A Louca Historia de uma Semideusa
13 Momento Agradável de Pai e Filha... Só que não
Notas iniciais
Tiro as mexas de cabelo caídas ao chão e jogo fora, quando ia me retirar uma voz me chama atenção.
— Belo corte filha. — viro lentamente para encarar nada mais nada menos que Ares sentado na cama de braços cruzados sorrindo sarcástico para mim. — Aliás, gostei da organização, um bom soldado sabe como manter seu ambiente em ordem.
— Filho da...
— Eu não terminaria essa frase se eu fosse você.
Ares, o próprio deus da gerra estava ali sentado na minha cama de braços cruzados me olhando como se o invadir do nada um chale fosse a coisa mais natural de se fazer.
— O que você quer? _ pergunto irritada.
O deus me olha de cima a baixo intrigado, como se estivesse me avaliando e levanta-se da minha cama.
— Eu queria conhcer você oras _ ele bufa como se a minha pergunta fosse a mais idiota.
— Meu... Cê ta de sacanagem com a minha cara só pode _ passo a mão na testa sentindo que meu ataque estava voltamdo.
Que os deuses me ajudem, porque se eu continuar assim infartarei aos 20.
— Como você tem coragem de vim aqui, sem avizar, na maior intimidade e cara de pau? _ grito com ele _ Veio me ver? Fala logo o que você quer porque é só pra isso que vocês aparecem. _encaro o deus sem demonstrar o tanto que a presença dele me deixava não só irritada como tabem nervosa... Muito nervosa.
Também uma parte de mim estava radiante de finalmente poder conhecer meu pai e deuses como eu esperei por isso.
Mas eram outros tempos, tempos onde eu era uma garotinha assustada com o mundo querendo alguém para me proteger. Um heroi pra inspirar. Um pai pra me dar carinho e enchugar minhas lagrimas quando eu me machucava.
No entanto essa garotinha não existe mais, essa garotinha eu matei dentro de mim, os tempos são outros e agora olhando para esse cara com mais cicatrizes do que o boneco Chuky, eu só consigo sentir raiva. O único sentimento que me sustenta.
— Olha aqui garota é melhor você abaixar esse seu tom de voz comigo se voce quiser todos os seus ossos inteiros _ Meu pai Grita comigo ameaçando-me com o seu punho fechado erguido na minha direção.
Sua voz irritado era realmente assustadora, fez me coração saltar e minha consciência me mandar me jogar no chão e deitar em posição fetal implorando pela vida.
Mas eu não iria fazer isso, eu sou a filha dele, a última filha de Ares o temivel deus da guerra, eu sou a psicopata do Acampamento Meio-Sangue, uma guerreira e não é assim que eu encaro meus inimigos.
Dou um passo pra frente encarando seus olhos escondidos atras de um óculos e ... Puta que pariu os olhos dele são bolotas de fogo! Como eu sei? O brilho do fogo ta tão forte que da pra ver através dos oculos.
Ele realmente estava muito irritado.
— Eu falo com você do jeito que eu achar melhor. _ Rebato com um sorrisinho cínico _ Acha que você tem alguma moral comigo depois de ter me descartado, não só a mim mas meu irmão também _ bufo indignada _ E ainda só me reclama depois que eu me meto numa briga... _ o olho de cima a baixo com cara de nojo_ Você é o maior babaca que eu ja vi.
E pronto, estourei a bomba. Ares ficou tão irritado que seus oculos se derreteram por conta do calor de seus olhos e recebo uma bofetada tão forte na cara que caio no chão zonza com o nariz sangrando e tortinho.
— EU SOU SEU PAI... _ sinto um chute no estomago me fazendo ficar sem ar _ EU SOU UM DEUS... _ ele me agarra pelo colarinho da camisa e me ergue do chão _ E VOCÊ É SÓ UMA PIRRALHA INÚTIL... _ Meu papaizinho me da outra bofetada e me larga no chão.
Doeu? Magina... Nem um tiquim... Esse nariz nem ta quebrado e na minha boca o que escorre é ketchup. Quer esperimentar apanhar de um deus violento no momento de furia?
Morrendo de dor sim, sem dignidade talvez, mas eu ja esperava essa reação, afinal ele era o deus da guerra... Tão previsível.
Encaro meu pai novanente e levanto do chão com dificuldades. Limpo o sangue da boca e comesso a rir. Uma risada de esnobe, como se o aquela atitude fosse de uma criancinha idiota que caiu do balanço.
— Que carinhoso você papai _ fala a palavra como se fosse uma ofensa _ você tem que trabalhar um pouco mais na sua aceitação de crítica... Sabe, faz bem pro amadurecimento...
— Ora sua... _ ele aema o punho mais uma vez.
— Sua garotinha maravilhosa que é a unica que pode quebra sua maldição? _ falo sendo o mais sarcastica possível e ele fica estático, seus olhos até diminuem as chamas ficando menos intensas.
— Você ja sabe? _ Aris pergunta surpreso.
— Sei sim, aliás, voce ten um pessimo gosto pra escolher mulhere viu... _ Seguro meu nariz e o torço fazendo ele voltar no lugar com um crack. _ E ai papaizinho, me bate mais, não auero acabar com essa maldição mesmo, quem same monogamia faça bem a você. _ Sorrio.
— Eu não vou me desculpar, você mereceu, eu sou seu pai garota e isso não vai mudar, não seja uma garotinha chorana inconformada e me respeite. _ ele diz mais calmo, porem sério. _ Você pode não acreditar mas eu não queria deixar você, eu amo meus filhos, todos que tive, meu pequeno exército de soldadinhos... _ ele da um sorriso caloroso. _ E você não é diferente, amei voce mesmo antes de nascer.
— Arram, ATA _ cruzo os braços para deixar claro minha opinião.
— Não preciso que acredite, preciso apenas que voce saiba o meu lado da historia e me respeite com o seu pai.
Encaro ele por um momento pensando no meu proximo comentário sarcastico a ser feito, mas mudo de ideia, afinal, o que eu tenho a perder? Ele é meu pai, eu querendo ou nao e tenho que admitir que no fundo eu achei ele bem fodão.
— Ta, desemboca. _ suspiro e me escoro na parede.
— Eu não queria abandonar você, queria te proteger e ir atrás do seu irmão nem que fosse ora entrar no tártaro _ Meu pai solta um suspiro cansado. _ Mas Zeus não permitiu, ele disse que eu não poderia interferir no seu destino e que você precisaria aprender sozinha a se moldar, mas não pense que eu a deixei sozinha, sempre quando você mais precisou eu estava la te sussurrando o que fazer.
— Então era você? Esse tempo todo... Eu achei que eu apenas surtava... Ou que era adrenalina... _ encaro o deis de uma forma diferente enquanto depenso todas as vezes que estive em problemas e uma voizinha, o instinto q surgia do nada, me salvou.
— Você não é louca Emy, você é uma guerreira, minha filha, você nasceu para o combate, seu propósito não é sobreviver, é lutar.
— Então o Billy...
— Aquela escória mereceu, você era uma criança é verdade, mas a coisa mais certa que você fez foi matar aquele desgraçado. _ ele sorriu mais uma vez.
— Foi você que me fez matar meu padrasto com 10 anos? _ pergunto incrédula.
— Não foi você quem matou ele Emy, não totalmente.
— Como assim?
— Você não se lembra de como aconteceu não é? _ ele pergunta presunçoso por ter conseguido minha atenção.
— Os medicos disseram que meu cérebro apagou esse parte porque fou traumático.
— Baboseira _ o deus bufa. _ Você não se lembra porque eu entrei na sua consciência e acabei com aquele desgraçado por você. _ ele diz orgulhoso como se estivesse me dando um presente de natal.
Recebo a noticia como uma terceira bofetada, mas fazia sentido, por isso que não me lembro de nada.
A única coisa que me lembro era de ver Billy em cima de mim e depois tudo se apaga e de repente estou na rua, a noite, suja de sangue e morrendo de frio. Até que um homem me encontrou e me deu seu casaco... O casaco militar e me disse que tudo ia ficar bem.
Ergo a cabeça e uma emoçãozinha me bate.
— O homem... Era você? _ pergunto com a voz morrendo.
— Eu sou seu pai, eu nunca deixo de mão meus filhos, meu exército... _ ele caminha até mim e passa a mão em meus cabelos. _ Realmente seu cabelo curto fica bem melhor.
E com um brilho forte que me obrigou a fechar os olhos Aris, meu pai sumiu.
"encontre seu irmão" É a ultima coisa que escuto.
Então invadem minha porta...
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