A Morte De Percy

1 Capítulo único


Notas iniciais
Eu gostaria de ter feito essa missão em capítulos, mas, iria demorar um pouco. Mas ainda estou em dúvida. Se alguém ler peço que comentem e digam se eu deixo assim ou conto toda a história em capítulos.

Autora

Quíron preocupado com o desaparecimento em uma missão dada a um de seus campistas, manda Annabeth, Percy, Nico, Piper e Leo resgatá-lo.

O grupo inicia sua viagem pelo local direcionado onde ocorreu a missão do amigo campista, porém, entre as investigações do paradeiro dele, eles descobrem pistas sobre um mercado negro que está produzindo drogas para confundir a cabeça daqueles que podem ver através da névoa, deixando-os perturbados e entorpecidos . Com tantos inimigos, já há uma enorme lista de compradores. Assim eles consideram mais importante esse fato do que o seu amigo campista. Eles vão vasculhar o local, porém, são descobertos e Percy e Leo são capturados e torturados para falar quem eram e o que sabiam. Coincidentemente eles encontram seu amigo campista em uma das celas da base. Eles são obrigados a tomar a droga. Leo no terceiro dia de tortura sem querer, olha para um ponto no mapa dos Estados Unidos, quando lhe perguntam para onde seus outros amigos foram, denunciando-os. E assim os banidos descobrem e atacam Annabeth, Nico, Piper, Leo, Hazel, Frank e Jason( eles também descobriram sobre a fabricação das drogas e foram investigar e por acaso se encontraram com seus amigos do outro acampamento). Ocorre uma batalha na base, porém, Annabeth vai atrás de seu namorado. Chegando lá eles conseguem sair da base. Lutam contra um exército do lado de fora. Abatem quase todos eles, mas, começam a recuar em direção a um dos muros da base e são encurralados por arqueiros

Percy

Estávamos encurralados. Os arqueiros a apenas alguns metros adiante comigo e annabeth como alvo. Fiquei desesperado. Morreríamos ali, sabia lá no fundo desde o começo dessa viagem, mas agora era real. Então senti uma mão quente segurar a minha. Era annabeth, demonstrando que não importava o que fosse eles estariam juntos, não precisava ter medo.

Então algo engraçado passou pela minha cabeça. Se a cinco anos dissessem que me apaixonaria por annabeth, eu riria na cara do indivíduo, dizendo que era impossível. Vivíamos nos alfinetando. Mas aprendi a gostar dela, a admira-la por sua coragem e inteligência e consequentemente a ama-la. Agora depois talvez de uns 2 anos de namoro, não podia pensar na minha vida de novo sem annabeth. Mas principalmente, não podia deixar que morresse. E se para isso era necessário algum sacrifício por minha parte, faria de bom grado. Odiaria não poder ver seus olhos brilhando ao falar de arquitetura, vê-la construindo seu futuro, atingir suas metas... Mas era necessário. Sentia-me esgotado, sendo torturado por 3 dias seguidos e acabado de lutar com um exército dito invencível já não tinha mais nenhuma força, mas, ao pensar em annabeth, um tipo estranho de determinação apareceu em mim.

Apertei mais sua mão para saber se ela confiava em mim. Ela apertou com mais força. Então a abracei e a imprensei no muro de costas para o exército. A neve em volta explodiu em água. Uma barreira de água e neve estendia-se sobre nós enquanto atacava cegamente o exército com meus poderes. Como estávamos em território frio e cercados de neve, usei a neve para combate-los. Explosões de água e neve saíam no chão, a água entrava por suas bocas e os sufocava, e lançava-os para fora . Senti meu nariz sangrar. Eu não deveria ter nenhum poder naquela situação, só estar de pé já estava me esgotando e alcançar aquele nível de poder naquela situação estava me matando.

Apesar de ouvir gritos atrás de mim, também senti algumas das suas flechas envenenadas sobre mim. Agora era oficial. Iria morrer. Sentiria saudades da minha mãe, de meus amigos, Paul , do acampamento meio-sangue e júpiter, de muitas coisas. Mas ao pensar em todas as suas aventuras, com annabeth como quando fomos à busca do raio mestre, em busca de grover no mar de monstros, quando fiquei morto de preocupação depois de annabeth ser sequestrada, ao entrar naquele labirinto maldito e ter milagrosamente o primeiro beijo de annabeth tirado, ao lutar junto com ela em tantas outras batalhas e ver que estava abraçado a ela, vi que a morte, não era ao todo ruim. Havia tido uma boa vida, amigos fiéis, uma namorada incrível e aventuras para onde quer que pisasse. Não precisava conquistar mais nada. Talvez uma vida tranquila ao lado de annabeth, com filhos, fosse uma sugestão tentadora, mas agora isso parecia tão distante que nem me penetrou por muito tempo. E foi assim, pensando em annabeth e vendo mentalmente seu rosto perfeito, que mergulhei na escuridão.

...

Annabeth

Tudo aconteceu tão rápido que quando me dei conta o exército estava acabado. Percy havia sido incrível, mesmo estando todo machucado e cansado, conseguiu acabar com 50 arqueiros com uma explosão de poder. Pensando nisso, enchi-me de orgulho. Percy sempre demonstrou suas habilidades formidáveis, mas agora havia se tornado um monstro. Sorri ao pensar que a 2 segundos atrás estava consciente de que iria morrer e agora estava lá, viva e com Percy.

Falei a ele que já podia me soltar, mas ele nem demonstrou estar ouvindo. Olhei direto para o seu rosto e senti como se uma mão estivesse esmagando meu coração. Seu rosto estava magro, cheio de feridas e inchaços, seu nariz sangrava, mas, o que mais me assustou foram seus olhos. Estavam vidrados, sem o seu brilho cativante normal deles, como se tivessem se apagado. Não. Ele não podia ter... Foi então que percebi três flechas enterradas em suas costas. Comecei a tremer só de pensar que aquelas flechas provavelmente eram envenenadas. Consegui soltar seus braços de mim, mas ao mesmo tempo seus joelhos desabaram. Agarrei-o pelos braços e desci até estar sentada sobre minhas pernas. Ao ver suas costas sangrando minhas lágrimas começaram a cair. Arranquei-as depressa e virei seu corpo como se tirar aquelas flechas pudessem trazê-lo de volta. Não podia estar mais enganada. Seus olhos continuavam vidrados e desabei a gritar e a chorar.

– Não. Você não pode me deixar, cabeça de alga. Você prometeu que estaríamos juntos. Você não vai morrer assim.

Nico, Hazel, Frank, Piper, Leo e Jason e o amigo campista se aproximaram. Aparentemente haviam conseguido acabar com o resto dos guardas, mas, haviam conseguido marcas de batalhas.

Nico estava com o braço fraturado e com alguns cortes. A dor era horrível, mas, não era nada em comparação ao que sentia ao ver Percy morto. Havia sentido quando ele foi para o mundo dos mortos, mas, se recusava a pensar que aquele Percy, o que o salvou tantas vezes aparentemente com facilidade, havia morrido. E ao ver seu corpo não ajudou muito.

Hazel estava com alguns cortes profundos, fora isso estava em boa situação, porém estava estupefata. Percy era incrivelmente poderoso, ágil e experiente. Não podia ter morrido. Era surreal demais. E ainda assim desabou a chorar.

Frank não estava melhor em do que Hazel em termos tanto físicos como psicológicos. Via Percy como um amigo e parente. Conseguiu conter o choro, mas, ainda assim caíram algumas lágrimas.

Piper estava com uma queimadura na perna e braço. Mas fora por Percy e Annabeth que começou a chorar. Percy por que era um amigo, e apesar do pouco tempo juntos podia facilmente por ele nos critérios de um herói, forte, corajoso, fiel e com uma força de vontade implacável e estava ali, olhando para o nada com suas costas sangrando. E por Annabeth, por imaginar seu sofrimento. Não era lá muito fã de ser filha de Afrodite, mas não podia negar que era uma. Adorava uma história de amor e se emocionara principalmente com a dos amigos à frente. E ver Annabeth, sempre corajosa e destemida, se acabando de chorar não melhorava.

Leo estava em pior estado. Da batalha no palácio havia ganhado um corte feio nas costas, que estavam enfaixadas com um lençol, fraturado seu braço e estava tremendo, com hipotermia e desnutrição e ainda sob alguns efeitos da droga consumida. Havia sido torturado junto com Percy e mesmo que indiretamente delatou seus amigos. O que o fazia sentir-se um lixo. Não merecia tê-los como amigos. Deveria ser ele a morrer. Não faria tanta falta. E ainda se redimiria por tê-los dedurado. Percy era um bom amigo, mesmo que perigoso. Nenhum semideus o superaria. Nem Jason

Jason era o que estava em melhores condições. Tinha pequenas feridas pelo corpo e havia consumido a droga, mas, logo havia tomado o antídoto, antes de começar a entorpecê-lo. Encarou os olhos de Percy por uns instantes, mas, não conseguiu continuar. Percy podia ser agir como um grego, mas, tinha o poder e a força de vontade romana, que o levou a pensar como um grande amigo. A morte dele o pegara despreparado.

Nosso amigo campista estava também fraco e tremendo e cheio de cortes. Sentia muito por não poder ter ajudado seus salvadores

Autora

No dia seguinte decidiram leva-lo para o acampamento meio-sangue e enterrá-lo entre ele e o mundo humano para que Sally pudesse participar.

Ao chegarem no acampamento vários campistas vieram correndo esperando boas notícias, mas, ao virem o corpo de Percy numa maca improvisada logo pararam. Fizeram um momento de silêncio respeitoso. A todos chocara a morte de Percy. Todos confiavam plenamente em Percy e o viam como um verdadeiro herói. Entristeceram-se e logo vieram as perguntas. Explicaram a situação apenas uma vez e seus outros colegas campistas começaram a fazer a mortalha.

Ao final colocaram-na no chão ao lado do túmulo. Era azul clara com um tridente dourado no meio. Havia sido tecido meticulosamente e o tridente tecido a ouro. Estaria magnífico se não fosse para demonstrar uma pessoa morta.

Annabeth não foi ao funeral, sabia que se fosse não aguentaria e começaria a chorar. Como amava aquela cabeça de algas. Mas tinha que seguir em frente. Mesmo que nunca o esquecesse. Assim passou a noite, relembrando tantos momentos felizes juntos a ele.

No dia seguinte o caixão começou a fazer barulhos estranhos e de um chute formidável apareceu Percy. Nico não sabia o que houve, mas ainda assim, Annabeth o beijou como nunca antes. Nunca que ele iria se livrar de dela de novo. Até piadas fizeram dizendo que se algum dia ele morresse de novo, nem se dariam trabalho de fazer outra mortalha. Mas ainda tinham que descobrir como Percy havia voltado à vida e assim partiram para mais uma perigosa e mortífera aventura.

P.S: Não há continuação. Deixo a imaginação de vocês encarregadas do futuro.

Notas finais
..
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!