A Lenda do Dragão

13 A ameaça de Dineli


Notas iniciais
Hello people, vamos ao capítulo 13, lembrando que comentários são sempre bem vindos

Meu espírito do dragão começa a emanar e antes que possa perder o controle envio uma mensagem de texto automática para um certo alguém, a situação é grave.

— Dineli… Você era a última pessoa que eu imaginava ver.

O senhor de meia idade me encara, mostrando total desprezo.

— Se não tivesse fugido do Japão não pensaria assim, achou mesmo que depois do que você fez com o meu filho eu deixaria você livre por ai?

Começo a rir.

— achei sim, deveria estar ocupado ajudando na recuperação dele.

Ele se enfurece

— Deveria, mas antes quero acabar com a paz da pessoa que tirou o sonho dele de ser um jogador de futebol.

— Jura? Por que não começou ajudando os jogadores que ele machucou naquela final? Ele quebrou a perna de um dos meus amigos e a única coisa que fiz foi devolver o favor.

— Então vou te agradecer acabando com a sua vida, ou melhor, com a vida de Marco e da sua nova namorada Umika, com quem devo começar? Aproveitar que ela já está no hospital posso até já agilizar o processo.

Meu poder do Dragão explode.

— DESGRAÇADO!

Vou em direção a ele, sendo parado apenas pelo barulho de um dos seguranças apontando a arma para mim.

— SE VOCÊ OUSAR TOCAR UM DEDO NELA EU TE MATO!

Ele começa a rir.

— Bom saber, então creio que está disposto a negociar?

— A ÚNICA COISA QUE EU VOU NEGOCIAR É ACERTAR UM SOCO NESSA SUA CARA AMASSADA!

— Que pena, então terei que fazer as coisas do meu jeito.

— O QUE VOCÊ QUER?

— Simples, não jogue a semifinal para que o time que fiz alto investimento ganhe o campeonato, assim poderei dobrar o valor que seu pai me paga para o tratamento do Johan.

— E se eu jogar?

— Meus seguranças farão uma visitinha ao quarto 410 e a família da paciente, creio que não vai gostar do resultado.

— ORA SEU…

Sashihiro começa a sentir muita dor no corpo, em efeito ao poder do Dragão.

— E como posso ver você ainda sente os efeitos colaterais dessa maldição? Afinal você não passa de um monstro.

Alguém surge correndo e entra entre os dois.

— Pai?

— Para a sua sorte eu estava na região, tive uma reunião no prédio ao lado do hospital.

— Ora ora, o todo poderoso rei da ComercMax resolveu se juntar aos simples mortais? Seja muito bem-vindo, senhor Kazekawa.

— O que você quer Dineli? Já acabou o dinheiro enviado para o tratamento do garoto? Por que não entrou em contato comigo em vez de provocar o meu filho?

— O que é isso senhor Kazekawa? Apenas quis fazer uma visitinha a um velho amigo.

— Se você se aproximar do meu filho mais uma vez eu…

Dineli começa a rir.

— VOCÊ O QUE? VAI MANDAR ME PRENDER? ACHO QUE NÃO, JÁ QUE EU POSSUO PROVAS DO DESASTRE QUE SEU FILHO CAUSOU E QUE PODERIAM COMPROMETER ABSURDAMENTE AS AÇÕES DA SUA EMPRESA.

— Faça, se eu entrar em falência você também perde seu amado dinheirinho extra, junto com o tratamento do seu filho.

— Isso não será necessário, afinal, já estou de saída, boa sorte na semifinal Sashihiro.

Sashihiro desaba no chão.

— O que eu faço agora?

— Eu te avisei que isso traria problemas, se não estivesse jogando estaria tudo bem.

— O QUE EU FAÇO AGORA? (Começa a chorar)

— Primeiro, acho que você deveria visitar sua amiga, me encontre em casa mais tarde e conversamos sobre isso.

— Minha casa é na escola.

— (Joga uma chave com um pingente de Dragão) Te vejo as 8 da noite, não se atrase!

Após receber a chave corro em direção ao hospital, Marco já me esperava na recepção.

— Tudo bem Sashihiro?

Tento não preocupá-lo e apenas aceno com a cabeça que sim. Subimos de elevador e até o caminho do quarto não conversamos. Ao entrarmos no quarto a imagem que vejo me parte o coração.

— Umika…

— Ela está dormindo, aparentemente foi apenas uma queda de pressão, logo ela deve acordar.

— Os médicos deram mais alguma informação sobre?

— Não, apenas que ela teve uma queda de pressão, fica tranquilo, sua namorada está bem.

— Que bom.

— Sashihiro, você está bem? Estou te sentindo preocupado com algo.

— Estou sim Marco, só estava muito preocupado com ela.

— Como ainda não é horário de visitas não podemos ficar com ela, deixo você ficar com ela o quanto quiser depois.

— Quanto tempo, Marco?

— Mais uma hora, pelo menos, a mãe dela também está aqui no hospital e está como a acompanhante, logo você poderá ficar com ela

— 1 hora então…

— está tudo bem mesmo? Você parece muito tenso.

— Estou bem Marco, meu pai me convidou para jantar. (começa a rir para disfarçar).

— Boa sorte, cuidado para ele não voar em você igual naquele dia do hospital.

Ficamos conversando por alguns minutos, até eu ser avisado que não poderíamos vê-la devido a um procedimento médico, terei que aguardar até a manhã seguinte para visitá-la, saio do hospital e vou em direção a minha antiga casa para ter aquela conversa com o meu pai.

Ao chegar vejo aquela casa que um dia já foi minha, tudo continuava da mesma forma, meu quarto continuava vazio e a sala continuava cheia de documentos empresárias, vou até ela e me sento no sofá.

— Chegou na hora, parabéns.

— Pai, o que eu farei? Tudo aquilo de novo? Ele ameaçou a Umika por ela estar no hospital e eu estou muito preocupado com isso.

— Você gosta dela, né? (ele começa a rir)

— NÃO É ISSO! SOMOS AMIGOS E EU ME PREOCUPO! ASSIM COMO ELA TAMBÉM SE PREOCUPA COMIGO.

— Só temos uma escolha, você se mudar novamente, posso te mandar para a casa da sua tia e isso resolverá todo o problema.

— Isso não vai funcionar! Ele já me achou uma vez e vai me achar novamente, além de que ele vai ficar te infernizando, precisamos fazer algo sobre isso.

— O que ele falou com você antes de ir embora?

— Ele disse que apostou todo o dinheiro na equipe que vamos jogar na semifinal, se ele perder todo o dinheiro acho que nos deixaria em paz.

Meu pai se levanta.

— Sim, eu posso manter o tratamento do garoto e ainda o denunciar por aposta esportiva, teríamos um às na manga.

— Temos um segundo problema… se eu fizer isso ele vai atrás da Umika.

— Eu vou levantar dados sobre isso, podemos continuar essa reunião mais tarde.

Me irrito

— Melhor, assim não precisamos ficar vendo a cara um do outro.

— Você que sabe, seu quarto está da mesma forma que você deixou, se quiser…

Me levanto

— Não, obrigado! Prefiro voltar para o meu quarto na escola.

— Caso consiga alguma informação extra, me avise.

Saio da casa do meu pai e sigo para a escola.

No dia seguinte… poucos minutos antes da hora de visita.

— Está melhor Umika?

— Sim, mãe, foi apenas um susto.

— Eu te avisei que isso aconteceria, você sabe que não podemos ignorar a data informada pelo médico! Não podemos deixar acontecer com você o mesmo que aconteceu com o Ryo!

— Eu sei mãe, eu só queria aguardar para poder ver a semifinal.

— Sinto muito Umika, teremos que agendar sua viagem, não podemos arriscar mais tempo e que seu coração aguente.

Entro em choque quando escuto isso… não acredito que a Umika tem problema cardíaco, não consigo me mover mesmo o Marco me chamando logo após chegar na porta do quarto.