A New Beginning- Interativa
12 Capítulo 12: Eliza e David Schreave
Notas iniciais
Eliza Schreave
–Eliza segure minha mão, e só solte dela caso algo aconteça comigo! Não pense em nenhum momento excitar para me ajudar! Se algo acontecer, corra para o esconderijo, você promete que vai fazer isso?
–Prometo! Henry precisamos ir, estou ouvindo gritos mais próximos.
Ele segurou entrelaçou minha mão na sua, e com a esquerda, sacou uma espada e abriu a porta com o pé. Estava tudo vazio no corredor, o que era muito estranho. Afinal o objetivo deles era matar a família real, então porque estava tudo na maior “paz” lá em cima? Trocamos olhares de duvida, e caminhamos silenciosamente até o quarto dos meus pais. Abri a porta devagar, e para minha surpresa eles estavam dormindo. Corri para acorda-los e tentei explicar o que estava acontecendo. Rapidamente eles colocaram um roupão e corremos para o esconderijo. Não tivemos nenhum obstáculo pela frente, nenhum...
Assim que chegamos ao esconderijo, meia tonelada de preocupação saiu das minhas costas, mas logo, voltou duplicada. Dentro do esconderijo, três homens estavam escondidos, com armas. Eram os sanguinários. Meu pai tomou a frente, junto com David. Tentei esconder Tessa entre mim e minha mãe, para que não chagassem a vê-la.
–O que vocês querem no meu palácio? –indagou meu pai, com uma voz insegura.
–Só queremos uma coisa. Apenas uma, e vocês terão a paz que desejam para este reino.
–E que coisa seria essa? – rapidamente meu pai debateu.
Os sanguinários se entreolharam e começaram a rir, deixando a amostra seus dentes podres. Um deles sacou uma arma, e apontou para mim.
–A queremos. É o nosso preço.
Meu pai ficou sem falas ou ação, ao contrario de Henry. Que se precipitou e rapidamente decapitou o homem que apontou a arma para mim. Os outros dois entraram em uma briga com o meu pai e meu amor. Ele levou um tiro na coxa, mas em compensação emperrou a espada na barriga do inimigo, já meu pai havia atirado no segundo com a arma do primeiro que caiu.
Tessa estava chorando muito, e Henry gemia baixinho de dor. Estava lucido que devia estar doendo muito, afinal havia atravessado a coxa.
–Precisamos de ajuda para este rapaz! Rapidamente!
Eu e meu pai carregamos Henry até a ala hospitalar, onde se encontravam varias outras pessoas. O ataque havia acabado porem a devastação foi enorme. E só então, depois de todo esse alvoroço, lembrei-me do meu irmão. Senti-me culpada por não lembrar dele em momento algum, mas foi tudo muito rápido. Afinal, onde ele estava?
Só quando as coisas se acalmaram fomos saber o que aconteceu. Os sanguinários haviam atacado o castelo pelo lado de fora, e pelo quarto da Tessa, aqueles três entraram. E então, veio a nossa mente um enorme problema. Eles tinham um espião no castelo. Pois aquele esconderijo era só da família real! Nem mesmo as selecionadas sabiam de sua existência, apenas os oficiais.
David estava bem, e nem mesmo percebeu o ataque. Foi tudo muito “silencioso”. Até mesmo porque ele dorme ouvindo musica no fone, seria milagre escutar. E então, recebemos uma enorme noticia que abalaria TODOS os jornais. Uma enorme tragédia. A selecionada Malia Thopson foi encontrada morta em seu quarto. Deitada em sua cama, com o seu coração em suas mãos. Acima de sua cabeça, na parede, escrito com sangue (que também deveria ser dela), havia a seguinte mensagem:
Nós estamos chegando.
Pedimos ao Jornal Oficial que não publicassem o que aconteceu com a selecionada, apenas a comunicar a família da garota. A guarda precisava ser reforçada, afinal com tanta segurança, o ataque aconteceu.
Henry estava melhor, mas ia ficar um mês de licença. Meu pai achou a bravura dele um dom, e de soldado, ele passou para soldado pessoal, ou seja, ele seria agora nosso soldado, apenas. Meu e de minha família. Ate que gostei disso, porque iriamos ter mais tempo juntos.
David se desculpou comigo, disse que a intenção dele nunca foi me maltratar. Eu assenti, mas estava muito cansada para conversar. E curiosa para saber o que Henry ia me falar, mas também para saber o que houve com a Cassandra e o David, então perguntei a ele.
Na mesma hora, ele corou.
–Todo mundo já sabe?
Concordei com a cabeça.
–Nossa... Bom, foi muito estranho. Estávamos caminhando pelo palácio, e ela pediu que eu a acompanhasse até seu quarto, pois tinha medo de andar sozinha por um lugar tão grande. Concordei e nos fomos. No caminho conversamos um pouco mais sobre a vida dela, e eu sobre a minha. Quando chegamos no quarto, ela me convidou para entrar. Hesitei por um momento, mas logo ela se explicou dizendo que iria me emprestar um livro. Então entrei, e rapidamente ela se jogou pra cima de mim, caindo na cama comigo. Me beija descontroladamente, confesso que por um minuto me rendi, mas logo voltei a realidade. O que era aquilo? Empurrei-a com cuidado, e pedi para que nunca mais fizesse aquilo, que pensaria até se ela teria chances para repetir aquilo. Por fim, decidi não expulsa-la.
Cai na maior gargalhada da minha vida. Daria de tudo para ver o David em uma situação dessas, ele deveria ter ficado muito engraçado! Obviamente ele ficou bravo porque eu estava achando graça de uma coisa seria segundo ele. Então ele disse que também estava cansado, pois o dia foi bem longo. Deitamos na minha cama, e ele acariciou meu cabelo ate que eu pegasse no sono, o que aconteceu bem rápido.
David Schreave
Nunca senti um frio na barriga com a presença de uma garota. Claro, ficava nervoso. Mas era nervoso de fazer algo errado, não com a presença da pessoa. Mas ela... Era diferente. Ao certo, não sei se era ao menos uma paixonite, afinal há conhecia muito pouco. Talvez só conhecesse seu físico. Mesmo assim, era diferente estar na sua presença. Dentre todas, ela era a que mais se destacava. A que mais estava bela no café da manha, e nas outras refeições. Queria contar a Eliza o que estava sentindo, porem ela ia achar que eu já estava amando, e ia ficar imaginando mil e uma coisas. Então prefiro guardar isso. Só para mim.
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