A Love In The Old West
16 Dona do meu coração
Sai correndo daquele saloon. A imagem do Dimitri abraçando aquela mulher era de mais para mim. Então corri o mais rápido que pude em direção a uma casa abandonada que havia ali perto. Mais infelizmente não era rápido o suficiente para Dimitri; em questões de minutos ele estava atrás de mim pedindo para eu parar. Mas eu continuei correndo até entrar na casa. Eu conhecia bem aquele lugar; era ali que eu brincava quando era criança com os meus amigos. Sabia que tinha uma sala que dava para trancar a porta, e fui direto para lá para eu poder despistar o Dimitri. Não demorou muito até que ele descobrisse a onde eu estava e começou a bater na porta
– Roza, abre essa porta, por favor, vamos conversar
– Vai embora, eu não quero conversar com você- eu gritei na esperança que ele fosse embora, mas eu estava enganada, ele não iria desistir tão cedo
– Eu sou vou embora quando você me deixar entrar ai para explicar o que aconteceu lá no saloon em relação à Tasha.
Ah! Então a vadia tem nome. E Dimitri sabe qual é isso significa que ele a conhece. Droga Rose, por que você foi se apaixonar por um cara lindo e gostoso? Todas as mulheres dão em cima dele, inclusive aquela mulher com os peitos quase de fora.
Por um momento eu parei para pensar se eu não estava sendo um pouco infantil de ficar braba com ele, sem primeiro ter ouvido o que ele tinha pra me dizer. Enxuguei as lagrimas que havia no meu rosto e abria a porta.
Dimitri estava encostado na parede do lado de fora esperando, eu não duvidava que ele ficasse a noite toda ali se fosse preciso. Assim que ele me viu, o mesmo veio até mim e tentou me tocar, mas eu me afastei entrando ainda mais no cômodo, e comecei o interrogatório
– Quem era aquela mulher?- falei olhando alem da janela empoeirada
–Tasha, Natasha Ozera ela é uma antiga amiga minha
– Então você a conhece. – falei mais para mim do que para ele. Pelo jeito ele ouviu
– Eu a conheci na Rússia. Faz tempo que eu não a via, nem sabia que ela ria vim a Santa Fé.
– E já que você não a via há muito tempo, decidiu ficar agarrando ela no meio do saloon. – falei ironicamente
– Claro que não. Foi ela quem me abraçou porque ela estava assustada por causa do assalto.
– Eu bem vi como ela estava assustada, se eu não tivesse chegado aposto que você estaria num quarto consolando ela – acusei-o sabendo que aquela acusação era suja e totalmente baixa, mas na hora eu estava com tanta raiva que eu falei a primeira coisa que passou pela minha cabeça, mas eu logo me arrependi de ter dito aquelas palavra quando vi dor passar pelos seus olhos e também vi claramente que aquilo o tirou do serio, porem ele não demonstrou em momento algum. Ele respondeu a provocação com um ar cansado
– Não Rose, eu não estaria. Disso você pode ter certeza. Eu não tenho nada com a Tasha, é ela que tem uma paixão por mim a um bom tempo. Mas eu não a correspondo, por que meu coração já tem uma dona, mas pelo visto, vejo que a dona dele é muito teimosa e não quer acreditar em mim.
Ele falou tudo olhando sempre nos meus olhos, e esperou por uma resposta minha. De repente eu me sentia uma idiota por fazer aquela cena toda e não acreditar nele. Olhando nos seus olhas eu podia ver que ele estava falando serio. Como ele viu que eu não iria falar nada, ele se virou para ir embora. Ele não podia ir. Não antes de eu me desculpar por aquilo tudo.
Fui a sua direção e puxei o seu braço e quando ele se virou, eu lhe dei um beijo onde eu tentei colocar todo o amor que eu sentia por aquele homem.
– Aonde que o senhor pensa que vai? – ele não me respondeu nada, só ficou me olhando. – Me desculpe por aquela cena e por ter sido uma babaca com você. Eu acredito na sua palavra, afinal, você não tem culpa por ser incrivelmente lindo e sexy, e de chamar a atenção de quase metade de Santa Fé e daquele ser estranho. — falei sem me desgrudar dele e o beijei de volta.
– Tudo bem Roza, mas você não precisa se preocupar com isso. Eu só tenho olhos para você, nenhuma dessas mulheres chega aos seus pés... – ele me beijou mais uma vez ante de continuar – e eu posso saber o que a senhorita veio fazer aqui na cidade justamente hoje? É perigoso.
– Eu soube do assalto ao saloon e vim dar um apoio ao Mason e ao Eddie já que eles são meus amigos
– Você não deveria ter vindo, é muito perigoso. Os bandidos podem estar por perto ainda e poderiam sequestrá-la por estar perambulando sozinha por ai.
– Relaxa camarada, eles já devem esta longe daqui. E eu sei me cuidar sozinha.
– Ok senhorita ciumenta; mas agora a gente tem que ir, os donos do saloon devem estar me esperando na delegacia. E você vem comigo porque depois eu vou te levar pra sua casa em segurança.
Fomos andando de mãos dadas até a delegacia ignorando todas as pessoas que ficavam nos encarando ou comentando baixinho a nosso respeito. Assim que entramos na delegacia, Dimitri sussurrou no meu ouvido só para eu escutar
– Amanhã mesmo eu vou até sua casa para pedir a seu pai a sua mão em namoro. Quero fazer tudo como manda a tradição. — ele falou e se afastou de mim indo em direção a sua mesa.
Fiquei parada na porta observando Dimitri tomar os depoimentos do Eddie e do Mason e tentando absorver tudo o que o ele me disse de ir falar com o meu pai. Só esperava que o senhor Abe Mazur espantasse ele ou pior, fizesse elo voar pela janela. Dimitri realmente era um homem corajoso.
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