A Marota- Caroline Caldin
34 Previsões.
Notas iniciais
Boa leitura.
Algumas semanas depois.
Aula de adivinhação, é a aula mais chata e engraçada que eu já vi na vida. Ela não tem muita importância, pelo menos para nós, mas que a aula é divertida, é. As vezes acho isso uma besteira, as vezes não. A professora tinha ficado umas dez aulas falando sobre a "arte da adivinhação", e até agora estávamos prevendo coisas em xícaras.
P. D. V. Carol
Eu estava sentada com o James e o Sirius, os dois palhaços da sala. A professora mais uma vez tinha pedido para bebermos aquele chá ruim. Eu já tinha bebido e estava esperando os outros dois tomaram também para podermos trocar de xícara. Eles estavam fazendo um monte de caretas enquanto bebiam.
- Passa James! — Falou Sirius pegando a xícara com James.
Eu peguei a do Sirius e o James pegou a minha. Abri o livro e comecei a procurar a imagem que eu estava vendo.
- Sirius, você vai ser feliz, vai se casar, vai para Askaban e morrer depois de 10 anos. — Falei a última parte brincando, de ir para Askaban e morrer era mentira.
- É serio isso? — Perguntou preocupado.
- Vejo que tivemos uma previsão aqui. Foi sua, deixa eu ver a xícara. — Falou a professora aparecendo do nada e pegou a minha xícara. — Metade do que ela falou está certo. — Falou olhando para o Sirius. — Me passa essa. — Falou e pegou a xícara que estava com o James. — Você vai ser feliz, mas vai sofrer um pouco. — Falou olhando a minha xícara e pegou a que estava com o Sirius. — Você vai ser muito feliz. — Falou, devolveu a xícara e saiu andando para a outra mesa.
- Depois falam que ela é louca e não sabe por que. — Falou Sirius.
- É. — Falou James olhando para a professora e voltou a olhar a xícara. — Ainda não sei o que ela vê aqui. — Falou girando a xícara.
- Nem eu sei, ela é muito estranha. — Falei olhando para a xícara, como ela poderia prever tantas coisas com uma simples xícara?
- Você não acha que o que ela falou é verdade, acha? — Perguntou Sirius para mim.
- Claro que não, essa mulher é louca. — Falei olhando para o Sirius.
- Até que eu estou vendo um desenho agora. — Falou Jay olhando para a xícara.
- O que?
- Eu e meu lírio. — Falou sorrindo bobo, e eu e o Sirius começamos a dar risadas baixas.
- Jay, você está imaginando isso. — Falei para ele abaixando a xícara.
- E se acontecer?
- Não vai acontecer. — Afirmou Sirius.
- Isso é uma pena. Você acha que vai se casar Sirius?
- Não sei. — Falou dando de ombros.
Ficamos conversando durante a aula, enquanto a professora passava falando com os alunos. Quando bateu o sinal, eu e os meninos saímos correndo, a próxima aula era DCAT e era a melhor aula, na nossa opinião, que existia em Hogwarts. Andamos rápido até chegar no quarto andar, quando chegamos no quarto andar começamos a andar normalmente.
Chegamos no terceiro andar e entramos na sala, o professor tinha tirado todas as cadeiras da sala. Tinha um armário no meio da sala que se mexia muito, parecia que tinha alguma coisa dentro querendo sair.
- Por favor, coloquem as mochilas no fundo da sala. — Falou quando viu todos chegarem. Quero que formem filas na horizontal na minha frente. — Falou parando no meio da sala.
Todos os alunos o obedeceram, fizemos cinco filas e eu e os meninos ficamos na segunda.
- Alguém sabe o que tem aqui dentro? — Perguntou apontando para o armário.
- Um bicho- papão? — Perguntou alguém lá do fundo, meu sangue gelou, não poderia ser um bicho- papão.
- Sim, é um bicho- papão. — Respondeu andando de um lado para o outro sem olhar para os alunos. — Alguém sabe que feitiço usamos para reperi- lo?
- Riddikulus. — Falei baixinho, não queria ser a primeira e ir, na verdade eu não queria ir.
- Alguém falou alguma coisa? — Perguntou agora olhando para a sala.
- Riddikulus, o feitiço é Riddikulus. — Falou Lily para a minha salvação.
- Isso senhorita Evans. — Falou olhando para ela. — Senhor Miller, pode vir aqui e mostrar a sala como se faz? — Perguntou olhando para o meninos que estava duas fileiras atrás de mim, ele era da Sonserina.
- Claro professor. — Falou e foi para frente da sala.
- Quando eu abrir esse armário vai aparecer a coisa que você tem mais medo, então você tem que falar o feitiço que estávamos falando.
- Que feitiço professor? — Perguntou assustado, mas o mesmo não deu ouvido e abriu a porta.
Quando ele abriu saiu um palhaço, com os olhos esbugalhados e roupa rasgada, olhando com um sorriso assustador olhando para todos. O Miller se encolheu quando viu o palhaço e o palhaço continuou a se aproximar, então ele tirou uma faca da calça e o Miller saio correndo da sala, o palhaço olhou triste para ele e mostrou que era uma faca de borracha, a sala inteira riu.
- Volta para dentro palhaço. — Falou o professor sorrindo, e o palhaço voltou com um sorriso e deu tchau para todos e entrou. — Fação uma fila e vamos treinar.
Todos saíram correndo para fazer, eu corri para o final da sala e fiquei no lugar mais escuro de lá, não queria fazer e não iria fazer isso. O primeiro foi uma cobra, o segundo uma aranha, o terceiro foi uma cobra novamente, e assim por diante. Chegou a vez do Remo e o bicho- papão, como eu esperava, se transformou em uma lua cheia.
Remo ficou pálido e logo depois falou o feitiço que fez a lua virar uma bexiga. Logo depois ele saiu da fila e me viu na parede e veio ficar comigo, ele ainda estava meio pálido e não falou nada. Segurei a mão dele, estava gelada e tremia um pouco.
- Fica calmo. — Falei sorrindo para ele que respirou fundo e foi se acalmando.
- Você não vai? — Perguntou depois de se acalmar.
- Não. — Falei olhando para a cobra gigante que tinha aparecido no meio da sala
- Por quê?
- Não dá. — Falei abaixando a cabeça e olhando para o chão.
- Ei, não precisa ficar assim. — Falou me empurrando fraco o braço me fazendo sorrir.
- Obrigado!
- Você me ajuda bastante, isso não é nada. — Falou sorrindo para mim.
- Vez do James. — Falei olhando para a fila.
Apareceu uma cobra com olhos amarelos. Ele fez o feitiço e ela um palhaço dançante. Depois foi o Sirius, que se transformou na mãe dele bêbada. O Sirius tem medo da mãe dele bêbada, ela estava até com um copinho na mão. Ele falou o feitiço e a mãe dele ficou com uma roupa toda rosa e apareceu um balde com cola e pena que caiu em cima dela.
Depois deles fazerem vieram até mim e Remo.
- Você tem medo da sua mãe bêbada? — Perguntou Remo rindo.
- Ela é mais louca bêbada. — Falou Sirius.
- Você não vai, Carol? — Perguntou James para mim.
- Não.
- Por quê? — Perguntou Sirius, o Remo agora olhava para mim.
- Não estou afim. — Falei dando ombros.
- Mas... — Começou Jay, mas eu o cortei.
- Já fiz esse feitiço lá em casa, um dia entrou um bicho- papão e eu fiquei treinando com o Leandro nele, até minha mãe e meu pai chegarem. — Falei, não era totalmente verdade, já teve um bicho- papão lá em casa, só que eu era pequena e o Leandro ainda não tinha entrado em Hogwarts.
- Então está bem. — Falou e encostou na parede também.
Foi o Pedro, que não vi no que tinha se transformado, foi a Dorcas e Alice, que de transformaram em cobras, foi a Lene que se transformou em uma aranha e por último a Lily, que se transformou na professora McGonagall com as notas vermelhas dela, que se transformaram em um desenho de coco.
Quando foi o último aluno tocou o sinal do final da aula, ainda bem, não queria ser obrigada a fazer o feitiço. Fui pegar as minhas coisas com os meninos e fui em direção a porta com os mesmos. Quando eu estava perto de sair escuto o professor me chamando. Fechei os olhos e respirei fundo, olhei para os meninos que estavam me olhando.
- Nós nos vemos mais tarde. — Falei e virei de costas e fui até o professor.
- A senhorita ia mesmo sair sem treinar? — Perguntou me encarando.
- Tinha esperança. — Falei sorrindo fraco.
- Por quê? — Perguntou agora mais curioso.
- Não conseguiria fazer o feitiço na frente de todos. — Falei olhando para ele.
- E agora você consegue? — Falou olhando para a sala.
- Não sei.
- Vamos tentar então. — Falou me empurrando para o meio da sala de frente para o armário.
- Mas professor... — Tentei falar, mas ele abriu a porta e saiu a sena que eu não queria ver.
P. D. V. Remo
Eu, James, Pedro e Sirius saímos da sala deixando a Carol na sala. Andamos até as escadas em silêncio, acho que todos estavam pensando por que o professor tinha chamado a Carol.
- Por que será que o professor chamou a Carol de volta? — Pronunciou- se Pedro.
- Deve ser por que ela não treinou. — Falou Sirius dando de ombros.
- Vou pegar um livro na biblioteca. Vejo vocês depois. — Falei e comecei a subir as escadas para o quarto andar, só parei de subir quando não vi mais os meninos, então desci de novo, tinha que ficar com a Carol.
Fui até a sala de aula e fiquei perto da mesmo para tentar escutar alguma coisa.
- Tem que se concentrar no feitiço que você mais jogar. — Falou o professor.
- Não é tão fácil pensar um alguma coisa quando você está vendo uma pessoa pegando fogo. — Rebateu Carol, como pessoa pegando fogo? Esse era o medo da Carol?
- Pensa o que você faria se alguém estivesse pegando fogo?
- Eu jogaria água. — Respondeu.
Ela falou o feitiço e depois não escutei mais nada.
- Viu, não funciona. — Falou Carol depois de alguns segundos em silencio.
- Tenta de novo. — Insistiu o professor.
- Riddikulus. — Falou Carol e de dentro da sala veio um cheiro de flores.
- Agora funcionou.
- Agora! — Falou Carol mal- humorada.
- Pode ir, está perdendo o seu almoço.
- Tchau professor. — Falou Carol e a porta abriu.
De lá saiu uma Carol, meio descabelada e branca. Ela saiu fechou a porta e respirou fundo.
- Tudo bem? — Falei chegando peto dela.
- Tudo, só com muita raiva do professor e de mim mesma. — Falou sorrindo irônico.
- Por quê?
- Por que o professor me obrigou a fazer o feitiço e por que o meu medo não poderia ser normal. — Falou e se sentou no banco que tinha no corredor e escondeu o rosto com as mãos.
- Calma, você conseguiu, não conseguiu? — Falei sentando do seu lado.
- Sim, mas esse não é o problema. O problema é que eu nunca vou conseguir fazer isso com vocês ou com alguém por perto. — Falou tirando as mãos do rosto e me olhando.
P. D. V. Carol
- Pense no lado positivo. Ninguém vai ter medo de você se descobrirem o seu segredo. — Falou Remo desanimado, eu aqui jogando minha TPM no Remo sendo que o dele é pior.
- Desculpe, não devia ter jogado tudo aqui em você. — Falei o abraçando.
- Tudo bem. Melhorou, não melhorou? — Perguntou me abraçando também.
- Sim. Obrigada. — Falei olhando para ele e sorri.
- Vem, você está pálida e precisa comer. — Falou pegando a minha mochila, minha mão e levantando me levando junto.
- Não precisa disso tudo. — Falei rindo.
- Precisa sim. Você cuida de mim uma vez por mês, o minimo que posso fazer é isso.
- Remo...
- Não começa, eu sei o que você vai falar.
- O que eu vou falar? — Perguntei parando de andar.
- Remo eu fiz isso por que você é meu amigo, não me deve nada. — Falou me imitando.
- Eu não falo assim. Mas sim era isso o que eu iria falar. — Falei e dei um tapinha de leve no seu braço.
- Então vamos fazer assim, você faz aquilo por eu ser seu amigo e eu faço isso por você ser minha amiga. Fechado? — Falou estendendo a mão.
- Fechado. — Falei e apertei a mão dele.
Fomos juntos até o salão principal e começamos a comer junto com os outros meninos.
Notas finais
Leitora nova na área.
Comentem.
Bjs, bjs
Fale com o autor