A Louca Historia de uma Semideusa
4 Minha Vida, uma completa farsa, Que Legal!
Notas iniciais
Sentada na calçada do prédio em que eu vivo -- vivo não, moro, porque aquilo não é vida -- me balanço abraçado os joelhos para frente e para trás sendo molhada pela a chuva enquanto canto uma canção que aprendi com um tio a alguns anos atras.
Sou o deus dos ladrões
mas foi você quem roubou meu coração
viajo sempre só por ai
mas agora é com você que eu quero seguir
— Ei! eu ja ouvi essa musica.. Os filhos de Hermes vivem cantando ela. — diz a novata que esta sentada do meu lado.
Continuo no transe sem dar atenção à ela
— vamos, ta frio aqui, que tau a gente entrar? -- ela toca no meu ombro e eu me levanto em um pulo.
— Não encoste em mim! — grito para ela.
— Okay, mas vamos entrar, eu te explico tudo que está acontecendo.
— Eu estou be... -- espirro.
— to vendo. — ela diz sarcástica. --Vamos, você vai acabar pegando um resfriado.
Protesto, mas acabo entrando e fazendo-a me seguir subindo as escadas, até que percebo algo estranho, ela estava completamente seca e a gente acabou de sair de um temporal.
Paro bruscamente e me viro a encarando de cima a baixo.
— O que foi? -- a garota me encara estranhando.
— Você está seca. -- afirmo rude puxando e soltando a gola de sua camiseta laranjada.
— E dai? -- ela pergunta indiferente.
— E dai que eu não sou idiota, a gente acabou de sair de um temporal! -- grito apontando para a entrada.
Sinto que eu estou surtando de novo, isso ta sendo demais para a minha já fraca sanidade eu odeio não saber das coisas, eu eu não estou sabendo de absolutamente nada.
— Droga, eu esqueci, permita-me... --ela põe as mãos em meus ombros e do nada eu estou completamente seca.
A encaro incrédula e assustada quase caindo da escada novamente, porem ela me segura.
— Ouou não surte. -- ela ri.
— Acho que eu ja estou surtando. — digo ao me virar continuando a subir as escadas.
Chegamos no meu apartamento e confesso que fiquei envergonhada por receber uma visita nessa bagunça.
— Bom... pode se sentar... se você... --gaguejo envergonhada tirando o lixo do sofá.
— Cafofo legal... -- ela engole em seco.
— sem falsidades por favor. --a repreendo indo pra cozinha tirando meu remédio calmante da gaveta e tomo voltando pra sala.
— Onde está sua mãe?
— Dormindo como sempre. — reviro os olhos. -- e então, comece a se explicar. --sento-me em uma poltrona e cruzo os braços a encarando. -- comece pelo seu nome.
— Sou Giovana e vim do acampamento meio-sangue, para ajudar no recrutamento de você e mais outros 2 como nós, mas devido a uma certa confusão...- ela me encara rindo. -- acho que deles Brenda toma de conta e ...
— Opa, opa calminha ai, uma coisa de cada vez... -- a interrompo confusa. -- que acampamento é esse? Meio-sangue? é algum tipo de acampamento afro pra cantar hep reggie com os mano brown? --pergunto fazendo uma careta.
— Afro? Mano brow? não, não, não sua louca. -- ela me responde revoltada. --Acampamento Meio-Sangue é onde aprendemos a controlar e ampliar nossas habilidades, onde somos amparados e estamos seguros daqueles que querem acabar com pessoas como a gente.
— Acabar com a gente... Aprender habilidades... -- absorvo raciocinando. -- Isso é tipo uma Hogwarts ou Instituição do Professor Xavier?
— Bom, quase isso. -- Gio ri. Misericordia que boca grande.
— E esses que querem acabar com vocês.. Nós... São o que? Mafiosos ou algo assim?
— Que mafiosos o que?! São Monstros!
— Monstros? -- solto uma rizada zombando. -- Ah claro, sou completamente indefesa, socorro o Bicho Papão vai me pegar! -- finjo um drama e riu.
— Vai me dizer que você nunca foi Atacada por algum ser sinistro? -- a guria me encara erguendo a sobrancelha.
Eu iria responder que não, mas me lembro de varias ocasiões estranhas, como um grandão de um olho só me seguindo, pássaros negros jogando penas afiadas e o cão de hoje mais cedo, estremeço com a lembrança.
— Pela a sua cara vejo que sim.
— Mas isso é...
—loucura. È eu sei, mas quanto mais tempo ficamos aqui, mais risco corremos, temos que ir agora.
— Ir para onde? -- pergunta uma terceira voz vindo de trás de mim.
Viro lentamente para ver a morena de cabelos negros e olhos verdes escuros completamente descabelada vestida apenas de calcinha e uma blusinha de alças com estampa de onça. Margareth, minha.. Mãe.
Me levanto e Gio faz o mesmo e encara minha mãe.
— Eu acho que te fiz uma pergunta Em...
— Essa garota ta dizendo que sou filha de um deus. -- a encaro. -- mamãe, me diz, quem. É. Meu. Pai?
Ela se enfurece e faz aquele olhar... O olhar dos meus pesadelos de infância, mas desvia os olhos de mim e olha para a nossa visita.
— Você veio aqui pra levar ela pro tau acampamento? -- pergunta indiferente.
— Sim... -- responde Gio cautelosa.
— Ótimo, Maravilha, esperei por isso a 15 anos.. 15 longos e longos anos. --mamãe comemora.
— Você sabia? POR TODO ESSE TEMPO VOCÊ SABIA E NÃO FEZ NADA? --grito irada.
— Soube desde o seu nascimento, mas infelizmente não podia te entregar porque "não era a hora certa" -- ela revira os olho e bufa. -- e eu não poderia te falar nada porque se você tomasse conhecimento pelo que é esses monstros nojentos não iam me deixar em paz. -- ela mexe as mãos com desdem.
Estou sentindo muita raiva dela, eu quero avançar nessa mulher e esmagar cada osso dela, mas ela ainda é a minha mãe.
— Então quem é meu pai? -- pergunto engolindo minha raiva.
— Eu não sei. -- ela suspira cansativa.
— Como você não sabe com qual deus você tranzou? — pergunto incrédula e impaciente.
— Porque não foi ó um né meu bem. — ela solta uma risada. — deixe-me ver... hmm... Teve Hermes, aah aquele senso de humor sexy. — conta um nos dedos. — Apolo, aaah por deuses como aquele deus era... — ela se abana e suspira. — o forte e malhado Ares... — ela solta um gritinho empolgada — e teve Hades, aquela forma misteriosa dele é tão excitante. — ela passa a mão pela nuca suspirando de olhos fechados enquanto morde os lábios.
— Você me dá nojo. — digo olhando pra ela como se ela fosse um monte de lixo apodrecido.
Caminho para meu quarto e pego minha mochila/mala dos tempos em que eu estava no reformatório e pego minhas roupas e todos os meus pertences,como meu coelho de pelucia Babão.
Terminando Tudo eu fecho minha mala e volto para a sala.
— Vamos Gio, qualquer lugar é melhor que aqui mesmo. — digo encarando minha mãe.
— Boa sorte garota. — ela acena um tchauzinho.
Reviro os olhos e saio batendo a porta assim que a Gio passa.
Caminho o mais rapido possivel daquele lugar e quando saio para as ruas, que agora está com o céu completamente azul e um arco-iis se formando, eu suspiro.
— Gio, você sabe meu nome? — pergunto sem olha-la.
— sim Emelly.
— não me chame mais por ele, Emelly morreu aqui e agora.
— Te chamo como então? — ela pergunta confusa.
Tiro meus óculos escuros aviador da bolsa e os coloco para evitar a luz solar em meus olhos castanhos claro.
— Emy , apenas Emy.
Caminho pela rua me afastando mais do prédio, e não olho para trás.
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