A Menina Que Conheci Na Rua
1 Capítulo único
Notas iniciais
espero que gostem.
Eu acordei em um dia de calor terróvel, na verdade nem queria levantar da cama, mas minha mãe insistiu que eu levasse a Liz, minha cachorra, para passear. Tomei meu banho e vesti uma regata branca, uma bermudinha jeas clara, um chinelo branco e diz um coque qualquer no cabelo. Pegei Liz e sai com ela.
Estava perto de uma lojinha onde vendia ração quando vi uma menina loira, ela era fofa demais, estava atravessando a rua e se aproximando de mim.
—Oi. -Ela sorriu pra mim. —Oi. Posso ajudar em algo? —Sim, eu queria saber aonde fica a lavanderia mais próxima daqui? —É logo ali, virando á esquerda. —Obrigada! E ah, belo cachorro.
Ela saiu desfilando sem olhar pra trás.
Depois de ficar quase duas horas debaixo daquele sol quente, voltei pra casa e dei um banho na Liz. Me veio a imagem daquela menina, aquela loira fofa e tímida. Estava tão "na lua" que deixei cair espuma de sabão nos olhos da minha cachorrinha. —Desculpa liz.
Terminei o banho e fiquei na varanda da casa olhando a rua, até que reconheço uma pessoa, era ela, a loira. A loira estava passando na minha rua. Fiquei surpressa e meu coração acelerou. Minha vontade foi de gritá-la, já que não tinha me visto ali. Daí vi ela entrar em uma casa, bem ali. Eu tinha que inventar alguma coisa pra ir falar com ela.
Entrei pra dentro e fui na cozinha onde minha mãe estava catando o feijão, e abri a geladeira.
—Mãe, a senhora esqueceu de comprar tomate pra fazer o molho do macarrão. —Ah Tiphany, esqueci mesmo. Você não vai ficar irritada se eu pedir pra comprar? —Não mãe, claro que não.
De verdade mesmo, eu estava irritada, nem era pra abrir a geladeira e falar sobre os tomates, mas isso me ajudaría a me "aproximar" da garota da rua.
Saí de casa e bati na porta da menina, eu sabia que o mercadinho estava fechado. Meu coração foi a mil quando ela abriu a porta num sorriso enorme.
—Oi, posso ajudar? —Desculpe, eu sei que é meio constrangedor mas, você tem tomate? —Tomate? —Sei que é estranho e tal, mas o mercadinho está fechado e minha mãe vai surtar se eu não levar o tomate. —Tudo bem. Entre.
Ela deixava escapar seu sorriso lindo e fofo, os cabelos finos que eram tingidos, deixando a raiz preta aparecendo. Fiquei esperando na sala enquanto ela voltava com três tomates em uma sacola.
—Você é a menina que me deu a informação sobre a lavanderia, certo? —Sim. —Sabia que estava te reconhecendo. -Ela ficou sorrindo. —Então, obrigada pelos tomates. —Hey, sei que vai parecer estranho, mas, tá livre hoje á noite? —Sim, claro. —Então, passa aqui? —Sim.
Deixei sua casa toda feliz, me perguntando se não estava indo rápido demais. Mas acontece que, eu queria ficar com aquela garota, e espero que ela também queira ficar comigo.
Cheguei em casa com os tomates e preparei o molho para o macarrão. Almoçamos e fiquei á espera da noite.
*
Finalmente a tão esperada noite chegou, e eu não sabia o que vestir, já que nem fazia idéia de onde e o que iriamos fazer. Optei por um vestido curto rosa claro tomara que caia e uma rasteirinha preta. Não dei bem se combinava, mas dizia minha mãe que cor preta combina com qualquer coisa. Soltei o cabelo e tirei uma foto já que ele estava em uns cachos perfeitos.
—Tiphany, está tão linda. Aonde vai? —Sair com uma amiga. Beijos.
Sai e fui até a porta da menina, rezei muito para que minha mãe não aparecesse na varanda, já que dava pra me ver ali.
—Olá. -Ela saiu toda linda e bem brilhante, seu vestido preto todo em paetê e um scarpin também preto. O loiro destacou-se com um gloss claro e um lápis de olho. Ela estava muito pegável, eu estava ficando louca já. —Oi. —Nossa, você está linda. -Ela disse. —Você está muito gata. -Eu disse babando.
Ela pegou na minha mão e me levou até um carro prata, com certeza era o carro da mãe ou do pai. —Tem licença? —Não. Mas eles nunca me pegaram. -Ela disse.
Saimos dali e paramos em frente á um restaurante que ficava de frente pra práia. Como estava calor, o vento que batia era a melhor coisa do mundo, ótimo pra criar um clima romântico.
—Eu tenho uma casa aqui. Secreta. -Ela disse. —Sério? —Sim. —Que maneiro. —É minha casa de praia. Quer dizer, não é bem uma casa, mas dá pra passar a noite.
Deixamos o carro e ficamos sentadas em um dos bancos de frente pra práia, nem acredito que me vesti tão bem pra ficar com os pés na areia. Isso é meio sei lá.
—Então, tu já deve ter percebido que fiquei afim de você. -Eu disse timida. —Percebi. -Rimos. —Mas eu também queria ficar com você. -Ela disse pegando na minha mão.
Ela se aproximou de mim e tocou meus lábios. Senti meu corpo ferver na mesma hora, eu estava louca, aquele beijo me deixou louca, se eu pudesse, daria mais um passo ali mesmo ,a praia.
Eu iria descer a alça do seu vestido quando ela parou de me beijar.
—Vem comigo!
Eu então, á segui até a sua "casa" de praia e percebi que só havia um colchão, uma tv pequena e um frigobar. Nada mais. Logo ela avançou emcima de mim me jogando para cima do colchão. Isso sim, era isso que eu queria. Não era amor a primeira vista, era prazer. Com certeza era prazer.
Nos beijamos, e muito. Satisfazemos uma a outra até dizer chega. E pra quem pensa que depois disso paramos de frequentar a "casa secreta", estão enganados. Só não namoramos, mas ficamos toda vez que estamos livres.
Notas finais
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Qlqr coisa só mandar msg ^^
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