A Minha Vida Mudou novamente
17 Capítulo 7: Perdidos - Parte VI
Notas iniciais
- porra! – um silvo baixo murmurou, mas nem prestei muita atenção, concentrava em jogar os braços e rebolar, por que EU TINHA SAIDO! – Mas... Mas que PORRA é essa?
(...)
B. E. L. L. A!
Quando ouvi sua voz quase falhando, a olhei; era ela, eu tinha certeza, aquela voz nunca sairia da minha mente, mesmo com a pele pálida, manchas roxas embaixo dos olhos, eu tinha a absoluta certeza que era ela.
- Bella?... – sussurrei a olhando ainda, minhas mãos tremiam e eu nem sabia o porquê, ou seria pelo fato de orar em silencio para que a memória dela tivesse voltado e que mesmo assim lembrasse tudo. Do nosso... Beijo, e...
- Não, a mãe Joana! Mais é claro que sou eu, animal! Quem mais poderia ser Cullen burro?
Ah, sim, a memória dela tinha voltado e pelo o que parecia, ela bem que não lembrava muita coisa.
- Oh, Deus! – coloquei as mãos na cabeça, — Obrigada, Senhor! – agradeci; tudo bem se ela não se lembrasse de nada, o importante era que estávamos vivos, e em paz...
Não por muito tempo.
- Caralho, você tá muito gay com essa roupa de hospital, Cullen! – riu a nanica, droga, o joguinho ia começar de novo? Merda!
Ela sentou-se na cama e ajeitou os travesseiros para poder descansar as costas. Parecia mal, doente, assim como eu. Fiz o mesmo que ela, então a olhei, Bella fitava a grande janela que tinha as cortinas fechadas. Fechou os olhos prendendo a respiração.
- Odeio hospital, odeio agulhas, odeio toda essa tensão, esse cheiro! – com o polegar e o indicador ela pendeu a ponte do nariz e fechou os olhos.
O gesto foi tão sensual, que tive que virar a cara e encarar meus braços com agulhas só para esquecer o gesto.
Droga, eu também odiava tudo isso.
O difícil seria voltar pra casa, perto daquela floresta, onde tudo aconteceu e...
“DROGA EDWARD, ELA NÃO LEMBRA PORRA NENHUMA, PARA, VOCÊ TEM QUE ODIAR ELA AINDA MAIS!” – minha cabeça brigava com meu coração, eu nem podia ficar contra ou a favor deles.
“AH EDWARD, ELA TE AMA, TÁ NA CARA, CONQUISTE-A, JÁ QUE ELA NÃO SE LEMBRA DE NADA.”
- Como será que viemos parar aqui? – perguntou ela de repente me tirando de meus devaneios.
- Não sei – demorei um tempo para responder, sei lá, acho que o efeito do soro ainda não tinha passado.
- Não me lembro de nada! – Bella falou com as suas mãos na cabeça que estava baixa. Meu olhar caiu para meu colo, onde o fitei, sem realmente vê-lo, ela não lembrava, não se lembrava do beijo, das palavras, não lembrava! Ódio de vida!
- Aiiiii – ouvi um pequeno gemido de dor e meu olhar foi rapidamente para ela, senti que meus olhos estava com uma quantidade excessiva de água, então pigarreei, tentando lembrar quem eu era. Edward Gostosão Cullen. E se ela não lembrava nada, fingiríamos que nada tinha acontecido.
- Já reclamando? – perguntei com a voz brava, chata. Tornando-me aquele mesmo Edward agressivo que ela conheceu. Sabia que iria sofrer novamente, sabia que se me apaixonasse tudo ia ser igual. Ela era igual a todas as outras. Fingia não lembrar, fingia tudo!
- Estressadinho há essa hora? Acabou de acordar e ainda por cima ainda estressado, não, vou pedir para me mudarem de quarto! – sorriu, tentando me fazer sorrir também, sem sucesso.
Quando percebeu que eu não sorria, seu sorriso foi sumindo, sumindo, até sua boca se formar num biquinho de tristeza. Tinha certeza que ela não falaria nada, e então tudo ficaria por isso mesmo, mas sempre me surpreendia com ela, virou-se para mim.
- PORRA! – gritou visivelmente irritada – Onde está aquele Edward que conheci há menos de uma semana? O bacana, o compreensível, o legal? Onde ele está CULLEN? – gritou gesticulando com um dedo para mim me acusando.
Sabia que ela se referia a aquele Edward que a apoiou em trazer Nessie pra casa, naquele que em momento algum a julgava, aquele que foi feliz, foi fiel, aquele que se declarou com um beijo e ela nem ao menos lembra. Aquele ao qual, se fosse preciso daria a vida por ela. Mesmo que ela não quisesse, mesmo que o destino não quisesse.
Abri a boca, tentando formar alguma coisa que realmente valesse à pena, mas nada saiu me vi como um peixinho fora d’gua preso pelo olhar de um ser humano malvado.
- Eu... Eu... – ela sorriu vitoriosa.
Mas, antes que eu pudesse dizer alguma coisa, escutamos caladinhos uma conversa do lado de fora do quarto.
- Droga, você sabe, Alice, tudo o que quero é que você pense, nós já sabemos que nada aconteceu!
Arqueei uma sobrancelha, ainda não tinha defino quem era o homem que falava com Alie.
- MERDA! – Alice meio que gritou, — não temos certeza não! E outra, foi muito errado, tudo culpa sua.
Ele riu, e aquele som me era familiar pra caramba.
- Quem será que é o homem? – Bella perguntou, olhando sugestivamente pra mim e esquecendo nossa pequena discussãozinha.
- Eu não sei – sussurrei de volta, olhando agora para a porta.
- Certo, minha culpa, mais bem que você gostou. – uns barulhos de tapas soaram.
Os dois riram, e eu sabia que minha irmã, minha tão amada irmã, havia traído meu Jazz.
Ficou meio gay a parte do Jazz, mas mesmo assim, isso não podia estar acontecendo.
- Desculpe, mais... – olhei para Bella, que tinha uma expressão confusa no rosto, acho que os remédios ainda não tinham passado, ela... Brizava. Quase ri, mas me concentrei em Alice e seu novo companheiro. – Eu amo Jasper!
A fúria subiu em meu sangue, e percebi que o monitor aumentara, mostrando o quanto meu coração batia irregular de ódio.
- Sei o quanto o ama Alice, também a amo e você sabe, eu nunca tinha feito isso com ela, e ainda mais... – ele parou de falar, o trinco da porta tremulou e depois parou. – Me desculpe, penso da mesma forma que você. Nada devia ter acontecido, e deve-se ficar guardado só entre nós. Escute Alice, ninguém, ninguém pode sequer sonhar que isto aconteceu.
- Eu sei, eu sei — ela suspirou – depois que fazemos as coisas erradas, nos arrependemos, né? Mas, a vida é assim, e quando tiverem que descobrir, descobrirão, não quero que seja agora, porque com todo esse clima do coma de Edd e Bella, ficariam muito furiosos.
- Sim, é verdade. – ficou-se silêncio por um período, neste momento, apertei as têmporas tentando me acalmar. Ela. NÃO. PODIA. TER. FEITO. AQUILO. COM. OUTRO. CARA!
Coitado do Jazz, corno, Deus, um corno na família.
A maçaneta se mexeu novamente e a porta foi aberta devagar, eles olhavam um pra cara do outro e então não perceberam que estavam acordados.
Alice tinha a expressão preocupada no rosto, e ele, ele também. Meu corpo tremeu, e tive vontade de socá-lo. Quando subiram o olhar, pararam, em choque por nos ver acordados, lúcidos e bem raivosos. Ele a segurou, pois ela meio que ameaçou desmaiar, queria poder socar a cara maldita dele, FILHO DA PUT...
- COMO PODE RODRIGO? – a voz veio de Bella, que estava vermelha.
Oh, não, o tão fiel namoradinho dela, a traiu!
Com... Alice. =/
BELLA POV.
Ele... Ele... Ele... Ele... TRAIU-ME!
Com... Aliceeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!
Minha cabeça girava, meu estomago embrulhava, e eu poderia muito bem vomitar ali mesmo.
Nem eu o havia traído! E Deus, por quê? Porque tinha que ser comigo? Por que agora? Logo depois de eu ter saído de um coma?
Eu não o amava, mas gostava dele, da companhia dele! De tê-lo por perto! Só pode ser praga do Cullen idiota.
- Eu... Bella. Eu... – disse ele chegando perto de mim. Sua mão estendeu-se meramente para tocar-me, mas me encolhi de repugnância.
Não julgaria Alice, ela não tinha culpa e pude ver isto em seus olhos. Rodrigo sim, Rodrigo era o culpado de tudo isso.
-Não encoste em mim! – gritei meio histérica.
Ele afastou-se com as mãos para cima sem saber o que fazer.
- Eu tenho dó de você. – falei numa voz calma e controlada – Dó porque você não tem amor próprio e para se satisfazer precisa de outra menina enquanto eu estava perdida numa floresta! – ele se contorceu, fechando os olhos. – Eu acreditei em você! Briguei com meu pai por sua causa! Você fez com que eu destruísse com as pessoas que eu amava! Vá embora e nunca me procure mais! VÁ!
Ele afastou-se devagar, até estar fora de minha sala, antes de sair, deu mais uma olhada para mim e juro que pude ver lágrimas de crocodilo em seus olhos.
- Bella... – Alice chorava descontrolada, seu pequeno rostinho todo banhado de lágrimas.
Abri meus braços para que ela pudesse se aconchegar melhor ali, e ela veio prontamente, ainda soluçando.
- Allie... – murmurei querendo acalmá-la. Afaguei seu cabelo por um tempo.
- Bella, eu fiquei tão mal por isso, mas eu acho que nada aconteceu entre eu e ele. Só bebemos demais e depois eu estava na casa dele de manhã, eu saberia se nós tivéssemos... Você sabe... – Assenti, eu acreditava nela, mas dei graças a Deus, por ter acabado com um relacionamento que eu sabia que não daria certo.
- Jazz sabe, Allie? Não acha que seria bom contar para ele? – perguntou Edward todo contorcido em sua cama, como se tentasse afagar Alice também.
- N-não! – ela chorou mais, agora mais alto.
- Acho que essa é a hora de conversar com ele, querida. Aproveite e diga aos outros que nós acordamos. – sugeriu Edward afagando a mão que Alice dera para ele segurar.
Ela assentiu com a cabeça e antes de sair sussurrou “Eu amo vocês” por cima do ombro.
Edward me olhou, seus olhos ganhando uma corzinha diferente, abriu a boca para falar, mais quando o ia fazer, a porta foi aberta e por ela umas mil pessoas entraram. (N/A: Tudo bem, não mil, eu sei que exagerei.)
Todos com cara de preocupados e os brilhando, pararam em volta de nossas camas.
Esme afagava o rosto de Edward, que tinha os olhos fechados se entregando ao amor da mãe, ela chorava, seu rosto em forma de coração banhado pelas lágrimas.
Meu coração apertou-se, como eu queria que minha mãe estivesse aqui para que ela pudesse me fazer carinho assim como a mãe dele.
Ricardo estava segurando uma mão dele também, e murmurando algo que eu não pude escutar. Rosalie e Emmett também estavam ali, e cada um segurava uma mão dele e uma mão minha. Rebecca e Nessie encontravam-se perto de minha cabeça, ambas chorando e me dando beijinhos. Jazz e Allie não se encontravam ali, muito menos Jake.
Ao longe. Mais ao fundo eu percebi uma pessoa. A única que não estava muito perto, comecei olhando-o de baixo, com sua calça caqui, sua blusa pólo cinza, e o rosto contorcido de dor e agonia.
Meu Carl. Meu pai. Meu. Meu. Meu.
Seu rosto estava banhado pelas lágrimas e um sorriso se formava em seus belos lábios. Ele andou na minha direção, seus olhos fixos no meu.
- Pai... – eu sussurrei com a voz rouca. – Me... Des-desculpe. – gaguejei devido às lágrimas que já saiam pelos meus olhos.
- Minha Bells! – exclamou ele sentando-se na beira de minha cama e me puxando para seu colo, onde ele me embalou e me ninou.
- Eu te amo, docinho. Eu... Desculpe-me por tudo. Sei que você sofre por eu ter arrumado outra pessoa, mas isso não significa que eu me esqueci de você ou de suas irmãs. Se a faz feliz, eu me... – ele parou, ainda sussurrando, olhou para o lado onde Esme se encontrava chorando olhando para o filho. Carlisle voltou seu olhar para mim, onde numa voz triste e dolorosa, murmurou – Eu... Me separo dela.
- NÃO! – gritei, no monitor meu coração bateu mais forte. Não ele não podia estragar a felicidade dele por minha causa. Percebi que todos agora nos fitava. – Pai, eu sei que você não é perfeito, sei que ela não é perfeita. Mas eu sei o quanto ela o faz feliz, você precisa dela papai, você precisa dela para sobreviver. – fora a primeira vez que eu o chamava de papai na frente de todos. Ele parou estático, seu rosto ficando branco de emoção.
Eu o chamara de papai, falara que não era para ele separar-se dela, tudo em uma única frase! É claro que ele tinha que ficar parado, branco, de boca aberta e olhos arregalados.
- Você gosta dela não é? – perguntei quando ele nada me respondeu, ele tinha que gostar dela! – Gosta NAÕ GOSTA? – novamente perguntei.
- Eu a amo – ele murmurou baixinho – a amo muito.
Suspirei, ele devia amá-la mais do que amou minha mãe, mais do que nos amava.
- Edward – meu pai disse assim que fechei os olhos e me deixei cair na cama, estava exausta e precisava ficar um pouco em paz para reorganizar meus pensamentos. – Tanya foi embora – parei; novamente meu coração deu um salto, droga de monitor, ele fazia com que todos soubessem minhas emoções – O filho não é seu e ela resolveu ir embora.
Ouve cumprimentos de todos a Edward, que ria feliz em saber que não seria o pai do ano.
- Que bom pra você, meu bem! – Esme falou com a voz melosa.
- Que bom pra você, meu bem! – imitei-a, voltando a ser aquela mesma garota daquele primeiro dia em que nos conhecemos.
Podia ter aceitado ela “ficar” com meu pai, porque eu sabia que não ia muito longe esse relacionamento, mas ainda não a tinha perdoado por ter me batido naquele dia.
- Isabella... – Edward me repreendeu; quem ele pensava que era?
- Cale a boca Cullen! – rosnei fechando os olhos pronta para tirar uma sonequinha, onde eu poderia sonhar feliz da vida.
Ele resmungou algo inteligível e ouvi os passos sendo arrastados por a fora, pois a enfermeira havia chegado e ela precisava fazer com que dormíssemos, não reclamei porque eu bem que queria ficar sozinha.
- E o namoradinho dela? – Carlisle perguntou, abri meus olhos a ponto de ver ele com o dedo apontado para mim.
- Ele foi embora Carlisle, e não irá voltar! – resmunguei numa voz dura para ele, que sorriu e saiu fechando a porta atrás dele.
Todos amavam me ver sem ninguém! Até o babaca do Edward sorriu! ARGH!
A enfermeira veio chegar meu braço, que estava com agulhas, depois chegou o monitor assinando tudo em uma prancheta velha.
Então ela foi para a cama de Edward, onde ali, ela se dedicou profundamente em arrumar seus travesseiros, anotar os batimentos na prancheta, colocar as mãos na testa dele para ver se tinha febre e sorrir como se estivesse vendo a droga de um por do sol perfeito! Ele estava se deleitando com todos os mimos.
Porra! – pensei – quem aquela vadia pensa que é?
- Amor, você poderia, por favor, me passar à água? – falei lentamente, virando-me para o olhar, ele estava observando o que a enfermeira fazia. Apontei para a jarra de água, enquanto Edward tinha a boca aberta. Seus olhos indo para confusos e depois voltando, percebendo o que eu realmente estava fazendo.
- Oh, mais é claro, meu bem. – ele sorriu, fazendo com que a enfermeira se afastasse dele ao receber um olhar assassino da minha parte. Passou-me o copo com água, e eu bebi, e cara, estava com cede mesmo!
- Descansem ok? Nada de estresse por hoje. – falou ela virando-se para ir.
Minutos depois ele ainda me olhava com um ponto de interrogação no rosto. Nem eu mesma sabia por que tinha feito tudo isso.
- O-oque foi aquilo? – gaguejou ele.
Dei de ombros, não queria falar sobre o que acontecera. Deitei-me em minha cama, fechando os olhos, mas ainda sentindo que ele me encarava e isso fazia com que minha pele se arrepiasse.
Passou-se algum tempo depois, tudo silencioso, tirando que ele se remexia bastante.
Acho que já estava dormindo, ou quase chegando à inconsciência quando uma respiração forte e com cheiro de menta estava em meu rosto.
- Abra os olhos, Bella – pediu alguém, assim o fiz e o que vi, fez com que o monitor se acelerasse ainda mais.
Notas finais
posso que por favor adicionem a comu da fic por favor:
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=95880450
Agradeço desde já!
Obgggggg *-----------------*
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