A Mais Pura Realidade
3 Como se fosse a vida toda
Notas iniciais
Aos poucos a vicão começou a voltar, ela estava no almocharifado e Owen estava olhando para ela, preocupado.
– Amora, o que está acontecendo ?
–Nada eu só...
– Sério, você pode me contar! Somos amigos, não somos?
Ela olhou para ele um pouco cançada — você ficou sabendo que um homem foi encontrado morto no bosque que a gente estava brincando?- a espreção dela agora era de dor
– Já faz o quê? Dez anos?
– É... então, foi uma semana depois que a gente brigou. Eu estava entediada em casa sem você, ai eu falei para minha mãe que eu ia brincar na frente de casa. — Ele estava sentado no chão com ela- Meus pais tinham saido de casa. Tinha um homem na esquina , ele me chamou , e eu ignorando os alestas que minha mãe sempre me dera, fui falar com ele. Ele me segurou e tapou minha boca. Ninguém viu, ele me levou para o bosque....
– Ele fez alguma coisa com você?
– Não deu tempo. Graças a Deus!
– Como assim não deu tempo?
– Ele escutou um barulho, pensou que era alguém, eu acho. Devia ser alguém, eu não lembro dessa parte. Só lembro que acordei ainda no meio do bosque , fui andando, procurando a saida, ai eu tropecei no cadaver dele.- Amora olhava para o chão- Foi horrivel.
Owen não falava nada, na verdade, ele não sabia o que dizer. Só ficava olhando para ela, talvez tentando passar conforto. Ou algo do genero.
– Depois de alguns anos eu estava na casa de uma tia minha. Eu não lembro de tudo, ela me disse para não ligar para ninguém. Para eu ficar quietinha e só quando ela parasse de me responder era para eu ligar para os meus pais. Eu lembro de sentir cheiro de sangue.- ela engolhiu seco — Vai por mim, não é um cheiro muito agradavel. — Ela olhou para ele- Eu estava com sangue, muito sangue nas minhas roupas nas minhas mão. Mas não era meu, era da imnha tia. Ela estava jogada no chão com os punhos e a garganta dilacerados.
– Eu.. eu sinto muito- ele tocou o ombro dela
– Não sinta! — ela olhou no fundo dos olhos dele- quanto mais você se importa com as pessoas mais você sente a dor delas. — Ela disse olhando para as mãos brancas — Owen, você tem que saber algo a meu respeito que provavelmente se todos soubecem eu não teria amigos. Você não pode contar a ninguém certo?!
– Pode confiar!
– Eu tenho que tomar todos os dias .Uma dose cavalar de remédios, eu tenho problemas piscquicos, sou louca.
– Quanto a isso, eu sei exatamente como é, sou hiperativo!
Ela riu e sacudiu a cabeça- Obrigada!- mas nao era amesma coisa
– Está tudo bem! — ele sorriu
O sinal tocou
– Você quer ir para a aula?
– Na verdade, não!
– Então vem!- ele ajudou ela a se levantar segurando suas duas mãos.
Os dois sairam da escola como duas flexas. Novamente correndo um atrás do outro. Se não fosse pela altura , pelas roupas e pela barba de Owen, que os visse na rua, podia jurar que eram duas crianças brincando de pega-pega.
– Aonde você está me levando?
– Relaxa!- ele dizia todas as vezes que ela repetia a pergunta
– Estamos chegando?
– Relaxa!- ele falava para essas tambem
Nenhuma alma viva na rua, apesar de ser quase meio dia e estarem no centro da cidade, parecia que todos haviam se recolhido apenas para a fuga ser mais ou menos emocionante (depende do ponto de vista).
– Para onde...
– Você é muito impaciente!- ele parou para encara-la mas logo pegou a mão dela , que estava um pouco espantada pela reação dele que estava sorrindo- relaxa, eu sei muito bem como é!
Ela tentava se equilibrar sobre os pés novamente- Você corre muito rapido, já estou ficando cançada se quer saber!
–Chegamos! — ele fez um movimento com a mão e uma cara de mordomo bem pago apontando para uma lata de lixo imensamente grande e fedorenta.
–O que ? Vamos entrar ai?- ela apontou enquanto fazia uma cara de nojo
– Relaxa, o cheiro é para disfarçar!
– Disfarçar o q... -Tarde de mais. Ele tinha o pécimo habitode não deixar as pessoas concluirem as falas e de puxa-las quando estavam despreparadas para correr ou andar. Inutil empurrava Amora contra a lata fedorente , ela relutante fazia força contraria, mas como antes, a natureza é injusta nesses termos, ele era mais forte.
Num baque oco eles estavam dentro de um hambiente escuro, parecia perigoso.
– agora é a hora que você grita por socorro!- ele brincou se afastando dela
–Muito engraçado!- ela disse — Não me deixa aqui sozinha!
Um clarão cegante tomou conta do recinto. Ninguem sabia explicar como e porque aquele antigo teatro abandonado e esquecido pela sociedade tinha fiação eletrica e ainda era abastecido por energia e água potavel. Era muito estranho.
– Uau! — o queicho dela só não caiu porque Owen segurou
– Cuidado para não babar!- ele brincou
– Idiota!- ela rodou os olhos nas orbitas
– Esse lugar é incrivel, como você o discubriu?
– Bem, eu tive mais sorte que você depois que brigamos.. se assim posso dizer.
– Perfeitamente!
Ele riu com "PERFEITAMENTE". Inutil correu sobre os bancos se tacou em um que parecia uma especie de cama.
– Conheça meu refugio!- ele bateu no canto ao lado dele- Vem!
Ela com mais caltela andou pelos espaços entre os bancos- só você conhece esse lugar?- ela disse se sentando.
– Sim!- ele puxou a menina fornçando ela a se deitar em seus braços — Olhe o teto.
– É incrivel!- ela estava ainda mais facinada.
O teto era totalmente e completamente pitado. Pelo estilo da piantura, era antigo, e devia ter demorado um bom tempo para ser concluido. Ele olhava para ela do mesmo modo fascinado que ela olhava para o teto- Eu poderia morar aqui- ela disse olhando para ele. Alex sorriu para Owen que retribuiu na mesma intensidade ou até mais- que foi?
– Ahn... nada..- ele olhou para o teto novamente enquento puxava as mechas do cabelo dela para baixo com delicadesa.
Um barulho muito forte fez com que os dois se levantassem com preça e olhassem para o fundo do teatro
–o que foi isso?- Amora perguntou assutada
– Se abaixa!
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