A Menina Morte

3 Meu sogrão


Notas iniciais
Quero agradecer as 5 pessoa lindas que favoritaram a minha história mesmo estando no começo dela, espero que gostem dela.

Esse capítulo é dedicado a minha amiga Bárbara que ficou me atazanado e queria saber quem é ele, mas você nunca saberá. Brincadeira, um dia você vai descobrir.

Para você uma frase de um livro que estava lendo: "Como um animal selvagem, a verdade é poderosa demais para ser mantida aprisionada - Manifesto da Franqueza."

Meu coração estava acelerado, escuto o bater dele. Era estranho a reencontrar depois de muitos anos. Depois de perder todos os anos de sua juventude, se escondendo e fugindo dele, ainda parece carregar a beleza jovial, a mesma beleza de sua mãe.

Sinto um aperto no coração, não lembrava de Margarett haviam alguns anos, e agora que reencontrei Akira, as lembranças, dos anos em que esqueci do meu dever e passei a ser mais alegre, retornam a minha cabeça.

Ela ainda me observa como se estivesse congelada. Acho que o fato de eu ser o pai dela, tenha a abalado um pouco. Não sei mais o que falar ou o que fazer, ela simplesmente não se mexe. Sei que não esta morta, pois se estivesse, sentiria a vida se esvaindo de seu corpo.

Após mil ideias passam em minha cabeça para fazer ela se mexer, e todas inúteis, acabo desistindo. Estou descendo a colina quando sinto braços ao redor de meu corpo me apertando, ela está chorando, mas não sei ao certo se é por me reencontrar ou por outro motivo.

Olho profundamente em seus olhos e percebo algo, eles estão vermelhos, cor de sangue, e não é por ela chorar. Começo a me desesperar, ele disse que ela não seria a escolhida, não minha filha favorita, aquela que mais amo.

Não poderia ser ela. Ele não poderia ter feito aquilo comigo, nem com ela. Agora seu destino está traçado, ela não poderá escolher, vai sofrer as consequências de meus erros.

Não posso deixar que isso venha a acontecer com ela, não ela. Poderia ser com qualquer um, mas com ela, nunca. Terei de ir falar com ele, e vou reverter a situação.

Ela continua a me abraçar, e eu a abraça-la e acariciar seus cadelos negros como a noite. Ficamos assim por um bom tempo, até que um garoto meio estranho aparece.

Ele me encara por alguns segundos e olha onde Akira está, em meus braços chorando. Ele chega perto dela e coloca a mão em seu ombro.

- Você está bem Akira? Esse homem fez algo a você? Quem é ele?

-Eu estou bem Leo, obrigado por perguntar. Ele não fez nada para mim, só me deu uma das melhores notícias de minha vida. Sempre achei que meu pai havia morrido, agora descubro que ele está vivo, é um deus e ainda por cima é muito bonito. Agora entendo porque minha mãe se apaixonou por ele.

- Você está me dizendo que este é seu pai?

- Sim. Leo, este é meu pai, Thanatos, o deus da morte.

Percebo que ele tem um brilho em seus olhos, algo se iluminou dentro dele, mas ele receia um poco em apartar minha mão.

- Não tenha medo garoto, você não vai morrer só por apertar minha mão.

Ele aperta e um sorriso surge em seu rosto, como se conhecer a morte fosse um sonho da vida dele, um sonho de criança. Mas percebo que não é por isso, e sim pelo fato de ele se o primeiro campista a me ver, além de Akira e Margarett, na minha forma mais simples possível, e aquela que mas gosto, aquela que usei quando conheci a mãe de Akira.

- Prazer sogrão, meu nome é Leo Valdez, o cara mais seduzente deste Acampamento.

- Você me chamou de sogrão?

- Akira não te contou de nosso relacionamento?

Olho diretamente para Akira, ela está com a mão na boca para disfarçar, mas está rindo sem parar. Não consigo conter e começo a rir também. O quão estranho era aquele garoto a ponto de achar que algum dia teria chance com minha filha?

Me despeço dos dois e vou a procura dele, aquele que decidiu o futuro de minha filha.

POV Leo

Depois de conhecer o pai de Akira não sei o que me deu, não consigo parar de rir, assim como sua própria filha. Mas acho que ela esta rindo de mim, e acho que também estou rindo de mim. Acho que paguei um mico e tanto chamando o deus da morte de sogrão, mas acho que foi a melhor coisa que fiz. Pelo menos consegui fazer Akira sorrir e parar de chorar, mesmo que era por felicidade. Vê-la chorar me partiu o coração, então vou fazer de tudo para que ela permaneça com seu sorriso, que me encanta.

Coloco meu braço por cima dos ombros de Akira, trazendo seu corpo mais próximo ao meu. Consigo sentir seu perfume, um cheiro adocicado e suave. Começamos a descer a colina em direção ao refeitório, sempre rindo e relembrando do encontro com seu pai, o meu sogrão.

Os campistas ficavam nos encarando como se tivéssemos algum problema, como se sorrir e rir fosse algo errado. Mas nem ligamos. Na porta refeitório encontramos Nico, que aguardava Akira retornar do encontro com seu pai, e uma menina, acho que o nome dela é Harlow.

Nico olha para mim e Akira atentamente. Continuo com meu braço a cima de seus ombros, mas não vajo nada de errado nisso, a não ser que o Nico goste dela. É muito fácil descobrir se ele gosta dela, basta eu dizer algumas palavras.

- E ai Nico, por quê você está parado aqui como um porteiro?

- Eu estava esperando Akira retornar do encontro com seu pai, mas... pelo que vejo você a encontrou.- Ele diz me olhando fixamente, esperando que lhe explicasse como a encontrei.

- Ah que bom que você estava esperando ela, agora vou ficar mais aliviado de deixar minha namorada sozinha no Acampamento, enquanto trabalho nas minhas invenções. Sei que você cuidará muito bem dela, e não deixara os Stoll a incomodarem.

Quando disse a palavra namorada ele pareceu levar um susto, depois olhou para Akira que estava inexpressiva, como se estivesse pensando em outra coisa e não prestando a atenção no que estávamos falando. E eu acredito que era isso que ela estava fazendo.

- Sua namorada?

- É, eu sei que foi meio rápido, mas quando ela me viu, não resistiu ao meu charme e sedução. Ela pediu se poderíamos namorar e eu aceitei é claro. E agora estamos juntos.

- Tomarei cuidado para que sua "namorada" não tenha problemas.

Ele pareceu ainda não acreditar na minha explicação, mas agora sei que ele gosta dela e vou tirar proveito disso. Vou-me para o chalé pensando em como utilizar esta informação ao meu favor, podendo ser uma utilização boa ou ruim.

POV Harlow

Não sei o que pensar dos dois garotos que conheci hoje. Um deles é gótico e problemático, mas é simpático e bem bonito. O outro é estranho e retardado, mas é engraçado e me fez rir. Ainda não consigo entender como o Leo está namorando a Akira, ela combina mais com o Nico, mas essa é a minha opinião. Acho que este namoro é uma farsa, Leo queria descobrir algo, e pelo seu sorriso, ele descobriu o que queria.

Nessa noite saberei finalmente que é meu pai ou minha mãe, mas me disseram que não me pareço com nenhum, o que me assusta um pouco. Estou ansiosa para saber, já que, nunca tive uma família.

Eu e Akira passamos a tarde inteira em frente ao lago, conversando calmamente sobre nosso sonhos e esperanças. Não toco no assunto de seu passado pois sei que deve ser doloroso de mais para ela.

A noite chega logo e todos se reúnem em volta da fogueira. A minha ansiedade só aumenta, não sei o que vai acontecer, mas quero que aconteça logo. Todos jantam e nada aconteceu ainda. Começo a perder as esperanças de que algo irá acontecer, mas uma luz surge em minha cabeça. Dentro desta luz tem um caduceu. Ouço alguns barulhos e sinto duas mãos tocar meus ombros. Dois garotos idênticos me olham.

- Bem vinda irmã, nos somos os Stoll, logo você irá para o chalé de Hermes, o melhor chalé de todos. — Ambos sorriem, mas como já conheço um pouco sobre os Stoll, decido proteger tudo o que tenho. Mas começo segui-los para meu chalé, para a primeira noite no Acampamento em um chalé. Há quem diga que sou louca de ir com eles, mas e dai? Eles ainda não sabem o que sou capaz de fazer.

Notas finais
Espero que tenham gostado deste capítulo, desculpa pela demora para escrever, eu estava meio ocupada com alguns trabalhos da escola.
Para aqueles que querem saber o livro que eu li é Insurgente, a continuação de Divergente. A frase tem um pouco a ver com a história, pois esta se baseia em uma verdade que terá de ser dita.
O que você acham que vai acontecer com Harlow?
E como será a conversa de Thanatos com "ele"?
O que Leo vai fazer?
Me digam o que vocês acham, mas logo vocês irão saber.
Beijos Maah!