A Lista
12 Chamado
Notas iniciais
A sensação de estar novamente livre, mesmo que antes eu não tenha sentido falta dessa minha parte perdida, agora vejo como ela fez falta, também a liberdade de poder usar meu poder, agora ligeiramente aumentado.
Voltar para minha segunda casa.
O pátio estava vazio, o céu me dizia que eram cinco da manha, não havia nenhum soldado treinando como eu mandei, os portões estavam novamente abertos e minha raiva só aumentava, sem tocar os pês no chão flutuei serenamente até a porta de entrada do castelo e chamei os meus.
— Sua Deusa os chama para a guerra, já sabem que eu voltei meus amores, venham! Lhes dou uma hora — falei ao vento enviando meu poder pela brisa e pelos mares convocando minhas criaturas, olhei para as nuvens e chamei meus mais terríveis seres, os que se perderam nas brumas do tempo, que foram descansar no nada — Acordem de seu sono, tragam seus descendentes para servir a ira de sua Deusa — levantei minhas mãos e deixei fogo Draki sair, ele rodopiou vivo e seguiu seu caminho ao norte.
Agora só faltava um pequeno detalhe, mesmo sendo uma Deusa eu não poderia entrar no reino de Dominique sem destruir todo o estado.
— Uma vez morto e enviado para o sofrimento eterno eu lhe peço uma audiência em troca de descanso, Dominique venha a mim — falei baixo conjurando meu poder, um pouco enferrujada pois demorou longos trinta segundos para ele aparecer.
Mesmo na morte Dominique era um ser lindo, quase transparente pelo sol da manha, seu cabelo de um preto pálido e sua estrutura óssea forte e bruta como um homem antigo.
— Sabe o que eu quero Dominique — digo ainda sem me mover, pelo seu olhar percebo que as noticias correm rápido no submundo.
— Na verdade já esta feito, mas eu posso recolocar, se eu não voltar para a vida neste mundo — ele diz com um riso gostoso e divertido, riu também apreciando a conversa.
— Só um jeito disso acontecer, quer mesmo voltar como um dos meus? Sempre sujeito a minha ordem? — digo achando divertido as imagens dele se sujeitando a mim.
— A vida no tártaro não é divertida, contanto que você me deixe livre enquanto não precisar de mim, minha lealdade será sempre sua — seu rosto estava serio, considerei a oferta, ele poderia ser um aliado poderoso.
— Tens o juramento de uma deusa, mas terá que esperar, terei de achar um novo corpo para ti, por enquanto, pode assombrar as pessoas por ai, quando achar um belo corpo a sua altura vou lhe chamar novamente — era como dar um doce a uma criança, ele estava até mais radiante e menos transparente — Agora vá embora.
Ele foi embora me deixando sozinha com os ventos, eles me sussurravam cada vez que um dos meus recebia meu recado, em quatro horas todos eles estariam em meu castelo, a medida que cada um recebia o recado eu começava a marcar os minutos, se eles se atrasassem seriam mortos, sem piedade.
Meia hora se passou rapidamente, todos eles haviam recebido minha mensagem, até mesmo os dragões que demorariam mais para chegar, ouço cavalos galopando em direção ao pátio e fico atenta, já seu quem é, Conan e lorian vem em minha direção, Loriam parece que ganhou na loteria e Conan, bom um dia eu vou matar Conan.
Eles se aproximaram e seus rostos ficaram a personificação da confusão, sim eu estava diferente, mais ainda era a soberana deste clã, meus sodados vinham logo atrás deles, assim que me viam desmontavam seus cavalos e se ajoelhavam em devoção, Lorian também o fez, menos Conan que apenas desmontou e andou até minha frente.
— Seu merda, oque meus soldados estão fazendo que ainda não estrão treinando! — digo irritada, mesmo que meu próprio exercito de criaturas já estejam vindo a minha disposição eu os queria preparados para tudo.
— Ninguém tomara meu reino, nem você princesa — diz Conan gotejando veneno
— Esse clã nunca foi seu Conan — "Silencio" estalo os dedos e ele não pode mais abrir a boca — Se não quer ter a maldita cabeça cortada por traição saia da minha frente — "Rápido" ele sai correndo sem direção.
Lorian vem em minha direção, sinto os moinhos rodando em direções diferentes, eu reconhecia isso, meus queridos Dragões finalmente acordaram e vinham a mim.
— Ajeite as coisas para minha coroação, avise todos do clã, muitos imortais estarão visitando o clã hoje, quero todos acomodados, de um aviso a todos, os imortais não vão machucar a população, se prepare para a guerra, espero que os soldados voltem a treinar com tudo ainda hoje — dou uma pausa vendo a falta de reação de Lorian — Alguma coisa a dizer?
— Você esta diferente, seu corpo, até mesmo sua voz! — ele diz sem esperar respostas — Farei o que me pede rainha, mas terá que me explicar oque aconteceu ante de você sumir, e o que aconteceu agora.
Sem aviso ele começa a movimentar os soldados e seguir minhas ordens, penso em como meus Draki gostam de voar e decido sentir a sensação de estar nos céus, penso em belas asas negras com um toque de vermelho nas pontas e uma leve irritação começa a perturbar minhas costas, penas e articulações saindo rapidamente, rasgando o tecido da minha camisa deixando só a parte da frente.
Por instinto levanto voo, me misturando rapidamente com as nuvens, ouvindo o vento cantar com saudade, era uma bela musica, feita especialmente pela felicidade de minha volta, mais uma coisa ainda me incomodava, nem todas as memorias voltaram imediatamente, algumas ainda estavam esperando, e os olhos de Hades era uma delas, tão lindo.
Ouço uma asa bater bem perto de mim tirando-me dos meus pensamentos, me irrito até olhar oque era, um belo dragão negro com asas cortante e olhos de um lindo verde voava comigo.
"Você demorou" mando o pensamento para meu dragão favorito, Titus.
" Eu dormia, quando minha senhora sumiu, não vi motivo para continuar neste mundo"
" Alguns desposaram humanos como companheiros e continuaram a viver"
" Apenas para vê-las morrendo de velhice"
Sim, o amor era cruel, por algum motivo muito estranho eu conseguia entender o significado do amor, eu só não podia lembrar como.
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