A Louca Historia de uma Semideusa

2 Por Que Essas Bostas Só Acontecem Comigo?


Notas iniciais
prosseguindo...

Acordo com meu despertador quebrado, que maravilha, levanto as pressas, fazendo tudo ao mesmo tempo. Vestindo minhas calças jeans enquanto visto uma regata vermelha, penteando meus longos e lisos cabelos castanhos enquanto escovo os dentes e andando para a cozinha enquanto calço meu único par de all star das solas saindo.

Percebo que minha mãe ainda está dormindo e o nossa minusculo apartamento está uma completa zona, pra variar. Tem roupas e garrafas de cerveja para todo o canto e monstruosas louças sujas na pia.

Moramos somente minha mãe e eu, não tenho pai e minha mão sempre muda de assunto ou grita comigo quando eu pergunto sobre ele. Provavelmente deve ta preso, morto ou ela não sabe quem é... A unica pista que eu tenho é um velho relógio de pulso de algarismos romanos, fundo é preto e tem um holograma legal de fogos de artificio e os ponteiros são de lanças.

Olho para este relógio que uso no braço esquerdo e vejo que esta marcando 7h47min puta merda eu estou muto atrasada, vou perder o ônibus.

Pego minha mochila e saio correndo pra fora do apartamento e percebo pelas goteiras no corredor do predio que vivo que esta chovendo. Maravilha vou ter que sair me molhando.

Pensando nisso, ainda correndo e descendo as escadas tiro minha jaqueta do exercito — na qual ganhei aos 5 anos 10 anos atras — da mochila já vestindo-a.

Em meio ao desespero escorrego em um uma poça d'água por causa da goteira no degrau da escada e tento me manter de pé segurando no corrimão de ferro. Porem, devido ao seu avançado estado de ferrugem, ele sede eu despenco pro lado do terceiro andar rumo ao chão.

Justo no momento em que eu pensava que iria morrer uma coisa acontece, um instinto, algo dentro de mim se explode me dizendo o que fazer e de uma forma tão rapida durante a queda eu dou um mortal e caio de joelhos a estilo Thor.

Não sei explicar o que senti, foi uma mistura de panico, surpresa, adrenalina, empolgação e prazer. Eu ria e ficava incrédula imóvel na mesma posição em que cai, como caralhos eu fiz isso? isso foi loucura!

No entanto eu desperto e percebo que ainda estou atrasada para a escola e levantando-me ligeiro e meio caindo meio de pé saio do pequeno e acabado predio que vivo sendo recebida pelo temporal que cobria Manhattan.

Corri para o ponto de ônibus apenas pra ver a figura amarela do veiculo arrancando para sair e claro que imediatamente parto desesperada correndo e gritando para o motorista parar. Obviamente foi em vão.

— MEEEERRRDAAAA!! — Grito frustrada agarrando meus cabelos encharcados.

Ofegante e pegando muita chuva começo a caminhar pela a calçada praguejando varios palavrões, mas ai reparo no que estou falando, logo entro em choque. Não porque estou xingando, isso é normal para mim, mas sim pela a lingua que estou xingando, EU ESTOU XINGANDO EM OUTRA LINGUA. Cubro minha boca com as mãos e sigo correndo para a escola pegando um talho.

Meus pensamentos estavam muito confusos, não sabia o que estava acontecendo comigo, primeiro eu tenho um sonho estranho, depois caio do terceiro andar, caindo como um ninja e agora estava falando palavrões em uma lingua irreconhecível.

Bom, dai eles são interrompidos por um latido feroz no beco que eu estava.

Virei-me lentamente para deparar com um rotivale negro de olhos vermelhos escuros, rosnando, se aproximando devagar salivando e me encarando enquanto mostrava seus dentes.

Meu coração disparou mais rapido que o the flesh, porem começo a ver tudo em camera lenta, consigo ver as gotas de chuva caindo tranquilamente e o unico som na qual podia escutar eram as batidas do meu coração.

Fico paralisada, sei que o correto seria sair correndo dali pular as cercas e salvar minha pele, mas algo fervia entro de mim, algo que eu raramente sentia, eu estava tendo de novo minha "crise do Chuky Norrys", como eu chamava, e simplesmente bati uma mão na outra, abri os braços, flexionei meus joelhos e encarei o cão de volta estreitando os olhos.

O cachorro do nada fica com o triplo do seu tamanho e seus olhos que eram vermelhos escuros agora são vermelhos vivos, seu tamanho almenta e ele avança correndo em minha direção.

Um sorriso estranho brota em meus labios e quando o cão esta pronto pra me atacar eu salto em um mortal por cima dele — vendo tudo em camera lenta — e pouso em cima do animal.

Envolvo meus braços em seu pescoço o apertando. Quanto mais ele se debatia, mais eu apertava e então, de novo, como na hora em que cai da escada um estinto explode em mim me dizendo o que fazer.

Como se eu ja tivesse feito isso milhares de vezes, torço o pescoço do Toto em 360 graus quebrando seu pescoço e ele se desfaz em pó me derrubando de dois metros de cara na lama, me sujando de um pó estranho e lama.

Apos tudo acabar, não me dou o luxo de entrar em choque por isso volto a correr para a escola, eu não podia perder o primeiro horario, tinha um teste de historia para fazer.

Chego 5min depois com 11min de atraso, mesmo completamente suja e quase desmaiando ofegante, corro pelos corredores vazios em direção à sala de historia e assim que chego na porta invado com tudo.

Sou encarada por uma menina de pé na frente, acho que acabei de interromper a apresentação de uma novata, loira escuro dos olhos castanhos esverdeados e um labio inferior bastante carnudo, mas ela não era a unica que me encarava, a sala toda e a professora, srt. Mari também.

— Srt.Krieg o que significa isso?

Mas antes de responder sou tomada por um esgotamento fisico e viro os olhos desabando no chão.