A Louca Historia de uma Semideusa
11 Ressaca e Consequências
Notas iniciais
Dor, muita dor, isso resume tudo, sinto como se uma manada de pégasus tivessem passado por cima de mim.
Meus olhos ardem por causa da pouca brecha de luz que passa pela fresta da porta e janelas e batem direto neles mesmo estando fechados.
A última lembrança que eu tenho é a de tomar um refrigerante que um maldito filho do Sr. D me dera, desgraçado infeliz, ele que me aguarde, logo logo ele descobrirá se no céu tem pão... Ou melhor, mundo inferior né.
Agora que sei que sou uma semideusa é complicado esse lances de religião, porque até onde eu sabia, tínhamos o céu, inferno, santos e demônios, aí descubro que era uma pobre iludida filha de uma louca com um outro louco deus psicopata, que maravilha!
Minha mente aos poucos está se situalisando, estou deitada de lado em uma cama muito macia com um travesseiro nem tão macio assim, completamente coberta por uma grosso edredon vermelho, mas tem algo estranho... Eu estou abraçada a algo...
Isso fez com que eu abrisse meus olhos imediatamente e se arregalando dando de cara com um rosto coberto pelo edredon deixando para fora apenas o topo da cabeça com esses cabelos loiros/castanhos claro/ruivo dane-se a definição nesse momento todo bagunçado.
Nesse instante o pânico me domina, eu não sei onde estou, não sei como vim parar aqui, eu não me lembro de nada, eu não poderia ter feito essa besteira... Não, não, não poderia. Não consigo conter o grito, solto-o quase imediatamente me sentando na cama largando a pessoa que eu estava abraçada e a derrubando da cama ao acordar com meus berros.
—Ai! — geme a pessoa com uma voz fina. PUTA QUE PARIU EU DORMI COM UMA GAROTA!
Ela se levanta cambaleando meio tonta e tira os cabelos do rosto me revelando quem era ela, Agatha.
PUTA QUE PARIU MAIS UM! EU DORMIR COM UMA GAROTA! A GAROTA DO MEU AMIGO!
— SUA TARADA ABUSADORA DE INDEFESOS! — Grito pra garota me pondo de pé
— Acamequié? — ela me pergunta confusa — não rolou nada não sua louca, só você morta de bêbada, fiz o favor de te levar de volta pro seu chalé e antes que me pergunte porque eu não fui embora eu respondo: você não deixou eu ir, assim q re joguei na sua cama você me chamou de Babão e me abraçou. Tem noção da força que tem garota? — ela explica tudo tão rápido e sem respirar que termina a pergunta sem fôlego.
—Haha, que desculpa linda. — encaro ela rabugenta.
Agatha passa o olhar por todo o chalé que agora vejo que é o 5 e pega uma espada do suporte na parede e volta até mim.
— Olha... — ela tenta entortar a lâmina da espada com as duas mãos e ridiculamente a única coisa que a louca conseguiu foi dois belos cortes na palma de ambas. — agora tente você — ela me estende a espada e eu pego a encarando como se ela fosse completamente maluca, o que não tava sendo mentira.
— Tá bom, como se essa joça vai entortar, isso é bronze....- fico rindo e zoando ela até que faço um pequeno movimento q some ao ver o que aconteceu. — celestial... — completo pasma ao ver q com esse simples movimento consigo entortar a espada. — QUE POHA É ESSA MALUCO? — jogo assustada.
— Agora se me dê licença eu vou me retirar. — diz Agatha satisfeita por estar certa.
Assim que ela caminha até a porta e a abre da de cara com um elemento. John Vitor.
— Agatinha? -- pergunta ele estranhando a presença da garota.
— John-jonh? — ela também estranha.
— O que você tá fazendo aqui? — Os dois perguntam ao mesmo tempo
— Okay, vamo parar com a cena a moda novelinha mexicana? Eu odeio novela mexicana! — esmungo chutando minha cama.
— Calma fera eu vim em paz. — diz John entrando no meu chalé e fechando a porta cumprimentando Agatha como se fossem íntimos.
— Os pombinhos se conhecem? — pergunto bugada.
— Esse inútil e eu somos amigos bem antes de descobrirmos o que somos, claro, ele foi primeiro que eu.
— Aah, maravilha e o que faz aqui John? — encaro o garoto sardento.
— Eu queria ver se já tinha acordado mozinho. — ele sorri sem graça.
— Mozinho? — pergunta Agatha
— Mo o quê? — Pergunto franzino as sobrancelhas.
— Não te falei ontem Agatinha, ela é minha nova namorada. — explica o garoto sorrindo.
— Ela o quê? — se indigna a garota.
— EU O QUÊ? — berro mais indignada ainda.
— Acho que tá passando da hora de levantar não acha? — diz Hank, o Sereia invadindo meu chalé.
— Você viu a Agatha? — pergunta Michelle entrando atrás dele.
— Hank deixa a garota em paz. — diz Ginger vindo logo atrás.
Aquela invasão toda me deixou completamente tonta, era durmir com uma garota, namorado que eu nem sabia que eu tenho, irmã procurando a menina no meu chalé que por mais que ela tenha dormido aqui não tinha nada haver, garoto achando que manda em mim e uma mina correndo atrás do namorado como uma sonsa, eu vou surtar...
— AAAAH SANTO RIFLE! PELAS FARDAS DO IDIOTA DO MEU PAI SUMAM DAQUI!!!! — berro e agarro os primeiros braços que vejo e vou jogando porta a fora — AQUI É O CHALÉ 5 DA GUERRA NÃO A CASA DA MÃE JOANA, PISEM AQUI DE NOVO E EU ARRANCO O FIGADO DE CADA UM E OBRIGO-OS A COMER. — então Bato a porta e escorrego tentando no chão.
Definitivamente, se antes eu sentia dor de cabeça, agora nem cabeça acho que eu tenho mais
— Mais que merda — Bato a cabeça contra a porta.
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