A Mystery of Summer
3 Hello my name is Bilke
POV Mike
Exatamente nesse momento, foi como se algo tivesse estralado os dedos quase me fazendo acordar, mas, eu não poderia, tinha que ver no que isso iria dar. Assim, com todas as minhas forças mentais, faço o máximo para permanecer naquele sonho, mesmo que na hora não soubesse exatamente se aquilo era um.
Fiquei algum tempo admirando a porta, analisando metodicamente aquele símbolo, até que enfim decido abri-la, mas antes que pudesse colocar a mão na maçaneta, ela se abre sozinha.
Sinceramente, mesmo que eu quisesse descrever aquele lugar, era quase impossível, faria até os mais céticos dos cientistas virarem loucos por teorias de conspiração.
– Bem, bem, bem, vejamos se não é o garoto nerd do ano. Pensando de novo em mistérios, não é garoto? Mas, antes deixa-me apresentar educadamente. — A figura parecida com um triângulo de um olho só tira seu chapéu e se curva para mim. — Bill Cipher é meu nome. Ou se quiser Bill.
Ele parou de falar um segundo, como se me analisasse muito bem, da cabeça aos pés, até minhas memórias.
– Vejo que você é bem inteligente garoto, melhor aluno da classe. Passou as todas as fases do seu videogame? Interessante. É viciado em ciência e em todos os seus ramos, além de em mistérios e teorias. Estou impressionado como você garotinho gênio. – Ele á uma risada meio eletrônica, que ecoa pelo lugar. – Mas, bem, Mike deve estar se perguntando que lugar é este...
–Como sabe meu nome, Bill? Suponho que saiba ler mentes, um tanto intrigante. Gostei da sua capacidade.
– Obrigado garoto. Porém isso é somente uma amostra. Eu sei de TUDO — ele faz um monte de símbolos e imagens chocantes girarem em torno dele, enquanto seus olhos ficam pretos e o corpo triangular vermelho. Além do fato da sua voz ter ficado semelhante a dos piores monstros de pesadelos.
–Bem isso foi... meio... paranormal. – Se pudesse esquecer qualquer coisa, sem dúvidas seria isso.
– Óbvio garoto. Sou Bill Cipher, mestre das anormalidades. – Ele volta ao normal e dá outra risada sarcástica. – Mas eu bem que gostaria de ajudar na sua longa jornada de inteligência... Aceita? Irei lhe mostrar segredos fora de série – Ele faz um gesto com as mãos. — Você saberá de, exatamente, tudo.
– Não sei não... É meio arriscado. Além do fato de você ser do mal.
– Pensei que gostasse de se arriscar. E também de conhecimento. Pense bem garoto, você será o humano mais poderoso do mundo com todas as respostas em mãos.
De fato ter todas as respostas em mãos me faria superpoderoso. E não tem jeito do Bill me pegar, primeiramente isso é apenas um sonho, segundamente: com o maior intelecto do mundo, ele não seria capaz de me derrotar.
– Feito. – Digo apertando a mão dele, e logo uma chama azul envolve nosso aperto.
–E como hoje estou de bom humor, vou oferecer algo exclusivo para você garoto, eu posso até te ajudar a meio que se dar bem com uma certa menina chamada...
–Não fala o nome não meu não quero que um ser existente nesse mundo universo galáxia saiba disso. – Interrompo.
–Okay, okay, calma ai garotão. Mas já está na hora de você acordar então fique com essa mensagem: o mundo é uma ilusão, o universo um holograma, compre ouro, tchau! – Ele quase ia desaparecendo quando falou. – Ah, quase ia me esquecendo, num acordo as duas partes tem que dar algo, só aguarde garoto. Só aguarde.
Eu acordei assustado e suando no colchonete que o Dipper e o Ford me emprestaram.
–Wow, comprar ouro não faz sentido... Mais que sonho maluco.
Acordar de um sonho dessa maneira não é lá uma experiência muito... prazerosa. Foi como se um martelo de ouro tivesse atingido minha cabeça, que agora estava a mil. Poderia aquele meu sonho, ser uma conversa real entre eu e o Bill? Se for, não sei, tenho um mal pressentimento sobre aquele apertar de mãos...
– Mike! Mike! Lembra cara, anda logo, temos que ir para a casa da Luna! — Alerta Dipper que estava próximo à porta.
– Sim, sim, sim, anda logo Mike, eu fiz um suco especial das indústrias Mabel, tem unicórnios e cenoura, vai te ajudar a acordar. — Argumenta Mabel animada.
Só de pensar no suco que ela fez, a minha maior vontade era saltar daquela janela de formato estranho, eu cheguei perto de fazer isso, mas, ela me puxou e me fez beber aquele treco. Provavelmente vou ficar com dor de barriga e insônia por uns 40 dias, fora isso ponho meu boné e troco de roupa e vou correndo pra casa da Luna com os dois.
–Ei desculpa você ter que beber aquilo sei como é o gosto, e vai por mim não queria ver as outras misturas da Mabel. É cada uma pior que a outra.
–Ah, de boas, bem eu não quero mesmo aquilo foi a pior coisa que bebi na vida. – Ele concorda e dá uma risada. Que bom que a Mabel não ouviu, ela era legal, o suco dela que não.
Nós chegamos à casa de Luna depois de alguns minutos mais e logo batemos na porta, onde um mordomo saiu para nos atender.
– Senhor Underwood, uma... – Ele nos avalia com um olhar frio. – gentalha se encontra aqui na porta de casa.
–Ei! Gentalha é uma ova, somos amigos da Luna. –Digo encarando o mordomo.
– O que querem com ela?-Diz um homem de terno aparentemente caro, bastante alto e com um cabelo cheio de gel.
– Olha aqui fera – Ele me olhou com tamanha perturbação só de me ver usar uma gíria. — só queria conversar com ela, somos amigos dela, eu o Dipper e a Mabel.
– Amigos dela? – Ele dá uma risada esnobe. — Luna fazendo amizade com pessoas da sua laia, que usam vestimentas de quinta categoria? Só pode ser uma piada.
– Escuta aqui seu...- Luna chega até a porta com seus fones de ouvido no pescoço.
– Que é que está ai na... – Ela percebe que somos nós, enquanto seu pai dá um olhar da morte para nós. – Senhor William, quero que conheça meus amigos. Podem ir entrando pessoal, meu quarto e no corredor à direita, o primeiro, okay?
–Okay.
Assim, eu o Dipper e a Mabel entramos na casa da Luna. Nesse instante senti como se algo tivesse se apossado de mim. Faço uma careta para o pai dela e ela tenta esconder a risada. William tenta protestar mas já era tarde, estávamos já no corredor.
De repente me lembro de algo: o fato de ter apertado as mãos com o Bill, quer dizer, aqui tudo não passou de um sonho, então o acordo não foi real, foi? Será que foi aquela a ajuda que ele disse? Enfim, de nada serviria ficar pensando nisso, melhor pensar em como proteger a rachadura.
– E então, onde estão as peças de que você tanto falou? — Questiono enquanto o Dipper tenta impedir a Mabel de comer todos os doces que estavam em um pote ao lado.
A garota não responde nada, só vai em direção à escrivaninha ao lado da cama, abre a primeira gaveta e tira uma espécie de fundo falso, aparentemente lá tinha um botão, ou uma espécie de senha. Assim que ela pressiona, uma das paredes da casa se abrem, dando espaço à uma espécie de galpão cheio dos mais variados equipamentos.
– Seu pai, sabe disso? — Pergunta Dipper surpreso.
– Ele é o único que sabe. — Responde ela, mesmo que por um momento parecesse que sua mente estivesse em outro lugar. Como se não visse o pai dela há anos.
– Wow! O que é aquilo? Um cachorro mecânico?
– Praticamente, mas ainda não está pronto.
– Como você conseguiu essas peças?
– Prefiro não falar, ninguém aqui é do governo certo? O fato é que temos, a questão é como levar sem passar pela sala. – Quer dizer que o pai dela não sabia daquilo?
– Tem um jeito. É meio engraçado e irônico mas serve, primeiro nós precisamos de um algo um pouco macio e o restante é comigo. Luna não se importa se eu pegar alguns dos seus pufes aqui e lançar lá fora, se importa? Porque pelo jeito e tecido que eles são feitos eles devem aguentar o que eu peso.
A garota com uma cara de estranhamento assente com a cabeça. Assim, jogo os pufes com ajuda do Dipper e após pegar um chapéu de general que estava largado em algum lugar me preparo para lança-las.
– Preparar, apontar e... fogo!
.Na mesma hora a Mabel e a Luna jogam as peças pra fora, que acabam parando em cima dos pufes.
– Simples, agora vamos levar essas coisas lá pra casa.
–Como?-Diz Dipper olhando pra mim com uma cara de sério
–É senhor gênio parece que esqueceu disso. Quando descermos o pai da Luna deve estar nos aguardando. — Diz Mabel dando um sorriso.
–Bem eu penso nisso quando chegar lá fora. Mas num momento... Tchau pra vocês! – Dou uma risada sádica e pulo pela janela caindo nos puffs e entre as peças. Logo fecho meus olhos e começo a pensar profundamente até chegar uma hora que eu apareço em um lugar um tanto parecido com a galáxia, porém cheio de coisas escritas, então degraus se forma em minha frente, ao subi-los me deparo com aquele triângulo.
– Bill...
Fale com o autor