A Magia Do Amor !!!!
42 Finalmente paz, reconciliação e o nosso tão esperado final feliz!
Notas iniciais
REGINA NARRANDO ON.
Tudo estava terminado, as guerras, as brigas, os desentendimentos. Eu agora carregava em minha fumaça uma Emma Swan desacordada. Ela tinha feito muito esforço, e, como dizem, toda magia vem com um preço. Ao chegar na minha sala com ela ainda desacordada, vejo Gold, Elsa, Killian, Mary, David, Neal, Leroy e Ruby nos esperando.
MM: Regina... – Mary é a primeira a se pronunciar.
RM: Ela está bem, só precisa descansar. Vou levá-la para o meu quarto e amanhã conversaremos. Creio que todos estão cansados. – fala pedindo ajuda a David com o olhar.
Com muito cuidado, David pega Emma nos braços, e sobe para meu quarto.
AS: Vou subir, tá mamãe Elsa? Minha mãezinha plecisa de mim agora. – diz dando um beijo na bochecha de Elsa.
Sorrio para a “outra mãe” da minha filha, que responde com um gesto com a cabeça, pego minha pequena nos braços, logo acompanhando David. Assim que chegamos no quarto ele a deita com muito carinho e beija sua testa.
D: Fica bem, minha filha. – murmura acariciando seus cabelos loiros.
AS: Ela vai ficar, vovô... – sussurra bocejando e coçando os olhinhos, demonstrando sono e cansaço.
Vejo um sorriso aparecer nos lábios de David, e coloco minha menina ao lado de sua adormecida mãe. Cubro as duas, e desço acompanhada de meu sogro. Ao chegar na sala, vejo só Mary, apreensiva, observando Neal dormir deitado no sofá.
RM: Onde estão os outros?
MM: Elsa e Killian foram para o loft, falar com Henry e os Williows. Leroy e Ruby foram no Granny’s. Gold foi ver Belle. Mas como ela está?
D: Descansando ao lado de nossa neta. Acredita que ela me chamou de vovô? É uma sensação tão boa... – pronuncia com os olhos marejados.
MM: É sim, querido. – disse ao marido, e voltou-se à mim – Teria como falarmos com a Emma? Só queremos saber como ela está. – esclarece apreensiva.
RM: Por que vocês não voltam amanhã? Ela está dormindo, e depois do que aconteceu, acho melhor deixar ela descansar. Vão para casa, Neal precisa descansar e vocês principalmente, foi muita aventura para um dia só. – alego olhando o pequeno adormecido no sofá da enorme sala.
MM: Amanhã nós voltamos então, será melhor para todos. Querendo ou não, foi uma loucura e tanto! – concorda com o semblante cansado.
D: Assim sendo, amanhã viremos. Boa noite Regina. – deseja pegando o Neal nos braços.
MM: Boa noite.
RM: Boa noite. – respondo os acompanhando até a porta.
Depois de ter a casa vazia, sem visitas, subo para meu quarto apagando todas as luzes da mansão. Hoje eu só queria descansar, e cuidar das minhas duas princesas. Assim que entro no meu quarto, encontro uma Agatha dormindo praticamente em cima de Emma, algo que minha pequena tanto ama fazer.
Vou para o banheiro tomar um banho quente, e tentar botar tudo para fora pelo que aconteceu. Sinto as lágrimas molhando meu rosto. O medo que eu tive hoje foi assustador. Só de pensar que eu poderia perder Emma para sempre, me fez ir além do meu desespero.
ES: Pensar demais não ajuda muito... – fala atrás de mim.
Viro surpresa encarando as duas esmeraldas que me fazem flutuar.
RM: Tive tanto medo de te perder... – confidencio num sussurro entre as lágrimas.
ES: Hoje foi um dia e tanto! Eu também tive medo de me perder, de nunca mais ver você ou nossa filha. Ou até mesmo a Mary. Quando eu senti que ela estava ferida, foi o estopim para mim. Por isso me entreguei de vez, me perdoa se eu te assustei. – pede olhando em meus olhos com aquela intensidade que só meu amor tem no olhar.
RM: Eu te amo, meu amor, e te perdoo. Eu sou a maior culpada disso tudo. Mas podemos passar por cima disso tudo e esquecer o passado, focar somente no nosso presente, tudo bem? – proponho, beijando suas lágrimas.
A olhei com carinho, acariciando seu lindo rosto. Ela meneou a cabeça, assentindo.
ES: Posso tomar banho com você, Regina? – pergunta com um sussurro malicioso.
RM: É claro, meu amor. – respondo, beijando seus lábios.
Emma levou as mãos até minha cintura, me empurrando para baixo da água novamente e aproximando-se de mim, suas mãos quentes me fizeram tremer. Me excitei ao extremo assim que nossos corpos nus se colaram. Swan me encostou na parede, eu a olhava com desejo. Observava as gotas escorrendo pelo seu corpo, fazendo o desenho de suas curvas perfeitas. Ela segurou meus punhos, ergueu meus braços e os manteve seguros contra a parede, impedindo que eu a tocasse.
RM: Eu preciso de você amor, e com muita urgência... – sussurro com desejo.
Eu queria mais do que tudo tocá-la, senti-la. Me contorci, fazendo nossos corpos se roçarem, era a única maneira de sentir sua pele na minha. Nossos lábios se colidiram, iniciando um beijo fervoroso, rápido e intenso. Nossas línguas enlaçavam uma a outra. Emma tinha um doce veneno na boca, deixava-me viciada. Quanto mais eu a beijava, mais eu queria beijá-la, mais eu a amava e a desejava. Era impossível não amar a minha mulher. Meus seios se apertavam contra os dela, nos fazendo soltar gemidos abafados pelos beijos. Eu a abracei com uma das pernas, fiz pressão com a mesma, trazendo a loira para mais perto de mim. Eu estava quente, pegando fogo.
ES: Você, além de ser tão deliciosa, é o amor da minha vida. Quero ouvir você gemer bem gostoso em meu ouvido. – sussurra ela mordendo o nódulo da minha orelha.
Apertei mais minha perna em sua cintura, me esfregando devagar nela. Sua boca quente escorregou pelo meu pescoço, ela o lambia e chupava. Sua mão agarrou meu seio, o apertando com força. Eu já gemia em seu ouvido.
RM: Por favor, meu amor, eu não aguento mais... – murmuro.
Minha esposa sabia como me enlouquecer e me amar do jeito que eu queria. Eu latejava por ela, e sempre seria só por ela. Sou tirada de meus pensamentos com ela ajoelhada em minha frente com sua língua no ponto onde eu mais desejava.
RM: Emms, hmm... – gemi segurando seus cachos.
Mas para me provocar ainda mais, ela passou só a ponta de sua língua em minha virilha. Eu estremeci na hora, pois eu pulsava de desejo.
RM: Amor... Não faz assim, me faz logo sua! – peço num tom sussurrante empurrando sua cabeça devagarinho.
Segurei em seu cabelo, a trouxe para mais perto, colando seus lábios em minha parte íntima, ela abriu a boca devagar, começou passando a ponta da língua em meu clitóris, aquilo me matava de prazer.
RM: Ohhh, que delícia! – gemi jogando a minha cabeça para trás.
Minha mulher sabia como me amar direitinho, sabia o que mais mexia comigo, e, se fosse possível, fazia ainda mais gostoso.
Sua língua escorregou para meu interior, arranhei o box, tentando me conter para não gritar enlouquecida. As mãos de Emma apertavam meu quadril e minha coxa, eu pressionava a perna ao redor do seu ombro, fazendo-a ir mais fundo em mim. Eu estava a ponto de chegar ao meu ápice de prazer.
RM: Rápido, meu amor... – pedia enlouquecida de desejo. – Mais rápido!
Não consegui avisá-la ao chegar no clímax, apenas me entreguei ao prazer que ela me dava, meus gemidos eram curtos e baixos, uma sessão incontidas deles. Nossos movimentos foram ficando mais lentos, ela tirou minha perna de seu ombro e sorriu satisfeita. Beijamo-nos apaixonadas, minhas mãos passeavam pelo seu corpo escultural. Tomamos nosso banho, nos enrolamos nas toalhas, ela me olhou com carinho e falou:
ES: A cada dia que passa, eu te amo ainda mais. – me abraça.
Retribui firmemente seu ato e formos nos vestir. Agatha estava toda esparramada na cama, sorrimos uma para outra e comentei:
RM: Isso prova mais ainda que ela é sua filha. – ajeitei a pequena no nosso leito.
Repentinamente minha mulher parou e me olhou, levando a mão em sua barriga. Seu olhar era perdido e preocupado.
ES: A gente precisa conversar. – fala apreensiva.
RM: Se for sobre sua nova gravidez, estou mais do que feliz por agora eu poder fazer tudo certo. Poder cuidar de você, dos seus desejos, seus enjoos e poder assistir o parto. Eu vou fazer tudo diferente, Emma, te amar e cuidar de você. – falo abraçando-a.
ES: Eu fiquei com muito medo, e só descobri mais cedo por causa de Zelena e Malévola. Eu estranhava meus sintomas, mas ainda não tinha certeza. – seus olhos estavam marejados.
Abraço ela forte. Deito na cama, trazendo-a para meus braços, logo estamos deitando de conchinha, ela abraça Agatha, e eu abraço as duas. Transmitindo todo meu amor e carinho para elas, e para o mais novo membro da nossa família finalmente unida.
Adormeço com as duas mulheres da minha vida, almejando pelo dia de amanhã. O dia em que nosso “final feliz” se inicia.
REGINA NARRANDO OFF.
EMMA NARRANDO ON.
Acordo logo cedo com um sensação de paz em minha vida, sinto meu coração tranquilo, como a muito tempo eu não sentia. Ontem tinha sido uma grande loucura. Meu sequestro, a quase morte de Mary, a minha perda de controle sobre a magia das trevas... Foi tudo tão intenso, que a melhor coisa que poderia ter acontecido depois de toda aquela loucura, foi o banho maravilhoso que eu tive com Regina, e ter dormido em paz com as duas mulheres da minha vida e aquele pequeno ser que crescia em mim.
Acordo primeiro que as duas mulheres da minha vida. Escuto algo bem longe, como batidas na porta. Para não acordar as duas que ainda ressonavam, levanto com muito cuidado, dou um beijo na testa de cada uma. Saio do quarto e vou até a porta ver quem perturba uma hora dessas. Ao abrir a porta, fico surpresa ao encontrar Mary e David, eles pareciam apreensivos pela expressão que marcavam seus rostos.
MM: Oi Emma, bom dia... – fala minha mãe, acanhada.
D: Bom dia querida. Viemos saber como você está depois do que aconteceu. – diz meu pai, nervoso.
ES: Claro, entrem, que cabeça a minha. – dou espaço para ambos atravessem a porta.
Eles entram e se sentam num dos sofás, enquanto eu fico em pé próxima a poltrona.
ES/MM: Então... – começamos ao mesmo tempo.
ES: Pode falar primeiro. – profiro sentando-me na poltrona.
MM: São tantas coisas para te falar, que não sei por onde começar. Talvez eu devesse começar por um pedido de perdão. Hoje eu queria falar para você que eu quero te pedir perdão. Pois, independente de várias coisas, eu te considero muito na minha vida. Sei que, as vezes, acontecem coisas que não queremos fazer, porém, quando saímos do sério, acabamos cometendo erros que causam discussões e brigas.
“O que foi dito ficará na lembrança e continuará machucando por um tempo, mas existe um remédio que quanto maior a dose mais rápido se esquece a dor. As coisas que eu falei há 3 anos, e também as de alguns meses atrás, sei que não será fácil de se apagar da sua memória, ou da memória de Agatha, todavia, hoje, eu quero o seu perdão, preciso dele para poder viver e seguir a vida, sem medo de errar outra vez. Muitas vezes dizemos coisas, ou até mesmo fazemos algo que dói nas pessoas que amamos. Eu sei que fiz algo que te magoou muito, mas quero que entenda que a gente erra, afinal somos humanos, com defeitos e qualidades. Me perdoa, minha filha, me dê mais uma chance de poder viver contigo e poder te demonstrar meu amor.” Pede entre as muitas lágrimas que molhavam seu rosto.
Eu chorava de soluçar, não por tristeza, mas sim pelas palavras ditas por ela; pela emoção do momento. Meu coração aqueceu de uma forma boa, e sabia que ele estava pronto para dar-lhe mais uma chance.
D: Minha vez... – murmura David – Talvez com palavras não tão belas como as de sua mãe, mas também de coração. A três anos atrás, eu falei coisas horríveis a seu respeito, te abandonei, te humilhei, e não me orgulho nem um pouco disso. A tristeza de saber que você precisou de mim e eu não estava lá, para te amar e te apoiar, te proteger como todo pai faz. Eu falhei com você, com minha neta, com sua saúde, eu falhei com tudo, e posso dizer que me envergonho intensamente disso. Saber que você precisou de um colo, de amor, me fez ficar profundamente chateado com minhas próprias atitudes.
“Quando dei por mim, e fui olhar para trás, vi que era tarde demais, e já não podia mais te amar e te acolher em meus braços, até ver a oportunidade de me redimir quando você voltou com nossa neta em seus braços, eu sabia que poderia tentar, nem que pra isso eu gastasse minhas últimas forças. Porém eu não desistiria de te pedir perdão.”
“Hoje vendo-te essa mulher maravilhosa, com sua filha e o amor que as envolve, posso ver que valeu a pena não desistir de vocês. Pois ao ouvi-la chamando-me de vovô pela primeira vez, foi uma emoção sem tamanho. Então, minha filha, venho te pedir perdão, não só com palavras, mas com um simples gesto: um abraço para poder saber que eu fui perdoado.” Lágrimas também se presenciavam em sua face.
Eu já nem sabia o que pensar. Todavia, guardar ódio e rancor em meu coração já não podia mais. Olhei em seus olhos, respirei fundo e falei.
ES: Só tenho algo para dizer a vocês: o verdadeiro perdão não é aquele que perdoa. O verdadeiro perdão é aquele que não culpa. Eu perdoo vocês, pois vocês são a minha base, e sentir que quase te perdia, mãe, foi meu maior desespero e o estopim para me entregar as trevas. Me perdoem. Eu amo muito vocês! – declarei, e fui até próximo deles.
Com muita força de vontade, abraço-os fortemente, sentindo seus carinhos e suas lágrimas molharem meu ombro. Estar em casa, é estar com sua família. E eu podia dizer que eu já estava com a minha família.
EMMA NARRANDO OFF.
Os meses iam se passando.
A segunda gravidez de Emma foi mais que bem vinda, dessa vez bem mais paparicada e com muito amor e carinho. Ela estava com seus 4 meses de gravidez, Regina e Agatha eram quem mais paparicavam Emma. A família Williows decidiu ficar na cidade, para, além de acompanhar a gravidez de Emma, morar de vez em Storybrooke.
Stella passou a trabalhar no hospital, na ala da pediatria. Bianca ficou como secretária de Regina, e passou a sair com Ruby, ambas haviam mexido bastante uma com a outra. Rafael resolveu abrir uma pequena empresa de advocacia com a ajuda de Gold, este que estava super feliz com a descoberta da gravidez de Belle, cujo qual estava com 2 meses. Nem mesmo eles sabiam, quem falou repentinamente foi a própria Agatha.
Mary e David acompanhavam de perto o crescimento de sua neta, que passara a ficar mais tempo no loft dos avós quando sua mãe Emma estava num temperamento muito esquentado.
Elsa e Killian saiam sempre que possível, mas Elsa sempre tinha que voltar para seu reino pelo fato de ser a rainha, mas não se engane, Killian sempre a acompanhava, pois ele estava realmente apaixonado pela rainha de Arendelle.
Henry, aos poucos, foi ganhando a confiança de Emma novamente. Sempre saía com Agatha a sós quando podia, levava a irmã para dar uma volta pelo park, porém sempre vigiados por dona Elena. Como dito, aos poucos que ele conquistava a confiança da Salvadora.
A pequena cidade estava se erguendo novamente, com a ajuda de Regina. Mas quem disse que dona Marisa não implicava com a morena? Propositalmente ou não, ela sempre aparecia na mansão, tudo para ver a querida Mills vermelha de raiva, e isso arrancava muitas gargalhadas da Salvadora.
Tudo estava se resolvendo. A vida dos novos moradores, a vida da antiga Evil Queen. Aliás, antiga mesmo? Ela sempre estava ali, protegendo seus amados, e ai daqueles que entrassem no seu caminho.
O pequeno Neal crescia a cada dia mais lindo, e sempre protegendo a Agatha. Apesar de terem apenas dois anos de diferença eles sempre estavam juntos e unidos, protegendo um ao outro.
Com a ajuda de Emma e Gold, Regina ergueu uma nova barreira de proteção na cidade, para que as pessoas de fora não atravessassem mais para entrar em Storybrooke. Eles só queriam paz, e teriam.
5 meses se passaram. Emma levava a gravidez com muito cuidado, sempre cheia de mimos e carinhos.
MM: Filha, tem certeza que está tudo bem? Sabe que qualquer coisa pode nos chamar. – exclama Mary, despedindo-se de Emma.
ES: Sim mãe, pode ir, eu ficarei bem. Regina qualquer coisa liga para vocês. – fala com a voz cansada.
Era sempre a mesma coisa, e as mesmas despedidas, isso poderia até ser engraçado a alguns meses atrás, mas agora já não era mais. Seus pais, principalmente Mary, preocupavam-se muito com a avançada gestação da filha.
Logo após se despedir de seus pais, Emma vai andando para o quarto no andar de baixo. Já que subir as escadas exigia demasiado esforço, Regina as transferiu para o quarto de hóspedes, levando Agatha junto, arrancando risadas de Henry.
Antes mesmo de chegar ao cômodo, Emma sente uma repentina dor, com um leve chutinho, levando assim a mão à sua barriga.
ES: Não pode ser... – murmura, sentindo a respiração tornar-se ofegante.
Afinal, ainda faltava uma semana para a sua menina nascer. E logo mais uma contração, vindo junto com a umidade proveniente do meio de suas pernas.
ES: Regina... Regina... REGINA! – grita desesperada.
Regina, que estava no escritório, escuta o grito de Emma, e corre até ela para ver o que se passava com sua mulher.
RM: Emma? O que aconteceu? – questiona preocupada.
ES: A bolsa, Regina, ela estourou... – responde arfando.
RM: Certo. O que eu faço? Vamos agora para o carro. – falava andando de um lado para o outro – Ok, você vai para o carro, e eu ligo para Mary? Elena? Marisa? Droga, o que eu faço? – pergunta, desesperando-se.
Emma sorriu com o nervosismo de Regina, levou a mão até a sua enorme barriga, e se aproxima devagar de sua mulher. Segura o rosto da amada fazendo-a olhar em seus olhos.
ES: Meu amor, quem está morrendo de dor sou eu, então, faça o seguinte: suba até o quarto da nossa menina e pegue a bolsa dela, e as chaves do carro, no caminho eu mando uma mensagem para minha mãe, e como você bem sabe, ela adora espalhar segredos. – tranquiliza-a sorrindo.
Regina se acalma aos poucos, e beija delicadamente os lábios de Emma, fazendo exatamente o que sua Salvadora pediu.
Após colocar a bolsa da bebê e a de Emma no carro, e acomodar Emma delicadamente, Regina arranca com seu carro as pressas para o hospital. Estava sem cabeça para usar magia, tinha medo de irem parar num local não conhecido por conta de seu nervosismo.
REGINA NARRANDO ON.
Eu estava nervosa! Eu estava indo assistir o parto da minha filha mais nova. Se me arrependo do que aconteceu a alguns anos atrás? Sim, amargamente, pois perdi os primeiros passinhos da minha filha Agatha, perdi suas primeiras palavras, até mesmo suas noites de insônia quando bebê ou suas cólicas. Mas dessa vez prometi fazer diferente, e ajudar Emma com muito amor e carinho. Fazer tudo diferente e finalmente seremos felizes.
Escuto minha loira falando com sua mãe, que pelo jeito deve estar pirando onde quer que ela esteja. Eu com certeza não conseguiria manter essa calmaria dela, estaria gritando como uma louca morrendo de dor.
ES: Isso seria engraçado. – sorri ofegante.
RM: O que seria engraçado? – pergunto mantendo-me focada na estrada.
ES: Você gritando de dor como um louca. Mas eu te amaria mais ainda, se você voasse para o hospital, pois não vou conseguir segurar meus gritos por muito tempo. – fala apertando minha mão.
Acelero o mais rápido que posso chegando em poucos minutos no hospital. Então Emma é levada para a sala de parto, enquanto eu aviso a família Williows — algo que eu sei que Mary não fará. Após avisá-los, peço para que me levem até a sala de parto, onde eu vejo minha mulher já com as vestes adequadas.
RM: Oi meu amor, como está?
ES: Com muita dor, mas com você ao meu lado, estarei bem. – fala sussurrando, seus olhos já estavam brilhando em lágrimas, talvez pela dor ou pela emoção do momento, não sei. Só sei que os meus também ficaram marejados ao ver aqueles verdes tão claros e emotivos.
RM: Ela logo, logo estará em nossos braços.
ES: Sim, é o que eu mais quero. E na próxima vez, você que ficará grávida. – afirma apertando minha mão.
RM: Com toda certeza do mundo. – sussurro beijando seus lábios.
Logo as enfermeiras entram e, com o parto conduzido pelo Doutor Whale, a minha filha vem ao mundo, com saúde e brilhando como uma nova estrela no céu.
REGINA NARRANDO OFF.
As vezes, muitas coisas em nossas vidas são necessárias acontecer, para que possamos entender o que acontecerá no futuro.
DW: Vejam só, que coisa mais linda. – exclama, entregando a pequena menina envolta de lençóis da mesma cor que a roupa que Emma usava, nos braços de Regina.
Eram lágrimas de pura alegria. A felicidade reinava naquele pequeno quarto de hospital. Regina segurava sua menina com muito cuidado. Mesmo antes dela nascer, já a amava com todo seu coração.
RM: Olha, meu amor, ela é tão linda! Se parece com você, menos os olhos. – diz mostrando a pequena menina à Emma.
ES: Bom, agora tenho alguém que se parece comigo. – Sussurra chorando.
A doce criança era a cara de Emma, com pequenos cabelos ralinhos loiros, toda branquinha, mas os olhos com certeza eram da mãe morena.
RM: Mas ela tem meus olhos. – fala admirando sua pequena.
Ainda puderam paparicar sua mais nova menina por alguns minutos, até que uma enfermeira pega-a e a leva para fazer os devidos exames, já que ela nasceu uma semana antes do previsto.
2 HORAS DEPOIS...
Toda a família já se encontrava no quarto, visitando Emma. Estavam loucos para conhecer o novo membro da família Swan Mills.
MM: Ela deve ser a coisa mais linda do mundo. – afirma a avó coruja com olhos marejados.
MW: Claro que ela é, a pequena tem duas mães tão lindas, o que você queria? Que nascesse parecendo com você? – implica dona Marisa.
Poderia se passar dias, meses ou até mesmo anos, mas Marisa Williows amava provocar Mary Margareth, não importava o local ou se era dia ou noite, elas sempre trocavam algumas hostilidades.
ES: Nana, isso não é hora de provocar a mamãe. – defende sua mãe, rindo.
MW: Desculpe, minha querida, mas eu nunca me canso.
Todos riram, menos Mary. Agatha era quem mais estava animada para conhecer sua nova irmã, mas logo a pequena neném é trazida por Stella, essa que tinha olhos brilhantes.
SW: Essa fofura é a segunda coisa mais linda que eu já vi, mas em primeiro vem a minha princesa Agatha. – exclama se abaixando mostrando à Agatha sua nova irmã.
Logo a alegria toma conta do quarto, todos queriam ver e pegar a pequena bebê. Mas claro que todo recém-nascido precisava de sua primeira alimentação, e assim foi feito. Emma amamentou a pequena menina com Regina as observando com muito amor em seu olhar.
AS: Já escolhelam o nome dela, mamães? – pergunta animada.
ES: Sim, – olha para Regina – decidimos colocar o nome dela de Melanie Swan Mills. — fala sorrindo para sua menininha mais velha.
Agatha nada falou, mas para sua idade aquele nome era muito lindo mesmo. Sorriu com a resposta de sua mãe loira.
HM: Mom, posso falar com a senhora? A sós... – pede timidamente.
ES: Claro, kid! – concede sorrindo.
Todos se despediram da família Swan Mills, deixando Henry e Emma a sós. Regina levou Agatha para comer algo na lanchonete do hospital.
HM: Eu... Me perdoe, mom, me perdoe pelas palavras ditas naquela noite, por não chegar até a senhora e conversar. Me perdoa por não estar nos momentos em que a senhora mais precisou. Eu fui quem mais errou em toda essa história. As vezes confundimos algo, e, por não conversar civilizadamente, provocamos uma tempestade num copo d’água. Me perdoe por tudo que a senhora passou, por ter eu sido um covarde e não ter te ajudado quando precisou, ou quando enjoou pela primeira vez, ou quando quase perdeu a minha irmã. – sua voz vacilou, o garoto respirou fundo e continuou:
“Hoje eu posso ver que palavras doem mais que um soco na cara, e sei que as minhas palavras te magoaram e te feriram. Eu estava ensaiando para te pedir perdão, mas aí eu parei e pensei que para pedir perdão não precisa de palavras decoradas, e sim do coração. Então mom, eu venho aqui diante da senhora te pedir perdão, que me perdoe por tudo que aconteceu em sua vida, por cada mal entendido naquela noite. Eu sei que de uns dias pra cá estamos nos entendendo melhor, e estamos melhorando nossa relação, porém eu queria tudo bem esclarecido. Quero acordar e saber que me perdoou, que eu posso estar com a minha consciência limpa. Mas para isso, mãe, eu preciso do seu perdão.”
Henry se ajoelha diante de Emma e segura as suas mãos – me perdoa, Emma Swan? – pede com seu rosto brilhando pelas lágrimas.
Emma também chorava. Todavia não de tristeza, e sim de alegria. Agora, finalmente, ela poderia viver em paz, sem rancor ou remorso de alguém que lhe fez mal no passado.
ES: Oh, meu filho, é claro que eu te perdoo, porque eu te amo tanto... – declara chorando e puxando seu filho mais velho para um abraço expressivo.
Uma forte luz ilumina aquele quarto, onde finalmente o perdão foi concedido àquele que tinha causado todo o mal entendido. E assim, a magia das trevas que habitava no coração de Emma, se dissipou com as únicas palavras que precisavam sair dela: eu te perdoo.
EMMA NARRANDO ON.
CINCO MESES DEPOIS...
Engraçado como a vida pode mudar, ou quando tudo pode ser diferente. Eu não me imaginava voltando para Storybrooke e vivendo novamente uma linda história de amor. Continuando minha linda história de amor, na verdade.
Eu quase tinha perdido as esperanças de ser feliz novamente, mas nunca desistiram de mim. Eu conheci pessoas maravilhosas, queridas e muito especiais. Se me dissessem que eu casaria com a Evil Queen, ou no caso, Regina Swan Mills, eu diria para internar essa pessoa no hospício, alegando que ela estaria louca.
Mas hoje eu não me arrependo de nada. Tenho duas lindas filhas maravilhosas com ela, e um lindo rapazinho, meu filho Henry Swan Mills; tenho meus pais, e uma nova família, que sempre me ajudou e fará parte da minha vida para sempre.
Como não tinha chegado a me divorciar de Regina, somente renovamos nossos votos, um mês depois que eu saí do hospital. Eu a amo e isso é o que importa, e sempre vai importar, pois a minha família é a coisa mais preciosa que eu tenho em minha vida.
EMMA NARRANDO OFF.
REGINA NARRANDO ON.
Como a vida é surpreendente, e eu não estou reclamando disso — jamais -, eu estou mesmo é agradecendo por tudo que eu tenho e sou hoje.
Tenho três maravilhosos filhos, amigos incríveis, e uma esposa estonteante que qualquer um amaria tê-la ao seu lado.
Observando ela dormir com Agatha em seus braços e Henry com a mão em sua cintura, e a pequena Melanie em meus braços, eu diria que estava no céu, e jamais gostaria de voltar.
Hoje eu só tenho que agradecer, e amá-los mais e mais, porque cada vez que eu sinto-me inundando de amor por eles, mais amor eu recebo deles.
ES: Tudo bem, meu amor? – pergunta minha esposa com seus olhos brilhando e sua carinha de sono.
RM: Sim, só agradecendo a vida pela nova oportunidade que me foi concedida, por poder te amar novamente e ter vocês ao meu lado. Agradecendo por não ter desistido de mim, por me dar mais uma chance de ter o amor da minha vida de volta. Agradecendo pelos nossos filhos e por sempre poder ver o brilho de seu olhar. – confesso acariciando sua face.
Emma fecha os olhos para sentir meu carinho e uma lágrima escorre pela sua face, com meu polegar logo a seco.
ES: Eu que agradeço por não desistir de mim, por continuar me amando, e por estar sempre comigo. Eu te amo Regina, e só tenho que agradecer a vida por ter te conhecido, e ter te colocado no meu caminho. – declara olhando em meus olhos e beijando minha mão.
RM: Também te amo meu amor. Hoje, amanhã e sempre, te amarei por toda vida até que a morte nos separe.
Chego mais perto dela, selando nossos lábios em um beijo calmo e apaixonado.
Hoje posso dizer que sou completamente feliz, não precisei de um pó mágico para dizer quem é meu verdadeiro amor. Quem faz as minhas escolhas e a minha história sou eu, e não uma fada.
Então antes que diga quem é seu final feliz, pergunte ao seu coração se aquela é a pessoa certa. Porque, pode ter certeza, que ele vai te dizer a resposta correta.
Graças as minhas escolhas, hoje eu posso dizer, que estou e sempre vou viver a verdadeira “MAGIA DO AMOR”
FIM.
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