A Lenda do Clã dos Pokémons Lasanha
11 Visita
César acordou na cabana em que estiveram antes da luta, seu corpo estava coberto de ataduras. Vasculhou o local com os olhos. Seus amigos também se encontravam ali, porém ainda desacordados.
— Descanse! – ordenou a voz de Cecilia.
O menino piscou algumas vezes até conseguir processar a palavra da garota.
— O que houve? Como viemos parar aqui? – indagou.
A loira suspirou.
— Depois que eu peguei Gabriela, como Matheus mandou, eu a trouxe direto para cá, pois pensei que este seria o melhor local para deixa-la. Após isso fui encontrar vocês o mais rápido que pude, porém quando cheguei a luta havia acabado. Tanto Siegar quanto Ruliel estavam mortos, você estava soterrado por algumas pedras, Arthur e Victor inconscientes e Matheus desmaiado ao lado do corpo de Ruliel. Trazer vocês quatro aqui foi realmente cansativo – deu de ombros. – Mas foi a Rafa quem mais se cansou, ela curou os cinco até desmaiar de cansaço.
— Que horas são? – perguntou curioso.
— Já é de manhã. Acho que dez horas.
Os que estavam adormecidos foram acordando conforme o tempo passava. Primeiro Gabriela, seguida por Victor e Matheus, sendo Arthur o último. Todos estavam enfaixados por conta dos ferimentos da luta, que ainda lhes causava dor ou certo desconforto.
Havia diversos sentimentos misturados em um único local. Em alguns havia a frustação por terem sido deixados para trás, em outros a decepção por terem sido derrotados no meio da batalha ou a felicidade e euforia por terem conseguido, finalmente, se livrar dos dez guardas demoníacos. Porém todos ali presentes compartilhavam de um sentimento mútuo: a ansiedade por derrotar Satanás. Ele era o último inimigo que ainda estava em pé.
Ele não fugiu por medo, isso era um fato. No estado em que se encontravam, poderiam ter sido mortos facilmente por ele.
Rafaela estava cabisbaixa, pensando na possibilidade de não conseguirem derrota-lo. Ao perceber isso, Manu se fez ouvir:
— Nós iremos derrota-lo, não tenha dúvidas disso.
— Manu tem razão – concordou Victor, se levantando com dificuldade.
— Eu vou dar uma saída, volto logo – Matheus se intrometeu na conversa.
— Como assim? – questionou Rafa. – Você ainda não está recuperado totalmente. E se Satanás lhe atacar nesse tempo?
— Não atacará! Se quisesse poderia ter matado a todos nós, porém não o fez. Além disso, ele disse que me encontraria para lutar em dois dias.
— O que o faz acreditar que ele manterá a palavras? – dessa vez foi Gabriela quem perguntou cerrando os olhos.
— Intuição! – respondeu dando de ombros.
No instante seguinte, estava saindo pela porta, ignorando os amigos.
Larissa fez menção de segui-lo, mas Victor a parou.
— Deixe-o! – foi tudo o que falou.
A garota entendeu e não questionou.
Manu levou as mão até a cabeça, procurando aliviar o desconforto que se iniciara de repente. Ao ver o que se passava com ela, os amigos se postaram prontos a ajudá-la.
— O que houve? – perguntou Gabriela com preocupação na voz.
— As árvores... estão agitadas – respondeu. – Algo ruim está para acontecer – declarou.
— Tem a ver com Satanás? Ou Matheus?
— Não sei dizer. Provavelmente os dois.
A garota se preparou para ir atrás do amigo, mas parou e, frente a porta. Algo que surpreendeu os amigos.
— Não vai atrás dele? – perguntou Manu.
— Melhor não ir! Ele sabe se cuidar.
—
Matheus voltara perto da noite, porém não contou aos amigos detalhes de onde estava. Estavam dormindo agora.
O tempo passou devagar. Minutos pareciam horas. Horas pareciam séculos. Todos almoçaram em um silencio incomum.
Quando a tarde chegou, avistaram a última pessoa, ou melhor, demônio, que esperariam ver. Satanás descia calmamente do céu, aterrissando calmamente em frente a eles.
Os amigos se preparavam para lura lutar, porém Matheus interveio, postando-se diante deles.
— O que está fazendo? – perguntou Cesar com raiva.
— Essa luta é minha! – disse calmamente. – Fiquem fora disso!
— Como assim? Você não vai derrotá-lo sozinho e sabe disso – falou Larissa.
— Eu tenho uma chance, tenho um plano. Vocês apenas me atrapalharão – disse rispidamente.
Alguns segundos de silêncio seguiram a pequena discussão, até ser quebrado.
— Devo supor que entraram em um consenso? – pediu Satanás, que recebeu olhares furiosos dos adolescentes, exceto Matheus, que continuava calmo. – Onde você quer lutar?
Matheus se esticou e cochichou-lhe no ouvido, após isso Satanás colocou a mão no ombro do garoto e ambos desapareceram.
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