A Lenda dos Guerreiros Dragões
1 Capítulo 1 - A Guerreira Desconhecida
Nossa aventura se inicia no ano de 1862, estamos no meio de uma floresta. Mas, voltemos no tempo, mais precisamente 100 anos atrás, quando aconteceu uma terrível guerra entre a raça humana e os temidos dragões.
Essa guerra começou em 1740 e durou até o ano de 1840, quando os humanos se consagraram vencedores com a ajuda de dois artefatos poderosíssimos: A Espada do Caos e a incrível Bolade Cristal que mostrava imagens do futuro, presente e passado. Esses artefatos foram criados por John e Mariam McGold, imperadores de Lairetam, cidade onde se iniciou tudo e que tinham um exército de guerreiros que possuíam os poderes dos legendários dragões.
Ao todo só existiam vinte tipos diferentes de dragões e cada poder era dado ao humano que tivesse o dom. Assim foi o que aconteceu com Zieg, O Cavaleiro Dragoon do Fogo, que foi o guerreiro que aniquilou o último dragão, ou pelo menos era o que ele achava.
Mas, após o termino da guerra Zieg sumiu... E agora 22 anos depois seu único filho, Dart, o estava procurando há cinco longos anos, logo após a morte da mãe, mas não tinha nenhuma pista.
Voltemos ao presente e quem está na floresta neste momento é o mesmo Dart, ele já havia se perdido várias vezes e estava andando tristemente sem rumo, claro sem saber que estava se aproximando de uma cidade, Santa Clara, mas estava ouvindo ruídos estranhos:
- Quem está aí? – Pergunta uma voz gélida.
Dart vira-se assustado, mas não vê ninguém, só depois percebe um vulto no topo de um rochedo:
- Meu nome é Dart, um aventureiro e você, quem é?
- Meu nome não interessa, mas você intruso, está em meu território!
- Eh... Desculpe, mas não se preocupe, eu já estou indo embora!
- Agora é tarde demais! Sinta a ira de Black Monster! – Dart percebe que era uma mulher.
Black Monster começa a se concentrar e uma bola negra a envolve, ela cria uma armadura negra subindo para o céu, com asas reluzentes e desembainhando sua espada a joga contra Dart que consegue desviar, logo depois Black Monster joga uma enorme bola negra contra Dart que com muito esforço consegue desviar, mas com o impacto é arremessado longe, ficando desmaiado. Black Monster volta ao normal e depois cai também desmaiada.
Rose começa a acordar, estava no meio da floresta, na escuridão, ela se levanta meio confusa, pois não sabia como tinha ido parar ali.
Rose é uma aventureira solitária e revoltada com a vida, seus pais á abandonaram alguns anos após ela nascer e desde então ela teve que aprender a se virar sozinha, alguns anos depois descobriu que tinha uma irmã mais nova que nem sabia de sua existência e que morava em Santa Clara, sabia tudo sobre ela, seu nome era Shana e trabalhava numa taverna na cidade vizinha Santa Luzia, além de ser noiva de um rei chamado Albert, imperador de Santa Fé.
Rose já havia pensado muito e tinha decidido que chegou à hora de Shana saber a verdade e iria a Santa Clara encontrar-se com ela neste mesmo dia.
Rose é uma das poucas aventureiras que possuem o poder lendário dos dragões e ela era a poderosa Cavaleira Dragoon das Trevas com apenas 19 anos. Apesar da solidão Rose gostava muito da floresta e tinha até construído sua própria casa no topo de uma árvore bem escondida, para subir até lá tinha que escalar.
Após olhar ao redor, Rose decide que realmente não sabia como tinha acordado ali e segue rumo a sua casa.
Dart começa a acordar, ele se levanta aos poucos, estava todo dolorido, ele olha rapidamente ao redor procurando a misteriosa mulher, mas não vê nada. Tinha que ir a uma cidade urgente, pois estava exausto.
Ele segue pela floresta em direção a cidade mais próxima: Santa Clara, enquanto que na mesma cidade, Meru, uma camponesa da cidade estava no único hospital das redondezas deitada numa cama com um arranhão no braço fazendo o maior escândalo:
- Ai, ai, ai, meu braço! Como tá doendo! Eu quero um médico! Ah meu Deus, eu vou morrer!
Na sala ao lado, estava à médica Miranda que trabalhava no hospital apenas com uma ajudante, que apesar de ser pouco era o bastante para abastecer todos os moradores e apesar de ter apenas 22 anos, Miranda era uma ótima médica, e justamente no único dia em que era folga no hospital ela tinha vários pacientes para atender. Neste momento chega sua ajudante:
- Doutora Miranda, tem uma paciente meio desesperada na sala cinco precisando de curativo urgente.
- Que droga, eu não acredito lá se vai nossa folga!
Miranda se dirige a sala com uma cara de poucos amigos, chegando lá encontra Meru choramingando:
- O que houve?
- Ai doutora, eu cortei meu braço e está doendo muito, me ajude, por favor!
- Calma, já vamos ver isso.
Depois de um simples curativo:
- Muito obrigado doutora, você salvou minha vida, eu vou te recomendar a todos os meus amigos, tchau!
Meru sai e Miranda vai se preparar para sua folga, ela trabalhava em Santa Clara, mas morava na cidade vizinha Santa Luzia.
Enquanto isso, Meru estava voltando para casa, ela morava em Santa Clara desde que nasceu e agora com 17 anos nem pensava em sair de lá. Ela trabalhava como costureira e morava sozinha numa casa exatamente vizinha ao hospital e do lado da casa de Shana.
Neste momento, Dart está entrando na cidade, todo sujo e com as roupas amarrotadas e um pouco rasgadas, Meru logo o vê e corre ao seu encontro:
- Nossa! O que houve com você?
Dart não queria contar sobre a surra que tinha levado de uma mulher:
- Bom... Eu fui atacado por um monstro! É, e ele era enorme e ainda tinha sete cabeças. – Dart começa a demonstrar as ações que tinha feito — Ele me atacou no meio da floresta, mas eu fui mais esperto subi numa árvore e escalei o braço dele, ele tentou me acertar, mas eu pulei no outro braço, depois eu fui pela cabeça, cortei a língua dele, furei o nariz e arranquei os dois olhos! Eu só me sujei porque quando ele foi caindo eu cai junto com ele e me choquei com um monte de pedras afiadas.
Meru fica maravilhada:
- Nossa! Como você foi corajoso! Quando eu encontrar um monstro sem os olhos já vou saber que foi você. Meu nome é Meru, e o seu?
- Eu sou Dart, muito prazer Meru, mas estou precisando de alguns curativos, você sabe onde tem um medico por aqui?
- É claro! Eu acabei de vir de lá e a doutora é ótima, ela fez um curativo no meu braço – Meru mostra o curativo – Vamos, eu te levo lá.
Meru deixa Dart na porta do hospital:
- Se você quiser ir pra minha casa quando sair é só ir ali. – Diz Meru apontando para sua casa ao lado do hospital – É bem perto, não?
- É mesmo, então muito obrigado Meru!
Dart entra no hospital, enquanto Miranda estava já quase de saída, quando sua assistente chega meio envergonhada:
- Doutora...
Miranda vira-se pra ela:
- O que foi dessa vez?
- É que... Na sala oito tem uma fila enorme de pessoas querendo atendimento.
- Não, eu não mereço isso!
Miranda segue para a sala e tenta despachar as pessoas o mais rápido possível:
- Doutora, a minha coxa está roxa, eu não sei o que está acontecendo.
- Tudo bem, vá para casa, bote água fria por uma hora e amanhã você volta pra eu ver, próximo!
- Doutora, eu cortei o pé!
- Tudo bem, não foi nada, tome a gaze, o esparadrapo e faça o curativo em casa, tchau!
Depois de mais de duas horas, chega à vez de Dart:
- Doutora, eu estou com o corpo todo dolorido!
- Sem problemas, leve a gaze e o esparadrapo, faça os curativos que precisar, descanse e você estará novinho em folha, tchau!
Miranda sai da sala e segue para preparar-se pra sua folga, mas percebe que já é quase noite:
- Que droga lá se foi minha folga, o jeito é ir para casa mesmo.
Dart estava saindo do hospital com muita raiva e dá de cara com Meru novamente:
- Que médica hein, você não disse que ela era ótima?
- Mas ela é ótima!
- Então porque ela me mandou fazer meus próprios curativos?
- Eu não sei, mas vamos lá para casa, eu tento fazer seus curativos.
Na casa de Meru, ela faz seus curativos, não muito perfeitos e Dart vai tomar banho enquanto Meru costura suas roupas.
Já pronto para ir embora, Dart vai falar com Meru:
- Para lhe agradecer queria convidá-la para jantar comigo, você aceita?
- Claro! Inclusive sei onde tem uma taverna, é em Santa Luzia, é bem perto daqui, vamos?
- Vamos lá!
Quem também estava indo para a taverna era Miranda, que já havia desperdiçado a folga mesmo então ia pelo menos aproveitar a noite.
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