A Narrativa de Heróis Sem Nome

1 Capítulo 1- A Taverna do Princípio


Notas iniciais
A narrativa começa em uma taverna animada, onde nós cinco jantávamos...

Nós éramos cinco: Três Elfos –sendo uma Caçadora, uma Clériga e um Mago- um Humano parrudo, sendo esse o Guerreiro, e um Halfling de mão leve: O Ladino.

Tínhamos acabado de voltar de uma missão, e estávamos famintos. Pedimos ao filho do dono que nos servisse um banquete – mesmo cientes de que nosso dinheiro nas seria suficiente.

No canto, um Bardo tocava um alaúde, que trazia vida a todos os presentes. Sua voz era alta e afinada, e animava tanto aos clientes que vários deles colocavam moedas na bolsa do jovem humano. Aquele rapaz nos agradava tanto chamamos um atendente em nossa mesa.

-Dá ao rapaz uma caneca de cerveja, para que refresque a garganta. Por nossa conta.

O tímido atendente acenou com a cabeça, sorriu e foi atender nosso pedido. Por várias vezes decidimos recompensar aquele que nos alegrava, mas aparentemente, nossa gentileza deixou que folgasse. Quanto mais cerveja mandávamos, mais desafinado ele tocava o alaúde e mais as palavras enrolavam-se em sua boca. Aquilo nos trouxe tanta indignação que em determinado ponto, começamos a vaiá-lo, e os demais juntaram-se a nós. O Bardo, envergonhado, levantou-se com sua bolsa e saiu às pressas, com o alaúde nas costas. Sendo assim, sentimos um pouco de pena. O jovem parecia ter alguma deformação, já que saiu cruzando as pernas.

A bolsa do rapaz convenientemente enroscou-se à mão do Ladino, que com seu pequeno tamanho, não conseguiu encontrar o Bardo Afobado antes que saísse da taverna. O pequeno Halfling apenas guardou-a para que pudéssemos decidir o quefazer mais tarde.

O dono da taverna veio ter conosco, irritado por termos tirado dele o entretenimento da melhor noite que tivera no ano. Dissemos a ele para que se acalmasse: A Clériga tocava a Harpa que trazia em sua bolsa com maestria, e ela podia terminar o serviço melhor do que o Bardo jamais poderia. Ela dirigiu-se para onde antes estava o Humano que alegrou a todos, sentou-se, estendeu a bolsa no chão e começou a dedilhar a Harpa.

Sua voz hipnotizou os presentes, uma vez que todos calaram-se para que a ouvissem cantar. Após a primeira melodia, urros de aprovação e aplausos ecoaram pelo local. Muitos a recompensaram com moedas de cobre e prata em sua bolsa. Ela continuou entretendo a todos por um bom tempo, e ninguém na taverna queria sair. O filho do proprietário veio até nossa mesa, com o pedido de desculpa de seu pai. Alegou que não teríamos de pagar pelo alimento e a bebida consumida naquela noite.

-Não fará falta – disse – Não com o tanto que sua amiga nos fez lucrar essa noite.

Quando os espectadores começaram a dormir de cansaço, a Clériga retirou-se de seu posto e juntou-se a nós novamente. Contamos que graças a ela, não teríamos que pagar por nada aquela noite. Em seguida, o Ladino colocou à mesa a bolsa do jovem Bardo. Abriu e contou-nos o que havia lá dentro.

Notas finais
-Algumas moedas de cobre, - disse ele - algumas letras de novas músicas, um odre de vinho... E uma carta com o Selo Real.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.