A Mansão Mutter's
4 Segredos dos Mutter's
Notas iniciais
Fui me deitar e acabei acordando três horas após pegar no sono.
Voltei a sala e vi Ming deitado no sofá. Olhei no relógio eram 22:02. Peguei a caixa das fitas e as separei por ordem das datas.
A primeira fita era de 22 de janeiro de 1813, coloquei-a no aparelho e torci para que rodasse.
A fita começou a rolar e logo vi uma imagem fraca e um tanto acabada da mansão.
Apesar da péssima qualidade do video dava pra ver que a mansão era nova.
Podia ouvir vozes — risos — de uma criança ao fundo.
O video havia sido gravado num corredor da mansão, era de dia e não havia ninguém no corredor e continuou assim ate a fita acabar.
Havia uma outra fita a qual não tinha data e a única coisa escrita era "O Segredo dos irmãos Mutter's", aquilo me intrigou e coloquei-a pra rodar na mesma hora.
Era um quarto que estava sendo filmado, não dava pra ver nada claramente a câmera estava em direção a porta e tudo o que eu vi foi um garoto alto, de uns 20 anos, cabelos castanhos, olhos verdes e pele branca. Ele usava um terno e sua aparência era de cansado, ele parecia exausto, como se tivesse passado o dia inteiro trabalhando em algo.
Não podia ouvir tudo o que ele falava, mais sabia que era com um homem, um garoto.
Logo a câmera mudou, ela pegava o a direção oposta da primeira e com isso pude ver o que se passava no quarto.
O homem de vinte anos estava de costas para aquela câmera de frente para um garoto de uns quinze anos, loiro dos olhos azuis e baixinho, com algumas sardas no rosto e ele parecia um pouco corado e sem graça na frente do mais velho.
Eles conversaram por uns segundos mais logo o moreno agarrou a mão do loiro e o puxou para perto o... BEIJANDO!!!
Aquilo me surpreendeu muito. Quem eram eles? E o que era aquela cena que eu acabara de assistir?
Somente quando a fita pulou para fora do aparelho dando final aquilo que eu preferia nem lembrar, eu vi o nome da fita e me surpreendi por reler "O Segredo dos irmãos Mutter's". Sera que eles eram Mateus e Jonathan?! O fato de aquilo poder ser eles ne deixava animada, afinal, um casal de gays naquela época era sinal de que aquilo era um romance proibido e se tinha algo que eu amava mais do que terror eram gays e romance.
—Ah, qual é? Vamos comigo!
—Tá, tá eu vou! Mais eu fico com as filmagens! E você vai na frente.
—Certo! Obrigado Kaila! Não sei o que seria sem você!
—Ah, imagina, tudo por você amiga!
—Então partimos amanhã de manhã, certo?
—Certo! Te vejo amanhã na sua casa, tchau!
—Tchau!-disse e segui para minha casa.
Kaila era uma das novatas quando a conheci, ela fazia faculdade de letras também, e foi a assim que a gente acabou ficando super amigas, melhores amigas! Ela tinha cabelos castanhos com mechas roxas nas pontas. Seus olhos eram castanhos também, Kaila não era tão alta, era um pouco mais baixa que eu.
O dia passou lento, pelo menos pra mim. Preparei tudo e fui dormir às 21:00.
Por sorte eu peguei no sono logo e acordei com o despertador às 5:00 da manhã, levantei e me arrumei, coloquei uma calça jeans e uma bota de cano médio marrom, uma regata branca e uma blusa de lã azul marinho que minha mãe havia tricotado pra mim.
Quando o relógio da sala apitou às 6:30 em ponto Kaila estava na porta do meu apartamento.
—Kaila! Me ajuda!! Toma-entreguei uma mochila para ela, que estava um pouco pesada.
—Bom dia pra você também-ela disseram um pouco emburrada mais sorridente, Kaila estava com uma blusa de meia-manga azul-marinho, um all-star preto médio, e uma jaqueta xadrez amarrada na cintura.
—Bom dia, vamos?-perguntei e sai do apartamento depois de pegar Ming.
Após deixar Ming na casa de um amigo meu — meu ex — eu e Kaila seguimos de carro pela pequena estrada que logo virou um caminho de terra e por fim entramos em uma espécie de floresta.
—Essa aqui deve ser a estrada da Floresta de Pinheiros que falava na reportagem-penso alto.
—Legal, isso é um bom sinal?-perguntou Kaila que não sabia muito sobre a história da mansão.
—Sim, estamos perto da mansão. Olhe, vire ali, nessa esquerda!
—Ta, ta, calma. Nossa essa estrada está cada vez menor-comentou Kaila que estava no volante.
—Está mesmo... Bom, viramos novamente na próxima esquerda, de novo.
—Ok...
Passamos cerca de uns dez minutos na mini estrada e avistamos a saída e assim que seguimos a esquerda vimos a mansão.
—Exatamente como na foto -dissemos em uníssono e rimos por termos falados juntas.
Kaila estacionou ao lado do enorme portão com muros altos e pontudos, que impediam a invasão do local, como se alguém, além de Jonnhy, Kaila e eu, quiséssemos entrar ali.
Peguei a mochila no banco de trás e Kaila pegou sua bolsa com três cartuchos novos e uma câmera filmadora.
Trancamos o carro e caminhamos até a entrada.
—Esta trancando. Como vamos entrar?-perguntou Kaila me encarando já com a câmera ligada.
—Kiel me deu essa chave aqui, ele disse que foi a chave que Jonnhy usou para acessar não só a mansão, como todos os cômodos da mansão.
—Legal, vamos ver se funciona.
—Certo-peguei a chave e segurei o enorme cadeado com a mão livre e coloquei a chave que tinha um formato um tanto... Estranho.
Fechei meus olhos quando virei a chave e ouvi um grito de comemoração vindo da Kaila quando o cadeado se abriu.
Tirei o cadeado e abri portão com um rugido pela ferrugem.
Eu e Kaila entramos e sorrimos assim que tranquei novamente o portão.
—Pronta?
—Não, mais vamos lá!-ela respondeu rindo e arrumando a filmadora em seu rosto.
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