A Lost Soul - Season 2
6 #6 - A única solução é te matar
Notas iniciais
#6
A única solução é te matar
Blaine acordou ainda vestindo a roupa do dia anterior, completamente suja de sangue. Demorou um certo tempo até ele começar a lembrar de tudo que tinha feito e, quando finalmente lembrou, deixou um sorriso um pouco diabólico preencher seus lábios. Ele tinha matado Elliot e se sentia muito bem por ter feito aquilo.
Seu sorriso logo se desfez, assim que ele lembrou também aquilo que Kurt tinha dito sobre não o amar. Uma interrogação girava dentro de sua cabeça perguntando se aquilo era verdade. Ele se perguntava se algo que ambos viveram foi verdadeiro ou se Kurt não matou Blaine simplesmente por não matar.
Muitas coisas rondavam sua mente e invadiam seus pensamentos e eram todas ligadas justa e inteiramente a Kurt. Por que motivo Kurt tinha dito todas aquelas coisas? Era impossível que tudo tivesse sido uma grande mentira ou uma ilusão da cabeça de Blaine. Ele não era tão ingênuo assim.
Se bem que, as pessoas que ele matou, foi por causa de quem mesmo? Ah, sim... Kurt.
[...]
— Você vai responder exatamente tudo o que perguntarmos. – Falou um dos policiais que cercava Kurt.
Eles estavam cercando aquela sala fazia um certo tempo. Já haviam levado o corpo de Elliot e já haviam prendido Kurt em uma cadeira e agora era a hora do interrogatório. O sorriso sarcástico no rosto do Hummel incomodava os policiais, que queriam apenas mais um pequeno motivo para matá-lo.
— E o que vocês querem saber? – Perguntou o castanho, de maneira completamente debochada.
— Quem matou o Senhor Gilbert? – O policial perguntou, arrumando a arma na cintura.
— Não é um pouco óbvio? – Kurt espichou a cabeça e deu um pequeno sorriso. – Roubei a faca de uma das cozinheiras que vinha aqui, transei com ele e depois o matei.
— Não há mais nada que possamos fazer por você. A única saída é executar você.
[...]
Blaine estava sentado em um bar, tomando uma cerveja e observando o noticiário na pequena televisão, a qual ficava em cima do balcão do canto.
— Encontrei você. – Disse uma voz conhecida até demais por Blaine e um medo percorreu por todo o seu corpo.
— O que você quer comigo? – Perguntou revirando os olhos, bebendo mais um pouco de sua bebida.
— Te levar de volta para lá é que não. – Thomas disse um pouco arrogante, fazendo Blaine novamente revirar os olhos. – Só quero manter você na linha, não importa onde você esteja.
— Acho que vou ter que me livrar de você também, então. – Blaine finalmente encarou Thomas, mas ao ouvir o noticiário virou bruscamente para a televisão.
— E na próxima terça-feira o maior assassino de New York será executado em frente a todos que quiserem comparecer na prisão principal. Ele foi condenado a prisão perpétua, mas pelo que soubemos, ele conseguiu fazer mais uma vítima dentro da prisão...
— NÃO! ISSO NÃO PODE ESTAR ACONTECENDO. – Blaine gritou, claramente alterado.
— Calma, Blaine! – Thomas saiu correndo atrás de Blaine assim que o moreno saiu do estabelecimento. – Ele merece passar tudo que está passando.
— Por todas as vítimas dele e não as minhas. Eu não acredito que ele disse que ele mesmo matou Elliot, isso não é possível. – Blaine gritava para Thomas, que o encarava sem entender nada. – Você não entende, Thomas. Ele disse que não me amava e que deveria ter me matado.
— Mas então por que ele... – Thomas nem conseguiu terminar sua frase.
— É aí que está. Não faz sentido e agora ele vai ser executado, essa era a gota d’água para eles fazerem isso e a culpa é minha.
Blaine andava de um lado para o outro na rua e Thomas tentava fazê-lo se acalmar, mas nada conseguia pará-lo. Bom, casos extremos merecem medidas extremas.
— Vamos raptá-lo, então. – Disse Thomas. – Quer dizer, você faça isso, eu só vou ajudar se você aceitar a minha proposta.
— Que diabo de proposta? – Perguntou irritado.
— Faça o seu tratamento, os dias que eu marcar, na minha casa. E me prometa que não vai matar mais ninguém.
Blaine revirou os olhos. Aquela era a única saída, a única solução. Ou ele fazia aquilo ou perderia o seu Kurt para sempre. Essa última opção estava fora de cogitação. Não depois de tudo que eles passaram juntos.
— Tudo bem. Eu aceito!
[...]
— Você está com cara de poucos amigos. – Kurt disse sentando-se ao lado de Blaine e pedindo uma água. Sim, uma água, pois Kurt não era muito fã de bebidas.
— Conheço você? – Blaine perguntou virando-se para Kurt.
— Está conhecendo agora. – Kurt sorriu. – Me chamo Kurt Hummel.
— Eu me chamo Blaine. – Blaine disse bebericando o líquido de seu copo. – Por que está falando comigo? Bares são conhecidos por atraírem pessoas que estão deprimidas, sem companhia ou que procuram por sexo. Qual desses é você?
— Talvez uma mistura de todos, mas a pergunta aqui é, qual desses é você? – Kurt perguntou com um olhar superior, como se quisesse demonstrar domínio.
...
— Kurt, eu fico até sem palavras quando eu estou perto de você. Eu apenas tenho vontade de te beijar, te abraçar e nunca mais soltar apenas para mostrar que você é meu assim como eu sou seu. – O moreno fez uma pausa. – Eu não vou ficar me enrolando aqui... Kurt, você, por favor, aceita ser meu namorado?
— Blaine, você tem certeza do que está pedindo? – Kurt perguntou sem acreditar. Ele sabia de seus sentimentos por Blaine e sabia que o moreno também gostava dele, mas a insegurança o assombrava.
— Eu nunca tive tanta certeza na minha vida. – Blaine disse com um sorriso gigante estampado no rosto. – Então... você aceita?
— Se tem uma coisa que eu quero no mundo é me tornar seu namorado. É claro que eu aceito, Blaine. – Kurt disse e recebeu um longo selinho do moreno.
...
— Quando você me contou toda a sua história você disse que era para eu ter sido mais uma vítima. POR QUE VOCÊ NÃO ME MATOU? – Ele gritou a última parte.
— PORQUE EU AMO VOCÊ, BLAINE ANDERSON. ESSE MOTIVO É BOM O SUFICIENTE PARA VOCÊ. – Kurt foi prensado contra a parede.
— Suficiente para eu te amar até minha morte.
— E eu vou continuar te amando até minha morte. Ninguém vai te ferir enquanto eu estiver vivo. – Blaine disse acariciando o retrato onde continha uma foto de Kurt.
Ele precisava agora bolar um plano para raptá-lo.
Fale com o autor