A Lenda do Rei Dragão: A Princesa de Shangrilla.
6 Lembranças.
Notas iniciais
Sentada na beira de um penhasco Yoru olhava o horizonte, seu olhar era profundo e realmente triste. A feição de quase choro em seu rosto dizia talvez que seu coração estava machucado, ninguém nunca a perguntara o porque de tanto ressentimento. Keiko sentada de joelhos olhava em direção de Yoru.
–Por que ela é tão triste?... – perguntou. Long sorriu e se sentou ao lado da hime.
–Há alguns anos Yoru perdeu alguém realmente importante para ela... – disse o pequeno dragão vermelho.
–Quem?... – falou Keiko ainda olhando para Yoru.
–Hikari... – respondeu Long também deixando a tristeza transparecer. Ficaram em silencio enquanto Yoru olhava o por do sol, ela escutou o que aqueles dois haviam conversado, podia escutar o que quisesse a quilômetros dali. Mas aquela conversa, aquele nome a fez se lembrar da única parte de sua vida que realmente achava que valia a pena...
“Era uma tarde ensolarada de primavera, as cerejeiras haviam acabado de florir, sua cor e delicadeza enfeitava toda a cidade de Hasu. Era uma época calma mas mesmo assim os Yōso no rōzu tinham que se reunir, esse eram:
O Hi no Kōtei — Kasai Tatsuo; O Kaze no kōtei- Chiba Katsuro; O Chikyū kōtei — Ishida Takashi; O Kōtei kōsen — Masuda Raiden; A Mizu no kōtei — Murata Miwa e o Mori no kōtei — Sakurai Hajime. Durante essa época de viajem até a Montanha dos Elementos, Yoru ficava sozinha em casa com seu irmão mais novo Goten e suas babás Nanami e Naomi. Mas a jovem hi zokusei não gostava de ficar em casa. Estava saindo para andar pela cidade quando escorregou e desceu a escadaria toda do Castelo do Fogo batendo seu traseiro em casa degrau.
–Yoru-hime!? Você esta bem?! – gritou Nanami.
–H-Hai! – respondeu Yoru se levantando aos poucos e passando a mão em seu traseiro dolorido. Olhou para Nanami e simplesmente saiu correndo para o centro da cidade. Yoru corria para encontrar seus fieis amigos que a acompanhava em sua brincadeiras, avistou seu amado e querido amigo Yusuke, ele estava junto do pai. Quando viu Yoru nem sequer pediu permissão para sair do lado de seu pai, correu para a menina e a pegou nos braços e saiu correndo em meio as ruas estreitas e os comerciantes. Pulou num telhado e recebeu vários tapas da amiga.
–Ai! Ai! Yoru! – dizia em meio aos bofetões. Yoru parou de bater em seu amigo e se sentou no telhado ainda emburrada. Yusuke suspirou e revirou os olhos, foi para trás de Yoru e se curvou até sua cabeça ficar na frente da dela, conseguiu arrancar um pequeno sorriso jovem menina que se levantou.
–Certo! Vamos atrás do Sano! – disse ela animada.
–Mas eu to aqui... – disse Sano assustando os dois ali presentes – Calma! Antes de me matarem o Takeo, a Konata e a Hikari estão nos esperando do lado da casa dela! – os dois hi zokusei se olharam e junto de Sano desceram do telhado e foram em direção a casa de Hikari. Chegando lá encontraram os outros três amigos e ali estava ela, a pequena e delicada Hikari, a pequena menina de cabelos castanhos claros e olhos verde esmeralda, sorrindo largo e acenando para os amigos. Aquela era Hikari, a inocente Hikari.”
Uma lágrima caiu no rosto de Yoru, ela respirou fundo e sentiu quatro cheiros familiares. Arregalou os olhos e olhou para uma estrada na lateral da montanha, subindo por ela estavam seus antigos companheiros. Yoru olhou para Konata e um fogo começou a subir por seu corpo, começou a tremer de raiva e pulou do penhasco levantado voo e indo em direção a velha amiga.
–KONATA! –gritou em fúria chamando a atenção dos quatro viajantes, todos ficaram surpresos até que Yoru quase deu um soco em Konata se não fosse a Hari yōso desviar receberia um golpe tão brutal que poderia mata-la. Todos se afastaram assustados ainda, Konata caída no chão olhou bem para o rosto enfurecido do Yoru, ela sabia porque a hi zokusei estava daquele jeito, se levantou e colocou-se em posição de batalha, iria lutar com Yoru mesmo que custasse sua vida.
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