A New Beginning- Interativa
10 Capítulo 10: David e Eliza Schreave
Notas iniciais
David Schreave
Hoje eu eliminaria uma selecionada. Estava nervoso, e com razão. Afinal, eu estaria destruindo o sonho de alguém. Mesmo que não seja casar-se comigo, mesmo que seja a coroa. Estaria destruindo.
Eliza e eu conversamos muito sobre isto. Ela sabia, mais do que ninguém, que a insegurança bateria a minha porta antes do Jornal.
Quando faltavam minutos para o inicio do Jornal, ela me procurou, e conversamos mais um pouquinho.
–Não precisa temer Davi. Você precisa fazer isso. Tenta pensar só em você agora, pelo menos uma vez na vida.
Já haviam dito como estava o clima, as noticias, e por fim, era a minha hora.
As meninas estavam em fileira, as três, uma do lado da outra.
Sophia estava com um vestido vermelho e com o numero um, pendurado em seu busto. Candrynni o numero dois, vestindo um vestido azul escuro ou roxo. E por fim, Alissa, vestindo um vestido longo rosa chá, com o numero três. Elas fizeram comentários sobre como estavam se sentindo, e caso fossem eliminadas, para quem estariam torcendo. Candrynni torcia para Alissa. Sophia para Candrynni e Alissa para Sophia. Por fim, me chamaram a frente das meninas.
Senti uma gota de suor escorrendo pela minha testa. Quando me passaram a palavra, pareceu que tudo sumiu. Um branco veio à mente. E então, olhei para frente. E lá estava Eliza. Sorrindo para mim, com uma plaquinha escrito “Vai, brócolis. Você consegue!”. Brócolis era um apelido que ela havia me dado quando éramos criança. O motivo era que, quando minha mãe nos forçava a comer verduras e legumes uma vez na semana, e tinha brócolis, eu passava mal. Fingia estar doente e ficava na cama o dia inteiro. A realidade era que eu odiava brócolis. Quando voltei à realidade, senti uma força dentro de mim. E então, eu me decidi.
–Primeiramente, uma boa noite a todos! –comecei – Quero começar dizendo que todas estas meninas são maravilhosas. Cada um tem um potencial e uma energia ótima. Porem eu preciso eliminar uma delas. Vou começar dizendo o porquê da eliminação. Embora tenhamos tido um encontro muito bom, parecia que não rolou química. E em diversos momentos, eu me senti constrangido com a presença dela, e envergonhado. E por isto, hoje eu elimino... –peguei um buque de flores que Edgard, o apresentador oficial, disse que eu deveria dar a eliminada. Coloquei-me na frente delas, e então caminhei na sua direção –Sophia.
Ela me abraçou de um jeito ridicularizado. Candrynni e Alissa se abraçaram, optimistas.
Assim que o Jornal finalizou, corri para o meu quarto. Eliza já estava me esperando lá, com uma garrafa de champanhe e duas taças.
–Não conte para a mamãe! Você sabe que ela nos mataria –ela abriu a garrafa e despejou champanhe nas duas taças – Á sua primeira escolha. Eu te amo maninho.
Eliza Schreave
Depois de bebermos bastante champanhe, decidi que estava na hora de pararmos e dormirmos. Fui para o meu quarto e tomei um banho rápido. Vesti um pijama de viscose e fui dormir.
Henry e eu estávamos dentro do meu quarto. Estávamos abraçados, dormindo. Quando de repente, vários guardar invadiram meu quarto.
–Eliza Schreave levante-se agora! –gritava meu pai, descontrolado e frenético. Minha mãe estava do lado sobressaltada e lacrimosa.
Levantei envergonhada e de cabeça baixa, afinal estava apenas de calcinha e sutiã. Ajoelharam Henry a minha frente, com a cabeça virada para mim. Ele só estava de bermuda.
–Diga um numero de dez a vinte Agora! –gritou novamente meu pai.
–Treze, papai –disse entre os prantos.
–Treze vezes cinco! Sessenta e cinco chibatadas neste canalha!
–NÃO! –gritei chorando, sendo contida pelos guardas.
Enquanto batiam em Henry, ele olhava para mim. Com os olhos cheios de medo e angustia. Eu não podia fazer nada diante daquela situação, se não observar.
–Papai, por favor, piedade!
–Cale a boca, você não é mais minha filha. Trouxe desonra a nossa família. Vagabunda! –dizia meu pai, gritando desesperadamente.
Henry estava jogado no chão. Sem forças. E ainda restavam 27!
–Maxon chega! Chega! –gritava minha mãe.
–Estavam juntos ou ele lhe atacou? –perguntou meu pai, temendo a resposta imaginada.
–Estávamos juntos! –e então, leve um tapa fortíssimo no rosto. Minha mãe caiu no chão, sem forças de ver aquela cena. Tessa e David estavam ao lado, abismados.
Acordei alarmada. Estava soando frio. Olhei em volta do meu quarto. Nada. Foi apenas um sonho. Meu corpo inteiro tremia sem parar. Não iria dormir tão cedo depois disto. Pareceu tão real. Parece que eu senti a dor do tapa. A humilhação.
Fui até o quarto do meu irmão, e entrei sem bater. O acordei.
–David, eu tive um pesadelo horrível –disse chorando.
Ele me abraçou, e mexeu no meu cabelo. Deslizando os dedos entre as mechas.
–Vai ficar tudo bem, Liz. Deite aqui, e durma. Esperarei você dormir. Vou te proteger, fique calma.
Deitei de lado, e ele continuou acariciando meu cabelo. E cantando uma musica para mim. Era de Hannah Montana. The Climb.
– Ain't about how fast I get there, ain't about what's waiting, on the other side, it's the climb…
E então, adormeci. Como um gatinho protegido pela mãe.
Quando acordei, David ainda estava ao meu lado. Então tudo realmente não passou de um sonho. Como estava aliviada.
Mas o dia não podia parar. Levantei-me, beijando a testa dele. E caminhei rapidamente para o salão das mulheres, com um roupão. Precisava falar urgentemente com a minha mãe.
Com ela no salão, estavam cinco selecionadas. Dentre elas conheci Anelise e Mytis. Mamãe rapidamente pediu licença e veio ao meu encontro.
–Mamãe acordei com uma ideia. Poderíamos dar um baile, semana que vem. Para todo o reino. Há quanto tempo não fazemos isso!
–Eliza, você está doida? É perigoso demais. Os sanguinários não pararam. Não podemos jamais fazer isso. Desculpe filha.
Quando voltei ao meu quarto, desapontada, encontrei minhas criadas. Que preparam um excelente banho para mim, e me embelezaram. E então, fui cumprir minhas tarefas.
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