–- Não preciso, mas assim vai ser mais rápido. – Com um golpe apenas a musa deixa o platina de joelhos no chão.

A batalha parecia que ia durar um bom tempo. Havia sangue pelo chão. Sangue de cavaleiros de ouro, de bronze e de platinas.

Um único grande cosmo foi sentido do outro lado do campo por Apollo em sua carruagem. Um cosmo forte demais para ser de apenas uma pessoa. Os guerreiros começaram a abrir caminho e dar passagem às deusas.

–- Pare já com isso Apollo. Não precisamos chegar à esse ponto.

–- Não precisamos chegar à esse ponto?! Foi você, Athena, quem passou dos limites. Afrontando ao seus. Indo contra os deuses. Isso é a sua recompensa. – Apollo fez um sinal para um platina que imediatamente se moveu em direção à um cavaleiro de ouro

Sua mão estava prestes à atravessar a armadura do geminiano quando um chicote soa e lhe arranca a mão.

–- Chega, Cassandra! Não precisamos de mais sangue derramado aqui. – repreendeu a deusa da Lua

–- Há algo que podemos fazer para resolvermos isso, Apollo? – Athena pergunto docilmente, apesar de se manter firme e séria.

–- Me de suas musas Árthemis e considerarei perdoá-la. Entretanto, para você ,Athena, sua sentença não muda. Quero sua cabeça em meu escudo.

Os olhos do deus começaram a ficar rubros. Seu cosmo enegrecia. Sua armadura brilhava vermelho. Seus cavalos se agitavam cada vez mais.

–- O medalhão esta terminando com ele – Sango estremeceu ao lado de Saori, temendo pelo pior da profecia

Saori caçava em sua mente um meio de pará-lo. Sango perdia as esperanças por seu irmão. As musas enrijeceram esperando pelo ataque. Os cavaleiros de Athena observavam a cena sombria com cautela, sem saber o que fazer exatamente. Os platinas aos poucos foram notando o que havia de errado com seu deus.

Uma voz invade a mente de Nefertiti. Esta tudo pronto mio piccola. Foi um prazer revê-la. Espero encontrá-la na próxima, em um tempo melhor. Io ti amo. GIOVANNI. Sua mente gritava o nome dele.

Um portal se abre atrás do deus solar e o canceriano pula em sua biga. Tentando conter o jovem sob o controle da maldição de Anúbis. De tanto se rebater o jovem derruba o italiano da biga. O medo assombra o olhar das musas. Porém Shura consegue salvar o amigo.

A atitude de Máscara apenas levanta a ira de Apollo. Ao ver seu alvo no chão ele se prepara para lançar o golpe

–- Você é muito imbecil, mesmo. No que esta pensando, seu idiota? Ainda não é sua hora de morrer.

–- Ah que merda. Deixei a caixa lá na biga. Se eu tentar a mesma coisa agora ele vai estar preparado. – comentou Giovanni sem dar importância às palavras do amigo.

–- Você ainda quer tentar de novo. Definitivamente você é um burro! – dizia o indignado capricorniano

Ao ver a ira do deus solar crescer Diana, Hipólita e Perséfone começam a discutir.

–- Nós lançamos você. Você tenta acertá-lo na garganta. Daremos cobertura daqui. – Hipólita dizia à Perséfone

–- Diana não aguentaria meu peso. Vamos lançá-la.

–- Ela é forte, mas ainda não esta pronta para matar um deus.

–- Eu vou! Tirem Shura e o Giovanni dali, antes que Apollo os mate – Nefertiti se mostrou determinada a dar um fim nisso. Era seu mestre, mas não permitiria que nem mesmo ele fizesse mau aos que amava.

A amazona saltou em direção a biga do deus, mas a atenção dele estava em outro ponto. Unindo suas espadas em uma única, a musa desferiu seu golpe. Em completo choque Apollo se vira olhando seu sangue se dispersando no ar. O brilho de lágrimas no rosto da guerreira. Seu objetivo fora alcançado. O amuleto não estava mais preso nele.

Rapidamente ela agarrou a caixa sagrada de Ísis, o amuleto já havia atingido o solo da biga. Se o tocasse ele a possuiria, se o deixasse ali ele voltaria a controlar seu mestre. Antes eu que ele novamente. Ela estende sua mão hesitante e o toca. Ao tocá-lo sua realidade se distorceu. Não estava mais aos pés de seu mestre.

Estou no Tártaro?

–- Algo assim

–- Quem esta ai? Apareça. Agora! – tomou sua posição de luta

–- Quem você acha que é para desafiar ao deus da morte?

–- Hades? O que você quer?

–- TOLA! Não sou nenhum desses deuses fracos e tolos. Sou Anúbis, deus egípcio da vida após a morte – um corpo masculino sobressaiu das sombras. Aos poucos seu focinho de chacal foi aparecendo

–- A... núbis – a musa sentiu os joelhos cederem

–- Você ousou tocar meu amuleto. Agora arcará com as consequências de sua ignorância.


–----X-----


A carruagem de Apollo estava no chão. Seus cavalos mais calmos depois de todo seu cosmo voltar ao normal. Athena havia curado o ferimento que Nefertiti o fizera. Árthemis o segurava em seus braços com lágrimas escorrendo por sua face. Uma ou outra caia sobre o rosto do irmão. As musas controlavam os platinas de Apollo. Alguns Golds as ajudavam. Menos três

–- O que houve com ela? – o espanhol olhava intrigado ao corpo manchado com sangue de Apollo inconsciente ali, no chão da biga

–- Foi esse amuleto maldito.

O virginiano não agüentava mais se manter frio e distante. Se achegou aos amigos e à guerreira desmaiada.

–- E o que vamos fazer? – as duvidas na cabeça de Shura cresciam

O aquariano estendia o braço para tirar o amuleto de sua mão

–- NÃO TOQUE NISSO! – o canceriano praticamente gritou à Camus.

Giovanni não mostrava, mas tinha um grande remorso por não ter conseguido completar sua missão e ter deixado que o destino caísse sobre ela. Sua melhor amiga. Logo ela a quem poderia considerar até mesmo como uma filha.

Shaka podia sentir algo maligno crescendo em um ponto nela. O indiano se colocou em posição de lótus e recitando um mantra tentou localizar a alma de Nefertiti

Não faça isso Shaka. Sou eu quem devo arrumar a bagunça – pensou o italiano na esperança de chamar a atenção do indiano

Quando eu lhe der o sinal, arranque esse amuleto das mãos dela e o lacre ai. – respondeu o virginiano ao amigo

O cosmo de Shaka o envolveu e então não havia não vestígios dele ali.

–- Tomara que ele consiga – as palavras de Camus ecoavam em sincronia nas mentes dos três.