A Mansão Flamira
5 Babá?!
–Arf! Arf! Arf!!
Na rua da Antiga Principal só se ouvia os passos de corrida de uma mulher, ela carregava algo... Fez uma breve pausa na frente de uma certa construção...
POW!!
Agora só se ouvia o som de um tiro...
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–Mya. Não vou precisar mais sair. Já achei nosso jantar!! Estava bem em frente à nossa querida mansão! -Dizia a Governanta à garotinha que estava no topo da escada.
–E o que é isso que está segurando? — Mya olhava com um pouco de nojo.
–Ué. É a janta. Achei que gostasse de co...
–Não isso. Esse ser minúsculo na cesta! -Interrompeu a governanta.
–É uma criança. Estava na nossa porta.
–E você trouxe pra dentro por...? -Mya dizia e descia as escadas.
–Ele estava chorando... E eu não sei, acho que não consegui deixá-lo la fora nesse frio.
–Ai! -Mya colocou a mão na cara — As vezes você da tanto trabalho. Não me responsabilizo por nada! -E retornou ao topo da escada
Um breve silencio se fez até a garota chegar ao seu destino.
–...Mas então quem vai preparar a carne?
Ficou, então, Mya cuidando da criança e a governanta preparando a janta.
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Mya estava em um dos milhares de quartos da mansão, sentada na ponta da cama com a cesta do lado. A governanta tinha dito que era uma menina e que tinha mais ou menos uns 2 anos ou menos. A criança fazia um sonzinho, dava uma mexidinha e Mya já olhava nervosa pra ela. Bom, Mya nunca teve contato com uma criancinha daquela idade antes.
Então o bebê começou a chorar, e não parva. Mya não sabia o que fazer e não aguentava mais esse som! Ela não aguentou mais e retirou de suas botas (ela estava usando botas enquanto suas sapatilhas estavam sendo lavadas) um punhal e a atmosfera no lugar havia mudado. Conforme Mya ia se aproximando mais da criança, a mesma ia diminuindo seu choro. Quase que instantaneamente a governanta apareceu no quarto.
–MYA!! PARE JÁ COM ISSO!! -Gritou da porta do quarto — Como se gritar adiantasse.- Então ela correu e segurou o braço da menina loira prestes a fazer alguma loucura.- Não envolva pessoas que não tem nada a ver com essa vila.
Mya tinha recuperado a sanidade e olhava meio confusa para a governanta.
–Aqui. Estava na cesta -Era uma carta. Mya pegou.
"Por favor, cuide de minha filha. Sou fugitiva por motivos que não quero dizer. Vim de um lugar não muito longe mas também não muito perto."
–Por que eu deveria obedecer um papel? -Mya disse e rasgou a carta.
–Só peço que não mate ela. -A governanta estava preocupada.
–Por que protege tanto esse protótipo de vida?
–...Eu não sei...
–Hunf.... Apenas suma logo com isso!!
–Certo. Obrigada. E a janta está pronta. -A governanta se retirou com a criança. Mya ficou um tempo no quarto tentando entender os sentimentos da governanta. Mas logo depois foi comer seu delicioso jantar.
Mya estava sozinha em casa, comendo seu prato favorito quando...
TOC TOC TOC -Alguem estava batendo na porta.
–O que querem?- Mya não estava com muita paciência.
– Ola garotinha. Nós procuramos uma mulher que está com um bebe, por acaso não a viu? -Perguntou o homem do meio, ele tinha um chapéu de cowboy.
–Haha. Chefe, você acha mesmo que essa garotinha vai saber? Olha onde ela mora!! -Disse um dos capangas.
–Dá até pra nois destruir tudo. Só seu chute basta, chefin. Disse o outro.
–Haha! Que é isso, Não precisamos, se bem que seria mesmo muito facil. -Disse o chefe.
–Hey, chefe. Ela parece morar sozinha. E bateu uma fome agora.
–Sim! Um rango agora seria ótimo!
–Hehe, não seria ruim mesmo. Né garot.... -Mya estava com uma aura assustadora, de novo, só que pior. -Garotinha? -Os 3 rapazes estavam bem assustados agora. Num movimento rápido, Mya sacou seu punhal na bota.... E só deus sabe o que aconteceu depois, ou talvez ninguem, não sei se acredito em deus....
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