A Morte do Herói

1 Capítulo 1: Calmo... Demais.


Notas iniciais
Olá, pessoas! Bom... Já tentei postar essa fic antes aqui no site, em outra conta, em 2014 (acho). Mas no tempo acabei, não dando continuidade a ela e acabei meio que "abandonando-a". Agora, quatros anos depois, resolvi repostá-la, até onde tinham capítulos e enfim, continuá-la, pois ela é sobre alguns dos meus personagens literários preferidos e a ideia que eu tinha pra ela era bem interessante (apesar de que eu sou suspeita para dizer isso, não?). De qualquer maneira, é isso! Então, se por algum acaso vocês já tiverem visto a outra, esse é o motivo. Vou excluir a outra conta em breve. Antes que eu me esqueça. Como essa fic é de 2014, ela foi mais baseada nos acontecimentos após a batalha de Manhattan, então ela é meio que sobre depois de o último olimpiano e antes de todos os acontecimentos em Os Heróis do Olimpo e As Provações de Apolo. Espero que gostem :D

POV ANNABETH

Aqui estou eu, um mês após a guerra contra os titãs.

Estou à caminho a casa do Percy, de lá iremos juntos para o acampamento.

Há apenas alguma quadras até a casa do cabeça de alga. Andando pelas ruas de Nova York que há apenas um mês atrás fora um campo de guerra onde exércitos de monstros, deuses e semideuses travavam uma batalha que decidiria o futuro do mundo. Tão clichê, não é? Mas ainda assim, foi o que aconteceu.

A cidade estava calma, bem, ao menos "calma" para o normal da agitada Nova York.

Parecia que nada havia acontecido. Nada de guerra, batalhas, monstros, titãs... Nada! Estava tudo perfeitamente normal. Era como se tudo não passasse de um fruto da minha imaginação ou uma história que eu havia lido.

Os meus pensamentos cessaram quando eu havia finalmente chegado ao prédio onde Percy mora.

O porteiro me deixou entrar, pois ele já me conhecia das vezes em que eu visitava o Percy e a senhora Jackson.

Subi alguns lances de escada até chegar ao apartamento do cabeça de alga. Toquei a campainha.

Não demorou muito a porta se abriu, e lá estavam aqueles olhos verdes com toda calmaria do mar. Me perdi em seu olhar e aquele seu cheiro de brisa marinha que tem o poder de acalmar e passar aquelas boas sensações para as pessoas à sua volta.

Fui tirada dos meus devaneios...

— Annie! — Percy disse abrindo um enorme sorriso, o que me fez sorrir involuntariamente.

— Cabeça de alga!

Ele me puxou pela cintura e me deu um beijo.

— Senti a sua falta, sabidinha — Percy disse, cessando o beijo.

— Também senti a sua falta, cabeça de alga.

— Annabeth! — chamou a mãe dele ao entrar na sala.

— Senhora Jackson — respondi sorrindo. Ela me abraçou forte e eu retribui.

— Então, vamos ?- disse Percy já com a sua mochila nas costas.

— Vocês já vão? — perguntou a senhora Jackson. — por que não ficam mais um pouco?

— Senhora Jackson, eu adoraria ficar, mas acho que é melhor irmos antes do anoitecer.

— Tudo bem, se cuidem.

Nos despedimos e pegamos um táxi.

Já estávamos na estrada para Long Island, quando ouvimos um rugido que fez os cabelos dos meus braços se arrepiarem.

— Odeio cachorros — comentou o taxista enquanto eu e Percy trocávamos olhares nervosos.

— Nós vamos ficar aqui — disse ao motorista. Olhei em volta pelo vidro do carro, mas não vi nada de estranho.

— Tem certeza? — Ele perguntou parando o carro — aqui não tem nada...

— Obrigada — Entreguei o dinheiro e saímos do carro.

— O que foi aquilo? — Percy perguntou

— Eu não sei, mas com certeza não é nada bom.

A coisa uivou mais uma vez, mas agora já podíamos enxerga-lo.

— Mas que Hades...? — Percy perguntou — Espera... Cérbero não tinha três cabeças?

— Ele TEM três cabeças — respondi desembainhando a minha adaga que estava no bolso da minha calça — esse é Ortros, ele é irmão de Cérbero. Ele era de Gerião. Lembra do labirinto, quando encontramos Nico naquele rancho?

— É difícil de esquecer um cara de três tórax que tenta te matar. Mas o que ele está fazendo aqui?

— Eu não sei, mas de uma coisa eu tenho certeza... Não é pra brincar de pegar a bolinha.

Ortros estava se aproximando, mas um pouco e ele estaria perto o suficiente para nos partir em seis pedaços.

Ele tinha duas cabeças e sua cauda era uma serpente.

— Algum plano? — Percy perguntou enquanto destampava contracorrente.

— Eu vou distraí-lo e você ataca

Antes que Percy pudesse dizer alguma coisa, avancei contra o monstro tentando distraí-lo. Ele investiu contra Percy que pulou saindo de seu caminho.

Percy levantou rapidamente e atacou. Ele lançou um golpe com a sua espada e o acertou em um dos olhos. O monstro soltou um grunhido de dor.

O monstro estava agora mais enfurecido. Ele inclinou a cabeça e atacou, aqueles dentes afiados como navalha. O monstro passou por mim como um trem de carga e investiu contra Percy, que tentou sair do seu caminho, mas o cão infernal foi mais rápido e o acertou tão forte que ele bateu contra uma árvore e ao cair bateu a cabeça numa pedra. No momento em que ele atingiu o chão os seus olhos se fecharam.

A raiva tomou conta de mim. Ele se virou e atacou em minha direção. Sem pensar rolei para o lado e me levantei de joelhos. Quando ele passou à toda velocidade, enterrei a minha faca na lateral do seu corpo. Ele urrou em agonia.

O cão pulou para cima de mim, eu me esquivei e senti as garras cortando o ar ao lado do meu ouvido. Ele se virou para mim com uma expressão assassina nos olhos e rosnou.

Olhei para Percy que ainda não havia acordado e um terror absoluto percorreu todo o meu corpo.

Desferi um golpe com a minha faca. A lâmina atingiu o monstro no peito e ele começou a se desintegrar e explodiu em areia amarela.

O monstro se fora.

Corri para perto de Percy e desabei ao seu lado.

Ele estava branco. Eu comecei a chorar, não sabia o que fazer. Não podia perder o cabeça de alga.

Ele precisava de néctar, mas durante toda a confusão, não sei onde minha mochila foi parar. Ele já estava desmaiado a muito tempo e aquilo estava me apavorando.

— Percy — disse entre soluços — Percy!! Por favor, acorde. Você não pode me deixar, você não tem esse direito, entendeu bem? Não tem.

Eu estava desesperada, o meu coração parecia pesar toneladas dentro de mim. Era como se o mundo tivesse parado de girar por alguns segundos.

Eu tinha que achar a minha mochila. Levantei ainda com as pernas bambas e quase cai de novo.

Olhei para os lados à procura da minha mochila, quando finalmente a encontrei jogada no chão a alguns metros de onde estava.

Corri até ela e voltei para perto de Percy.

Tirei o recipiente com a bebida dos deuses da mochila e fiz ele beber, com um pouco de dificuldade pois eu estava tremendo.

Aos poucos a cor dele foi voltando ao normal, mas ele ainda não havia acordado.

Ele tinha um machucado grande e fundo na testa e um corte no braço.

Com a minha faca cortei um pedaço da minha calça e fiz um curativo, pelo menos algo até conseguirmos chegar ao acampamento. Lá algum filho de Apolo poderia fazer algo. Mas como eu conseguiria chegar até o acampamento com Percy desacordado?

A noite estava clara, com muitas estrelas no céu. Era uma linda noite, se não fosse pelo fato de que o Percy estava desmaiado... Assim eu esperava.

Notas finais
Eu sei que foi fraco e um pouco semelhante a chegada do Percy com o Grover ao acampamento, em o ladrão de raios. Mas enfim... Espero que tenham gostado.