A Luz dos Teus Olhos
24 Capítulo 24 - As flores renascem...
Notas iniciais
Rachel gemeu quando Quinn se acomodou sobre o seu corpo, quando os seios se atritaram devagar e quando sentiu a sua vagina se esticar para receber o pênis dela até a base.
Suas coxas a enlaçaram pelo quadril, aprofundando a penetração. Suas unhas arranhavam as costas levemente suadas. Não tinham pressa. Não naquele momento. O beijo desesperado que trocaram ao se encontrarem na sala de estar foi trocado por preliminares mais lentas e cadenciadas. Depois de ter gozado na boca de Quinn, Rachel já estava pronta para outro orgasmo.
Quinn apoiou uma das mãos ao lado da cabeça de Rachel. A outra passeou pela lateral do corpo dela até chegar na mandíbula, traçando o polegar no osso saliente e nos lábios grossos e entreabertos enquanto continuava se movimentando. Rachel gemia. Quinn amava o som que ela fazia sempre que retirava o seu pênis completamente apenas para deslizá-lo vagarosamente de novo. Amava os cabelos longos espalhados nos travesseiros como um véu. Amava ver os olhos escuros sendo um retrato fiel dos seus. Amava como ela não escondia o que sentia.
Elas sorriam. Quinn beijou os lábios de Rachel e desceu para o pescoço, mas soltou uma risada quando as mãos dela apertaram a sua bunda.
— O quê? Eu gosto da sua bunda. — Rachel deixou um tapa suave no local.
— E eu te amo.
Rachel a puxou para outro beijo.
— Eu te amo.
Quinn suspirou ao sentir a carícia amorosa no seu rosto. Ela não conseguia parar de sentir o coração se dissolver por vê-la tão sincera e apaixonada, tampouco conseguia parar de beijá-la. Elas estavam tão perdidas uma na outra que se assustaram quando Frannie bateu na porta.
— Está na hora do café da manhã, Quinn!
Quinn resmungou.
— Eu estou com uma visita, Fran!
— Quem está aí? É a Rachel?! Rachel Berry está aqui?! Oh, meu Deus!
Rachel riu, mas se sentiu frustrada quando Quinn parou de se movimentar.
— Eu acho que preciso ir até lá, ou então ela não vai parar de falar. Eu já volto. — Quinn a deu um selinho e se levantou.
Rachel quase gemeu em desgosto. Estavam em uma posição íntima, morna e deliciosa, e agora o quarto parecia frio de novo.
— Você vai assim? — Rachel sinalizou o quadril de Quinn com os olhos e apertou as coxas para tentar aliviar o desconforto por estar tão sensível e excitada.
— Eu... não. — Quinn vestiu uma calça de moletom, folgada o suficiente para esconder parte da ereção, mas não para ocultá-la inteiramente. A camiseta longa, no entanto, ajudou a disfarçá-la.
— Eu vou ficar aqui esperando por você. — Rachel se virou de bruços propositalmente.
Quinn quase cogitou retirar todas as suas roupas e voltar para a cama, mas sabia que se Frannie não deixasse o apartamento vazio, elas não teriam a privacidade que queriam. Contudo, seu pênis, contrariando o momento, adotou uma dureza que não queria enquanto não estivessem completamente sozinhas.
— Droga, Rachel. — Quinn praguejou, saindo do quarto rapidamente e ouvindo a risada dela.
Ela varreu os olhos pela de estar e caminhou cautelosamente.
— Fran?
— Rachel Berry está aqui? — Frannie passou pela entrada que dividia a sala de estar da cozinha, mas franziu o cenho ao ver Quinn tentando esconder algo abaixo da virilha. — O que... oh! Vocês estavam... tudo bem, eu entendi. — Abriu um sorriso. — Eu vou levar a Cassie para tomar café perto da clínica.
— Desculpe. Eu não queria incomodá-las. — Quinn crispou os lábios.
— Não precisa se preocupar. Esse apartamento também é seu. Se divirta. — Frannie pegou a bolsa. — E se precisar de camisinhas, bom... eu não preciso delas, então não as tenho, mas há sempre uma farmácia aberta.
— Tudo bem. Não é necessário.
— Vocês... Lucy! — Frannie a repreendeu. — Você só tem 20 anos. Eu não quero um sobrinho agora.
— E você não terá. Nós sabemos nos cuidar. — Quinn assegurou. Ela sabia que Rachel tomava anticoncepcionais desde que transaram pela primeira vez. Aquilo a fez ficar aliviada. Não queria deixá-la em uma situação desconfortável, muito menos desrespeitá-la.
— Eu espero que sim e estou indo agora. — Frannie se despediu e saiu do apartamento.
Quinn respirou audivelmente. Suas bochechas ainda ardiam pelo constrangimento. Mas então a imagem de Rachel assolou a sua cabeça, fazendo-a voltar para o quarto correndo. Ela sorriu e arqueou as sobrancelhas ao observá-la sentada sobre a sua escrivaninha folheando alguns diários da sua adolescência e murmurando palavras inaudíveis. Seus pés balançavam distraidamente, como se não estivesse completamente nua.
— O que está fazendo? — Quinn se despiu e se aproximou dela.
— Eu estava esperando por você quando vi esses cadernos que eu descobri serem diários de uma Quinn de 13 anos. — Rachel a encarou e a puxou para ficar entre as suas pernas após largar o diário ao seu lado. — Você tinha uma pequena fascinação por essa Eleanor. Eu deveria me preocupar com isso?
— Claro que não. — Quinn sorriu e a segurou pelas coxas. — Ela foi embora para a Alemanha antes mesmo que pudesse me notar.
— É uma pena, ou então eu poderia estar sem você agora. — Rachel sugou o ponto de pulso de Quinn, raspando os dentes na pele abaixo da orelha.
— Eu... — Quinn umedeceu os lábios, gemendo quando Rachel segurou o seu pênis e começou a estimulá-lo lentamente. — Eu mudaria a rotação da Terra se fosse preciso para nunca ficar sem você. Uma paixão aos 13 anos não é nada.
Rachel sorriu e a beijou. Quinn era extremamente encantadora o tempo todo. Quanto mais achava que estava no limite, mais ela a deixava apaixonada. Nunca conseguia respondê-la à altura, então a beijava. Sua boca brincava com a dela. Entre os intervalos em que se separavam, Rachel gemeu quando massageou as suas dobras com a cabeça do pênis e o levou até a própria entrada, deixando para Quinn o trabalho de introduzi-lo pela segunda vez.
Quinn soltou um suspiro forte e quebrou o beijo, se curvando e segurando nas bordas da escrivaninha para se impulsionar. Rachel jogou todos os objetos no chão e se inclinou, prendendo as pernas ao redor do quadril dela. Seu corpo começou a acompanhar o ritmo constante. Seus seios saltavam. Suas costas encontraram a madeira de mogno. Seus gemidos se misturavam com os de Quinn e preenchiam cada espaço do quarto.
Quinn caiu sobre Rachel. As pontas dos seus dedos estavam brancas por segurar as bordas da escrivaninha com força. Seus cabelos grudavam nos seus ombros e na sua testa. Os braços de Rachel continuavam aferroados ao seu pescoço. O móvel tremia à medida em que o seu pênis fazia e refazia o mesmo percurso sem parar, se chocando na parede. Ela afundou o rosto no pescoço de Rachel, que apertava os olhos e alternava entre inundar os seus ouvidos com gemidos e chamá-la, beijando e provando a pele salgada. Ela estava tão quente e tão molhada que Quinn achou que quase perfuraria a madeira grossa.
Rachel fitou o teto. Sua cabeça estava na borda da escrivaninha. Os cabelos caindo pelos lados. Ela abriu a boca para reclamar quando Quinn desgrudou o torso do seu, mas gemeu mais alto ao sentir a boca dela nos seus seios. Suas mãos se infiltraram no emaranhado de cabelos loiros caindo sobre a sua clavícula. Ela nem mesmo sentia a dureza do material contra a sua coluna. Durante anos, a sua vida sexual foi rotineira e — admitia — quase monótona. Rachel aceitou a ideia de que talvez não adorasse transar tanto quanto algumas pessoas. Para ela, havia coisas melhor do que isso. E havia. Mas, com Quinn, ela descobriu áreas do próprio corpo que poderiam fazê-la gozar em poucos minutos. Seu interior se incendiava assustadoramente depressa. Rachel queria fazer sexo com Quinn em qualquer lugar, contanto que pudesse sentir a boca e o pênis dela levarem-na para outro plano espiritual.
O nome de Quinn saiu com mais ímpeto ao lado de um grito contido quando Rachel sentiu os dedos dela trabalharem habilidosamente no seu clitóris inchado. A língua ainda brincava nos seus mamilos, e os testículos ainda batiam entre as suas nádegas. Seu estômago apertou. Estava perto demais. Sabia que ela também estava. Podia sentir o pênis latejar enterrado na sua vagina.
— Isso! Quinn! — Ela se contorceu sofregamente sobre a escrivaninha e segurou a parte de trás do pescoço de Quinn para puxá-la para um beijo. Seus lábios inchavam. Quinn trocou as estocadas rápidas por golpes torturantemente lentos. Rachel podia sentir cada centímetro invadindo-a. Ao contrário disso, os dedos dela continuavam ágeis no seu clitóris.
Rachel choramingou e abriu a boca, arqueando o corpo e empurrando a cabeça de Quinn no próprio pescoço enquanto gozava sobre o pênis dela. Seus gemidos ficaram mais finos por alguns segundos. Seus olhos dilatados fechados esperando os espasmos diminuírem, mas ainda assim aumentando o seu prazer, principalmente quando as unhas curtas de Quinn cravaram na sua coxa e a sua vagina foi preenchida por grandes quantidades de sêmen.
Quinn não se moveu mais. Estava cansada. Seus músculos mais dormentes e amolecidos. Ela sorriu e fitou Rachel, que também sorria de satisfação. A testa brilhava pelo suor.
Rachel afagou os cabelos de Quinn quando ela deitou a cabeça sobre o seu peito.
— Nós precisamos ir para a cama.
Rachel concordou, mas não se mexeu. Elas permaneceram na mesma posição por alguns minutos. As respirações se normalizando. Quinn conseguiu sentir o coração de Rachel voltar a bater compassadamente e ficou ereta. Rachel gemeu baixo ao sentir ela tirar o pênis agora flácido da sua vagina.
Quinn sorriu, observando Rachel relaxada e deitada sobre a sua escrivaninha. Por um instante, queria dar uma de Courbet e pintá-la em um quadro para ver o corpo curvilineamente atraente retratado naquele lugar incomum.
— O que está olhando? — Rachel a fitou com um ar risonho.
— Você. Você está nua e deitada em cima da escrivaninha que eu comprei aos 15 anos. Se alguém me contasse isso há mais de quatro meses, eu o chamaria de maluco.
Rachel sorriu.
— Você achou que eu não gostaria de transar em outro lugar?
— Eu não achei que transaria com você. Em nenhum lugar.
— Você precisa parar de achar que sou demais para você.
— E você é. — Quinn voltou a ficar sobre ela.
— Você nunca faz ideia de como é gostosa. De como é maravilhosa. — Rachel segurou o rosto de Quinn com as duas mãos. — A minha calcinha fica molhada só por eu olhar para você. Eu vou provar isso. — Sussurrou.
Quinn a beijou. Ela não conseguia parar de ver Rachel como uma imagem quase celestial, mas estava tentando. Em contrapartida, sempre que ela a elogiava a sua confiança crescia um pouco mais.
Rachel sorriu. Quinn a deu um selinho e se levantou de novo, surpreendendo-a quando passou o braço atrás das suas pernas e a pegou no colo para levá-la até a cama.
— Hummm... se não foi a sua intenção me deixar excitada com isso, você falhou. — Rachel apoiou metade do corpo sobre o dela.
Quinn soltou uma risada.
— Eu posso fazer de novo.
— Eu adoraria. — Rachel a beijou no queixo.
Quinn pegou uma mecha dos cabelos de Rachel e a colocou atrás da orelha dela.
— Mas agora você precisa dormir.
— Eu dormi no avião.
— Mas não foi o bastante. Você está cansada.
— Como você sabe?
— Seus olhos estão piscando mais devagar.
Rachel sorriu e deixou a cabeça sobre o ombro de Quinn. Ela tinha razão. Estava exausta. Depois do que fizeram, o seu sono aumentou consideravelmente.
— Eu te amo.
— Eu também te amo.
Quinn as cobriu com a coberta. Agora sentia que podia dormir bem como não dormia há dias. Elas mal perceberam quando adormeceram. Rachel acordou primeiro. O quarto estava escuro. O relógio digital da mesa de cabeceira marcava a hora do jantar. Quinn continuava dormindo com o braço repousado na sua cintura. O rosto virado para o lado. Estava mais confortável ali do que estivera em grande parte da sua vida. Rachel não queria pensar na entrevista que teria de conceder à revista no dia seguinte, nem nos comentários que ainda estavam fazendo e nem no seu divórcio. Tudo o que queria era se perder nos pensamentos que envolviam a sua relação recente. Ela sorriu e plantou um beijo delicado na bochecha de Quinn.
Quinn era como a sua esperança. Sua doce e bela esperança. A realidade derrubando as defesas que achou ter e fazendo-a enxergar que o seu casamento era esgotante a assombrou por longos e agonizantes meses. Tinha medo de ser uma mulher abastada, porém sem amor. Que a sua fama estrondosa também fosse o corte afiado do fim da sua família. Ela tentou mudar o rumo da sua apatia dominando-a exponencialmente para se convencer de que não chegara aos 40 anos partida ao meio. Mas chegara.
Enquanto desenhava círculos imaginários no peito de Quinn, Rachel suspirou. Seus amigos e professores a chamavam de sonhadora desde a sua infância. A garota sonhadora de Ohio, criada por dois pais fãs de musicais e que acreditavam que ela seria maior do que os quarenta e um teatros da Broadway. Rachel pegou o sonho deles nas mãos e o misturou ao seu. Não se importava em ser taxada de sonhadora. Isso a empurrava com mais vigor para o que queria conquistar. Isso a fez não desistir de NYADA quando Adam nasceu. Mas seus anos na faculdade não foram fáceis. Com provas práticas, apresentações de final de semestre e aulas complexas, Rachel precisava se dividir entre estudar, praticar e ficar com Adam. Não tinha dinheiro para uma babá, e NYADA não a auxiliava muito. Finn treinava o dia inteiro. As coisas atingiram um impacto desastroso quando discutiu com a sua professora de dança, que reforçou com deboche que não poderia ser uma artista se não parasse de dedicar tanto ao fato de ser mãe. Um ano depois, Rachel entrou na off-Broadway. Oito meses depois, chegou ao Palace. Em menos de quatro anos, a sua fama crescia até se tornar um império indestrutível. Seu casamento era adorado. Os fotógrafos gritavam o nome do casal. Os fãs eram atenciosos. Então Finn a traiu. Rachel achou que jamais conseguiria tocá-lo de novo, mas conseguiu. Pensou que nada mais acabaria com o seu casamento, mas acabou. Não a traição, mas a sua falta de amor, andando com a falta de amor de Finn. Os dias eram robóticos. Acordar, se arrumar, cumprimentá-lo na mesa do café da manhã e na hora de dormir. Nada de ligações, mensagens ou surpresas. Nada de jantares. Nada de risos. Nada mais do que tinham antes de todo aquele dinheiro. Mal se abraçavam fora de uma discussão ou das câmeras. Rachel deixava que ele a tocasse, retribuía os beijos, abria as pernas e recitava os roteiros das suas peças mentalmente. A corda da relação se partia inevitavelmente. Mas Finn não entendia nada disso. Ou aparentava não entender. Ele a queria pelas vantagens que o casamento estruturado e duradouro causava na própria vida. Não por amor.
Mas ao olhar para Quinn, Rachel sentia como se tudo houvesse ganhado luz outra vez. Como se as flores tivessem renascido e as nuvens pesadas desaparecido. Ela não se lembrava de sentir isso por Finn quando se apaixonaram. As pessoas sempre dizem que o primeiro amor é o mais intenso e irrefreável, capaz de tirar todo o seu fôlego. Com Rachel era o contrário. Ou talvez nunca tenha amado Finn o suficiente como estava amando Quinn. Os argumentos que trocou sobre amor não ser um salto no escuro escorriam em forma de arrependimento agora. A estabilidade que admirava ter com Finn era somente um pedregulho perto da montanha que estava vivendo com Quinn. A sensação de saltar sem paraquedas ainda era apavorante. Rachel ainda lamentava não terem a mesma idade e não estarem casadas e com filhos, mas tudo bem. O importante era tê-la.
— Você está me olhando há quase dez minutos. — Quinn falou ainda de olhos fechados, tirando Rachel da enxurrada de pensamentos. — Eu estou tão feia assim?
— Eu estava pensando justamente o contrário. Você é a mulher mais linda que eu já vi.
— Isso é porque você não se viu como eu a vejo. — Quinn levou uma das mãos para segurar o rosto de Rachel, sorrindo quando ela a beijou. — Que horas são?
— Quase sete da noite. — Rachel se remexeu e se sentou sobre o quadril de Quinn.
— Isso é o que eu estou pensando? — Quinn apoiou as mãos na cintura dela.
— Talvez. — Rachel sorriu. — Talvez nós façamos uma rodada número dois depois do meu pedido.
— Pedido?
— Sim, um pedido. — Elas trocaram um beijo rápido antes de Rachel saltar para fora da cama e vestir a calcinha e uma das camisetas de Quinn. — Eu queria fazer algo romântico, porque você merece, mas eu não iria aguentar esperar. Prometo que vou compensá-la depois.
Quinn franziu o cenho enquanto se vestia, observando-a pegar uma caixa de veludo retangular da bolsa e voltar até a cama.
— Rach, o que...
Rachel se sentou de frente para Quinn e a segurou pela mão.
— Eu nunca propus algo assim, até porque só tive um namorado, e não fiz um discurso ou memorizei as palavras. Eu só quero falar o que vem na minha cabeça. E o que vem na minha cabeça é a necessidade de ser grata por ter conhecido você, Quinn, e mais grata ainda por você ter se apaixonado por mim. — Fez uma pausa. — Eu planejei toda a minha vida, mas nunca achei que seria feliz por ter os meus planos arruinados. Que sair da minha organização previsível iria ser a melhor coisa que eu poderia fazer. Nós nos reencontramos sem nenhum pretexto, nos tornamos amigas em pouco tempo e quando eu me dei conta, não conseguia parar de pensar em você. Agora eu penso em dormir com você e acordar com você todos os dias. Eu ainda tenho medo. Eu estou com medo. O que eu sinto cresce desproporcionalmente o tempo inteiro. Às vezes, eu acho que não há como aumentar mais, mas há. Sempre há. Eu amo você. Nada estava programado. Nos encontramos agora, com vidas diferentes. Mas quando eu olho para você, eu sinto como se pudesse fazer isso funcionar para sempre e sei que você sente isso também. Essa é a nossa maior semelhança. Essa é a única semelhança que importa. — Ela largou a mão de Quinn para abrir a caixa. Seus dedos tremiam um pouco pelo nervosismo, e o choro ameaçava rasgar a sua garganta. — Então, Quinn Fabray, você quer namorar comigo?
Quinn chorava silenciosamente. Seu rosto estava vermelho, e os lábios tremiam. Ela fitou os dois colares com o formato das pétalas de áster adornados por pequenas pedras arroxeadas.
— Eu já tinha repassado essa ideia para a joalheria desenhar. Ontem, depois de conversamos no telefone, eu pedi para Ellie tentar agilizar isso. Eu não esperava vir para cá, mas ficou pronto a tempo. As pedras são taaffeite. Eu queria que fossem da mesma cor e queria que fosse um anel, mas todos desconfiariam. Um colar é mais fácil de esconder quando sairmos publicamente.
Quinn não disse nada. Ela encarava a caixa nas mãos de Rachel com adoração e sem acreditar. Sem acreditar nisso tudo. Além de ela ter ido encontrá-la para amenizar as suas inseguranças, fizera o pedido que pretendia fazer.
— Eu sei que ainda sou casada, mas já estou resolvendo isso, então você pode me responder? Eu sinto que vou desmaiar a qualquer momento.
— Você... você não está me pedindo em namoro só porque eu estava insegura, não é?
— Não, claro que não. Eu queria isso, Quinn. Queria muito. Eu só achei que você quisesse esperar o meu divórcio sair primeiro.
Quinn abriu um sorriso emocionado e chegou mais perto de Rachel, raspando o seu nariz no dela. As lágrimas escorriam pelo seu queixo e caíam no seu colo.
— É óbvio que eu aceito, Rachel. — Quinn a beijou.
Rachel sorriu durante o beijo, distribuindo selinhos nos lábios de Quinn. Elas se separaram e passaram os colares nos pescoços uma da outra. Quinn segurou o pingente e o olhou minuciosamente.
— É a nossa flor. — Rachel disse, abraçando-a pelo pescoço.
— E nós somos namoradas.
— Somos namoradas.
Quinn a agarrou pela cintura e a deitou na cama. Ambas riram e se abraçaram, se esquecendo da hora do jantar e do mundo lá fora.
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