A Marota

71 Capítulo 69


Mais uma semana havia se passado, dezembro estava cada vez mais próximo.

Depois do jogo de quadribol ganho, os meninos pareciam consideravelmente mais animados. James até começava a pensar na possibilidade de pedir desculpas ao Ranhoso para sair com Lily e completar sua felicidade. Mas desistiu na sexta a noite e não levou a garota a Hogsmeade hoje cedo. Essa foi com as meninas e, bem, eu preferi permanecer no castelo. Não estava no clima para um passeio.

Eu estudei, passeei pelo castelo, estudei mais, comi muito no almoço e conversei um pouco com o professor Dumbledore. Eu gostava de falar com ele, era um homem calmo, divertido na medida certa e fazia bem conversar com ele. Depois de um lanche na cozinha a tarde, eu fui para o dormitório e estudei mais, tentando vencer o tédio jogando pedaços de papel na lixeira. Eu era péssima em acertar dentro dela.

Depois de um tempo entediada, eu peguei uma roupa simples e fui para o banheiro, tomando um banho longo. Pude ouvir as meninas chegarem falando de garotos enquanto me vestia, balançando a cabeça e rindo, sabendo que Lene e Jessy implicavam com Lily. A voz da Robinwood também foi identificada e eu abri a porta, saindo do banheiro e soltando os cabelos. Os quatro pares de olhos foram voltados pra mim.

— Se divertiram? — eu perguntei, penteando os cabelos e me sentando na escrivaninha.

— Sim, Lily se divertiu muito discutindo com o Potter. — Amy dedurou, recebendo uma carranca da ruiva.

— E você? Se divertiu muito? — Marlene me lançou um olhar malicioso e eu a olhei confusa.

— Mais ou menos.. Eu gostei de passar um tempo com o professor Dumbledore. — contei, sorrindo pra elas e me levantando, indo até o meu malão e o fechando.

— E Joshua? — Amy perguntou, o olhar sugestivo.

— O que tem ele? — eu a olhei confusa, não entendendo onde elas queriam chegar.

— Ele não foi a Hogsmeade. — Lily disse de uma vez.

— Oh.. Eu não o vi hoje. — dei de ombros, pegando um livro e me sentando na minha cama.

Elas ficaram em silêncio. Eu comecei a ler o meu livro, achando bom o silêncio de início. Cinco minutos depois eu estranhei e olhei pra elas por cima do livro. Elas falavam algo baixinho, como se tramassem algo e eu cerrei os olhos, me preparando pra falar quando elas se levantaram.

— Nós vamos jantar, você vem? — Jessy perguntou mas eu neguei, ainda desconfiada.

Elas simplesmente deram de ombros e saíram do dormitório.

Minhas amigas eram estranhas, eu sabia.. Mas eu também sabia quando elas estavam tramando algo. E algo me dizia que até o fim da noite eu descobriria.

*****

Algumas horas haviam se passado desde que elas saíram.. Eu acabei cochilando, o silêncio estava tão bom.

Quando despertei, fui para o banheiro e joguei uma água no rosto, tentando despertar para procurar minhas amigas. Elas deviam estar na sala comunal, tinha certeza que encontraria Amy e Marlene em uma disputa com James e Sirius de quem ganhava no snap explosivo, Pedro assistindo, enquanto Lily, Jessy e Remo falavam sobre alguma matéria.

Eu vesti um casaco e fui em direção a porta, me surpreendendo quando alguém bateu nela. Franzi o cenho e a abri, me surpreendendo ao ver que era Joshua. Ele sorriu e acenou parecendo meio tímido. O que ele estava fazendo ali? Ou melhor, como ele tinha subido?

— Oi.. — eu disse, sorrindo ainda confusa.

— Oi.. Eu.. Posso entrar? — ele perguntou e eu parei por um momento.

Entrar no dormitório feminino.. Isso não era bem a cara dele.

— Bem, pode. Claro. — eu disse, lhe dando espaço.

Ele entrou e eu fechei a porta, me virando para o garoto ruivo.

— Então.. O que lhe trás aqui? — eu perguntei, abrindo os braços para indicar o lugar.

— Bem.. Marlene e Amy me disseram que você queria falar comigo. — ele me disse, parecia tão confuso quanto eu.

Falar com ele? Eu? Desde quando? Eu não... Oh.. Oh não..

— Eu não queria.. Não agora.. — eu lhe disse e ele franziu as sombrancelhas. — Onde elas estão?

— Quando eu subi, elas estavam na sala comunal junto da Evans e da Prewett. — o Turner me disse e eu assenti lentamente.

— Espera um pouquinho aqui.. Eu já volto. — eu pedi e ele concordou.

Eu fui em direção a porta e segurei a maçaneta, a girando. A porta não abriu. Eu tentei mais uma, duas, três vezes e em nenhuma delas a porta se abriu como deveria fazer. Eu olhei para Joshua e ele deu de ombros.

— Eu não acredito.. — eu murmurei, me virando e procurando a minha varinha pelo quarto, mas ela não estava ali. — Elas vão morrer quando eu achar a minha varinha... Droga!

— O que foi? É grave? — ele perguntou e eu o olhei, ele realmente parecia não estar entendendo nada.

Mas eu estava entendendo tudo.. As garotas tinham armado um plano pra que eu ficasse sozinha com ele. Não era ruim.. Só se alguém resolvesse aparecer por aqui.

— Você está com a sua varinha? — eu perguntei, me aproximando dele.

— Não.. Eu deixei no dormitório. — fez uma careta e eu suspirei.

No mesmo momento alguém bateu na porta e um pedaço de papel foi colocado por debaixo dela. Eu fui até ela e me abaixei, pegando o pedaço de pergaminho e o desdobrando. Eu ri, não acreditando naquilo.

Achamos que vocês precisavam de um momento sozinhos, por isso demos uma ajudinha. Aproveitem a noite, crianças, voltaremos ao amanhecer.

Ass: Lene e Amy

Eu li em voz alta e amassei o papel, me virando para o Turner que parecia querer rir.

— Isso é bem a cara da Amy.. — ele comentou, era muito a cara da Marlene também..

— E agora? — eu perguntei.

— Acho que vamos ter que ficar aqui.. — Joshua disse e eu passei as mãos pelo rosto.

— Tudo bem.. Certo.. — eu apenas disse, me sentando em minha cama e passando as mãos pelos cabelos.

Eu lhe indiquei a cama de Marlene e ele se sentou a minha frente, soltando um suspiro baixo.

Marlene iria ter que correr muito quando eu saísse daqui.. Pelo menos não era o Sirius, ou eu iria dar um jeito de pular pela janela. Mas o silêncio se instalou de uma maneira terrível e eu realmente não sabia o que falar. Estávamos sozinhos no dormitório feminino e a algumas semanas eu o havia visto nu. Talvez só eu estivesse com aquele tipo de pensamento, nas era inevitável pensar naquilo.

— Então.. O que vamos fazer? — ele se pronunciou e eu o olhei.

— Que tal um jogo? Eu acho que Marlene guarda snaps explosivos no malão dela. — eu sugeri, me levantando e indo até o malão da garota.

— Pode ser.

Ela realmente tinha snaps explosivos no malão e nós jogamos na escrivaninha. Foi divertido.. Joshua era bem divertido, nossas risadas ecoavam pelo quarto enquanto as cartas explodiam encima da escrivaninha. Acabamos nos cansando daquele jogo e fomos apenas conversar, sentados na minha cama. Ele me contava sobre sua infância e sobre como era sua vida longe de Hogwarts. Era interessante ouvir sobre sua família inteiramente bruxa..

Ele me contou que sua aparência ruiva e sardenta era graças a seu pai, que também era ruivo. Já os olhos verdes eram de sua mãe, uma mulher loira e bem doce. Seu irmão também havia puxado seu pai, inclusive os olhos azuis. O mais novo agora estava no terceiro ano, era um garotinho inteligente e bastante galanteador agora. Joshua me contava sobre como ele falava de garotas e eu ri, achando graça daquilo.

— Mas e você? Eu sei que morou no Brasil até os 14 anos com sua tia e.. Acho que só isso. — ele disse e eu ri.

— Não tem muito mais que isso pra saber.. Algo interessante também é que eu já fui sequestrada por comensais da morte e sou prima da Bellatrix Black. — eu disse, usando tom irônico ao mencionar a garota.

— Ser prima da Bellatrix devia ser considerado algo bem importante. — ele me disse e eu ri, concordando. — Vocês são bem diferentes..

— Sim.. Ela é maligna e estonteante, como uma legítima Black. — eu fiz um gesto exagerado com as mãos, rindo novamente de mim mesma.

— Não.. Ela é maligna. Em questão de beleza, eu tenho certeza que você ganha. — Joshua disse e eu o olhei.

— Não ganho.. — eu insisti, negando suavemente com a cabeça quando ele segurou meu rosto.

— Ganha sim.. Já estamos aqui a quase 3 horas e eu não consigo parar de admirar você. — ele disse, pondo meu cabelo para trás e acariciando meu rosto.

Eu acabei desviando os olhos para seus lábios quando eles se aproximaram. Joshua provocou os meus com seu polegar e eu fechei os olhos, suspirando ao sentir ele beijar a minha bochecha, bem perto de meu pescoço. Os beijos seguiram suaves por minha bochecha até o meu queixo, subindo devagar para meus lábios onde ele beijou com delicadeza. Ele era delicado.. Não era ruim..

Quando sua língua adentrou a minha boca, eu deixei que minhas mãos fossem para sua nuca e ele me puxou pela cintura para mais perto, nosso beijo crescendo devagar. Eu não sabia que estava acontecendo comigo, mas meu corpo queria cada vez mais o seu e eu só conseguia pensar em nós dois naquela cama.. Ainda mais quando seus lábios beijaram meu pescoço, passeando por toda a extensão e arrepiando a minha pele com uma lentidão insuportávelmente boa.

Minha mente borbulhava, suas mãos me tocando e seus lábios em meu corpo, suspiros me escaparam. Meu coração batia rápido e eu comecei a ficar nervosa quando suas mãos despiram o casaco de meu corpo e eu me deixei levar, não querendo saber onde a peça tinha ido parar. Logo ele também estava sem o seu casaco e nossos lábios afoitos tentavam saborear cada vez mais um ao outro, as respirações ofegantes. Teriam conseguido mas eu vacilei.

Me desvencilhando dele, eu me levantei e passei uma das mãos ao rosto, apertando meus lábios que sentiram falta dos seus imediatamente.

— Eu.. Desculpa.. Eu fiz algo de errado? — eu ouvi ele perguntar e fechei os olhos por um momento.

Minhas mãos passaram por meus cabelos e eu me virei pra ele, negando com a cabeça.

— Não.. Não é isso.. — eu lhe disse, suspirando meio frustrada.

Nós ficamos um momento em silêncio e eu pensei.. Eu queria aquilo.. Queria mesmo.. Do que eu estava fugindo? Não tinha um medo real, eu só queria que fosse algo especial. Mas eu também não podia esperar que fosse como nos livros pois sabia que nunca seria assim. E mesmo assim, o meu príncipe encantado estava nos braços de várias outras.

Sem pensar mais, eu caminhei até Joshua e o empurrei na cama. Ele se sentou e me olhou meio surpreso e meio confuso. Eu me apoiei em seus ombros e coloquei um dos joelhos ao seu lado, o firmando ali para colocar o outro do outro lado em seguida. Quando me sentei em suas coxas, ele colocou as mãos a minha cintura e se ajeitou.

— Promete que não vai brincar comigo.. — eu pedi baixinho, olhando para a camiseta cinza que ele usava sem coragem de encarar seus olhos.

Uma de suas mãos segurou meu queixo e me fez olhar pra ele.

— Eu nunca faria isso. — me disse e eu vi um brilho de sinceridade em suas esmeraldas.

Apenas assenti, retribuindo quando ele me beijou. Minhas mãos acariciaram de seu cabelo até o seu pescoço, descendo até a barra da sua camiseta e a puxando pra cima. Nossos lábios se separaram rapidamente quando ele me ajudou a passar a peça de roupa por sua cabeça, a tirando de seu corpo e a deixando de lado. Ele adentrou suas mãos na minha blusa e eu permiti que ele a tirasse de meu corpo, fechando os olhos por um momento.

Joshua não disse nada e eu não quis olhar pra ele, sentindo meu rosto arder mais a cada segundo. Ousei dar uma espiada quando ele acariciou os lados do meu corpo, subindo em direção ao meu sutiã mas parando pouco abaixo dele.

— Sua pintinha é fofa.. — ele comentou e eu não consegui segurar, rindo junto dele.

Aquilo me deixou menos nervosa, mas não esfriou o clima. Joshua segurou forte minha cintura e se levantou, me deitando devagar na cama e deixando que seu corpo permanecesse entre minhas pernas. Nós engatamos em um novo beijo, ainda era lento mas ao mesmo tempo intenso. As mãos do Turner passearam pelo meu corpo, descendo lentamente até o short que eu usava. Ele o puxou pra baixo e eu ergui um pouco o corpo quando ele se ajoelhou, o ajudando a tirar a peça por minhas pernas.

A calcinha era como um conjunto do sutiã, a cor era quase nude. Joshua não voltou a sua posição anterior, ele apenas se abaixou um pouco e seus lábios tocaram minha coxa. Eu deixei meus olhos se fecharem e umedeci os lábios, sentindo ele beijar minhas coxas e subir a minha barriga lentamente. Baixo ventre, umbigo, subiu até o estômago e logo estava no colo de meus seios. Ele deslizou os lábios dali até o meu pescoço, meu corpo já estava extremamente arrepiado.

As minhas mãos desceram por seus braços, alçando os lados de seu corpo e logo sua calça. Meus dedos abriram o botão, descendo o zíper mas eu parei ao sentir algo mais ali. Era o seu..? Merlin, estava um tanto quanto duro.. Meus olhos se abriram e Joshua me olhou, suas bochechas pareciam tão vermelhas quanto as minhas deviam estar. Isso não foi muito relevante quando eu deixei minha mão deslizar pra dentro da sua calça, alcançando a barra de sua cueca e a adentrando também.

Eu senti seu ventre contrair em surpresa mas seus olhos não desviaram dos meus. Era estranho.. Toca-lo tão intimamente. Eu apertei suavemente a área que latejava e Joshua soltou um suspiro, voltando a esconder o rosto em meu pescoço. Eu dei um jeitinho, beijando seu ombro e subindo até a sua orelha, movendo a minha mão em seu membro e apreciando um gemido baixinho contra o meu ouvido.

— Jane.. — ele murmurou, levando sua mão até a minha e a tirando dali.

Eu sorri pra ele, o puxando pela nuca e colando nossos lábios. Joshua se deu o trabalho de tirar a calça que usava, deixando seu volume ainda mais aparente pelo pano da cueca. Sua intimidade tocou a minha por cima dos panos, um roçar gostoso que fez com que minha respiração ofegasse um pouquinho. Ela parecia fazer de proposito, friccionando seu corpo contra o meu e subindo suas mãos para o meu sutiã.

Ele colocou suas mãos por baixo de meu corpo e alcançou o fecho, mexendo e mexendo. Eu soltei um riso quase mudo, erguendo um pouco o corpo pra que fosse mais fácil. Finalmente aberto, eu hesitei um pouco antes de tirar a peça de meu corpo, deixando que o Turner o visse ainda mais exposto. Meu rosto ardeu ainda mais e eu tentei esconder meus seios mas ele segurou minhas mãos com carinho, as tirando dali.

Ele não disse nada, apenas selou meus lábios e desceu por meu queixo até meu pescoço. Os beijos continuaram descendo até meus seios e eu fechei os olhos, deixando minhas mãos brincarem entre seus cabelos quando sua boca alcançou meu mamilo. Era quente.. E meu corpo inteiro pareceu acender apenas com aquilo. Meu coração batia forte e a área entre minhas pernas esquentou mais ainda, me fazendo sentir um certo latejar no local.

Os lábios do Turner voltaram aos meus e o ajudei a tirar a minha última peça que foi seguida pela sua, estávamos completamente nus agora. Meu corpo implorava pelo seu e ele colou nossas testas, abrindo as minhas pernas com delicadeza.

— Talvez doa.. — ele me disse.

— Está tudo bem.. — eu sorri pra ele, acariciando a sua nuca.

Eu senti a sua intimidade tocar a minha e meu corpo tremeu quando seu membro escorregou pela minha entrada. Eu apertei os olhos e respirei fundo, tentando ignorar a ardência em minha intimidade. Joshua beijou meu ombro, subindo para meu pescoço e minha orelha.

— Dói muito? — ele perguntou e eu neguei.

— Não.. Está passando. — eu sussurrei, levando minhas mãos a sua cintura.

Eu a puxei em direção a mim e suspirei. Marlene tinha razão.. Não era tão ruim quanto diziam.. A mão de Joshua segurou a minha perna e a ergueu um pouco mais, a levando a entrelaçar na sua própria. Seus lábios acariciaram meu pescoço enquanto ele se movia devagar, eu gemi baixinho com a sensação que se espalhava pelo meu corpo. Era bom.. Era muito bom..

Eu ainda sentia arder, mas era como se uma sensação tentasse vencer a outra em uma batalha que levava meu corpo a arrepios e suspiros. Joshua se moveu mais rápido e eu senti uma pontada de dor, a ardência vencendo qualquer outra sensação. Meus dentes mordiscaram meu lábio e eu apertei os ombros do garoto ruivo, pensando que devia ser apenas momentâneo também. Mas não estava sendo.

— Joshua.. Joshua, dói. — eu disse pra ele e o mesmo parou na mesma hora.

Eu podia senti-lo latejar parado dentro de mim e abri os olhos por um momento, algo escorreu pelo canto dos meus olhos. Nossas respirações alteradas quando ele me olhou e passou seu polegar onde estava molhado.

— Me desculpa.. Eu te machuquei? — ele perguntou mas eu neguei.

— Não.. É só.. Novo pra mim. — eu lhe disse, dando um leve sorriso.

Seus lábios tocaram os meus com selares curtos, tocando a minha bochecha, pálpebra e testa antes de descerem até meu pescoço. Ele estava sendo paciente.. Ficamos ali por alguns momentos até que eu me sentisse mais segura, mexendo meu quadril na direção do seu. Joshua entendeu e acompanhou o meu ritmo, saindo, entrando, estocando lentamente. Tão lentamente que acabara se tornando torturante.

Os ritmos de nossos corpos aumentaram a medida que um pedia cada vez mais pelo outro. Nossos arfares, gemidos e grunhidos se espalhando pelo dormitório enquanto nossos corpos se cansavam agora em um ritmo mais agressivo. Os dentes do Turner maltratavam meu pescoço, mordendo e chupando enquanto uma de suas mãos segurava com firmeza minha cintura, o outro braço apoiando seu corpo sobre o meu. As minhas se divertiam passeando por suas costas e cabelo, as vezes arranhando ou puxando.

Nossos corpos chegavam a seus limites mas continuavam implorando por mais e mais. Eu me agarrei mais a Joshua, meus gemidos querendo sair a todo custo enquanto eu sentia que estava cada vez mais próxima do meu orgasmo. De alguma forma, também sentia que ele logo chegaria a seu próprio ápice, nossos gemidos se misturando assim como nossos corpos suados e as respirações mais ofegantes a cada segundo. Segundo.. Cada segundo era apreciado e tinham um forte gosto de êxtase.

Quando meu corpo alcançou seu alívio eu gemi sem pudor algum, cravando minhas unhas nas costas de Joshua enquanto meus olhos reviravam automaticamente. Ele não parou, deixando que eu aproveitasse ainda mais aquela sensação e que ele alcançasse seu limite também. Mas, antes que isso acontecesse, ele retirou seu membro de dentro de mim e levou sua mão a ele. Eu apenas senti ele a mover e logo algo quente e líquido tocou meu abdômen.

Eu não liguei, tentando normalizar a minha respiração e fazer com que meu coração batesse mais devagar. Eu podia ouvir e sentir a sua respiração contra minha orelha, meu corpo ainda arrepiado com aquilo. Minhas mãos acariciaram seu cabelo e eu levei uma das mãos até onde senti o liquido mas ele a segurou.

— Não toca.. — me disse e eu assenti.

Seus lábios deixaram um leve beijo nos meus e ele se levantou, vestindo a sua cueca e indo até o banheiro. Ele voltou com um pedaço de papel nas mãos e pediu para que eu não me mexesse. Eu não o fiz, observando ele limpar o líquido branco de minha barriga, tirando o pouquinho que estava na sua também e voltando para o banheiro. Eu vesti a minha calcinha e me enfiei debaixo das cobertas depois de tirar o lençol que estava com um pouco daquele líquido.

Quando Joshua voltou, ele sorriu pra mim e se deitou ao meu lado, me chamando pra deitar em seu peito. Eu o fez, ouvindo as batidas mais calmas do seu coração e deixando que minha cabeça acompanhasse o ritmo de seu peito que subia e descia devagar com sua respiração. Sua mão subia e descia nas minhas costas, uma leve carícia gostosa..

— Você está bem? — ele perguntou, a voz levemente rouca.

Eu apoiei meu queixo em seu peito e o olhei, deixando que ele acariciasse por entre meus cabelos com sua outra mão.

— Eu estou.. E você? — perguntei de volta e ele assentiu.

Eu deitei a minha cabeça novamente e deixei minhas mãos brincarem com as marcas de seu abdômen.

— Joshua.. Disse que podia doer.. Como sabia que eu era virgem? — eu perguntei bem baixo mas ele ouviu.

— Eu não sei.. Acho que deduzi quando você pediu pra eu não brincar com você. — me disse e eu assenti.

Não dissemos mais nada, nossos corpos já tinham falado demais naquela noite. Por isso, eu apenas fechei meus olhos e deixei que seus carinhos em minhas costas me guiassem para um bom sono. Eu me sentia cansada.. E, lá no fundo, um pouquinho culpada. Eu sabia por que, mas não estava disposta a aceitar aquilo. Por isso, quando o sono veio, eu me entreguei totalmente e dormi tranquilamente.. Pelo menos naquela noite.