Notas iniciais
Vigésimo quinto dia de desafio. A palavra de hoje é: Mortalha Definição: Lençol em que se envolve um morto; sudário. (Não utilizada nesse sentido de forma literal), Jason precisa enfrentar uma criatura das trevas em sua aula, mas para isso precisa ter momentos felizes e dolorosos postos à prova ou então morrer. Essa história se passa quando Jason tem 14 anos. Em sua aula de DCAT, a professora Olga decide ensinar os alunos a usar o feitiço do Patrono em sua forma corpórea, mas Jason não quer reviver o momento feliz por também ser melancólico.

Era um corredor escuro e a tarefa era a mais simples possível: Atravessá-lo. Alguns professores tinham uma forma muito bruta de ensinar, era o caso de Olga. Muitos diziam que ela era simplesmente sinistra com seu rato que apenas ela entendia e aterrorizava os alunos, já eu a achava verdadeiramente cruel.

Claro que eu sabia o que havia no corredor, eu só preferia não encará-las, fingir que eu estava sozinho. Mas aquela era uma aula de Defesa Contra as Artes das Trevas, a intenção era vencer as criaturas das trevas, e naquele dia o corredor escuro estava cheio de Mortalhas Vivas mortais que se aproximavam das vítimas durante o sono e as matavam asfixiadas.

Aquelas estavam atiçadas, atacariam mesmo acordados, e, mesmo sabendo como detê-las, fui pego de surpresa por uma Mortalha.

Precisava me concentrar...

Michael. Ele era a resposta. O dia em que ele me consolou, quando ficou comigo até eu dormi. Quando disse que me amava. Consegui sorrir e irrompi o Expecto Patronum com meu último suspiro naquele momento.

O gato atacou a criatura que me asfixiava e todas as outras, servindo como um escudo. Reluzindo azul-prateado, o patrono me guiou presunçoso como todo gato até a saída em segurança.