Notas iniciais
Cada um tem seu modo de jantar, alguns gostam de comer fora, outros preferem comida e cada um tem seu tipo favorito, você sabe quando se é apetitosa algo pelo cheiro bom!

Logo cedo pela manhã Ron caminhava tranquilamente pelas ruas para conhecer a nova vizinhança, na verdade nem tão nova, ele já esteve ali, mas há um bom tempo atrás. Ele suspirou e olhou para a vitrine de uma loja de eletrônicos “Puxa, as coisas realmente mudaram de um tempo para cá” disse ele a si mesmo ainda bastante pensativo. O menino continuava sua caminhada pela manhã até quando sentiu uma presença bastante conhecida, ao virar para os lados se deparou com uma pessoa coberta dos pés a cabeça, ela colocou a mão no ombro do menino que rapidamente segurou sua mão com força gritando:

-Eu luto karatê! – Anunciou, mas ele logo parou quando olhou para o rosto da pessoa, simplesmente gritou um nome. – Denize de Pompadour!

Denize de Pompadour, era branca, possuía os cabelos ruivos até os ombros, tinha os olhos castanhos claros e era bastante bonita, Ron a conhecia muito bem, era uma das melhores amigas de seus pais.

-Senhorita de Pompadour não pode andar por ai assim ao dia, a senhorita tem que descansar, ficar em casa, sabe que está muito fraca por causa da segunda guerra, seus ferimentos foram muito graves, demorará muito a se recuperar. – Disse Ron abraçando a moça.

-Não há problema. – Respondeu ela docemente. – Eu estou bem, quero apenas conversar com seus pais sobre o que está acontecendo entre os clãs.

Ron logo a segurou firme, a protegeu bem com o capuz que usava e caminharam até a casa onde a família estava hospedada. Tudo estava escuro, as cortinas fechadas e todos permaneciam dormindo em seus quatros. Denize pôde finalmente tirar aquela roupa quente e horrorosa e se sentir a vontade com sua camiseta de manga curta e sua calça jeans, usava um allstar, tinha aparência de ter vinte e cinco anos aproximadamente.

-Senhorita, seria melhor deitar-se. – Pediu Ron delicadamente.

Ela concordou com o menino e os dois subiram até os quartos para encontrar um apropriado a ela.

O sol se pôs e a família se levantou para mais uma vida noturna quando encontraram a senhorita de Pompadour no sofá os esperando acordar.

-Catarina e John Keat, tenho uma noticia desagradável para vocês. – Disse ela com um olhar triste.

Denize de Pompadour era a melhor amiga de Catarina, elas se consideravam irmãs e tinham bastante coisas em comum, sempre contavam seus segredos e pediam ajuda quando podiam, mas desta vez ela parecia bastante tensa. Talvez uma coisa para crianças não ouvirem, mas Ron continuou lar, na verdade ele era muito importante na equipe.

Todos na sala ficaram em silencia até ela poder dize exatamente o que queriam.

-Catarina e John, vocês são da nobreza de clãs diferentes, uma Brujah e um Giovanni, facções completamente diferentes, na verdade eles não combinam de nenhuma forma. – Denize se levantava do sofá. – Se bem que vocês são um casal muito lindo e fofo, mas o rei do clã Brujah culpa John por sequestro de Catarina e a rainha de Giovanni acha que fora Catarina que sequestrou John, por vocês terem desaparecidos por quase cinquenta anos. –Ela agora olhava para o chão, o casal segurou na mão um do outro como se tivessem medo de perder. – Houve ataque de lobisomens. – Isto deixou todos na sala arrepiados até mesmo o rebelde Bruno. – E os reis dos clãs estão bastante feridos, isto se alguns da Camarilla não estão mortos. – Ela deu um suspiro longo e preocupado. – Eles querem vocês de volta para cuidar do ataque, mas querem que trabalhem separadamente.

-Como assim? Faz muito tempo que deixamos aqueles clãs para vivermos como uma família normal. – Contrario John abraçando sua amada.

-Olha, eu sei muito bem que vocês se amam, mas não da! Vocês não são uma família normal, mesmo que queiram não há nenhum de nós que voltou a ser humano no mundo, o máximo que vocês podem fazer é que nem o Ron, criar uma criatura a sua semelhança que servirá como escravo, mas se você morrer, ele também morrerá e ele envelhece, mesmo que lentamente. – Disse Denize muito triste e zangada ao mesmo tempo.

Ron abaixou a cabeça bastante triste, ele sabia que era para se tornar apenas um escravo de batalha, procurando comida para seu mestre e vivendo apenas por ele, mas possuía sentimentos apesar de tudo e ele amava seus mestres como se fossem seus pais verdadeiros, se que podem considerar assim, já que foram eles que o criaram e também cuidam como se fossem um filho. O maior desejo dessa família era poder se tornar uma normal e feliz, sem que o filho seria o primeiro a envelhecer mais rápido e falecesse antes dos pais.

-Infelizmente se não voltarem... Que dizer, eles já mandaram outros atrás de vocês dois.

-Denize, não importa, eu vou proteger minha irmã e meu cunhado! – Respondeu Bruno erguendo os punhos e ficando na frente do casal.

O silêncio tomou conta da sala, eles ficaram se olhando e logo se viraram para o relógio velho da sala que apontava para quase sete e meia. Bruno para quebrar o gelo logo disse “hora do jantar” e saiu agindo como se aquela conversar não tivesse acontecido à procura de comida. Catarina suspirou, seu irmão agia sempre assim quando ficava com fome. Todos dali decidiram buscar seu jantar também, cada um tinha sua maneira diferente de trazê-lo para casa, mas Denize gostava de comer fora e como gostava!

Todos se trocaram para mais uma noite, Ron fora para um lado, Catarina e John juntos para outro, Denize fora para o seu “trabalho”, Bruno fora logo para uma balada, de acordo com ele, as melhores para se alimentar eram as baladeiras. John fora procurar um emprego em um hospital, pediu para trabalhar no turno da noite, etc. Mesmo que não o aceitassem, não adiavantaria, ele conseguiria, sempre consegue o que quer. Ao recusarem a entrevista, ele olhou fixou seus olhos azuis nos olhos castanhos do médico, apenas disse: sou um ótimo empregado. O médico não recusou e assinou os papeis de emprego na sua sala logo que entrou. “Obrigado” agradeceu John “entrarei um pouco aqui para conhecer o lugar” “fique a vontade”. John entrou com a esposa. Catarina foi até a sala de um doente, era uma mulher que respirava por tubos e um homem dormia em uma cadeira esperando-a acordar, ela achou o homem bastante apetitoso e decidiu ficar com ele ali. Já John procurou pela área de doação de sangue, pegou uma bolsa do seu tipo favorito A! E começou a beber tudo!

Catarina sentou-se perto do homem, colocou a mão no seu ombro e a outra no pulso, ele abriu os olhos lentamente e não ficou assustado ao ver aquela mulher, ela pegou sua mão e mordeu o pulso, ele gritaria de dor se ela não tivesse tampado a boca dele com a sua mão desocupada. Quando finalizou tudo, John veio onde estava a esposa e pediu ao homem que aquilo tudo fora um sonho, o homem acenou com a cabeça e voltou a dormir. Eles limparam o sangue e se retiraram, o homem hipnotizado perguntou se eles haviam gostado do lugar, o casal respondeu que adoraram e iria continuar trabalhando ali e jantando também! Os três riram.

Ron não precisava de sangue humano, tinha que beber somente de seu mestre, mas ele era utilizado para fazer amizade com seres humanos, tinha este tipo de habilidade, assim atraindo mais pessoas para satisfazer seus pais, quando ele percebeu que John já estava voltando para casa, tratou de voltar também, enquanto brincavam de família feliz, Denize estava no seu trabalho e Bruno na sua balada.

Notas finais
Mandem Reviews, mandando leio e mando para suas histórias também ;) Obrigada!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.