A Love In The Old West

20 Lembranças de Tasha


Notas iniciais
Olá garotas como vocês estão? Espero que bem... Antes de ir para a história eu qureria divulgar a minha mais nova fic http://fanfiction.com.br/historia/545671/Besid_You_Forever/ espero que vocês espiem ela e comente o que acharam. E para quem já leu, eu só queria avisar que o primeiro capítulo foi editado... Boa leitura!!!!

–Passa o natal comigo! Eu vou ficar sozinha, minha família não ira vir esse ano. –Pedi com cara de cachorrinho sem dono. – Por favor, Dimka!

– Não posso deixar a minha família Tasha, mas se você quiser você pode ir passar o natal na minha casa. As Belikovas não iram se incomodar.

– Sendo assim o único jeito de passar o natal com você, então eu aceito.

– ótimo você pode chegar às oito horas na noite. Vou ficar te esperando. Até mais.

– Até amanha Dimka. – Me despedi dele dando um beijo em sua bochecha e fiquei observando-o partir daquele saloon.

Pra falar bem a verdade, eu não estava a fim de passar a noite toda com a família de Dimitri, principalmente com aquela velha louca que ele chama de vó. Infelizmente, eu teria que conseguir a confiança da sua família pra eu poder ter um bom relacionamento com ele. Comprei um presente qualquer para as Belikovas e um especial para o meu Dimka. No dia seguinte no horário marcado eu cheguei à residência. A mãe do Dimitri e suas irmãs foram simpáticas comigo, ao contrario de sua vó que não fez questão de esconder que a minha presença não era bem vinda ali.

Na hora da troca de presente, Yeva entregou ao seu neto uma caixinha de veludo vermelha, onde continha um lindo anel de diamantes.

– Tome meu neto. Seu avô deu ele pra mim quando me pediu em casamento, e agora eu estou dando a você para que entregue a mulher que conquistar o seu coração. Eu tenho certeza que na hora certa você vai saber pra quem entregar.

– Obrigado vó. – ele agradeceu e olhou para mim dando um meu sorriso. Logo imaginei em como aquele anel ficaria lindo no meu dedo, provavelmente ele tinha um grande valor em dinheiro. Seria questão de tempo para que o Dimitri me pedisse em casamento. Eu via o modo como ele olhava pra mim, como ele se divertia e parecia estar leve na minha presença. Eu era a companheira ideal pra ele.

Após a comemoração, Dimitri me levou pra minha casa.

– Não quer entrar Dimka? Eu tenho uma garrafa de vodka russa, nos podíamos tomar ela e conversar um pouco. O que você acha?

– Eu acho que eu deveria ir embora e...

–Nananão. Você vai entrar e bater um papo comigo sim senhor. – disse puxando ele para dentro da minha casa. Peguei a bebida e dois copos e fui me sentar com ele na sala.

Conversamos sobre a vida e relembramos alguns fatos engraçados do passado. Era tão bom ficar perto daquele homem. Infelizmente o tempo passava rápido de mais quando eu estava perto dele, que eu nem tinha percebido que já estávamos conversando e bebendo a quase quatro horas consecutivas. Como se ele tivesse lido o meu pensamento, Dimitri olhou para o relógio que eu tinha pendurado na parede da sala e percebeu que já estava tarde e colocou o seu copo na mesinha de centro já se levantando para ir embora.

– A noite foi muito agradável, mas eu acho melhor eu ir embora agora.

Levantei também para tentar impedir que ele fosse embora, inventando uma desculpa qualquer.

– Eu não vou deixar você ir embora há essa hora. Ta muito frio lá fora; passa a noite aqui na minha casa e amanhã você vai embora. – cheguei mais perto dele e coloquei uma mão em seu peito e com a outra eu comecei a fazer carinho no seu rosto. – Eu me preocupo com você Dimka. – e beijei-o.

O beijo começou tímido, mas logo começou a ficar quente. Dimitri me empurrou para o sofá ficando por cima de mim e começou a desamarrar o meu espartilho. Seus lábios eram ferozes, mergulhados em puro desejo; ajudei a tirar a suas roupas e quando ele já estava quase me penetrando a campainha começou a tocar. Só podia ser uma brincadeira de mau gosto. Quem iria me incomodar a essa hora? Resolvi ignorar e continuar o que eu estava fazendo. Porém, a campainha não parava de tocar, pelo contrario, tocava cada vez mais. Dimitri parou o que estava fazendo e saiu

de cima de mim; eu queria protestar, falar para ele voltar e começar de uma vez por todas a me penetrar.

– É melhor você ir atender a porta, pode ser alguma coisa importante. — ele disse colocando a suas roupas. Discutir com ele não seria uma boa ideia, então comecei a me vestir rapidamente e fui atender a porta.

Ao abrir a razão do meu tormento, me deparo com a irmã mais velha do Dimitri. A mesma falou que sua avó não estava passando bem, e que estava chamando pelo seu neto. Dimitri foi embora que nem um foguete falando que depois voltava para conversar. Eu não duvidada que aquela velha estivesse encenando para que viessem buscar o neto, uma vez que ela sabia que ele estava comigo, e ela não gostava nadinha de mim, mas eu não me importava, eu também não gostava daquela velha gaga.

Frustrada e excitada, eu fui até a casa de um amigo para fazer uma “visitinha” para que ele pudesse terminar o que uma certa pessoa não havia terminado.

Depois daquele natal, Dimitri havia me dito que o que aconteceu naquela noite foi errado e que não deveria ter acontecido e que ele só me vê como uma grande amiga. Disse também que só havia deixado rolar porque ele tinha bebido muito, mas que não iria mais acontecer algo igual do ultimo encontro.

Isso é o que ele pensava, porque ele é um homem agora que sente desejos, e eu sou uma mulher vivida, sei de que um homem gosta na hora H da coisa. Era questão de tempo para ele vir me procurar, e enquanto isso, eu vou me divertindo com outros e vou tentando seduzir ele. Depois que nós casarmos, eu serei só dele.

Dias se passaram e o Dimitri não veio mais me procurar. Amanhã eu iria para a França visitar uma amiga e depois quando eu retornasse para a Rússia eu iria procurar o meu Dimka. Ele simplesmente não poderia ter esquecido de mim tão facilmente.

Paris era uma cidade fabulosa, as pessoas eram simpáticas (principalmente os homens), a culinária era uma das melhores que eu já havia experimentado. A única coisa que eu não imaginava era que durante

a minha estadia nesta cidade esplêndida eu iria encontrar um velho conhecido para quem eu estava devendo por conta de alguns “favores” que ele havia me feito há alguns anos, e que eu não tinha pagado por falta de dinheiro.

–Tasha querida, quanto tempo, você continua bela como sempre. Sabe, esses dias eu estava me lembrando de um certo serviço sujo que fiz para você há alguns anos, e eu também me lembrei que você ainda não me pagou por ele. Estava pensando em lhe fazer uma visita pra você na Rússia, mas vejo que não vou precisar ir até lá, já que você está aqui. – era só que me faltava, depois de anos esse traste não se esqueceu de mim, eu mesma já tinha me esquecido que ele existia e do que ele havia feito pra mim, o jeito era mentir e tentar me livrar dele.

– É bom revelo Jeff, mas não precisa se preocupar com isso, eu não me esqueci de você, e assim que eu puder eu vou lhe pagar...

– Aé! Quando? No dia de São Nunca? Faça-me o favor Natasha, pelo que eu saiba você está falida, depois que seus pais morreram, ou melhor, depois que seus pais foram assassinados, e o restante da sua família se mudaram para Santa Fé, você não tem mais de onde tirar dinheiro, você não tem mais de quem sugar. – eu tinha que me livrar o quanto antes do Jeff, de uma coisa ele realmente estava certo, eu não tinha dinheiro suficiente para pagar a minha dívida com ele, mas eu não iria confirmar isso, então eu tentei enrolar ele por mais algum tempo.

– Eu já te disse que vou lhe entregar esse dinheiro. Só peço pra você esperar mais um pouquinho. Em breve eu irei me casar com um russo de boa família, se é que você me entende, e depois te pago. – Ele me olhou sério e do nada começou a dar gargalhadas. Quando o mesmo se acalmou começou a falar:

– Desculpe por isso, é que às vezes você é engraçada... Você, casar? E por um acaso o noivo já sabe disso? Por que...

– Sim eu vou me casar, e não vejo graça nenhuma nisso. Tenho certeza de que quando eu voltar para a Rússia ele irá me pedir em casamento. – Falei

imaginando o meu Dimka de joelhos na minha frente me oferecendo um lindo anel de noivado. Até que o traste do Jeff me tirou dos meus sonhos.

– Não, ele não vai – ele disse sério dessa vez.

– E por que ele não irá me pedir em casamento, poço saber? – o desafiei a me responder

– Simples, porque você não irá volta para lá, irá ficar aqui em Paris e trabalhar para mim.

–como? – perguntei pasma, ele só poderia estar brincando comigo.

– É exatamente isso que você acabou de ouvir. Você ira trabalhar pra mim como minha cortesã junto com as outras. – nesse momento eu já perdi a minha paciência e comecei a gritar com ele em desespero, como ele podia fazer uma coisa daquelas comigo.

– Não vou mesmo, você não pode me obrigara fazer uma coisa dessas.

–Oh minha querida, é claro que eu posso. Ou você já se esqueceu de que eu sei que foi você quem matou seus pais para ficar com toda a grana deles. Você só não esperava que eles já tivessem feito um testamento onde eles deixavam todos os bens em poder da sua irmã. – Como ele sabia disso! Ninguém sabe que meus pais me deixaram com uma mão na frente e outra atrás, me deixando sem nada, dando tudo pra imprestável da minha irmã e do fedelho do seu filho. – O xerife que cuidou do caso iria adorar sabem quem é o verdadeiro culpado pela morte do Senhor e da Senhora Ozera, e depois que eu te entregasse para as autoridades eu poderia ficar com uma boa recompensa...

–Você não faria isso. Você não tem como provar que fui eu que os envenenei. – falei entrando em desespero, eu não podia ver o sol nascendo quadrado pelo resto da minha vida.

– Claro que eu tenho Tasha, afinal fui eu quem te deu o veneno, eu tenho meus contatos, e você poderia ir presa agora mesmo se eu quisesse. Mas você tem razão, eu não vou te entregar, não seria ventagioso eu pegar a recompensa, sendo que você ira fazer dinheiro pra mim diariamente.

Porém, se você for uma garota má, eu te entrego pro xerife sem pensar duas vezes.

Eu não estava acreditando que ele estava me chantageando. Mas o que eu poderia fazer, ou eu trabalhava pra ele e ninguém saberia que eu matei meus pais por dinheiro, ou eu iria pra cadeia e ficaria a minha vida toda atrás de uma grade. Então escolhi a melhor alternativa naquela hora, comecei a trabalhar pro Jeff em Paris.

No começo era meio repugnante, afinal eu tinha que atender todo o tipo de público, jovem, velho, e tá mesmo algumas mulheres. Mas com o tempoeu fui-me acostumendo com isso e acabei por gostar do trabalho e com o meu desempenho eu consegui ganhar uma boa grana como cortesã.

Ao longo dos anos eu comecei a trabalhar por conta própria e formei o meu próprio negócio com minhas meninas. Abri um bordel chamado Maison de poupées, e fiquei conhecida como Moulin Rouge (diamante cintilante), líder das cortesãs.

Certa vez eu fui pra Rússia para ver o Dimitri, e me disseram que ele havia se mudado para Santa Fé. De começo eu tinha ficado decepcionada por não vê-lo, mas me lembrei de que eu tinha o meu sobrinho que morava nessa mesma cidade. Resolvi me mudar para lá com a desculpa que depois que os pais dele morreram ele estava sozinho, e com isso eu poderia ficar perto do meu Dimka e em fim conseguir o que eu sempre quis. Comprei um terreno naquela cidade e mandei construir uma nova casa pra eu morar provisoriamente e para minhas meninas trabalharem.

Já em Santa Fé, provisoriamente eu fiquei hospedada no hotel porque o Dimka também estava lá, e também porque meu quarto não tinha ficado pronto ainda. E para minha surpresa o Dimitri era o xerife daquela pequena cidade. Agora era só eu continuar com o meu plano de ter ele pra mim.

Eu havia tentado me aproximar dele de todas as formas possíveis. Tentei convida-lo para beber alguma coisa e conversar, tentei me fazer de “mocinha assustada” após o assalto ao saloon, fui até o seu quarto no

hotel, tentei me insinuar para ele, e nada aconteceu; ele só me ignorava. Dimitri não parecia o homem que eu conheci há alguns anos. Ele estava diferente, parecia até mais feliz. No começo eu achei que fosse por minha chegada à Santa Fé, mas depois, pra ser mais exata na noite do jantar de aniversario de Rosemari, eu descobri o verdadeiro motivo da sua mudança. Quando ele entregou aquele anel — que sua avó havia lhe dado- para aquela mocreia ladra de homem, o meu sangue esquentou e naquela hora eu decidi fazer de tudo para acabar com aquela mulher desprezível.

Após o jantar eu tentei convencer o Dimka que aquela historia de casamento era uma loucura, e que ele estava enganado em relação a seus sentimentos a Rosemari, mas ele não quis me ouvir e ainda por cima teve aquela fedelha me jogando para fora pelos cabelos como se eu fosse um animal. Se ela pensa que eu iria deixar aquilo barato, ela estava muito enganada. Eu iria me vingar dela a qualquer custo.

Sai daquela casa e fui ao saloon. Não demorou muito até que um cara pagasse uma bebida pra mim e me convidasse para acompanha-lo a um lugar mais reservado. Eu tinha a impressão que eu conhecia aquele homem de algum lugar. Depois de algumas horas juntos eu me lembrei de onde eu o conhecia. Aquele era um dos bandidos que tinham assaltado o saloon. Aquela era a oportunidade perfeita para eu começar o meu plano de vingança, e aquele era o homem certo para o trabalho.

Notas finais
Mereço comentários?? Recomendações??? Beijokas