Era o duque de Beaufort, ele era o traidor que planejava tomar Bristol e seu estratégico porto. Como esse reino poderia desejar continuar unido se seus próprios nobres, nobres esses que descendiam da mesma pessoa que o rei, não tinham lealdade ao rei e a seu governo?

Eles não mais estavam na Era Medieval, onde reinos eram ganhos em batalhas, mas parecia que a Inglaterra ainda tinha esse pensamento. Frederik realmente esperava que os jacobitas fossem vencidos e destruídos, principalmente por eles serem aliados dos franceses, mas ele também esperava que o rei tomasse medidas para nunca mais uma rebelião assim acontecesse.

Quando Frederik soube dessa informação, seu raiva e frustação aumentou muito. Ele imaginava que essa era uma rebelião dos escoceses e de católicos. Não de ingleses e protestantes. Seu desejo de proteger Anne e sua fortuna continuava, mas com um gosto de desgosto.

Anne se recusava a permitir que ele voltasse para casa, e ajudasse a proteger sua nação de invasores franceses, mas quando a Inglaterra foi invadida por seu próprio povo, e sua outra alternativa de rei, ela não o proibiu de proteger a Inglaterra. Frederik estava ajudando para nada. Seu desgosto foi terrível.

Para se acalmar Frederik decidiu passear a cavalo pela cidade. Talvez isso fosse de ajuda. Mas isso também significava que ele teria que passar em frente a Catedral de Bristol, onde Anne teve sua "anglicização", também passar em frente aos Jardins dos Tudor-Habsburg, onde estava o mausoléu da família. Mas felizmente isso não teve muita importância para Frederik. Isso também deu a Frederik a oportunidade de ver como as pessoas estavam reagindo.

E embora os da classe alta conseguissem esconder bem, Frederik podia ver que estavam quase desesperadas, as pessoas pobres também mostravam isso, mas elas mesmas sabiam que não tinham quase nada a perder. Mas Frederik poderia ver uma coisa, o povo de Bristol não gostava de guerras, nem da ideia de invasão. Mas no final o passeio acabou, e ele teve que voltar para Bristol House. Onde Lord James Pange o esperava, junto com o recém-nomeado cavaleiro, Sir Eliot Palmer, o comandante da Guarda Germânica em Bristol.

Frederik se perguntava de eles tinham notícias, ou apenas estavam lá para garantir que ele chegasse.

– Lord James, Sir Eliot, alguma preocupação?- Como era de se esperar Sir Eliot nada disse, ele era mais jovem, mais até que Frederik.– Espero que Beaufort ainda não tenha chegado.

– Não meu príncipe, ainda não tivemos esse problema. Mas meu irmão, o marquês de Pault me enviou notícias.- E o governo não poderia fazer isso?– Temo que as notícias não são as melhores, os jacobitas estão muito mais perto de Londres, e de Bristol.

– Eles chegaram em Derby.- Sir Eliot não estava tão calmo assim como Lord James.– Ou Bristol e seu porto, ou Londres e sua importância.

Derby ficava muito perto de Londres, e de Bristol também. Os jacobitas iriam tomar Londres, e o duque iria tomar Bristol. Mas que situação, e os dois a sua frente pareciam desejar ordens para cumprir.

– Chegaram mais ordens de Londres?

– Devemos ficar em prontidão. Não está completamente certo que Beaufort irá realmente atacar.‐ Não havia certeza, ou Beaufort poderia estar tentando treinar suas forças para as deixar mais fortes, e garantir a captura da cidade. Ou Frederik estava ficando louco.– O que faremos meu príncipe? Se Londres cair vamos ser a mais importante cidade da Inglaterra ainda protestante, e se nós cairmos, o que será da Inglaterra?

– Londres não vai cair, Londres nunca cai.

– Londres já para caiu para Boudica, para os Vikings, caiu durante a Anarquia, caiu durante a Primeira Guerra dos Barões, caiu para as forças parlamentares na Guerra Civil, e outras várias vezes também, além de ela mesma já ter se rendido.

Lord James foi terrivelmente ruim agora. Mas todas essas vezes não significavam que agora aconteceria o mesmo. Londres era protestante e hanoveriana, ela não iria se render, nem cair sem lutar.

– O que importa nessa situação é o rei e seu governo, enquanto tivemos o rei, jacobita nenhum irá vencer.

Agora Frederik esperava que esse assunto não voltasse a ser tocado novamente. Londres não iria cair, e nem poderia, assim como Bristol. E logo Frederik também descobriu que Bristol também já foi invadida duas vezes, durante a Guerra Civil, que situação, de um lado havia a cidade mais importante da Grã-Bretanha e do outro a segunda. As duas tendo um histórico muito ruim quando se falava de guerra.

*****

— Estamos cercadas ao Oeste e ao Sul pelo Atlântico, ao Leste pelo Mar do Norte e uma guerra, e ao Norte por uma rebelião. Mas mesmo assim não recebemos nem mesmo notícias sobre a rebelião.- Lady Laytmer era a mais insatisfeita com essa situação.

Mas de certa forma ela estava certa. A última notícia que chegou em Ocenia foi que Londres estava em pânico, e que haviam rumores de que o duque de Newcastle havia fugido, mas levando em consideração que as notícias vieram tanto do rei como do duque, a parte da fuga era uma mentira. Mas depois disso, nada mais chegou, Anne tinha esperanças que Frederik iria mandar notícias. Mas ela apenas poderia dizer a suas damas que também estava preocupada, mas nada mais do que isso.

– Não deveria ser uma surpresa. O rei deve ter se lembrado quem são os ancestrais da marquesa.- Agora era Lady Avon que estava sendo malvada e injusta.

Ninguém poderia duvidar da lealdade de sua família. Eles eram descendente de Elizabeth Stuart, assim como o rei, não importava se ela e sua mãe também estava na linha de sucessão dos pretendentes católicos, talvez até por sua mãe ter se convertido ao protestantismo ela até tivesse sido excluída. O rei nada poderia dizer em relação a lealdade deles, em nada ele viu alguma desconfiança.

Mas Anne também sabia que em momentos de crise, as pessoas começavam a desconfiar de todos. Mas esse certamente não era o motivo pela falta de notícias vindas de Londres. E Anne não queria Lady Avon falando dela.

– Ah Lady Avon, somos descendentes de John de Gaunt. Esses são nossos ancestrais. Minha família é mais inglesa do que qualquer outra família.

Lady Avon ainda não parecia muito convencida, era uma verdade que ela era a mais incrédula das damas, e agora ficou pior.

– Lady Avon, não se preocupe com isso. Tanto eu, como o rei, viemos da mesma pessoa que o pretendente católico, James I, então ele não precisa dúvida de coisa algum.- Sua mãe fez bem em calar Lady Avon, Anne não tinha vontade de ouvir mais reclamações.

– Miladys não vamos nos preocupar tanto assim com a rebelião. Ela logo vai ser contida.- Pelo menos era isso que todos garantiam a Anne.– Somos ingleses, e os que vem a nós são apenas escoceses católicos.

– Ajudados pelos franceses, minha marquesa.- Muito bem Lady Richmond por frisar isso.– A França é a nação mais poderosa do mundo. E nós? Somos o que?

– Somos a nação com a maior marinha do mundo. Somos ingleses, não devemos ter medo de simples franceses.- Quando se estava com medo parecia que a confiança morria, suas damas pareciam se esquecer de todo o orgulho e confiança de serem britânicas.– Não vamos mais falar nesse assunto. Acho que logo Frederik irá mandar notícias.
— Sim, talvez eles já tenham chegado em Londres.- Anne se cansou de Lady Avon, então ela saiu da sala, e foi para o escritório de seu pai.

Anne sentia uma grande calma nesse lugar, ela poderia se lembrar que tudo iria dar certo. A vida de um Tudor-Habsburg era muito difícil, e seus planos sempre tinha contratempos, mas tudo iria se resolver no final. Mas Anne ainda queria suas notícias, ela queria saber o que estava acontecendo em sua volta.

E no mesmo dia elas chegaram, noticias sobre Derby, e que agora ela estava nas mãos do rebeldes. Frederik também fez questão de dizer como toda a Bristol reagiu com essa notícia. O medo de que Bristol fosse a próxima a cair.

Anne estava cansada disso, a rainha Mary II nunca teve esse problema. Ela nunca viu uma invasão em casa. Mas já houve em outras partes do reino, na Irlanda por exemplo, mas isso era o mais próximo que elas se aproximavam, e ainda era muito longe. Mesmo assim Anne ainda se perguntava se a rainha Mary também se sentiu alguma vez como Anne? Mas que belos William a Mary eram Anne e Frederik.