A Louca Historia de uma Semideusa
9 O Festival de confusão -- pt 1
Notas iniciais
Meu relógio marcam 20h30min quando eu chego à porta do c12.
Eu realmente não ia, iria inventar alguma desculpa, mas pensei melhor, até que um pouco de diversão faria bem pra mim, me desestressar de tudo isso que está acontecendo.
Bato na porta e quem me recebe é o Poeta com uma cara não muito animadora.
— Sua cara não está me motivando a entrar. — digo a ele rindo.
— Desde quando eu sou motivador de alguém? — ele rebate rindo e eu rio também. — da tempo de fugir. — ele diz olhando para dentro do chalé. — mas não vou deixar, venha sofrer isso aqui comigo. — e sem eu ter a chance de escalar Poeta me puxa para dentro.
O chalé mais parecia uma boate, música eletrônica tocando, luzes coloridas, balcão de bebidas. Esse chalé parece maior daqui de dentro e lá fora não parecia que estava tocando música aqui dentro.
Muitos semideuses dançando, bebendo substâncias suspeitas e rindo adoidados.
— Santo Ares... — murmuro.
— Isso por que tá no começo, espere chegar meia noite. — Poeta Grita pra mim por causa do som alto.
— Por que essa festa?
— Filhos de Dionísio dão festas sempre que podem. — ele da de ombros e se encosta na parede perto da porta.
— E por que está aqui se não gosta? — me escoro ao seu lado.
— Acho que posso confiar em você... — ele suspira. — eu gostava de uma garota, filha de Atena, quando estávamos vindo para o camp ela decidiu entrar para as Caçadoras de Ártemis, isso pra mim foi um fora até com estilo. — ele ri zombando.
— Mas o que isso tem haver com a festa? — encaro todos da festa.
— Ela conseguiu deixar a caçada, chegou Hoje e ta na festa. — ele suspira. — fazia dois anos.
— Sério? Onde está ela? — olho por todo o canto como se eu soubesse quem é.
— eu não vou te mostrar ela, porque ela vai sacar que estou te falando dela. — ele me olha como quem diz "não é óbvio?".
— Okay senhor Ela-vai-sacar-que-estou-falando-dela. — ergo as mãos em redenção.
Poeta revira os olhos e da um meio sorriso.
Sentamos em um canto e ficamos conversando, trocando fatos que nos aconteceram e percebo que muito que ele passou eu passei ou passei por parecido.
Vira mexe alguém vinha entregar bebidas e um flor estranha para gente, mas recusava-mos e ficamos só com o refrigerante. E sei o efeito que essas coisas dão na minha mãe e dava em Billy... Não quero isso nem a pau.
Meu refrigerante acaba e me levanto indo pegar mais, porém noto que sobrou somente uma garrafa e ao mesmo tempo que a pego outra pessoa pega também.
— Ei, eu PEGUEi primeiro — puxo a garrafa, mas ela segura.
A garota é meio loira dos olhos verdes que me lembram azeitonas, magra e um pouco mais alta que eu, o que não é legal quando se está tretando com alguém.
— Não! Eu PEGUEI. — ela tenta puxar de mim.
Diferente dos outros campistas a garota está me encarando nos olhos, ela está batendo de frente comigo, quanta ousadia.
Não que eu acho que ela deva se tremer toda, mas isso tá ferindo meu orgulho.
Não deixo de encara-la de volta tentando a intimidar, sinto que ela está sim um pouco intimidada, mas ainda me encara, garota de coragem...
— Quer soltar? Eu vou levar essa garrafa. — ela diz autoritária.
— Você pensa que vai. — Rebato e puxo a garrafa forte tirando das mãos dela e abrindo.
— Penso e vou. — ela dá um sorriso cínico e puxa a garrafa em um vacilo meu e bebe o refrigerante na minha frente me encarando ainda. — obrigada por abrir. — ela me da as costas saindo.
Aaah, eu vou matar essa garota.
Já tava armando o punho, mas o Poeta chega na hora segurando meu pulso.
— Me solta! O que você tá fazendo? — fico revoltada por ter perdido a chance.
— É ela. — ele me diz pálido. — a Garota que te falei, a Agatha.
Fico meio chocada e envergonhada, eu ia dar uma surra na mina do meu amigo! Isso não ia ser legal...
Procuro ela na multidão e a encontro com meu refri conversando animada com uma de suas irmãs, a Kitty. Agatha nota que estou a encarando e de novo me encara de volta.
Essa garota é muito antipática, só pode. Estreito os olhos ainda encarando e ela ergue um pouco a cabeça me encarando de forma desafiadora.
— Ei, Quer parar de encarar ela!? — Poeta me da um peteleco.
— Mas é ela que ta me encarando... — olho de volta pra verificar se ela ainda me encara, e sim ela ainda me encara.
— Por isso que eu não queria te falar quem era. — ele bufa.
— Olha aqui Peter Pan dos mares, você não tem nada haver com o motivo de eu estar em treta telepática com ela. — dou um cutucão em seu ombro. — ELA PEGOU MEU REFRI, AQUELA ABUSADA, ME ENCAROU E ME TOMOU O REFRI. — digo emburrada e encaro a Lara novamente.
— Você é muito Bestona mesmo Mutiladora. — Poeta ri. — parece que tem fogo no rabo, pra caçar confusão até por um refrigerante... Aí meu Pã para de encarar ela. — ele me chacoalha.
— Affs. — bufo.
Ele revira os olhos.
— Por que não vai falar com ela?
— Falar o que? — ele me pergunta desligado.
— Sei lá, um "é bom ver você", ou um " você está linda", posso não ter tido uma boa impressão dela, mas a garota é uma gata.
— O que rolou na sala de Quiron hoje? — ele muda de conversa.
Decido contar à ele, o idiota deve ser do tipo tímido cabeça dura à Edward Cullen.
Conto em cada detalhes que me lembro, des da hora que fui para a casa grande até a enfermaria, e ele escuta atento e fazendo algumas caretas quando chega a parte esquisitas da história.
— Uau... Isso é... — ele tenta dizer.
— Eu sei. — suspiro.
— Justo Afrodite cara? — ele bufa.
— Pois é. — suspiro.
— Tá ligado que ela vai fazer um inferno na sua vida não é? — ele me encara.
— Tanto faz, não tenho medo. — dou de ombros indiferente.
— Cuidado Emy...
— Essa inútil não vai me prejudicar, mas do que eu fui por ela, essa Prostituta.
— Emy! — Ele me repreende.
— Prostituta sim — afirmo.
Pra que eu fui abrir minha boca? Assim que término minha frase sinto uma picada no peito eu ma falta de ar momentânea ficando cega por alguns segundos.
Quando minha visão volta a primeira coisa que eu vejo é um Garoto no canto dele sozinho. Pálido, magro, cabelos negros, nariz pontudo, lindos olhos verdes e um lábio inferior maior... Como eu queria morder esses labios e enroscar minha mão nesses cabelos e.... PERA, QUE PORRA TA ACONTECENDO?
Ele percebe que estou encarando e dá um sorriso de lado e desvia o olhar ainda sorrindo.
Coro um pouco e também desvio o olhar, mas volto a olha-lo e vejo que ele também e está vindo até mim... Aí meus deuses eu vou infartar. Ele tá vindo e...
— Oi Emy — John aparece sorrindo. — você veio mesmo!
— é, eu vim — falo desanimada.
Olho por cima dos ombros de John procurando o garoto, mas ele sumio, não está em nem um canto, Que droga John!
— O que foi? — ele me pergunta.
— Não é nada. — balanço a cabeça.
— Oi John — cumprimenta ele Poeta.
— fala Clóvis ! — responde sorrindo JV e depois se vira para mim. — Emy, preciso muito de um favor seu.
— Diga — falo.
John pega na minha mão boa e me puxa pra um sofá.
— Finge que estamos namorando? — ele me diz nervoso me deixando com cara de "watff".
~continua...
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