A Marriage Is Coming

4 Capítulo 3 - "Well, that's gonna be uncomfortable"


Notas iniciais
Here I am again and hoping for comments... ~quem quiser comentar eu to aqui, não mordo. Só temos mais cinco capítulos, então seria bom saber o que estão achando. :3 Nos vemos amanhã de novo, see ya! ♥ (fiquem com a aesthetic do Robert, pai do Max) Boa leitura :D

Capítulo 3 – “Well, that’s gonna be uncomfortable...”

Olhei para o calendário acima da minha cabeça, na geladeira. Já era segunda e eu queria só ficar na cama sem fazer nada... ah, é, eu podia. Porém, isso queria dizer que teríamos que fazer mais coisa na terça, então preferi continuar de pé em frente do calendário. Peguei minha xícara de café de cima da bancada e tomei um gole profundo, sentindo o gosto amargo, porém um pouco adocicado, descer pela garganta e começar a despertar meu cérebro. Eu ia precisar de café para aquele dia mesmo. Íamos começar a experimentar roupas para o casamento e eu ficaria separado do Jeff por bastante horas, basicamente o dia todo. E só isso já me deixava um pouco puto.

Jeff entrou na nossa cozinha e me abraçou por trás, beijando meu pescoço. Sorri, levando uma mão para o rosto dele, virando e ficando de frente para ele, beijando seus lábios. Demos um abraço e ele foi preparar o café da manhã enquanto eu preparava o café com leite dele. Terminado, ele colocou os bacons num prato e colocou na nossa ilha da cozinha. Eu peguei os pães que havia colocado no forno e lhe entreguei seu café com leite, ele agradeceu e eu sorri. Peguei o requeijão, enquanto ele a manteiga acima da pia.

Comemos em um silêncio agradável, aproveitando a companhia um do outro. Assim que terminamos, fomos para o quarto, ele me beijando nos ombros, abraçando meu corpo como se fosse a última vez que nos veríamos. Nos arrumamos sem pressa, sabendo que tínhamos uma hora ainda para estar na casa dos meus pais, onde Grizelda e Johnson nos esperavam. Se tinha algo que Grizelda entendia era de moda, então ela ficou responsável por essa parte, mas como ela não poderia nos atender ao mesmo tempo, ela havia passado as coisas que mais combinavam comigo para minha família, e quando digo família, eu digo que meu pai e minha mãe iriam com seus respectivos parceiros, que por seis dias seriam tidos como ‘amigos’ deles, e Inês.

Quando saímos do carro, antes de entrar na casa de Robert, eu dei um beijo em Jeff, o nosso – provável – último beijo do dia. E de mãos dadas nós entramos.

.~.~.

— Pelo amor de Deus, eu não quero um terno rosa! – Eu ri segurando o terno rosa. – Por sinal, como vocês acharam isso aqui?

— Sinceramente? Só perguntamos pro atendente. – Minha mãe falou e eu assenti, rindo, entendendo. Eles não procuravam roupa em loja nenhuma, eles davam a sorte na mão da pessoa que iria escolher. Eleanor agradeceu ao garoto, que provavelmente tinha dezenove anos, e Anne disse que iria procurar uma roupa para mim. Eu agradeci. E então meu pai e Luke disseram que iria ajudar ela (A.K.A se pegar).

— Quais cores que Grizelda... é esse o nome dela? – Inês questionou e eu assenti, contraindo um riso. – Então ta. Quais cores ela indicou?

— Azul, rosa, branco... praticamente essas. E disse que amarelo combina com a aura que ele exala. – Eleanor disse, e eu assenti.

— Experimenta o terno, sem essa camisa rosa. – Inês sugeriu ao mesmo tempo que Anne voltou com uma camisa branca.

— Experimenta com essa camisa. – Anne aconselhou.

Peguei as coisas, fui em direção das cabines de troca de roupa e quando achei, passei no detector, vendo o homem responsável pela comanda me entregar uma das roupas e me dirigir ao vestiário. Agradeci e pendurei as coisas, fechando a cortina. Retirei a camiseta e a minha calça, durante o momento de retirar a calça eu escuto um ‘essa distância ta me matando, eu senti tanta falta disso’ e ‘tecnicamente ontem e gente fez mais que isso, então...’ e eu revirei os olhos reconhecendo as vozes.

— Sério, caras? – Eu perguntei, após ter subido a calça, fechado ela e saído do meu provador, puxando o do meu lado, dando de cara com meu pai e Luke, sem camisas e os lábios vermelhos. Eu ri. – Perto do meu? Não poderia ser um pouquinho mais longe?

Eles me encararam, corados e aparentemente com vergonha.

— Vocês não me venham com vergonha agora. – Eu brinquei, vendo-os rir de nervoso. – Só cuidado para não pegarem vocês. – Sim, eu vez ou outra posso ter ficado com Jeff em lugares inapropriados. E do modo como as coisas iam entre os dois ali, não duvidava nada.

E voltei para o meu provador, retirando a calça e colocando o terno com a camisa. Admito, eu fiquei muito lindo. Eu saí de lá e me dirigi para frente dos provadores, vendo as três mulheres lá. Elas sorriram perante a minha imagem e fiquei feliz.

— É esse, não é? – Perguntou minha mãe e eu assenti. Senti que os olhos ficariam marejados.

— Eu vou tirar a roupa pra não acontecer nada. – Notifiquei, já virando, andando tão rápido que eu achei que corria. As lágrimas já estavam caindo e no momento que fechei a cortina eu caí de joelhos no chão, chorando de um modo que eu só lembrava de ter chorado quando contei para minha mãe sobre mim. A sensação nos meus ombros era como se estivessem mais leves, eu estava alegre, me olhar no espelho, ver aquela roupa e perceber que em pouquíssimo tempo eu casaria com quem eu amava imensamente. Me abracei, sentando no chão e tentando segurar o som alto que saía a cada puxada de ar. Chorei de felicidade, de culpa e de realização. De repente a cortina foi aberta e Eleanor, Robert e Luke estavam ali.

Eles não questionaram, senão aquilo seria constrangedor – imagina eu tentando falar enquanto choro, desastroso – somente se ajoelharam e me abraçaram. E não houve momento que eu senti mais amor por eles que aquele.

.~.~.

De volta a casa, Jeff ainda não havia chegado e eu decidi passar um tempo com Luke preparando comida. Peguei uma colher de pau para mexer a massa do bolo. Era hora de misturar o fermento e como ele sempre dizia “essa parte requer muito amor, principalmente por ser mexendo a mão” e foi legal passar aquele tempo juntos, me lembrei da minha infância com Luke rindo e correndo atrás da gente. Teve um momento que eu parei e olhei para ele, abracei e o disse que amava ele, ele riu, retribuiu e me deu um beijo na testa. Passamos o fim da tarde juntos fazendo o jantar e sobremesa, sempre rindo e relembrando a infância.

Quando a comida estava pra ser tirada do forno, Jeff chegou junto dos pais, e pela cara dele, eu percebi que haviam brigado. Grizelda tinha uma expressão de calma pós-briga, o que significava que a briga fora de Jeff com Johnson. Jeff sentou na cadeira do gazebo, aproveitando que não tinha ninguém ali. Como eu tinha que levar comidas para lá, usei isso como desculpa para me aproximar de Jeff. Eu e ele éramos muito semelhantes quando com raiva. As pessoas tinham que se aproximar com calma, porque a gente trancava os sentimentos e a raiva ia junto, então ficávamos fingindo que tudo estava bem, quando na verdade a gente precisava colocar pra fora e depois se pudéssemos, socar alguma coisa, ou quebrar, sei lá. Sentei na cadeira e fiz um sinal para Luke esperar antes de chamar alguém.

— Que aconteceu? – Fui direto. Ele precisava conversar e papo furado só atrasaria o inevitável.

— Meu pai me chamou de Jennifer de novo e começou a usar pronomes femininos. Eu tentei chegar e conversar numa boa, mas adivinha? Ele bebeu e por isso ele começou a brigar comigo por questionar ele e essas coisas e deu bosta, agora ele ta sentindo culpado. O efeito da bebida passou. – Jeff respirou fundo e eu o abracei, sentindo algumas lágrimas caírem nos meus ombros. Após um tempo as lágrimas cessaram e só ficamos abraçados.

— Obrigado. – Ele agradeceu e eu neguei.

— Nunca precisa agradecer, eu sempre vou estar aqui. – Eu lhe dei um selinho longo. Em seguida avisei Luke que podia chamar as pessoas. Jeff pegou os pratos e eu os talheres, colocamos na enorme mesa e as pessoas começaram a vir, sentando e começando a se servir.

Grizelda e Johnson haviam ido embora, o que acalmou Jeff. Fiquei ao lado dele, fazendo palhaçadas e coisas que ele gostava, tentando melhorar o humor, o que eu consegui, por sinal. Ele estava rindo e se divertindo. Minha família também ajudava, eles eram uma comédia.

.~.~.

Deitei na cama abraçando Jeff, vendo-o sorrir, me puxando para mais perto dele. Cruzei nossas pernas e beijei o peito desnudo dele. Ele amava quando eu fazia aquilo e eu amava vê-lo feliz (mas também amava estar fazendo aquilo).

Ele levou uma das mãos para o meu cabelo e entrelaçou os dedos ali, fazendo carinho na minha orelha. Eu sorri para ele.

— Já percebeu que vamos nos casar daqui, agora cinco, dias?

— Sim. Juntos contra tudo e todos, lembra? – Ele perguntou, lembrando da nossa frase quando começamos a namorar no nosso último ano de faculdade.

— Todos os dias. – Falei, dando um beijo nos lábios dele e me deitando novamente. – Boa noite. – Sussurrei sentindo o sono chegar.

— Boa noite, meu amor. – Ele disse, dando um beijo na minha testa logo antes de eu apagar.