A Luz dos Teus Olhos
7 Capítulo 7 - Reconhecimento indesejado...
Notas iniciais
No dia seguinte, Quinn acordou com uma leve dor de cabeça, mas nada que pudesse desanimá-la. A primeira coisa que fez foi mandar uma mensagem para Rachel. Depois, se apressou para não chegar atrasada na faculdade.
O caminho até a Mercy foi rápido. Brittany falava sobre as provas que teria de fazer naquele dia, e Santana resmungava sempre que ela a lembrava dos trabalhos inacabados. No retorno até Columbia, Quinn agradeceu por Santana não aparentar estar tão interrogativa.
Mas ainda estava curiosa.
— Então você e Rachel foram jantar ontem?
— Sim, nós fomos. E eu sei que você já sabe disso.
— Está nos maiores sites e nas redes sociais. Vocês parecem extremamente próximas nas fotos. Acho que as pessoas em Columbia vão comentar bastante.
Quinn suspirou. Ela tinha pensado sobre isso quando chegou na noite passada. Se a estavam olhando daquela maneira somente por um passeio, quem dirá com um jantar a sós com Rachel.
— Você está bem com tudo isso? — Santana continuou.
— Eu não gosto de me imaginar sendo tão exposta, mas não posso fazer nada a respeito.
— É a sua vida, Quinn.
— E o que você quer que eu faça? Que eu me afaste da Rachel? Isso está fora de cogitação.
— Você está realmente apegada a ela.
Mais do que eu gostaria, Quinn pensou, apertando o volante com as duas mãos. Pensar em cortar qualquer contato com Rachel não a faria só ficar triste. Talvez a devastasse completamente. Isso a assustava o tempo todo.
— Vai ficar tudo bem. — Ela fitou Santana quando parou em um sinal vermelho. — Adam se acostumou com isso. Eu também posso me acostumar. Rachel tem muitos amigos fora da mídia. Eles cercam um pouco, mas esquecem logo.
— Adam também quer a Broadway. Ele foi preparado para isso. Você não. — Santana fez uma pausa. — Eu fico feliz por você estar bem ao lado da Rachel, mas não faça nada que vá deixá-la desconfortável.
Quinn sorriu. Ela sabia que Santana estava apenas preocupada com o seu bem-estar e era grata por isso.
— Não se preocupe. Eu ficaria pior se perdesse a amizade da Rachel.
Santana reprimiu um comentário. Ela percebeu que sempre havia um detalhe extra e oculto em cada sentença que Quinn dizia sobre Rachel. Não podia ser uma confusão da sua cabeça. Conhecia ela bem demais para ter dúvidas. Queria fazê-la tentar enxergar, mas não podia. Não queria atormentá-la.
Elas chegaram em Columbia. Quinn respirou fundo antes de sair do carro, vendo Connor se aproximar.
— Bom dia.
— Bom dia.
O campus estava cheio. Quinn segurou a alça da sua bolsa e começou a andar entre os alunos inquietos, mas nem mesmo a agitação das provas e trabalhos finais os impediu de olhá-la. Praticamente todos os pares de olhos focaram na sua direção.
— Quantas pessoas devem ter visto as minhas fotos com a Rachel ontem à noite?
— Eu não sei. Uns noventa por cento. — Connor respondeu. — Você sabe como a mídia é. Às vezes, colocam fotos de artistas na capa só por terem saído de casa. E eles amam falar sobre a Rachel.
— Você é o genro dela. Eles deveriam estar um pouco obcecados com isso.
— Mas não saímos juntos ainda. Você deveria enfrentar isso com mais naturalidade. Ninguém aqui vai tratá-la diferente só por ser amiga de uma pessoa famosa.
— Mas se a Quinn namorar com uma pessoa famosa, é melhor se preparar. Nova York está repleta de artistas que ainda não foram descobertos. — Santana disse.
Connor parecia absorto ao que Santana dissera, mas Quinn entendeu um pouco do sentido ambíguo daquela frase e a queimou com os olhos.
— É por isso que eu estou me preparando para quando Adam começar a própria carreira na Broadway. Nós conversamos sobre isso. Não é fácil, mas eu o amo.
Eles pararam na entrada do prédio do Departamento de Literatura.
— Precisamos ir para a aula. Até mais, Quinn.
— Nós conversamos depois. — Santana entrou no prédio com Connor.
Quinn deu meia-volta e foi até o próprio departamento. Ela tentou ignorar algumas pessoas olhando para o celular e depois para ela, como se estivessem confirmando que era realmente a nova amiga de Rachel Berry.
— Oi, Quinn. Como você está?
Quinn observou uma das suas colegas de turma se aproximar com uma pequena quantidade de garotas atrás dela. Ela era alta e parecia ter saído de uma revista de moda, mas, ao contrário do que pensavam, era extremamente dócil. Quinn já tinha feito trabalhos com ela, além de ser a sua dupla nas aulas práticas.
— Oi, Jane. Eu estou bem, e você?
— Eu estou enlouquecendo com as provas, mas poderia ser pior. — Ela sorriu. — Então, eu soube que você e a Rachel Berry são amigas.
Quinn comprimiu os lábios.
— Nós somos amigas há pouco tempo.
— Mas você está convivendo com ela.
— É, eu acho que sim. — Quinn se mantinha lacônica.
— Nós amamos a Broadway, e a Rachel é a melhor atriz das últimas décadas. Nós fomos vê-la várias vezes em Wicked, mas nunca conseguimos um autógrafo. Você poderia nos ajudar com isso?
— Eu... eu sinto muito, Jane, mas eu não tenho tanta intimidade com a Rachel assim. Não quero invadir a privacidade dela.
— Por favor, Quinn. Rachel Berry para nós é como o Hipócrates para os médicos. — Jane insistiu.
Quinn não sabia o que responder. Os olhares suplicantes das garotas estavam quase convencendo-a, mas não sabia se Rachel se sentiria desconfortável em ter de fazer favores para as suas colegas de faculdade.
Ela respirou em alívio quando o seu celular vibrou no compartimento frontal da sua bolsa, quase como uma ajuda divina, e o pegou.
— Eu preciso atender. — Quinn se afastou, caminhando apressadamente para longe delas. — Rachel?
— Quinn, como você está? A Ellie, minha assistente pessoal, me mostrou as fotos que tiraram ontem. Estão circulando bastante. Não estão abordando você na faculdade, estão?
— Não. Só estão me olhando excessivamente.
— Me desculpe por ter insistido que saíssemos juntas. Foi minha culpa. — A voz de Rachel estava visivelmente aflita e mais rápida do que o normal. — Eu espero que você não esteja brava comigo. Eu odiaria se parássemos de conversar. Eu...
— Rach, está tudo bem. — Quinn a interrompeu. — Eu não estou brava. Só um pouco assustada. Todos aqui na faculdade estão me olhando como se eu fosse a melhor amiga da estrela da Broadway, e isso é novo para mim.
— Me desculpe por causar esse incômodo em você, principalmente no lugar em que você estuda.
— Não se preocupe com isso. Você tem vários amigos, e as pessoas se acostumam com isso. Eles vão normalizar essa situação.
— As pessoas não vão cercá-la por termos uma amizade, mas as fotos vão continuar sempre que nos verem juntas. Eu preciso saber se você quer continuar sendo a minha amiga mesmo nessas circunstâncias.
Quinn sorriu. Rachel estava insegura e fazia questão da amizade que estavam tendo mais do que imaginava.
— Eu nunca quebraria essa amizade por causa de fotos, Rachel.
— Rach.
— O quê?
— Você me chamou de Rach há alguns segundos. Pode me chamar assim.
— Está bem. Rach, eu acho que posso aguentar alguns flashes no meu rosto.
As duas riram.
— Quinn! O autógrafo!
Quinn sobressaltou, se virando e vendo que Jane e as garotas ainda estavam no mesmo lugar, esperando-a terminar de falar ao telefone.
— Autógrafo? — Rachel perguntou.
— Aparentemente a minha dupla de laboratório tem um fã-clube dedicado a você e me pediu ajuda para conseguir o seu autógrafo para ela e algumas amigas.
— Eu adoraria autografar. Eu até poderia ir aí vê-las pessoalmente, mas acho que tumultuaria a faculdade. Você pode vir aqui, e eu autografo tudo. Quero o endereço delas também. Vou pedir para Ellie enviar alguns presentes.
— Rach, isso não é necessário.
— Eu insisto. Estou livre essa tarde, então você pode vir quando sair da faculdade. Nós conversamos, e eu sei que você não tem aula depois do almoço essa semana. Até já, Q. — Rachel desligou sem esperar uma resposta.
Quinn ficou alguns segundos com o celular próximo à sua orelha. O som contínuo da chamada finalizada ecoando no seu ouvido. Tudo estava acontecendo rápido demais. Em um dia, jantara com Rachel. No outro, iria para a casa dela. Não poderia estar mais feliz do que já estava. Talvez pudesse mesmo se habituar com os olhares, contanto que a mantivesse próxima.
Ela voltou até as garotas e concordou em ajudá-las, ganhando abraços e beijos na bochecha. Seu rosto estava ficando cada vez mais avermelhado enquanto pegava os vinis das peças de Rachel que elas seguravam.
•••
Rachel jogou o celular no colchão ao seu lado e fechou o laptop. Ela observou Finn sair do closet terminando de fechar os botões da camisa.
— Eu vou visitar os meus pais esse final de semana enquanto o Gershwin passa pela reforma. Vou passar alguns dias em Lima.
— Isso é ótimo, meu bem. Lima realmente faz muita falta.
— Você não quer ir conosco?
— Conosco?
— Sim. A Quinn vai comigo. Ela também sente falta dos pais, então eu a convidei.
— Quinn não é a amiga do Adam? — Ele se sentou no recamier em frente à cama para calçar os sapatos.
— Ela é, mas é a minha amiga também. Ela foi ver Wicked ontem. É uma ótima pessoa.
— Sua amiga?
— Algum problema com isso? — Rachel se levantou da cama ainda de camisola.
— Nenhum.
— Está com ciúme? — Ela foi trocista.
— Ciúme? De uma garota daquela idade? Claro que não. Só é surpreendente você ser amiga de uma criança.
— Ela não é uma criança. É uma mulher. Nós temos vários assuntos em comum. Mal paramos de conversar. Eu me sinto bem perto dela.
— Ela parece ser mais nova do que o Adam, Rach. — Finn replicou.
— Ela é maior de idade, Finn. Às vezes você parece não ter evoluído com a saída de Lima. — Rachel cruzou os braços.
— Não vamos discutir, tudo bem? Eu fico contente por você ter uma amiga. Se ela faz com que se sinta bem, então tudo está em ordem. — Ele ficou de pé. — Eu adoraria ir para Lima com vocês, mas não posso deixar o campeonato.
— Eu imaginei que diria isso.
— Eu amo você. — Finn se aproximou, segurando-a pela cintura. — Amo muito, e vou ser todo seu após esse campeonato.
Rachel não tentou retrucar e deixou que ele a beijasse, retribuindo o afeto. Não valeria a pena entrar em uma briga que estragaria o seu dia. Não sabia se estavam bem de novo, mas ele não a pressionava sobre o bebê, o que a fez repensar e voltar para o quarto que dividiam com a condição de que parte dos seus pertences continuaria no quarto de hóspedes.
Ele se despediu com mais alguns beijos e foi para o estádio. Rachel suspirou e desceu para a sala de jantar depois de tomar banho. Ela passava os olhos preguiçosamente nos relatórios que Ellie a enviara com propostas de publicidade quando recebeu a chamada de vídeo de Kurt.
— Então você saiu acompanhada de Quinn Fabray ontem à noite? — Ele estava com a cabeça apoiada entre as mãos, inclinado sobre o balcão da cozinha.
— Quinn e eu somos amigas. Mais alguma coisa? — Rachel bebeu mais um pouco do smoothie de morango.
— Onde Finn está? — Kurt mudou de assunto.
— Ele saiu. Tem treino hoje.
— Ele nem sequer toma café da manhã com você?
— Kurt, hoje não. — Ela o repreendeu. — Você sempre implicou com o meu casamento. Até parece que não gosta do seu irmão.
— Eu sempre fui a favor do seu casamento enquanto você estava feliz. Eu amo o Finn. Ele é o meu irmão, mas você é a minha melhor amiga. Eu acompanhei todas as suas lágrimas e todos os seus sorrisos ao lado dele, mas ultimamente você parece mais triste do que animada.
— Obrigada pela preocupação. — Rachel foi sincera. — Mas nós conversamos. Da mesma forma que eu estou concentrada em Wicked, ele está concentrado no campeonato, então vamos nos respeitar, e ele vai se dedicar assim que o campeonato acabar.
— Ele prometeu isso? De novo? Ele a está colocando no banco de reservas, assim como acontece no futebol, e isso não é de hoje, Rachel. — Kurt se irritou. — Você já tentou tudo o que podia para remediar essa situação, mas ele não consegue ver.
— E o que eu deveria fazer? Se eu pedir o divórcio e ficar sozinha? Se eu não encontrar ninguém que esteja disposto a me amar novamente? Eu não posso suportar essa mansão mais silenciosa do que ela já é.
— Você é linda, Rachel, e eu sou muito sincero. Suas roupas eram horríveis no ensino médio, e ainda assim você era bonita, então chegou aos 40 anos e foi eleita uma das mulheres mais sensuais do mundo, além de ser uma pessoa maravilhosa. Você acha mesmo que não vai encontrar ninguém disposto a tratá-la como merece em uma relação?
— Não é tão fácil assim. A tarefa de conhecer outra pessoa e se permitir confiar e viver com ela parece assustadoramente difícil para mim.
— Talvez você já tenha conhecido alguém. Quinn Fabray. — Ele provocou.
— Kurt! — Ela o bronqueou novamente. Não queria pensar nisso agora e desejava, mais do que nunca, fazê-lo parar de mencionar Quinn como algum possível interesse amoroso. Era loucura.
— Certo, desculpe. Eu pensei em irmos às compras esse final de semana, o que acha? — Ele tentou dissipar a tensão que se formou. — Podemos conversar melhor sobre isso.
— Eu não posso. Vou para Lima.
— Lima?
— Sim. Eu decidi aproveitar a reforma no Gershwin e visitar os meus pais.
— Finn vai com você?
— Não. A Quinn vai.
— Quinn? — Kurt se surpreendeu. — Estão tão amigas assim?
— Estamos progredindo. Ela também sente falta dos pais, então eu aproveitei a oportunidade para convidá-la.
— E a oportunidade também seria ficar na companhia dela? — Kurt não conseguiu segurar a própria língua.
Rachel abriu a boca para insultá-lo, mas ele pareceu focar em algo atrás do laptop, saindo por alguns segundos. Quando voltou, segurava Max nos braços. As mãos e a boca estavam cobertas de chocolate, mas ele sorria, como se estivesse satisfeito.
Rachel soltou uma risada.
— Ele afundou as mãos no bolo, acredita? Era para ser servido de sobremesa no jantar. — Kurt estava indignado.
— Tia Rach! — Max tentou tocar a tela do laptop, mas o pai segurou os seus braços delicadamente. — Eu tô com saudade.
— Eu também estou, meu amor. Eu prometo que vou jantar com vocês essa semana. — Ela abriu um sorriso amoroso.
— Jura de dedinho? — O garotinho de 6 anos levantou o dedo mindinho.
— Eu juro de dedinho. — Ela espelhou o juramento.
— Agora eu preciso fazê-lo tomar banho. De novo. — Kurt disse. — Continuamos nossa conversa depois, Barbra. Eu amo você.
— Eu também amo você.
Kurt encerrou a chamada de vídeo, e Rachel fechou o laptop, sorrindo ao se lembrar de Max. Sentia falta de momentos assim, como o dia em que Adam decidiu preparar o café da manhã sozinho para ela aos 7 anos no dia das mães e sujou a cozinha inteira, ou como arranhou todo o piso de madeira com o skate aos 13. Tudo aquilo fazia falta na mansão gigantesca e solitária. Ela pensou novamente no pedido de Finn e no fato de não ter contado para Kurt. Sabia, mais do que ninguém, que ele interpretaria como uma tentativa de recuperar o que foi perdido no casamento. E era verdade. Rachel sabia disso também, mas realmente queria um filho. Ver Max e Maggie sempre potencializava o seu desejo. Sentia falta de ser mãe de uma criança.
Ela tentou esquecer isso momentaneamente, usando as horas seguintes para responder todos os e-mails acumulados que recebeu de Ellie e atualizando a sua agenda pessoal. Aquilo demorou mais do que gostaria, mas conseguiu espantar as suas incertezas.
Estava terminando de acertar todos os detalhes dos jantares e coquetéis que teria de comparecer depois da sua viagem quando viu o mordomo abrir a porta corrediça de vidro e caminhar até a sua mesa.
— Quinn Fabray está aqui, Sra. Berry.
— Obrigada, Lucien. Eu já estou indo. — Rachel fechou o laptop e o entregou após se levantar.
Quinn estava sentada no sofá da sala de estar e observava o cômodo desmedidamente grande e milimetricamente decorado. O lustre de cristal, a televisão que mais parecia um outdoor, o vidro que rasgava uma das paredes dando a visão da quadra de tênis no fundo do jardim, o piano de cauda e os prêmios Tony enfileirados em cima do consolo da lareira elétrica. Ela pensou o que os cidadãos de Lima diriam se vissem aquela mansão. Eles sempre comentaram sobre o tamanho da casa dos Fabray, embora não fosse nem metade de tudo aquilo.
Ela se levantou quando ouviu passos se aproximando, sorrindo para Rachel e sendo retribuída.
Elas se abraçaram por um longo tempo. Rachel descansou a cabeça no ombro de Quinn, deixando o pescoço à mostra graças aos cabelos presos. Quinn aproveitou para aproximar o nariz e aspirar o cheiro suave do hidratante que ainda marcava a pele dela.
— Por que não foi até a piscina? Eu disse a todos que você pode ter livre acesso aqui. — Rachel perguntou após se separarem.
— Eu não sabia se podia.
— Você está brincando comigo? Achei que fôssemos amigas, Quinn.
— Nós somos, é que... eu nunca vim aqui antes, com exceção do aniversário do Adam. — Quinn tentou se explicar.
— Você me disse nas mensagens que trocamos que eu sempre seria a sua antiga vizinha, independentemente de qualquer coisa, mas você sempre parece um pouco apreensiva quando está ao meu lado.
— Não é isso. Eu estava senso sincera, mas é um pouco difícil quando parei para pensar em toda a fama que rodeia você e no quanto tudo isso parece valioso.
— São coisas materiais, Quinn. Nada disso aqui importa realmente.
— Eu sei, me desculpe. — Quinn se encolheu.
Rachel assentiu. Entendia o receio de Quinn. Os amigos da escola de Adam também se sentiam intimidados quando visitavam a mansão anos atrás, e ela não entendeu até ele explicar que ninguém nunca sabia, de fato, se ela era amigável no dia a dia. Ter uma fortuna não os deixava apreensivos, mas sim a extensão da sua fama.
— Tudo bem. Eu não estou brava. Eu sei que você precisa se acostumar com isso. Me desculpe por fazê-la se sentir assim.
— Você não deve se desculpar por nada, Rachel. Eu vou me acostumar. Pode ficar tranquila.
Rachel sorriu.
— Você trouxe o endereço das suas colegas?
Quinn assentiu.
— Estão na minha bolsa. Os vinis delas também.
— Então eu vou autografá-los, mas só depois de almoçarmos e passarmos o resto desse dia juntas.
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