei a ideia de estar no palácio. Caleb Leger. O filho mais velho dos Leger, a copia fiel do pai. Exceto pelos cabelos da mãe.
Corri ao seu encontro e o abracei.
–Caleb, quanto tempo!
Ele e eu praticamente crescemos juntos, mais depois que ele foi tentar sua carreira como cineasta em Hollywood, acabamos nos distanciando.
–Puxa Eliza, você esta muito diferente.
–Isso é bom ou ruim? –disse arqueando uma sobrancelha.
–Isso é ótimo!
Madame Lucy me abraçou novamente, e Roger também. Logo disseram que tinham uma ótima noticia para mim.
–Nós vamos morar no palácio!
Fiquei boquiaberta e totalmente empolgada com a ideia.
–Isso é sério? Vocês vão mesmo morar aqui?!
Ela riu diante minha empolgação, e disse que era seríssimo.
Depois saíram do meu quarto, e disseram que nos encontraríamos no jantar. Minutos depois, minha porta se abriu e fechou bruscamente.
–Surpresa! –disse Henry, ao meu ouvido.
–Olá mocinho, quem lhe deu permissão para adentrar o quarto da princesa?
Ele sorriu, e disse:
–Digamos que eu e a princesa somos meio íntimos!
Abraçou-me e me beijou rapidamente. Disse que estava com saudades, e que precisávamos nos ver. Disse que ele poderia vir depois que todo o palácio estiver dormindo.
Passando pouco da meia noite, alguém bateu a minha porta. Eu já sabia quem era então mandei entrar. Henry entrou e se sentou em minha cama, acariciando meu cabelo. Também contou que madrugada passada, os sanguinários tentaram atacar.
–Preciso te falar outra coisa Eliza.
Ele realmente estava tentando me contar essa tal coisa há quase duas semanas, mas algo sempre interrompia. E claro, que não seria dessa vez que o destino faria diferente. Ouviu-se um toc-toc na porta, novamente. Henry correu para o meu banheiro e fechou a porta.
–Pode entrar.
Caleb entrou cautelosamente.
–Desculpa aparecer esta hora, mas vi que você estava online no Skype... Não consigo dormir. O silencio é muito grande.
–Sem problemas, podemos nos encontrar no cinema? Também estou sem sono, mas preciso colocar uma roupa rapidinho. Nos encontramos lá?
Ele sorriu e fez um “ok” com a mão, e saiu do quarto.
Rapidamente Henry me beijou, e saiu do quarto também. E só então me toquei que precisava trocar de roupa e encontrar Caleb no cinema.
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