A Lost Soul - Season 2

5 #5 - Não sou louco, sou um assassino


Notas iniciais
Boa noite, sumi durante todo o feriado, mas aqui estou eu com uma singela atualização. Quer dizer, uma não, 11, SIM ONZE ATUALIZAÇÕES ♥ Espero que gostem e não me matem, boa leitura ♥ P.S.: Não revisei, perdoem os erros.

#5

Não sou louco, sou um assassino

Blaine parecia um maníaco andando até aquela cela maldita. Só de pensar em olhar novamente para a cara de Elliot seu estômago se revirava todo. O doía imaginar que ele tivesse tocado em Kurt da maneira que lhe falou. Ele só queria estraçalhar o corpo inteiro daquele desgraçado.

Quando ele avistou a cela, viu que tinham mais dois policiais ali, então pediu para eles se podia entrar e fazer uma visita. Os dois acharam estranho o pedido, mas permitiram a entrada do moreno, dizendo que voltariam em vinte minutos, logo após terminarem seu pequeno intervalo.

— Idiotas. – Pensou Blaine, entrando na cela e encontrando Kurt dormindo debruçado em Elliot.

Aquilo foi o suficiente para fazer seu sangue ferver e mais que o suficiente para fazê-lo ter vontade de matar aquele moreno idiota. Ele só queria matar qualquer um que pensasse em tocar em Kurt, qualquer um, não importando quem fosse.

— Que cena linda, não é mesmo? Encantadora. – Blaine falou um pouco alto, vendo Kurt levantar no susto e Elliot acordar desorientado.

— Blaine?! – Kurt levantou e tentou se aproximar, mas o moreno apenas riu e recuou.

— Não, Papai Noel. – Falou irônico, fazendo Kurt revirar os olhos. – Por mais que seja ótimo ver você, meu assunto é com aquele ali.

— O que você quer com ele? – Kurt perguntou assustado, Blaine estava muito estranho. – Como você saiu do seu quarto? Você estava internado.

— Eu já disse que meu assunto é com aquele ali, então apenas fique quietinho aí, ok? – Blaine deu um pequeno sorriso e andou até Elliot, que tinha um sorriso sacana nos lábios. – Eu não esqueci do que você disse, sabia?

— E veio aqui para experimentar e saber se é bom também? – Perguntou ele, fazendo Blaine rir.

— Não. Eu vim aqui matar você. – Disse sincero, vendo um desespero tomar conta de Kurt, mas não de Elliot.

Kurt novamente tentou se aproximar, então ele o empurrou até a cadeira e o algemou lá. Ele roubou as algemas de um dos policias que encontrou no caminho.

— Pronto! – Disse ele. – Agora ninguém vai nos atrapalhar.

— Você quer o que? Uh? – Perguntou o Gilbert, sendo prensado contra o chão. Blaine estava em cima dele o segurando.

— Você não é surdo, é? Porque eu me lembro bem de ter dito que vim matar você. – Riu Blaine novamente. O moreno tirou um pano e uma faca do bolso interno de sua jaqueta.

Ele cortou o grande pano e amarrou um pedaço por dentro da boca do mais velho e com o outro pedaço amarrou suas mãos, tudo para poder evitar uma agitação maior por parte dele.

— Vamos ver se Kurt ainda vai querer você quando eu desmanchar o que você chama de rosto. – Blaine ria maleficamente, tinha uma feição sombria e estava assustando Kurt.

Ele saiu de cima do mais velho e começou a retirar a roupa dele, o deixando apenas com sua roupa íntima. Subiu em cima das pernas dele e passou a faca pela coxa levemente bronzeada dele, o fazendo arquear as costas.

— Oh, isso doeu? – Elliot o olhou irado e ele apenas riu de novo, enquanto Kurt implorava para ele parar com aquilo. – Kurt, fica quieto, por favor. Você está me atrapalhando, amor.

Blaine girou a faca em sua mão, fazendo com que o sangue que a impregnou pingasse por alguns pontos. Com a mesma mão, ele cravou a faca mais profundamente na outra coxa, fazendo ele começar a se debater. Ele inclinou a faca e começou a passar pela barriga dele, como se estivesse cortando uma carne em forma de bife.

— Isso é apenas tortura. Você não vai me matar. – Disse Elliot. – E eu sou forte o suficiente para aguentar isso e ainda fazer o seu namoradinho gemer o meu nome e implorar por mais e mais de mim.

— Sério? – Blaine perguntou se fazendo de desentendido. – Bom, de qualquer maneira, eu e você nos veremos no inferno, então eu não me importo de estragar um pouco mais minha vida enfiando essa faca no meio da sua fuça.

— Nossa, como esse moço é certinho e nem um pouco desbocado. Me impressiono. Parece até um santo. – Blaine se inclinou sobre ele e colocou a faca dentro e sua boca, o impedindo de falar ou se mexer.

— Você vai ver o santo quando essa faca atravessar a sua garganta. Você não gosta de chupar coisas? ENTÃO CHUPA ESSA PORRA DE FACA. – Gritou ele. Elliot o olhou apavorado, pela primeira vez até. Blaine retirou a faca de dentro da boca dele e cravou ela sem dó nem piedade no meio de sua barriga, o fazendo urrar de dor.

Aquilo não havia o matado, é claro que não, Blaine sabia em que parte poderia cravar uma faca para matar e cravou apenas para machucar. Esses eram os momentos em que ele agradecia suas aulas de anatomia.

Ele olhou no celular: já haviam se passado treze minutos. Só tinha mais sete para sair dali. Ele pegou a faca e nem pensou em mais nada, ele raspava aquela arma afiada por todo o rosto de Elliot, que se debatia tentando se soltar.

Seu rosto estava irreconhecível. Para completar sua visita, ele enfiou a faca com tudo contra o coração do moreno, a deixando ali cravada. Não ligava se iriam ver que possuía suas digitais. Queria mesmo que todos soubessem que ele tinha feito aquilo.

— Eu não acredito que você matou ele. – Kurt gritou desesperado, fazendo Blaine ir até ele e o soltar. – Como você ficou sabendo o que aconteceu? Não me diga que ele te contou quando saiu daqui.

— Sim. Ele contou. Eu sei que você terminou comigo, mas pensei que teria um pouco mais de tempo até você simplesmente sair se agarrando com outro. Não pensei que você fosse se vender tão barato para esse idiota. Pensei que você fosse melhor. – Cuspiu as palavras para cima do castanho. – Esse é todo o amor que você dizia sentir por mim?

— EU NÃO TE AMO, BLAINE. – Gritou o castanho, fazendo a raiva de Blaine apenas aumentar. – Você ainda não entendeu isso? Você pensa que o que? Que eu vou fugir daqui e ir morar em uma casa maravilhosa com você onde teremos uma família e seremos felizes como se nada tivesse acontecido? Eu sou um assassino, Blaine e você é louco.

— EU NÃO SOU LOUCO. – Esbravejou ele. – EU SOU UM ASSASSINO, ASSIM COMO VOCÊ. MINHA ÚNICA LOUCURA FOI TER ME APAIXONADO POR ALGUÉM QUE NÃO ESTAVA NEM AÍ PARA MIM.

— Eu deveria ter te matado quando tive a oportunidade. – Confessou Kurt.

— Não se preocupe com isso. Você acabou de me matar.

*FLASHBACK ON*

Blaine estava sentado com Thomas almoçando tranquilamente, contando histórias de sua infância, falando sobre quando começou a namorar com Sebastian, sobre quando conheceu Kurt e coisas do tipo. Foi-lhe avisado sobre uma visita e, por alguns momentos, pensou ser Kurt e seu coração se iluminou com a esperança e expectativa de tal encontro.

Foi para a sala de visitas e encontrou um moreno de olhos claros que nunca havia visto antes. Sentou-se em sua frente e o cumprimentou. O homem usava o mesmo uniforme que Kurt normalmente usava e Blaine se desesperou por pensar que havia acontecido algo com o seu amor.

— No que posso ser útil? Aconteceu alguma coisa com Kurt? – Blaine perguntou preocupado. – Aliás, quem é você?

— Sou o Elliot. Seu querido Kurt está muito bem, sabia? Você não tem com o que se preocupar. – Falou com um sorriso sacana no rosto.

— O que você fez com ele? – Indagou Blaine, não gostando nada do jeito daquele homem.

— Ah, eu fiz várias coisas... – Riu brevemente. – E posso dizer que ele gostou bastante.

— Espera... o que? – Blaine praticamente perdeu a força para falar, ele queria não entender o que Elliot queria dizer. – O que você está dizendo?

— Ele estava feliz da vida por ter terminado com você, eu o seduzi um pouco e facilmente ele cedeu e adorou ficar gemendo coisas impróprias no meu ouvido. – Blaine pulou por cima da mesa e se grudou no pescoço do mais velho. – Ele é muito gostoso e adorou sentir minha boca nele...

— VOCÊ NÃO TEM MEDO DE MORRER? PORQUE SE NÃO TEM, É MELHOR TER. EU VOU MATAR VOCÊ, SEU DESGRAÇADO.

Thomas entrou correndo na sala e segurou Blaine, que sentia que iria explodir a qualquer momento. Ele não podia acreditar que Kurt havia mesmo isso com ele. Ele voltou ao seu quarto com muita raiva, com uma imagem perturbadora em sua mente, que lhe mostrava Elliot encostando em Kurt e, o pior, Kurt gostando daquilo.

— Por que não me deixou matar ele? – Perguntou com mais calma, fazendo Thomas ficar até surpreso, já que a resposta era óbvia. – Você e eu sabemos que se eu sair daqui, será direto para a prisão.

— Eu me preocupo com você. Você sabe disso. – Respondeu o médico, sentando ao lado de Blaine. – Não quero ver o seu mal... o que você está fazendo? – Perguntou ao sentir Blaine beijando o seu pescoço.

— Agradecendo sua ajuda. Relaxa.

Aos poucos Thomas foi se entregando a aquilo, até que sentiu uma agulha atravessar seu pescoço: Blaine havia roubado dele a seringa com o tranquilizante. Logo o médico já dormia atirado de qualquer jeito na cama.

Blaine pegou no pequeno armário a roupa com a qual chegou ali e a vestiu. Era uma calça jeans preta, uma camiseta branca e uma jaqueta preta de couro, que o deixava com uma aparência bem jovial e um pouco rebelde. Seus cachos como sempre estavam rebeldes caindo sobre sua testa, ele nem se deu ao trabalho de arrumá-los, apenas saiu o mais rápido possível dali.

Ele tinha pego o cartão de Thomas, então conseguiu abrir todas as portas necessárias, sem ninguém em seu caminho.

Tinha certeza que seria pego pelas câmeras mais tarde, mas tão pouco se importava.

Ele passou pela lavanderia do hospital e pegou uma camiseta branca qualquer que estava lá; passou pela cozinha devagar, passando desapercebido por todos e pegou uma faca não muito grande.

Saiu de dentro do hospital e pegou um táxi até o endereço da prisão. Ele ameaçou o taxista, por isso não precisou pagar. Foi correndo para dentro da prisão e foi sendo liberado aos poucos para chegar onde queria, todos achando meio estranho, mas permitindo que ele entrasse.

*FLASHBACK OFF*

Kurt mal sabia que havia criado o pior mal possível ao declarar que não amava Blaine. O moreno iria matar Elliot e voltar para o seu local, ou até ir para a cadeira, pois sabia que merecia. Mas resolveu fugir com uma raiva ainda maior pulsando dentro de si. Ele faria agora o que bem entendesse e a culpa não era dele e sim daquele que não soube valorizar o seu amor.

Notas finais
Matei o Elliot, desculpem... KURT ACORDOU O DARK SIDE DO BLAINE, MUAHAHAHA Vamos para a próxima atualização? Sim, vamos! Bjo ♥